terça-feira, 9 de setembro de 2014

Carta do CEIJ enviada ao camarada Kim Jong Un

Estimado camarada Kim Jong Un, Primeiro Secretário do Partido do Trabalho da Coreia, Primeiro Presidente da Comissão de Defesa Nacional da República Popular Democrática da Coreia e Comandante Supremo do Exército Popular da Coreia,

O Centro de Estudos da Ideia Juche - Brasil envia a você, ao Partido do Trabalho da Coreia, e a todo o povo coreano nossas saudações mais calorosas e combativas por ocasião do 66º aniversário da gloriosa República popular e democrática, fundação esta que é fruto da culminação das várias décadas de luta do povo coreano por sua independência, pela libertação nacional, pela democracia e o socialismo. Heróis patrióticos do povo trabalhador e explorado como Kim Hyon Jik, Kang Ban Sok, Chol Ju, Kim Hyong Gwon, Ang Jung Gun, Chang Wei Hua e vários outros não deram suas vidas em vão. Foi graças ao esforço obstinado destes e de milhões de outros patriotas, democratas e comunistas que o povo coreano pôde, nos dias de hoje, desfrutar das benesses e da vida sem igual dada pelo grande sistema socialista estabelecido pelo Partido do Trabalho da Coreia. A luta de séculos do povo coreano pela libertação nacional e o socialismo produziu também líderes sem igual do povo coreano e dos povos do mundo, como o Grande Líder Camarada Kim Il Sung e o Dirigente Kim Jong Il.

A grande Revolução democrática, antiimperialista e antifeudal fundou uma grande república democrática e popular representando os interesses mais amplos de todo o povo coreano, como os operários, camponeses, pequenos e médios empresários e comerciantes, capitalistas com consciência nacional, religiosos patrióticos e vários outros estratos. A República Popular e Democrática da Coreia ostenta, desde sua fundação em 1948, brilhantes méritos e vitórias na revolução e construção socialistas. Um pequeno país com um povo heróico e revolucionário foi capaz de impor humilhantes derrotas contra o imperialismo mais assassino de toda a história, o imperialismo japonês, e ostenta até hoje ter sido o país a impor a primeira derrota militar da história contra o todo-poderoso imperialismo norte-americano.

Hoje, passados 66 anos da fundação da RPDC, o povo coreano segue firme na luta pela construção de um Estado poderoso e próspero, erguendo bem alto a bandeira do socialismo e resistindo bravamente a todas as ameaças e maquinações tramadas pelo imperialismo norte-americano e os fantoches que governam a Coreia do Sul. Sabemos que, sob sua direção, o povo norte-coreano continuará levantando bem alto a bandeira da luta revolucionária, apoiando todos os povos que lutam pela independência e pelo socialismo. Mantendo-se fiel a bandeira revolucionária do Kimilsunismo-Kimjongilismo o Partido do Trabalho da Coreia e o povo coreano lograrão a reunificação pacífica e independente da pátria, colocando fim à dominação colonial exercida pelos Estados Unidos na parte sul da península.

Receba nosso solidário e sincero apoio internacionalista à causa do povo coreano e do Partido do Trabalho da Coreia.

São Paulo, 9 de Setembro de 2014

Gabriel Martinez – Presidente do Centro de Estudos da Ideia Juche - Brasil

Alexandre Rosendo – Secretário Geral do Centro de Estudos da Ideia Juche - Brasil

Kim Il Sung e o 66º aniversário da RPDC



Kim Il Sung (1912-1994), eterno Presidente da República Popular Democrática , figura enaltecida pelo povo coreano.

Desde cedo, com o propósito de levantar um país para os explorados e oprimidos, sem se restringir nem pelas teorias existentes, nem pelas experiências alheias, aclarou o caminho de construção de um poder que defendesse os interesses dos operários, camponeses, soldados, intelectuais e outros setores de trabalhadores. 

De sua direção, sobre a contrução do Poder popular o que merece mais atenção é a instituição, no período da Luta Armada para libertar o país da ocupação militar (1905-1945) japonesa, do governo popular que defendia os direitos e a liberdade das pessoas nas bases guerrilheiras. 

Apoiando-se nele, imediatamente depois da libertação do país (agosto de 1945), Kim Il Sung planteou uma linha de construção do Estado conveniente com a realidade do país e em fevereiro de 1946 instaurou um poder de novo tipo, democrático, baseado na aliança operário-camponesa dirigida pela classe operária e apoiada na Frente Única dos amplos setores do povo: o Comitê Popular Provisório da Coreia do Norte. Como poder popular democrático que cumpria a tarefa imediata da revolução democrática, anti-imperialista e anti-feudal, o qual tornou possível que o povo coreano, exercendo com firmeza o poder como dono da sociedade, impulsionasse vigorosamente o empenho para realizar reformas democráticas. 

Visando satisfazer as necessidades e desejo secular dos camponeses que por aquele tempo representavam a esmagadora maioria da população, proclamou no dia 5 de Março de 1946 a Lei da Reforma Agrária, de transcendência história e, em seguida, a Lei do Trabalho, a Lei de Igualdade dos Direitos do Homem e da Mulher, a Lei da Nacionalização das Principais Industrias, etc., e aplicou políticas democráticas nos setores da educação, cultura, administração jurídica, fiscalização.  Como resultado, na Coreia do Norte, as reformas democráticas foram realizadas em um curto espaço de tempo, graças a qual em todas as esferas da vida social os remanescentes coloniais e feudais foram liquidados, a industria nacional começou a crescer e se estabeleceu regimes democráticos na educação e na cultura. Em outras palavras, se preparou o terreno sócio-economico da nova Coreia democrática. 

Com o exitoso cumprimento da tarefa da revolução democrática, antiimperialista e anti-feudal, o Comitê Popular Provisório da Coreia do Norte foi transformado em fevereiro de 1947 no Comitê Popular da Coreia do Norte, que cumpriu a tarefa de transição gradual ao socialismo e que serviu de fundamento para a RPD da Coreia, tarefa que foi comprida arduamente. 

Imediatamente depois da libertação da Coreia, a situação interna e externa do país era muito complexa e tensa. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, Estados Unidos, utilizando o pretexto do “desarmamento” do derrotado exército japonês, ocupou o Sul da Coreia, e como consequência a nação coreana passou a correr o risco de ser divida. Estados Unidos dissolveu a força os comitês populares estabelecidos segundo a vontade da população e praticou a administração militar como um novo meio de dominação colonial. 

Frente a esta grave situação, Kim Il Sung se esforçou para frustrar as maquinações de divisão nacional dos Estados Unidos e agrupar estreitamente todas as forças patrióticas do Norte e Sul sob a bandeira da independência nacional. Em virtude disso, em abril de 1948 teve lugar em Pyongyang a Conferência Conjunta dos Representantes dos Partidos Políticos e Organizações Sociais do Norte e Sul da Coreia. A união dos democratas patrióticos de ambas as partes serviu de terreno sócio-politico para a instauração de governo central unificado. 

Em maio de 1948 os Estados Unidos fabricou as “eleições separadas” na Coreia do Sul e agravou mais a crise de divisão da nação coreana. Em junho do mesmo ano Kim Il Sung convocou os dirigentes dos partidos políticos e as organizações sociais da Coreia do Norte e do Sul para uma reunião consultiva, onde planteou uma orientação de realizar sem demora as eleições gerais da Coreia do Norte e do Sul para instituir um governo de todo o país. Em agosto do mesmo ano se efetuou eleições gerais da Coreia do Norte e Sul e em setembro a histórica primeira sessão da Assembléia Popular Suprema. Em 9 de Setembro foi instaurado a RPD da Coreia, primeiro Estado democrático popular no oriente. 

Kim Il Sung, fundador da RPD da Coreia, ocupou o supremo cargo desta durante quase meio século, orientando o país e o povo. Sob sua direção a RPD da Coreia, a menos de dois anos de fundada, venceu o agressor norte-americano que se gabava de sua “supremacia” na guerra coreana (1950-1953) e defendeu honrosamente a soberania e a dignidade nacionais e depois do cessar fogo, terminou em curto tempo a reabilitação da economia e sua construção sobre os escombros, a revolução socialista e em seguida efetuou com êxito a construção socialista de várias etapas. 

Por motivo do 66º aniversário da fundação da RPD da Coreia, invencível país socialista, rendemos homenagens a Kim Il Sung.

