CAMPANHA DE SOLIDARIEDADE

segunda-feira, 4 de junho de 2012

A Ideia Juche e Kim Jong Il


Durante mais de três anos posteriores a meados da década de 1960, Kim Jong Il, partindo de uma extraordinária perspicácia ideológico-teórica, analisou por diferentes ângulos as teorias da classe operária dos últimos cem anos e chegou à conclusão de que as ideias anteriores não poderiam dar respostas exatas aos problemas ideológico-teórica que surgiam na prática revolucionária da época de então, e que a Ideia Juche, ideologia revolucionária do Presidente Kim Il Sung, é a única ideia diretriz da época da independência.

Comenta-se que Kim Jong Il, certa vez, teria dito a funcionários:

“A Ideia Juche do Líder é a única teoria diretriz de nossa época capaz de conduzir a humanidade ao socialismo. É óbvio que não podemos resolver novos problemas que se apresentam na prática revolucionária somente com a teoria da classe operária. A história seguiu sua marcha e a situação mudou. O mundo deve ser transformado segundo a ideia revolucionária do camarada Kim Il Sung e a humanidade logrará a vitória em sua causa pela independência seguindo a bandeira desta ideologia. Essa é uma irrefutável verdade histórica.”

Posteriormente, em 19 de fevereiro de 1974, pronunciou um discurso de conclusão de curso entre funcionários de propaganda do Partido do Trabalho da Coreia, ocasião em que demonstrou que a ideologia revolucionária de Kim Il Sung é um sistema integral de ideias, teorias e métodos do Juche e declarou que seu pensamento original, a Ideia Juche é a única doutrina diretriz da época da independência que merece levar o honroso nome de seu criador Kim Il Sung.


- Grande obra de valor inigualável


Kim Jong Il publicou sua obra “Sobre a Ideia Juche” em 31 de março de 1982. A obra consta de cinco capítulos: “Concepção da Ideia Juche”, “Princípio filosófico da Ideia Juche”, “Princípio da Ideia Juche na história social”, “Princípios diretrizes da Ideia Juche” e “Significado histórico da Ideia Juche”.

De um conteúdo amplo e profundo, refere-se a diferentes temas relacionados à causa da humanidade pela independência: Análise integral da história da humanidade; análise crítica do patrimônio ideológico da humanidade; análises das tendências principais da nova época; princípios básicos do Juche; características essenciais do homem; ponto de vista e posição do mundo centrado no homem; essência da sociedade; sujeito da história; caráter do movimento histórico-social; posição e papel do Líder no movimento revolucionário; princípio de manter a posição independente; aplicação do método criador e de conceder prioridade ao fator ideológico na revolução e na construção.

Tal obra teve um enorme eco internacional. Em menos de um ano, foi publicada em mais de noventa países, foram publicados mais de 10 milhões de exemplares e sua reprodução foi feita em forma de artigos em mais de 144 países.

Personalidades de renome internacional qualificaram-na como um segundo Manifesto Comunista e um manual filosófico que deu pela primeira vez uma resposta correta ao problema da libertação da humanidade.

Kim Jong Il enriqueceu e desenvolver a Ideia Juche através de entusiásticas atividades ideológico-teóricas que abarcaram diferentes esferas: filosofia, construção do Partido, Poder político e defesa nacional, gestão econômica, trabalhos de organização de massas, crematística, direito, história, filologia, educação, saúde, esportes, arquitetura, literatura, arte etc.

Mais de 890 obras de Kim Jong Il foram publicadas entre 1964 e 1994.

Todas as obras causam elogios e admiração por conta de sua profundidade e amplitude filosófica. Todos seus trabalhos refletem o princípio e as exigências da Ideia Juche e dão respostas satisfatórias a todos os problemas teóricos e práticos da época e da revolução. Não é por mera casualidade que se diga que as obras de Kim Jong Il são uma grande enciclopédia para a revolução.


- Política Songun


Kim Jong Il desenvolveu a política Songun (de priorizar os assuntos militares) – que tem como base a Ideia Juche – e preparou um onipotente meio para a vitória da causa da independência da humanidade.

