CAMPANHA DE SOLIDARIEDADE

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Coreia Popular se esforça para superar calamidades naturais



Nos últimos dois meses, a maior parte do território norte-coreano vem testemunhando uma grande seca, principalmente nas regiões da parte oeste do país. Altas temperaturas o afetaram desde o dia 30 de abril, chegando a atingir 27 graus celsius em Pyongyang, 26,6 em Phyongsong, 27,4 em Sariwon, 26,7 em Haeju, 26,9 em Kaesong e 22,2 em Nampo.

Nos dias 13 e 14 de maio, a maior parte do país, com exceção das províncias de Ryanggang e Jangang, testemunharam precipitações de chuva, porém em quantidades insuficientes para superar a seca. Desde o dia 26 de abril até 20 de junho, Pyongyang registrou 2 mm de chuva, 5 mm na cidade de Haeju, 4 mm em Phyongsong, 1 mm em Sinuiju e 0 mm em Sariwon. A evaporação média leva o solo a perder o equivalente em quantidades de água de 4 a 8 mm de chuva, e a umidade do solo encontra-se em 60% no momento. Sem o aumento de chuvas desde final de maio, a RPDC passou pela menor precipitação de chuvas desde 1962.

Na província de Hwanghae do Norte, mais de 2 mil hectares de terra e 15% das terras de cultivo de milho foram perdidas. Em Kaesong, 1000 hectares de arrozais e mais de 600 hectares de terra não arrozais estão sem crescer desde o dia 17 de junho.  Na mesma cidade, 4 hectares de arroz secaram por conta da seca e o cultivo de novos campos de arroz se mostraram impossíveis em mais de 1600 hectares, por serem dependentes do regime de chuvas.

No mês de junho, algumas áreas da RPDC foram atingidas por tempestades de granizos e enchentes. Chuvas de granizo atingiram os povoados de Pudok e Chongchon no município de Jaeryong, província de Hwanghae do Sul, das 16h50min às 17h35min do dia 12 de junho. O mesmo fenômeno aconteceu em Hamgyong do Norte, das 14h55min às 15h30min do dia 20 de junho. Tais áreas passaram por uma precipitação 50 mm em menos de uma hora.

As chuvas de granizo deixaram alguns feridos e algumas casas foram destruídas. Cerca de 200 hectares de milho e trigo foram perdidos no povoado de Pudok. Cerca de 12 hectares foram perdidos em Chongchon e 150 hectares em Sinjang.

Segundo Pang Sun Nyo (48), chefe do departamento de serviços meteorológicos, tal situação tende a persistir até o final de junho, quando em julho e agosto são esperadas maiores precipitações de chuvas.

O povo coreano agora se engaja numa campanha nacional para superar os desastres naturais. O Gabinete e o Ministério da Agricultura tomaram medidas de emergências para prevenir os danos causados pela seca e todos os setores e unidades estão levando a cabo trabalhos para lutar contra de uma maneira massiva.

Áreas rurais estão agora preparando trabalhos de reparação e ajuste de poços, reservatórios de água, tubos de poços e equipamentos de bombeamento de água e irrigação, irrigando todos os campos com águas das represas e reservatórios naturais. As províncias de Hwanghae do Norte e Phyongan do Norte estão fazendo um uso racional do sistema de irrigação para superar e prevenir as secas. Outras cidades e povoados como Jongju, Sariwon, Thaechon, Ryongchon e Pongsan estão concentrando o contingente laboral para a irrigação de cultivos de milho, batata, trigo e cevada atingidos pela seca. Trabalhadores das províncias de Hwanghae do Sul e Phyongan do Sul estão irrigando várias áreas todos os dias. Fazenas de Nampo e das províncias de Kangwon e Hamgyong do Sul estão irrigando campos com sucesso através da organização de brigadas de trabalho para resolver problemas específicos e fazer um uso efetivo dos recursos hídricos.