Fonte: Embaixada da RPDC no Brasil

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

O dirigente Kim Jong Il e a Política Songun


O dia 25 de agosto não é, para a República Popular Democrática da Coreia, um dia qualquer. Neste mesmo dia, no ano de 1960, o camarada Kim Jong Il, presidente da Comissão de Defesa Nacional da RPDC, realizou uma visita à orientação à Divisão de Tanques 105 "Seul" Ryu Kyong Su do Exército Popular da Coreia, iniciando sua direção política na Revolução Coreana por meio da política Songun, de priorização das questões militares.

Desde então, durante mais de meio século sob sua liderança, a Coreia Popular, em seu interminável enfrentamento contra os Estados Unidos, autodenominado "superpotência", sempre defendeu com êxito sua soberania e dignidade.

Em janeiro de 1968, o navio espião armado norte-americano "Pueblo" invadiu as águas soberanas da RPDC, e foi devidamente capturado pela Marinha do Exército Popular da Coreia.

O imperialismo norte-americano, usando como pretexto o incidente do navio Pueblo, concentrou enorme contingente de suas forças armadas na Península Coreana e esperneou em se vingar. O mundo se manteve alerta quanto a uma possível nova Guerra da Coreia. A União Soviética suplicou ao governo da RPDC para que devolvesse o barco espião.

Kim Jong Il se manifestou, dizendo que, enquanto os Estados Unidos não apresentassem um ato de rendição, não colocaria jamais dos tripulantes do Pueblo em liberdade e, ainda que os Estados Unidos manifestassem abertamente sua capitulação, não devolveriam jamais a embarcação, da feita que se tratava de um troféu. A Coreia Popular declarou que responderia à "represália" com represálias e à guerra total com guerra total.

Surpreendido ante à resoluta reação da Coreia, os Estados Unidos assinaram em dezembro do mesmo ano a carta de desculpas em que reconheceram sua atitude hostil, e garantiram que barco nenhum se infiltraria jamais nas águas territoriais da Coreia. Ao se referir a esta carta, o presidente norte-americano Lyndon Johnson disse que esta havia sido "a primeira carta histórica de pedido de desculpas dos Estados Unidos."

Nos tempos posteriores também, como em abril de 1969, o avião espião norte-americano EC-121 adentrou no espaço aéreo da República Popular Democrática da Coreia e foi prontamente derrubado. Em agosto de 1976, quando os provocadores norte-americanos fizeram provocações armadas em Panmunjom, a Linha de Demarcação Militar que divide o Norte e o Sul da Coreia, disparando contra soldados do Exército Popular da Coreia, acabaram por ser duramente castigados. O imperialismo norte-americano fez alardes como se uma guerra viesse a estourar prontamente. Porém, atemorizado diante da dura reação da Coreia, bem como de seu poderoso potencial militar, não pôde fazer menos que renunciar a suas intenções.
Durante a "primeira crise nuclear da Península Coreana" de 1993-1994, os Estados Unidos, colocando em questão do infundado "problema nuclear" da Coreia, instigou a Agência Internacional de Energia Atômica a impor sobre a Coreia a "inspeção especial" sobre seus importantes objetos militares e, junto com isso, impôs sobre a Coreia do sul que realizasse simulações de guerra de grande envergadura.

Então, Kim Jong Il, na qualidade de Comandante Supremo do EPC, proclamou em todo país o estado de pré-guerra. Em seguida, a Coreia Popular publicou a declaração de que o governo, para preservar o interesse supremo do país, retirar-se-ia do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares.

As sucessivas e contundentes dissuassões da Coreia Popular obrigaram os Estados Unidos a assinarem o Acordo Básico RPDC-EUA, onde estes se comprometiam a resolver de maneira pacífica a questão nuclear na Península Coreana. Até mesmo Clinton, que era então o presidente norte-americano, enviou a Kim Jong Il a mensagem de garantia em que este prometia cumprir honestamente com este dever de sua parte.

No ano de 1998, os Estados Unidos novamente fizeram alarde quanto ao desenvolvimento de instalações nucleares com fins pacíficos por parte da RPDC. De um lado e de outro, publicaram o "OPLAN 5027" (Plano Operacional 5027), plano de ataque preventivo com armas nucleares, intensificando a pressão sobre a RPDC. Quanto a isso, o país socialista declarou que frente a isso somente poderia elevar sua capacidade de dissuassão nuclear. Diante da firmeza da RPDC, que resistia cada vez mais à pressão e intimidação, a gerência Clinton não teve outra alternativa que não a de reconhecer sua derrota. 

Com o advento do novo século, a nova gerência norte-americana qualificou à RPDC como parte do "Eixo do mal", publicou-a como objeto do ataque antecipado com armas nucleares e levou a cabo loucuras de provocação de uma insensata guerra nuclear. Frente a isso, a Coreia se retirou oficialmente do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares e declarou abertamente que possuía armas nucleares. Executou o lançamento de mísseis, causando golpes decisivos contra a coação norte-americana e de sua intimidação com armas nucleares.

A administração Bush, frente a capacidade dissuassiva da RPDC, proclamou oficialmente que retiraria a Coreia da lista de países patrocinadores do terrorismo. Nesta ocasião, o periódico News Week, em um artigo entitulado "Renovação da definição dos países patrocinadores do terrorismo, símbolo da rendição dos Estados Unidos", comentouL "Bush disse ao congresso que excluiría a Coreia do norte da lista de países que apoiam o terrorismo, e isso simboliza a rendição de Bush ao país asiático."

Isso não é tudo.

Em abril de 2009, a Coreia declarou que lançaria o satélite artificial Kwangmyongsong-2. Os Estados Unidos receberam a notícia como se houvesse ocorrido uma desgraça. O Japão, inclusive, definiu a "interceptação do satélite" como uma política estatal, e notificou nos navios de guerra, na tentativa de frear a todo custo o lançamento do satélite artificial por parte da Coreia.

O dirigente coreano Kim Jong Il declarou que o satélite seria lançado rigidamente conforme os planos, e declarou que, caso as forças anti-RPDC tentassem interceptar o satélite, seriam destruídas não somente a sede da interceptação como também a sede dos provocadores.

O dirigente Kim Jong Il é, de fato, um Comandante sem igual que enfrentou bravamente os sucessivos presidentes e generais norte-americanos, de Nixon e Carter a Bush e Obama, sempre se utilizando da poderosa política Songun.

Kim Jong Il expressou que sua coragem e ousadia com as quais havia enfrentado os Estados Unidos, autodenominado "única superpotência" do mundo, estavam sustentados na poderosa força militar. Por ter um exército forte e uma potente indústria militar, disse ele, sentimo-nos seguros e alardeamos nossa invencibilidade, continuou, dizendo que até os dias de hoje isso garante o respeito do país perante a comunidade internacional.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Crônica de atividades do Presidente Kim Il Sung pela vitória na Guerra de Libertação da Pátria



Artigo enviado pela Embaixada da República Popular Democrática da Coreia no Brasil.

En los encarnizados días de guerra, el Presidente Kim Il Sung visitó más de un millar de unidades recorriendo un trayecto de más de 51 mil 200 ries (10 ries equivalen a 4 kilómetros).
     
Compartiendo las buenas y las malas con los oficiales y soldados del Ejército Popular de Corea y los habitantes, condujo a la victoria la Guerra de Liberación de la Patria con su extraordinaria perspicacia militar, estrategias y tácticas y gran confianza y amor.
     
La guerra de 3 años, desatada por el imperio yanqui, fue la confrontación político-militar entre la República Popular Democrática de Corea, que no llevaba entonces ni 2 años de fundación, y Estados Unidos, ufano de su historia de agresión de ciento y decenas de años y de su superioridad numérico-técnica, los mercenarios de 15 países satélites, los títeres surcoreanos y los militaristas japoneses.
     
El 25 de junio del 1950, los agresores yanquis invadieron de manera sorpresiva a la RPDC.
     
Ese mismo día, el Presidente Kim Il Sung presentó la orientación estratégica de la primera etapa de guerra de frustrar tajantemente la invasión armada y pasar al contraataque inmediato. Al día siguiente, pronunció su histórico discurso radial llamando a todo el partido, ejército y pueblo a movilizarse en la sagrada batalla para barrer del territorio nacional a los imperialistas norteamericanos y sus lacayos.
     
La inspección a Seúl, realizada varias veces por él desde el 15 de julio hasta el 14 de agosto del 39 (1950) de la Era Juche, fue la trayectoria histórica que preparó la fase trascendental de la primera etapa de guerra.
     