Em fins do século passado, as forças aliadas do imperialismo, encabeçadas pelos Estados Unidos, extremavam sua ofensiva para estrangular a Coreia socialista por motivo da queda do socialismo na União Soviética e em outros países. Nesse contexto, Kim Jong Il levantou alto a bandeira do Songun e sistematizou-a integralmente como a ideia de dar importância aos fuzis e aos assuntos militares – ideia formulada por Kim Il Sung partindo do principio do Juche – conforme as demandas do desenvolvimento da época da revolução. Em várias de suas obras como “A Política Songun de nosso Partido é um poderoso modo de política socialista” e “A linha revolucionária Songun é uma grande linha de nossa época e bandeira vitoriosa de nossa Revolução”, aclarou a base filosófica da ideia Songun que tem sua origem na Ideia Juche e que reflete seus requerimentos. Considerou a política Songun como a forma principal de política socialista e aplicou-a para superar as dificuldades e alcançar a brilhante vitória na batalha pela defesa do socialismo.

O Partido do Trabalho da Coreia e seu povo chegaram a uma nova era da construção de um próspero Estado socialista sob a bandeira da Ideia Juche e do Songun. O povo coreano chama hoje de Kimilsungismo-Kimjongilismo a ideia revolucionária de Kim Il Sung e Kim Jong Il, bandeira imortal para a causa da independência.

5 comentários:

  1. Amigão,


    Percebo que isso eh muito importante pra você, mas o que vc tem a dizer sobre a falta de representatividade politica dos norte-coreanos? A ausência de eleições? O poder hereditário? A exploração que sofrem os trabalhadores? A censura na mídia?




    Abraços, e pense nisso!
    Muita gente critica a ditadura militar brasileira mas foi justamente ela que nos salvou de ser uma nação assim.

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  2. Caro Alberto,

    O povo coreano exerce seus direitos políticos desde as assembleias populares desde os níveis municipais, provinciais até a Assembleia Popular Suprema, órgão máximo da política da RPDC. Caso você tenha dado uma lida no blog, por menor que seja, a Coreia Popular possui eleições e, ao contrário das nossas, não é necessário receber dinheiro da Volkswagen, da Toyota, do Santander ou da Odebrecht para se conseguir um cargo público – ao contrário, tudo depende do quanto cada pessoa se dedicou pela construção do socialismo no país.

    Tampouco se pode falar que os trabalhadores coreanos são explorados, dado que as fábricas, as estradas, a agricultura e, em resumo, os grandes meios de produção pertencem a todo o povo coreano. Dado que não há apropriação privada sobre o produto do trabalho, não há base econômica para a exploração do homem pelo homem e a classe operária desfruta de uma vida nova e rica sob o socialismo, inimaginável para qualquer país que viva no capitalismo.

    Mas, já que você se mostra tão crítico quanto as supostas “mazelas” da “Coreia do Norte”, gostaria que você nos falasse um pouco sobre o que pensa sobre os despejos das populações de favelas que acontecem diariamente em nosso país, ou sobre o fato de as artérias da economia nacional estarem nas mãos dos grandes monopólios estrangeiros. Diga-me também o que pensa da redução de países outrora independentes a colônia dos países imperialistas simplesmente para satisfazer o lucro dos grandes capitalistas desses países.

    Pense um pouco. Não deve ser tão difícil raciocinar.

    Forte abraço!

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  3. Amigo,


    Eu procurei e achei poucas coisas sobre "democracia" na Coreia do Norte. A não ser um - bom - texto de um dos editores sobre o autoritarismo no Sul e uma matéria sobre as eleições, mas nada que comprove que eram democráticas.


    Veja isso, amigo:

    http://www.youtube.com/watch?v=vjKgxftL85M




    Abraços!





    Abraços!

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  4. Nada de inovador foi dito no vídeo, além das conversas usuais sobre os "campos de concentração" que nunca existiram na RPDC. Sugiro que, da próxima vez, venha com algo que gere debate e não acabe em provocações baratas.

    Abraços!

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  5. Tanto o Capitalismo quanto a filosofia Juche têm seus pontos fortes e pontos fracos. A tendência hoje no mundo, em todos os setores, privados ou públicos, é a existência de conselhos administrativos, composto por membros com capacidade técnica comprovada, representantes dos interessados, para formular normas e diretrizes, que os governantes terão que implementar. Diminuindo assim uma situação clássica de vaidade, egocentrismo, entre outras coisas da natureza humana, que impede, muita das vezes, uma decisão de cunho pessoal e política seja tomada com consequências danosas a sociedade, verdadeira detentora da terra, ou do território, do estado de direito, etc.

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