As áreas rurais de Pyongyang levam a cabo projetos de irrigação através de vários métodos como aspersão hídrica e distribuição de água em sulcos, por meio da modernização das instalações. Todas as fazendas fazem o arado e a capinação com inovações técnicas para manter o solo nas melhores condições possíveis, aplicando fertilizantes orgânicos e estrumes para resistir à seca.


Seca na província de Hwanghae do Norte
 
Seca na província de Hwanghae do Norte

Camponeses trabalham para superar a seca
Camponeses trabalham para superar a seca






5 comentários:

  1. Eles (NorCoreanos) vão superar mais essa!

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  2. Auto lá Camaradas!!!

    Essas experiências feitas na periferia do Capitalismo, em nome do Comunismo foram experiências que levaram a mais absoluta degeneração, emporcalhando o nome do Socialismo na medida em que esses Estados, tornaram-se TODOS Estado policiais sob os interesses de uma casta Burocrática, propagando lendas, mentiras e praticando a mais torpe repressão. Países de partido único, impressa única, discurso único, são uma lástima e isso não é o que pretende o verdadeiro movimento socialista.

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  3. Natanael, não sei o que você quer dizer com “experiências feitas na periferia do capitalismo em nome do comunismo”(?), mas, com certeza, a RPDC não está entre elas. O processo revolucionário do norte da Coreia começou como uma Revolução democrática anti-imperialista e antifeudal, que após a vitória do Exército Popular Revolucionário da Coreia no norte do país e com a expulsão dos imperialistas japoneses adota um governo de tipo ditadura democrática do povo que, apesar de ser um governo de base popular, difere em alguns aspectos de um governo de tipo soviético. Desde meados dos anos 50 os coreanos fazem a análise de que a etapa democrática da revolução já havia sido finalizada e, portanto, já nessa época a Coreia do Norte vem construindo o socialismo. A RPDC é um país socialista, pois os meios de produção pertencem a todo o povo e as massas populares controlam o poder político do Estado.

    A RPD da Coreia é um “regime de partido único” no sentido de que as massas exercem sua soberania somente através do seu Partido de vanguarda que é o Partido do Trabalho, justamente porque a empresa que o país exerce é a construção do socialismo, e não de um regime utópico liberal-burguês. Esse país que possui “dois discursos”, no sentido de defender tanto o imperialismo quanto o socialismo, ou que “dá voz a todos” no sentido de todos participarem da administração do Estado e na construção da política econômica independente da classe social a que pertença não existe na realidade.

    No mais, no seu discurso nada vi além de conceitos que em nada condizem com a concepção materialista da história. “Estado policial” parece ser um grande pleonasmo, já que todo o Estado é um órgão de dominação de uma classe por outra e tem como coluna vertebral um destacamento armado que defende uma ordem determinada. No caso da Coreia do Norte, o Estado tem como destacamento armado o Exército Popular da Coreia e a ordem a ser defendida é a socialista.

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    1. "Socialista, inquieto, questionador e cheio de vontade de mudar as coisas!"

      "Socialistas democráticos" como esse babaca desse Nataneal que opinou acima me dão NOJO. Eles são o braço esquerdo da direita.

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  4. Pois é camarada Rosendo, não é difícil encontrar sociais-democratas pela internet, difamando o socialismo, e principalmente a Coréia do Norte com o discurso ultrapassado de "Ditadura de Partido Único". Agora, dizer que a Coréia do Norte é uma "periferia do capitalismo", é o cúmulo da falta de informação e da ignorância total. Parece até que estamos vendo as mesmas falácias da mídia capitalista serem repetidas.

    É necessário que a sociedade comece a estudar e se inteirar mais da política internacional, para não limitar-se apenas à atirar esses clichês que presenciamos à toda hora na mídia reacionária.
    E é lamentável que um indivíduo desses venha até aqui dizer tamanhos absurdos, ainda por cima querendo impor que a forma cujo sistema socialista da Coréia do Norte predomina no país, "não é a forma correta de socialismo". Qual seria então para ele a forma correta de guiar as massas? Social-Democracia?

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