A bordo de su modesto carro de campaña, llegó a mediados de julio a la comandancia del frente en Seúl cruzando el inseguro puente ferroviario del río Rimjin y presentó el proyecto estratégico sobre la operación de asedio de Taejon sin recuperarse de las fatigas acumuladas en el viaje.
     
A finales del mismo mes, volvió a emprender el camino al frente bajo la lluvia de bombas y balas.
     
Acudió hasta a Suanbo en la primera línea del frente y presentó ahí la orientación operacional de aniquilar a los enemigos, que se encontraban en Masan, Taegu, Yongchon y Phohang, al cruzar rápido el río Rakdong.
     
En agosto y septiembre, salió a Seúl y enseñó la clave para liberar cuanto antes todo el suelo surcoreano.
     
Gracias a su incansable y abnegada inspección, el EPC pudo crear el milagro de liberar más de 90% del territorio surcoreano y más de 92% de la población surcoreana en un mes y pico desde el inicio de guerra.
     
En septiembre del 1950, cambió bruscamente la situación del frente.
     
Con gran número de efectivos reforzados, los enemigos intentaron la desesperada "ofensiva general" en la línea del río Rakdong y realizaron la operación de desembarco de gran dimensión en la zona de Inchon. Percatándose de modo científico el cambio de las relaciones entre nuestras fuerzas y las enemigas y la situación del frente, el Presidente Kim Il Sung presentó a mediados de septiembre la orientación estratégica de segunda etapa de la guerra de asegurar la retirada temporal estratégica de las unidades principales del EPC retrasando al máximo a los enemigos y de formar el poderoso colectivo de contraataque.
     
Para superar la situación difícil, el Presidente fijó del 16 al 20 de octubre en el cantón de Okchon del distrito Maengsan (en aquel tiempo) el puesto de mando de la Comandancia Suprema, en que mandó el aseguramiento exitoso de la retirada e ideó el plan operacional de formar el segundo frente con las unidades combinadas del EPC.
     
Al analizar los preparativos de contraataque del EPC, los puntos débiles de los enemigos y las relaciones entre las fuerzas enemigas y las nuestras, presentó la orientación estratégica de la tercera etapa de la guerra y para llevarla a cabo hizo el camino de orientación sobre más de 310 unidades cuya distancia era más de 12 mil 800 ríes (10 ríes equivalen a 4 km).
     
Estando del 4 de noviembre al 18 de diciembre en Kosanjin (en aquel tiempo) abrió la fase de cambio de la guerra dirigiendo a la victoria la nueva operación de contraataque.
     
A finales de noviembre de 1950 el Presidente ordenó a las unidades pasar al decisivo contraataque en toda la extensión del frente.
     
Fue otra vez el día 28 al barrio Taeyu del distrito Tongchang, en que organizó y dirigió las operaciones para asediar y aniquilar al colectivo principal de los enemigos acantonados en los alrededores del río Chongchon y el lago Jangjin y en la región de Chongjin y Hamhung.
     
Las unidades combinadas del EPC y las del segundo frente frustraron la "ofensiva general de Navidad" de los enemigos y liberaron toda la región del Norte de Corea.
     
A mediados de diciembre, el Presidente convocó en el barrio de Yonphung de la ciudad de Kanggye el XXX pleno del Consejo de Ministros y dejó en Hyangha del distrito Janggang las imborrables huellas.
     
En el histórico informe y el discurso en resumen "La situación actual y las tareas inmediatas" pronunciados en el tercero pleno del Comité Central del PTC efectuado del 21 al 23 indicó las tareas programáticas para mantener la victoria lograda con las propias cuentas en el combate de contraataque, fortalecer el partido y elevar su papel.
     
Desde enero del 40 (1951) de la Era Juche trasladó la Comandancia Suprema a la comuna Konji (en aquel entonces), donde dirigió, hasta terminar la guerra, las importantes reuniones del partido, el ejército y el Estado en más de 200 ocasiones y condujo al ejército y el pueblo a la victoria visitando sin cesar el frente y la retaguardia.
     
A mediados de 1951 presentó la orientación estratégica de cuarta etapa de la guerra para tomar firmemente la iniciativa de la contienda y lograr la victoria final.
     
La trayectoria de más de 31 mil 600 ríes sobre más de 600 lugares de combate, fábricas y campos fue el camino largo que trajo la victoria final de la guerra.
     
Gracias a la sabia dirección del Presidente, a principios de noviembre de 1951 fue fracasada por completo la "ofensiva otoñal" de los enemigos. En junio de 1952 cuando los imperialistas yanquis trataban de lograr "negociaciones honorables" aumentando en gran escala sus fuerzas armadas detrás de la cortina de las negociaciones de armisticio, el Presidente volvió a dirigir sobre el terreno la provincia de Phyong-an del Norte para incrementar la combatividad del Ejército Popular de Corea y consolidar la retaguardia.
     
En otoño del mismo año, inspeccionó la comandancia del frente situada en la comuna de Sungap del distrito de Kumgang y la unidad combinada asentada en la comuna de Soksa del mismo distrito aclarando las orientaciones operacionales para frustrar la "ofensiva Kimhwa" de los enemigos usando los métodos de combate al estilo coreano.
     
En febrero de 1953, realizó sin parar una travesía por el monte Masik de la zona oriental, la cuesta Myongmun de la zona norte y otras montañas cubiertas de nieve para movilizar para la victoria final a los soldados de las unidades en la primera línea del frente y los obreros de las provincias de Jagang y Phyong-an del Sur.
     
A principios de mayo, acudió personalmente hasta al lugar de negociaciones de armisticio y enseñó ideas y remedios ingeniosos para obtener el acta de capitulación de la parte enemiga. Y dirigió 3 operaciones de fuerte contraataque que favorecerían la victoria decisiva.
     
El 27 de julio del 42 (1953) de la Era Juche, llegó por fin el momento en que los imperialistas yanquis, que se jactaban de la "supremacía" mundial, se arrodillaron ante el pueblo coreano y firmaron el acta de capitulación.
     
El Comandante de acero examinó finalmente y firmó el documento del Acuerdo de Armisticio desde el lugar de interés histórico-revolucionario Jonsung.
     
La victoria fulminante del pueblo coreano en la trienal y encarnizada Guerra de Liberación de la Patria fue gran triunfo de la destacada idea, estrategia y tácticas del Generalísimo Kim Il Sung y de su cálido amor por el pueblo. 

quarta-feira, 2 de julho de 2014

domingo, 22 de junho de 2014

O Partido do Trabalho da Coreia e o Secretário Geral Kim Jong Il


El 19 de junio es un día significativo del Partido del Trabajo de Corea (PTC).  En esta fecha de hace 50 años el Dirigente Kim Jong Il inició su labor en el Comité Central del PTC.  Al margen de él es inimaginable el poderío del PTC, organizador y orientador de todas las victorias del pueblo coreano.

El Dirigente Kim Jong Il fortaleció y desarrolló el Partido del Trabajo de Corea como el partido del camarada Kim Il Sung en el verdadero sentido de la palabra.

El Partido del Trabajo de Corea tiene como su eterno Secretario General al Dirigente Kim Jong Il que falleció inesperadamente en diciembre de 2011, lo cual no es algo simbólico en modo alguno.

La ideología y el lineamiento del camarada Kim Jong Il le sirven al PTC de sempiterna guía directriz.

Desde que iniciara su trabajo el 19 de junio de 1964 en el CC del Partido se empeñó para profundizar y enriquecer de acuerdo con la exigencia de la época y la revolución en desarrollo la idea Juche del camarada Kim Il Sung, fundador de la Corea socialista. Precisó esta idea rectora del Partido como la integridad de la idea, teoría y metodología del Juche, haciendo gran contribución al campo de la ideología y teoría del Partido. En todas las etapas de la construcción socialista publicó muchas obras que dan profundas aclaraciones a los problemas teórico-prácticos planteados. Sus pensamientos y doctrinas son los enciclopédicos que abarcan todos los dominios de la vida social como la construcción del partido, el Estado, el ejército, la economía, la enseñanza, la salud pública, la literatura, el arte, el deporte, etc. Sus ideas y teorías enunciadas en El socialismo es ciencia, Priorizar la labor ideológica es requisito indispensable para el cumplimiento de la causa socialista, Para mantener el espíritu Juche y la nacionalidad en el proceso revolucionario y constructivo y muchas otras obras tienen gran significado para fomentar e impulsar la causa socialista y la de independencia en el mundo.

Sobre todo, su original doctrina política Songun hace posible defender fidedignamente la soberanía nacional y mantener firmemente la independencia de las masas populares hoy cuando los imperialistas recurren cada día más a la política de fuerza, y cuya justeza y vitalidad fueron comprobadas patentemente por la actualidad de Corea. 

El Secretario General Kim Jong Il, al presentar la teoría de la construcción de un país socialista, poderoso y próspero, a base del fortalecimiento de la capacidad defensiva del país en todos sus aspectos, le abrió a la población un porvenir más espléndido.

Sus pensamientos y doctrinas son invariable verdad y eterna bandera de la victoria para el PTC y el pueblo coreano que avanzan todos para la construcción de un país socialista, poderoso y próspero, para la victoria final.

Los extraordinarios méritos del Secretario General Kim Jong Il que realizó liderando decenas de años el PTC le sirven al pueblo coreano de perdurable fuerza motriz para impulsar con dinamismo la causa socialista.

El Secretario General Kim Jong Il orientó al PTC a que junto con las masas populares se confundiera en un solo cuerpo con una idea y voluntad y les sirviera y que tuviera recia disciplina y gran combatividad, lo cual es uno de sus extraordinarios méritos.

Condujo correctamente el empeño del pueble coreano para el socialismo, produciendo saltos trascendentales que serían registrados en la historia. Aplicando la original política Songun elevó al país que antes de un siglo por ser débil en lo militar, se vio caer bajo la ocupación del imperialismo japonés, a la posición de la potencia militar mundial. Aun haciendo frente a las extremadas sanciones y bloqueos económicos de las fuerzas aliadas imperialistas capitaneadas por Estados Unidos, presentó un gran proyecto de la construcción de un país socialista, poderoso y próspero, y promovió una revolución industrial de la nueva centuria, asentando una base de eterna duración para la construcción de la potencia económica.

Se debe enteramente a su sabia dirección el que hoy Corea hace gala de su dignidad y poderío como uno de los contados países de satélite y nucleares del mundo.

El Secretario General Kim Jong Il que en toda su vida tomaba como su divisa considerar al pueblo como el cielo, definió fomentar continuamente el bienestar del pueblo como supremo principio de las actividades del Partido y se empeñó para lograrlo. Todos sus pensamientos y actividades propendían a asegurarle felicidad al pueblo. Orientó con escrupulosidad que el PTC cumpliera debidamente su misión como partido en servicio al pueblo y todos los funcionarios partidistas, como sus fieles servidores. En el viaje de trabajo siempre visitaba sin cumplido casas de las gentes, analizaba su vida y leía en su alma, atendiéndolas solícitamente como el padre carnal. En todo momento estaba entre las personas y prestaba oído a sus opiniones, para reflejarlas en las líneas y políticas del Partido y el Estado que establecieran. Era para los coreanos el PTC, madre que se encarga tanto de su destino como de su porvenir.

Consagró todo lo suyo para el enriquecimiento y la prosperidad del país y la felicidad del pueblo. Si era para esto, no hizo caso de su cansancio que sentía y del rigor de la nevasca, el frío, el chubasco y el bochorno al que se exponía. Sin tomar ni un momento de descanso hasta el último momento de su vida recorrió a lo largo y ancho del país para orientar el empeño del pueblo coreano para la construcción de la potencia económica. Lo siguió a pesar de las disuasiones de los doctores, hasta caer en el tren vencido de la acumulación de las fatigas y desvelos.

Es demasiado natural que el pueblo coreano lo tiene como su gran padre, como su eterno Dirigente.

El Secretario General Kim Jong Il vive siempre junto con el invencible PTC que orienta la marcha general del pueblo coreano para la construcción de un país socialista, poderoso y próspero.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Brigadas Populares sobre a solidariedade à Coreia Popular



Recentemente, a página de solidariedade à Coreia Popular realizou uma entrevista com o professor João Cláudio, dirigente das Brigadas Populares, onde ele comenta sobre a solidariedade de sua organização à Coreia socialista, bem como as identidades ideológicas desta com a Ideia Juche, ideologia diretriz do Partido do Trabalho da Coreia e da Revolução Coreana.

1) João, as Brigadas Populares são uma organização que vêm dando forte apoio à luta da povo coreano pela construção do socialismo. O que leva tal organização a apoiar o processo revolucionário da Coreia Popular.

Acreditamos que a Coréia socialista é um exemplo de luta, primeiro passou por uma guerra de libertação nacional e depois construiu o socialismo nos seus moldes. Mesmo depois do desaparecimento da URSS, a RPDC continua a existir com dignidade. Isso mostra que produz um processo revolucionário coerente, por isso deve ser apoiada.

2) Na opinião das Brigadas, qual a melhor forma de apoiar a luta dos coreanos daqui do Brasil?

Divulgando a realidade da Coréia popular, combatendo as mentiras da imprensa golpista e mostrando ao mundo que a mesma não está só.

3) Você acha que esse exercício de solidariedade internacional pode impulsionar a luta de classes no próprio Brasil? Explicando de forma mais clara: A luta do povo coreano pode ensinar algo ao povo brasileiro?

Claro, se conseguirmos traduzir a história de luta do povo coreano socialista para a nossa gente, com certeza servirá de exemplo a ser seguido. O povo brasileiro precisa conhecer a experiência de lutas e conquistas que a Coréia popular trilhou, isso tem um poder mobilizador e com certeza o nosso povo se identificará.

4) Os grandes meios de comunicação insistem cada vez mais em sua cruzada de mentiras contra a República Popular e Democrática da Coreia (RPDC). Como as Brigadas Populares têm atuado nessa batalha em prol da verdade?

Primeiro, aprovamos em nosso congresso nacional o apoio total a Coréia socialista, e depois definimos na brigada de solidariedade internacional participar ativamente na defesa da Coréia socialista e tratar como tarefa prioritária divulgar a luta do povo coreano socialista. Mostrar que para além dos clichês reacionários a história da Coréia socialista é de suma importância para o proletariado do mundo todo. 

5) É interessante (e triste) notar que o tema "Coreia" não é um assunto em que haja consenso nem entre a própria esquerda, pois muitos setores autoproclamados populares acabam repetindo esses clichês midiáticos pró-imperialistas. Como as Brigadas Populares, por defenderem a RPDC, lidam com tal situação?

As brigadas populares são uma organização de nova monta, não tem nada haver com a esquerda pequeno-burguesa trotskista, nem tão pouco compactuamos com o revisionismo.

Vemos muita semelhança no paradigma socialista coreano com o nacionalismo revolucionário que norteia a nossa organização. A esquerda institucional brasileira presta o desserviço ao movimento comunista internacional e não consegue produzir um programa libertário para nosso país. Por isso não temos nenhum problemas em estarmos ao lado da RPDC contra esses pelegos. Eles não conseguem reconhecer a luta de figuras como Brizola, Darcy Ribeiro e Prestes, que dirá ter alcance para compreender a realidade coreana. O eleitoralismo em que estão imersos não permite que avancem.

6) Como você e as Brigadas vislumbram o exercício dessa solidariedade internacional nesse 2014 que temos pela frente? 

A ideia é fazer o máximo de atividades de solidariedade não só pela RPDC, mas também por Cuba, Venezuela, Bolívia, Equador, Palestina, pelos revolucionários da Colômbia e por todos que estão em luta contra o imperialismo. Essa solidariedade deve ser militante e não de gabinete. Faremos o máximo de atividades de rua e de conscientização. 

7) Um dos pontos em que sua organização dá mais ênfase é a questão do anti-imperialismo. Dê um panorama geral dos demais elementos dessa luta e como o processo coreano se insere nesse quadro mais amplo.

A RPDC tem combatido o imperialismo a mais de 50, pois foi o mesmo que levou os estadunidenses a invadirem seu território. Nesse contexto, as brigadas populares têm o dever de divulgar o papel exemplar do povo coreano socialista, que de arma em punho expulsou os invasores de suas terras. Compreendemos que o nacionalismo revolucionário necessariamente travará duras lutas na América latina para construir o socialismo em nosso continente e o caráter dessa luta começa no anti-imperialismo. Contudo, não diferenciamos a luta anti-imperialista da busca pelo socialismo. A Ideia Juche nada mais é do que a adaptação coreana do marxismo-leninismo, ou seja, o nacionalismo revolucionário da Coreia popular.

8) Bom, para terminar, fale um pouco mais sobre as Brigadas Populares para os leitores do Blog de Solidariedade à Coreia Popular, para que todos possam conhecer melhor a organização revolucionária que vem prestando inestimável apoio ao povo coreano.

As brigadas populares são uma organização de nova monta, popular e de massa que tem como princípio a luta intransigente pelo socialismo. Acreditamos que o caminho brasileiro para tanto é o nacionalismo revolucionário. O mesmo congrega todas as experiências de luta de nosso povo e procura sintetizar a busca pelo socialismo a partir das particularidades que o Brasil tem, sem importar modelos ou se subordinar a dogmas.  As Brigadas Populares procura atuar junto ao povo brasileiro em suas demandas. As Brigadas Populares conclamam todos os brasileiros e brasileiras a cerram fileiras na luta por um Brasil socialista e revolucionário.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Jornalista dos Estados Unidos visita a República Popular Democrática da Coreia e “corrige” alguns equívocos que a mídia ocidental propaga sobre o país

06/05/2014

Marcel Cartier

Tive a oportunidade única de pas­sar vários dias em três partes diferentes da República Popular Democrática da Coreia, mais comumente referida apenas como Coreia do Norte. Aqui estão algu­mas coisas sobre o país que podem sur­preendê-lo.

1. Os americanos não são odiados, mas bem-vindos

O alto nível de consciência de classe dos coreanos faz com que eles não con­fundam o povo estadunidense com o seu governo. Os coreanos não fazem segredo quanto ao seu desprezo pelo imperialis­mo dos EUA, mas se você diz que é um estadunidense, a conversa geralmente gira muito mais em torno de temas cul­turais ou relacionados a esportes do que de política. Na biblioteca The Grand Pe­ople’s Study House, localizada em Pyon­gyang, o CD mais popular é o Greatest Hits, dos Beatles, embora Linkin Park também seja bastante solicitado entre a juventude local. Os jovens parecem fasci­nados pela NBA e sabem muito mais so­bre a liga de basquete e seu campeonato do que apenas sobre o ex-jogador Den­nis Rodman.

2. Fronteira e alfândega

Muitos dos ocidentais que viajaram de Pequim para Pyongyang comigo es­tavam preocupados que o procedimen­to de imigração seria longo e intenso. Todos pareciam muito surpresos que os passaportes foram carimbados, sem perguntas, e que apenas um punhado de passageiros teve alguns itens de su­as malas olhados. Antes de viajar, é al­tamente recomendável por empresas de turismo que as pessoas não tragam qualquer livro sobre a Guerra da Coreia ou itens que estampem bandeiras dos Estados Unidos. Este pode ser um con­selho sólido, mas a imigração realmente não parece muito preocupada com o que é trazido para o país.

3. Pyongyang é bonita, limpa e colorida

Provavelmente a cidade mais linda do mundo, Pyongyang está incrivel­mente bem conservada. Considerando­-se que toda a cidade foi bombardeada pelas forças dos EUA na Guerra da Co­reia (que eles chamam de Guerra de Li­bertação Pátria) e que apenas dois edi­fícios permaneceram em pé em 1953, é uma realização impressionante. As es­tátuas e grandes edifícios são inspira­dores, assim como são os grandes espa­ços verdes, onde você pode ver as pesso­as relaxando. Há muitos novos prédios surgindo em toda a cidade, mas mesmo os que são evidentemente mais antigos são bem mantidos. Costuma-se dizer que Pyongyang durante a noite é escura, e embora possa ser comparada a uma ci­dade ocidental, ela tem belas luzes que iluminam muito o centro da cidade.

4. Cabelo a la Kim Jong-Un

Quando eu estava a caminho do aero­porto para o centro da cidade, vi apenas um homem usando o “corte de cabelo a la Kim”, que, aliás, não me pareceu na­da bom. Os rumores quanto à obrigato­riedade de todos os homens da Coreia do Norte em idade universitária terem de usar o mesmo corte do líder norte-core­ano surgiram após a BBC e a Time vei­cularem a história de um tabloide sul-co­reano. Essa história não só não é verda­de, assim como também não é a alegação de que os homens no país só teriam um número seleto de cortes para escolher na barbearia, sancionado pelo Estado.

5. Norte-coreanos sorriem muito

A pergunta que você deve estar se per­guntando é: “Mas eles não sorriem por­que são forçados a isso?”. Isso seria um grande feito se para todos os risos genu­ínos que eu compartilhei com os corea­nos, eles estiverem apenas rindo “para inglês ver”.

6. Ideologia monolítica não significa personalidade monolítica

Este é um bom lembrete quanto ao fato de individualismo e individualidade não serem a mesma coisa. Na realidade, ob­servando as pessoas interagirem umas com as outras me deu a impressão que a diversidade de tipos de personalidade é tão forte quanto o é no “liberado” Oci­dente. As pessoas têm uma divergência de interesses, desde esportes à cultura, e são livres para escolher o que eles gostam e desgostam.

7. As pessoas se vestem incrivelmente bem no país todo

Até mesmo no campo, os coreanos se vestem de maneira muito digna. Não houve um só lugar que viajei onde as pes­soas parecessem malvestidas ou vestindo roupas que parecessem ser velhas. Ho­mens e mulheres também não vestem o mesmo estilo de roupa, como somos con­dicionados a pensar. É comum ver mu­lheres usando roupas bem brilhantes, in­cluindo ternos e vestidos tradicionais co­reanos de cor pink. Os homens usam gra­vata, camisas de cola e ternos, mas tam­bém não é incomum vê-los em roupas mais casuais, como moletons, dependen­do da ocasião.

8. As crianças começam a aprender inglês aos 7 anos

O domínio da língua inglesa, particu­larmente pela geração mais nova, im­pressiona. Nas décadas anteriores, a época de aprender inglês era no cole­gial. Mas isso foi mudado para a tercei­ra série do ginásio agora. Embora muitas crianças sejam tímidas (no final das con­tas, elas não veem muitos estrangeiros), muitas delas apertaram minhas mãos e até mesmo trocaram poucas palavras em inglês comigo. Entre as línguas popula­res estudadas no colegial estão o chinês e o alemão.

9. O turismo será incentivado num futuro próximo

Um dos aspectos da economia que se­rão priorizados no futuro parece ser o tu­rismo. No momento, todo o aeroporto de Pyongyang está em obras – e sendo ex­pandido. Os coreanos estão dispostos a se abrir para o mundo, mas também es­tão certos de fazerem isso de maneira di­ferente da dos chineses (após ter estado em Pequim e visto a onipotência de al­guns dos piores aspectos da cultural oci­dental, isso os dá toda a razão para te­rem cuidado a esse respeito). A compa­nhia Air Koryo, a qual foi concedida ape­nas 1-estrela pela companhia SkyTrax, na realidade, foi muito melhor em ter­mos de serviço e conforto do que ao me­nos um dúzia de outras companhias aé­reas que já voei. Eles têm uma nova fro­ta de aviões russos que voam entre Pyon­gyang e Pequim, proveem entretenimen­to a bordo ao longo de toda a viagem (o desenho para crianças Clever Raccoon Dog é hilário) e servem um “hambúr­guer” (que não é muito bom, mas comí­vel) e uma variedade de bebidas (café, chá, cerveja e suco). Toda a experiência valeria no mínimo 3 estrelas se tivésse­mos que avaliá-la para valer.

10. Coreanos estão dispostos a falar sobre seu país de maneira aberta

As pessoas estão bem abertas para fa­lar a respeito dos problemas que o país enfrenta e não se furtam em discutir al­guns dos mais difíceis aspectos da vida. Por exemplo, eles falam sobre a “Marcha Árdua” (pense no “Período Especial” em Cuba) quando seca, fome e enchentes so­madas à perda da maioria dos parceiros comerciais do país causaram grandes re­trocessos ao país que até os anos de 1980 tinha uma qualidade de vida mais alta do que a da sua vizinha Coreia do Sul. Eles também discutem as narrativas em rela­ção à Guerra da Coreia e estão dispostos a um melhor relacionamento com a Co­reia do Sul na esperança que aconteça a reunificação. Entretanto, também são bem firmes quanto ao fato de que nunca irão renunciar seus princípios socialistas para facilitar essa reunificação.

11. Cerveja e microcervejarias

Quase todos os distritos do país agora têm uma cervejaria local que provê cer­veja para os arredores. Há uma varieda­de de diferentes tipos que são bebidas por todo o país e a maioria das refeições são servidas com uma pequena quantidade de cerveja. No Kim Il Sung Stadium, on­de a maratona de Pyongyang começou e terminou não era incomum ver locais be­bendo cerveja enquanto observavam as partidas-exibição entre os times de fute­bol do país. Pense no estádio dos Yanke­es, sem a agressividade do público.

12. Tabloides

Havia ao menos 100 estaduniden­ses ao mesmo tempo que eu em Pyon­gyang, em grande parte devido aos cor­redores amadores estrangeiros que tive­ram a permissão de competir pela pri­meira vez na maratona. Um casal disse ser esta sua segunda visita ao país, após o terem visitado no ano passado. Eles mencionaram como estavam um pou­co asssustados quando vieram pela pri­meira vez porque isso foi bem depois de uma história que tinha ganhado as man­chetes sobre Kim Jong – um ter mata­do sua namorada e outras pessoas por terem aparecido em uma fita pornô. O casal falou de como eles entraram em uma ópera em Pyongyang e assim que sentaram perceberam que a mesma mu­lher que devia estar morta estava sen­tada bem na frente deles. De fato, uma walking dead. Outras histórias recentes que saíram na mídia ocidental via tab­lóides sul-coreanos em relação a execu­ções em massa em estádios ou ao tio de Kim Jong – um ter servido de alimen­to para um bando de cachorros famin­tos também são ditas como sem senti­do por ocidentais que viajam frequente­mente para lá e conhecem bem a situa­ção do país. Isto não é para nada dizer sobre a existência de campos de reedu­cação política ou prisões, mas para fa­lar sobre uma campanha de demoniza­ção contra o país que o distorce comple­tamente e que não ajuda em nada o po­vo coreano

13. Os coreanos não hesitaram em fazer com que você se divirta com eles

Aconteceu uma série de eventos orga­nizados em Pyongyang por ocasião do aniversário de Kim Il Sung, que é um fe­riado nacional quando as pessoas ficam dois dias sem trabalhar. Alguns foram or­ganizados publicamente, como as mass dances, em que centenas de pessoas dan­çam em grandes praças ao som de mú­sicas populares coreanas. Outros even­tos envolveram famílias no parque fazen­do piquenique enquanto crianças com­pravam sorvete e vovós bêbadas dança­vam de forma hilária porque tinham tido muito soju caseiro. Mas, como em qual­quer outro Estado autoritário, você tem que participar! Intimidar-se não é uma opção, já que eles vão te puxar pelo bra­ço e te ensinar a dançar todos os passos mesmo que eles próprios não os estejam fazendo de maneira correta.

Em resumo, eu achei os coreanos do Norte uns dos mais acolhedores e mais autênticos seres humanos que já tive a chance de interagir. Seria tolo referir-se ao país como um “paraíso dos trabalha­dores” devido à profundidade de pro­blemas que enfrenta. Como em todas as sociedades, existem aspectos positi­vos e negativos. Entretanto, consideran­do que eles têm superado séculos de do­minação imperial, a perca de quase um quarto de sua população na Guerra da Coreia e continuam a manter seu siste­ma social diante de um continuado esta­do de guerra, eles têm se dado tremen­damente bem. Os sucessos em educa­ção gratuita por meio da Universidade, a não existência de sem-teto e um po­vo orgulhoso e digno deveriam ser apre­sentados no sentido de se ganhar uma imagem do país mais completa e com mais nuances.

Tenho de dizer que a Coreia do Norte pintada pela mídia burguesa ocidental na verdade fala mais sobre a eficiência de nosso aparato de propaganda e de téc­nicas de lavagem cerebral do que do de­les. O fato que eu até tenho que escrever sobre as coisas surpreendentes que tes­temunhei é a evidência da séria falta de compreensão que temos sobre o país. Os problemas enfrentados pela Coreia nun­ca são contextualizados como deveriam ser – como uma nação oprimida com o objetivo de libertar-se da servidão das grandes potências que têm a intenção de devorar cada Estado restante livre de uma unipolaridade que morre.

Ah, e eu quase estava esquecendo so­bre as armas nucleares! Bem, vamos considerar se os militares norte-core­anos estivessem realizando exercícios militares anualmente ao largo da cos­ta de Nova Iorque, simulando o bom­bardeio de Manhattan e a ocupação da totalidade do país, o qual já controla a metade ocidental.

Não seria sensato dado o contexto pa­ra os estadunidenses desenvolverem um arsenal nuclear? Os coreanos não são fa­mintos por guerra ou até mesmo “obce­cados” com o exército ou forças militares. No entanto, dado a forma como a situa­ção na Líbia foi jogada, eles ainda estão mais convencidos – com razão – de que a única razão pela qual o seu Estado inde­pendente continua a existir é devido ao Songun (a política “militares em primei­ro lugar”) e a existência de capacidades nucleares. Para ter certeza, eles não têm a intenção de usá-lo a menos que os colo­quem na posição de ter de fazê-lo.

É meu desejo sincero que exista um continuado intercâmbio cultural e inter­pessoal no futuro próximo entre as pes­soas da Coreia do Norte e os países oci­dentais. Praticamente todas as pessoas que viajaram comigo de volta a Pequim estavam em êxtase de quão diferente sua experiência foi, comparado ao que eles esperavam. Eles – como eu – ganharam muito com a experiência humanizado­ra de interagir com os coreanos. Embora os ocidentais sejam relativamente livres para viajar muito mais do que os cida­dãos da Coreia do Norte, é irônico como os coreanos aparentemente sabem muito mais sobre nós do que nós sabemos so­bre eles. Isso terá que mudar nos próxi­mos anos. (LiberationNews.org)

Fonte: Brasil de Fato

terça-feira, 15 de abril de 2014

15 de Abril - Dia do Sol e o Kimilsunismo-Kimjongilismo


A ideologia revolucionária de Kim Il Sung e Kim Jong Il, reconhecida como grande doutrina diretriz da época da independência, foi formulada do Kimilsungismo-Kimjongilismo por Kim Jong Un. Tal ideologia significou um sucesso histórico para todos os que lutam pela independência e o socialismo, para o povo coreano e os povos progressistas do mundo. 

Durante o início da década de 1930, Kim Il Sung, fundador da atual Coreia socialista, observando profundamente a exigência da nova época em que as massas populares, antes oprimidas, apareciam agora como donas de seu destino, desenvolveu a Ideia Juche e o Songun (conceder prioridade aos assuntos militares). 

Kim Jong Il desenvolveu tais principios por meio de grandes atividades ideológico-teóricas. Aprofundou, enriqueceu e sistematizou a Ideia Juche, logrando que esta viesse a se converter em grande doutrina diretriz da época da independência. Ademais, formulou a Ideia Songun, desenvolveu-a e a enriqueceu até a etapa de consolidá-la como forma fundamental de política socialista. A ideologia de Kim Il Sung e Kim Jong Il aparecem como inseparáveis uma da outra, razão pela se mostra demasiado natural referir-se às mesmas como Kimilsungismo-Kimjongilismo. 

O Kimilsungismo-Kimjongilismo é, integralmente, a ideologia, teoría e o método do Juche. 

A ideia Juche forma a parte mais importante do Kimilsungismo-Kimjongilismo, e é sua coluna vertebral. Sendo o pensamento de que o dono do próprio destino é o homem, e a força que forja o próprio destino não é senão o próprio homem, se aclara principio filosófico e sócio-histórico de que a direção dos processos revolucionários e da construção socialista devem ser centrados no homem. 

A partir da nova análise filosófica do homem, enquanto ser social, de que seus atributos intrínsecos como independência, espírito criador e consciência, se estabeleceu uma nova visão de mundo centrada no homem, e se deu o principio filosófico de que o homem é dono de tudo e decide tudo. 

Segundo está visão de mundo centrada no homem, foram esclarecidas de maneira inovadora, também, a natureza da sociedade e as leis do movimento sócio-histórico, concepção original da história social, de que a sociedade é um conjunto de pessoas, que o sujito da história social são as massas populares e que o movimento sócio-histórico é um movimento independente, criador e consciente das massas populares. 

A Ideia Juche elucida de maneira global os principios de liderança que devem ser aplicados na revolução e na construção, bem como o principio de se manter a posição independente, aplicar métodos criadores e se ater de maneira prioritária à questão ideológica. 

O Kimilsungismo-Kimjongilismo, a partir da Ideia Juche, enuncia globalmente as teorias da Revolução na época da independência, as estratégias e táticas que sintetizam os principios gerais da Revolução, as tarefas que se apresentam em todas as etapas da revolução, as tarefas que se apresentam em todas as etapas da revolução pela independência e em todos os setores e vías para cumprir, bem como as estratégias e táticas da construção socialista e a Revolução mundial. 

O método de liderança baseado na Ideia Juche se caracteriza, essencialmente, por fazer as massas trabalhadoras manterem a posição de donas da revolução e da construção socialista – tal método contribuiu para esclarecer a essência e o principio da liderança sobre a revolução, o método de trabalho revolucionário, o estilo de trabalho popular, etc. 

Outro aspecto importante do Kimilsungismo-Kimjongilismo é sua teoria Songun, que reflete a exigência da revolução em desenvolvimento na atualidade, e a da construção de um país socialista, poderoso e próspero. 

A Ideia Songun tem como base a Ideia Juche, e se apóia no principio de que a Revolução se inicia, avança e triunfa por meio do fuzil, e de que o exército é principalmente o Partido, o Estado e o povo. Sua essência consiste principalmente em dar preferencia aos assuntos militares na revolução e na construção, e considerar o exército revolucionário como a força principal para impulsionar com força o movimento revolucionário em seu conjunto. 

A política Songun, baseada nesta ideia, torna possível defender a dignidade e a soberania nacionais, e impulsionar com dinamismo a construção de uma sociedade independente. A mesma, aplicada na Coreia, consiste em considerar os militares como a primeira tarefa do país e tomar o Exército Popular como núcleo para defender a revolução e o socialismo, e impulsionar com força a construção socialista em seu conjunto. 

Constitui a política principal do socialismo. Persegue o objetivo de se apoiar na poderosa força militar para, assim, salvar o país, a revolução e o socialismo, e lograr a vitória decisiva no enfrentamento com o imperialismo. 

A ideia Songun indica, também, um verdadeiro caminho para lográ-lo. 

Um país socialista poderoso e próspero é, como disse Kim Jong Il, uma potencia onde seus cidadãos vivem felizes sem ter nada a temer no mundo. 

De acordo com a teoria da construção de um país socialista poderoso e próspero, enunciada pela ideia Songun, a Coreia, consolidando sua posição como potencia ideológico-política e militar, impulsiona com força o desenvolvimento econômico. Kim Jong Un, que leva adiante a causa da construção de um país poderoso e próspero, iniciada por Kim Jong Il, deu a fórmula clássica: “Um Estado socialista, poderoso e próspero, é a somatória entre a unidade monolítica, invencível poderío militar e a revolução industrial do novo século”. 

A justeza e a vitalidade do Kimilsungismo-Kimjongilismo são comprovadas patentemente pelo passado e o presente da República Popular Democrática da Coreia, coroados por glórias e vitórias.

O povo coreano está disposto a seguir, em todo momento, o caminho da independência, Songun e o socialismo iluminado pelo Kimilsungismo-Kimjongilismo. 

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Na volta às aulas, Coreia socialista luta para consolidar novo sistema educacional


A última terça-feira (1 de abril) marcou a volta às aulas nas escolas da Coreia Popular. Por conta da ocasião, foram feitas cerimônias em diversas escolas por todo o país, celebrando os avanços feitos no decorrer da aplicação do sistema educacional socialista. A República Democrática e Popular da Coreia (nome oficial da Coreia do norte) foi o primeiro país asiático a erradicar por completo o analfabetismo, no ano de 1949. No ano de 1972, época de grandes sucessos da construção socialista na Coreia, o país estabeleceu a nível nacional o sistema educação universal, gratuito, obrigatório e compulsório de 11 anos. Após 40 anos, no ano de 2012, foi aumentado para doze anos o ensino obrigatório na Coreia do Norte. Atualmente, autoridades do país e quadros à frente do sistema educacional norte-coreano estimam que, até 2015, o sistema universal e gratuito de 12 anos de educação já estará consolidado e existirá a nível nacional.

Estiveram presentes durante as cerimônias recentes realizadas nas escola do país, professores, pais e dirigentes do Partido do Trabalho da Coreia.

Ri Kyong Hui, mãe de Kim Ho Ung, estudante da Escola Primária Ryusong, na região central de Pyongyang, elogiou Kim Jong Un pelos avanços feitos pelo país no trabalho para criar as crianças e jovens de modo que sejam suficientemente preparados para serem os genuínos sucessores da Revolução coreana.

So Sung Hyok, professora da Escola Secundária Junior Kinjae, no bairro de Sosong, explicou um pouco sobre o novo sistema educacional estabelecido em 2012, onde no período secundário junior os estudantes adquirem conhecimentos básicos sobre tecnologia, falando também sobre novos métodos que foram elaborados para garantir aos estudantes um bom aprendizado.

Crianças voltam às aulas na Coreia socialista
Kim Song Il, diretor do Ministério de Educação geral, prometeu trabalhar duro para transformar os estudantes em pilares do país, em calorosa resposta à política educacional levada a cabo pelo Partido do Trabalho da Coreia.

domingo, 23 de março de 2014

Entrevista: Movimento estudantil carioca presta apoio à Revolução Coreana

Em dezembro de 2013 o Centro Acadêmico de História da UERJ (CAHIS) com apoio do Centro de Estudos da Ideia Juche (CEIJ) realizou o debate "Coreia do Norte e Síria: Histórias que a academia não conta", que contou com a presença de Alexandre Rosendo, do CEIJ. A equipe do Blog de Solidariedade à Coreia Popular entrevistou Hugo Müller, que há três anos é um dos diretores do CAHIS (que segue uma estrutura horizontal.de direção). Confira o trabalho de solidariedade desenvolvido pelo movimento estudantil carioca:

Blog de Solidariedade à Coreia Popular (BSCP): Hugo, em dezembro de 2013 o Centro Acadêmico de História da UERJ (CAHIS) realizou um debate sobre as lutas anti-imperialistas da Coreia Popular e da Síria, o que levou o CAHIS a se solidarizar com estes povos?
Hugo: Nós do Centro Acadêmico de História acreditamos que o nosso papel é inserir debates pertinentes para os estudantes de História, o que a Universidade não faz por ser um aparato de reprodução da ideologia burguesa e quando o faz é apenas uma versão mais aprofundada das notícias que a grande mídia nos traz sobre esses países. Desta maneira, caso não debatermos sobre o dito “Eixo do Mal” trazendo a versão de estudiosos que creem que esses países não são “tão maus” assim e que isso não passa de um discurso imperialista reverberado pelo ocidente, os estudantes só terão acesso à versão dos oligopólios midiáticos que nos bombardeiam diariamente com a mesma opinião sobre esses países. Desta maneira, nós do CAHIS, procurando sempre ler para além da Historiografia oficial e ter contato com estudiosos como vocês do grupo do Centro de Estudos da Idéia Juche assumimos uma posição de solidariedade com esses países que sofrem com os incessantes ataques imperialistas, e acreditamos que temos que passar essa posição adiante para os demais estudantes através de debates e eventos.

BSCP: Ambos os processos são muito caluniados pela grande mídia, mas no caso coreano, por termos em curso uma revolução socialista (a primeira a derrotar o imperialismo, em 1953), me parece que há uma "cruzada ideológica" com muito mais força, inclusive pelo tempo, mais de meio século, de mentiras oriundas de Washington. Nesse contexto, qual foi a reação das pessoas (estudantes da UERJ, professores desta instituição, dirigentes políticos de fora da UERJ, enfim...) diante da posição assumida por vocês?
H: Os professores, com raras exceções, tratam de se silenciarem diante da nossa posição em apoio à Coréia do Norte, essa é uma forma de referendar o senso comum sobre tais países. A tradição acadêmica é de silêncio quando se trata de temas que abordam o imperialismo, na UERJ não é diferente. Temos até professores que acreditam que o conceito de Imperialismo está ultrapassado. Portanto estes não apoiam nossos eventos e tentam sempre esvazia-los da pior forma possível: não permitindo que os estudantes se ausentem das suas aulas para irem aos nossos eventos. Essa atitude é recorrente e no caso do evento sobre a Coréia do Norte essa tentativa ocorreu. Já os alunos se mostram interessados por terem contato com o outro lado da história, uma versão diferente do que eles estão acostumados a ler e a ouvir. No início é natural se mostrarem reticentes com a posição em apoio à Coreia do Norte, porém, acompanhando nosso evento os estudantes se mostraram muito mais interessados em divergirem das notícias que recebem da mídia e até mesmo cobrarem dos professores alguma abordagem sobre o tema. E esse processo é dialético: quanto mais eventos do CAHIS os estudantes vão, mais eles se sentem à vontade de faltarem a uma aula para assistirem um debate ou uma palestra feita por nós.

BSCP: O CAHIS optou por discutir a Revolução Coreana junto do processo de luta anti-imperialista do povo sírio. Por qual motivo, dentre tantos outros povos em luta no mundo, o movimento estudantil carioca escolheu estes dois e o fez num mesmo momento?
H: Pois acreditamos que o Imperialismo atua com métodos comuns a ambos os países: Com o apoio do aparato midiático ocidental, com a incessante coerção bélica, com covardes embargos econômicos e com infiltrações de mercenários para tentar dividir a nação.  Portanto, podemos facilmente abordar a História desses dois países em um mesmo evento. Além disso, planejamos o evento no período em que a Coreia do Norte e a Síria estavam em voga na mídia: a primeira por causa das operações intimatórias dos EUA no Mar Amarelo e respondido à altura pela Coreia do Norte, o que a mídia mal interpretou como o possível início de uma guerra; a segunda por causa de se tratar do ápice da ofensiva das tropas mercenárias contra o governo de Bashar Al Assad.

BSCP: Como você avalia o e evento ocorrido em dezembro?
H: O evento foi uma importante etapa na missão do CAHIS em levar para dentro da Universidade temas que atingem o cotidiano da população Brasileira e que ao mesmo tempo passam despercebidas. O Imperialismo, por exemplo, age pela América-Latina toda e a Universidade insiste em não debater isso. Portanto, utilizamos a universidade como espaço de disputa do conhecimento. Essa é uma das principais tarefas do nosso Centro Acadêmico de História.

BSCP: E posteriormente, como foi a repercussão?
H: Conseguimos uma boa repercussão entre os estudantes pela qualidade do debate e por tratar de um tema que eles nãos estão acostumados a ver dentro da Universidade. Cito o exemplo dos calouros de História no período desse evento que já entraram para universidade tendo a oportunidade de debater sobre o Imperialismo, História do Tempo Presente e História Contemporânea em um mesmo evento. Infelizmente isso é coisa raríssima dentro da Universidade.

BSCP: Antes de entrar em contato com a militância como você enxergava a Coreia Popular? E depois, quais mudanças ocorreram? O evento de dezembro somou no que concerne ao seu entendimento do processo revolucionário coreano?
H: Até entrar para o curso de História da UERJ meu entendimento sobre a Coreia do Norte era o mesmo que o da maioria da população que tem como única via de conhecimento sobre a Coreia os noticiários da TV e da Internet. Ou seja, uma visão negativa da Coreia do Norte. Recordo-me muito bem que assim que entrei para o curso de História, o Centro Acadêmico de História tinha publicado em seu jornal uma resposta do embaixador norte-coreano no Brasil sobre a situação política, econômica e as relações diplomáticas de seu país, desmentido as versões ocidentais. Ao ler eu comecei a me indagar sobre qual era a real situação da Coreia do Norte e o porquê do Ocidente satanizar tanto esse país e o seu povo. Esse processo de melhor compreensão sobre o povo Coreano e o processo revolucionário que ele passou me deu um aporte ideológico para compreender o quão importante é combater o Imperialismo, a começar pela nossa própria Universidade que se é um espaço de reprodução dos pensamentos mais conservadores do nosso país é por resultado da ação do Imperialismo norte-americano no Brasil. Quem tem dúvida sobre isso é só pesquisar sobre o acordo MEC-USAID na década de 60. Acredito que esse evento conseguiu passar a compreensão exata de que para entender a atual situação política da Coreia do Norte temos que conhecer todo o processo revolucionário do povo Coreano, da independência contra o Japão passando pela Guerra que tragicamente dividiu o povo Coreano na década de 50. O evento foi uma grande aula de História Contemporânea e do Tempo Presente.

BSCP: Bom, para terminar, fale um pouco mais sobre as demais atividades realizadas e planejadas (para 2014) pelo CAHIS, pois assim os leitores do Blog de Solidariedade à Coreia Popular, podarão conhecer melhor a entidade que honra as trajetórias do combativo movimento estudantil brasileiro ao prestar inestimável apoio ao povo coreano.
H: No ano 2014 teremos uma atividade sobre os 50 Anos do Golpe Militar no Brasil, ele ocorrerá entre os dias 31 e 03 de Abril na UERJ no auditório 93, 9º andar. Faremos em parceria com a Federação do Movimento Estudantil de História e com o DCE da UERJ. Também, nesse início de ano, faremos um evento sobre a Ucrânia e o Leste Europeu em parceria com o Movimento Universidade Necessária da UERJ, que debaterá mais uma vez o papel do Imperialismo. Já nesse mês de março realizamos um evento virtual chamado “Semana de Luta da Mulher”, com ampla divulgação, mostrando a importância do feminismo em nossa sociedade, pretendemos expandir esse debate para dentro do curso de História.  Para saber sobre nossos eventos e nossa luta na UERJ é só acompanhar o nosso blog: cahis-uerj.blogspot.com (ou e-mail: cahisuerj@hotmail.com).


Hugo falando em uma das diversas atividades do CAHIS

sexta-feira, 14 de março de 2014

CDN da RPDC declara posição sobre a política hostil dos Estados Unidos


Pyongyang, 15 de Março (ACNC) – Nos últimos dias a política e as ações hostis dos Estados Unidos contra a República Popular Democrática da Coreia se tornaram muito perigosas, de modo que o Comitê Nacional de Defesa da RPDC tornou pública uma declaração no dia 14.

O documento revela que os Estados Unidos é precisamente o país que vêm pisoteando de violentamente a soberania da RPDC, atuando de maneira absurda para destruir as ideias e o regime da RPDC.

Refletindo a unânime vontade do Partido do Trabalho da Coreia, do Estado, Exército e Povo, a CDN da RPDC expõe para todos as seguintes posições e princípios:

1. O governo dos Estados Unidos não pode esperar mais tempo para tomar a decisão política de abandonar sua política hostil anti-RPDC e todas as medidas decorrentes. A política de hostilidade anti-RPDC dos Estados Unidos é a mais brutal, encaminhada a destruir a ideia e o regime da RPDC, com a democracia de estilo norte-americano, a economia de mercado e ocupar com forças militares agressivas toda a nação coreana e todo o território da Coreia. Antes de se afrontar com as consequências catastróficas que resultantes de sua anacrônica política de hostilidade anti-RPDC, seria melhor que abandonassem por si mesmos, todas as medidas injustas. 

2. O governo dos Estados Unidos não deveria portar-se de maneira tola afirmando de maneira atrevida que a “renúncia das armas nucleares” é o “princípio fundamental” da política de hostilidade anti-RPDC. Pelo contrário, deveria ter um correto critério e posição sobre o dissuasivo nuclear da RPDC. Os Estados Unidos deve saber corretamente que o dissuasivo nuclear da RPDC não é um meio de negócios, que está sujeito a ser barganhado e ser usado para manter o diálogo e melhoramento de relações. Além disso, tal dissuasivo não é algo fantasmagórico que desaparece se o império não o “reconhece” e existe se o “reconhece”. O imperialismo norte-americano recorre a chamada “estratégia de paciência” desejando que a RPDC se mova primeiro e mude algo, porém tal resultado nunca será conquistado pelos Estados Unidos. Pelo contrario, a RPDC tem a posição de esperar com paciência até que entre na Casa Branca alguém que possua uma visão normal e reflexões realistas. O imperialismo deve ter a plena consciência de que enquanto seguir se agarrando a ameaça e a chantagem nuclear, os militares e civis da RPDC lutarão continuamente para intensificar o dissuasivo nuclear auto-defensivo e tomarão sucessivamente as medidas necessárias para demonstrar seu poderio. 

3. O governo dos Estados Unidos deverá por imediato fim a campanha de “Direitos Humanos” anti-RPDC, iniciada como uma parte de sua política hostil em relação a ela. Se diz que o poder estatal viola os Direitos Humanos. Mas, é justamente os Estados Unidos que rechaça sem reservas as forças que se opõem ao Estado e ameaçam sua existência, possuindo o maior número de encarcerados do mundo. Tampouco não somos caridosos e nem tolerantes com as mínimas forças malsãs que atentam contra a ideologia e o regime escolhidos pelo nosso próprio povo, que é dono do poder. Seria melhor para os Estados Unidos limpar primeiro o seu nariz antes de censurar os outros países. Abandonar o quanto antes sua velha política de hostilidade anti-RPDC e estabelecer uma nova política realista, será útil não somente para os interesses nacionais dos Estados Unidos, mas também para a segurança de seu próprio território. O império norte-americano deve analisar a realidade de modo sereno e tomar uma decisão política adequada para a situação geral.