CAMPANHA DE SOLIDARIEDADE

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

RPDC condena “sanção” do Conselho de Segurança da ONU


O Conselho de Segurança da ONU aprovou a “resolução de sanção” contra a República Popular Democrática da Coreia acusando o teste da explosão de ogiva nuclear realizado em setembro.

O Porta-voz do MINREX da RPDC publicou no dia 1º de dezembro uma declaração que a condena e a rechaça fortemente como um ato de abuso de poder e de violação à soberania perpetrado pelo Conselho de Segurança da ONU, que ao ser controlado pelos Estados Unidos negou o direito de autodefesa da RPDC.

O documento destaca que o último teste de explosão de ogiva nuclear da RPDC faz parte das contramedidas reais frente as ameaças nucleares e a campanha de sanção das forças hostis como os EUA, que questionam perversamente a execução do direito de autodefesa do nosso Estado, e uma manifestação da firme vontade do nosso exército e povo que estão dispostos a contra-atacar os inimigos caso estes os provoquem.

Até agora, muitos países, inclusive os países permanentes do Conselho de Segurança da ONU, realizam em milhares de ocasiões testes nucleares e lançamentos de foguetes, mas o Conselho de Segurança nunca os proibiu, enfatiza o documento e continua:

É um grande equívoco se Obama e seus lacaios pensam que mediante as sanções e o esmagamento possam obrigar a RPDC abandonar a linha de armamento nuclear ou manchar sua posição de potência nuclear.

Não faremos nenhum acordo com eles, mas avançaremos com passos mais firmes pelo justo caminho optado por nós.

A adoção desta “resolução de sanção”, que nega nossa soberania e direito a sobreviver e a se desenvolver, causará nossa contramedida autodefensiva mais forte.

A sanção produzirá somente o agravamento da tensão.

Se a situação da Península Coreana e seus contornos se dirigir para um estado incontrolável, sua responsabilidade recairá sob os EUA, autor da fabricação da “resolução de sanção”.

KCNA (Korean Central News Agency)

domingo, 27 de novembro de 2016

Kim Jong Un envia mensagem de condolência à Cuba

Kim Jong Un, Presidente do Partido do Trabalho da Coreia e do Comitê de Estado da República Popular Democrática da Coreia e Comandante Supremo do Exército Popular da Coreia, enviou no dia 27 uma mensagem de condolência a Raúl Castro Ruz, Primeiro Secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba e Presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros da República de Cuba.

A mensagem:

Ao informar-me da triste notícia de que faleceu inesperadamente o camarada Fidel Castro Ruz, máximo dirigente da Revolução Cubana, expresso meu profundo sentimento de condolência a você, e por sua pessoa, ao partido, ao governo e ao povo cubanos e aos familiares.

Fidel Castro alcançou o triunfo da Revolução Cubana ao desenvolver desde cedo a luta sangrenta com as armas em mão.

Ele foi o destacado líder do povo cubano, quem defendeu honrosamente a soberania e a dignidade do país, estabeleceu pela primeira vez no hemisfério ocidental o regime socialista, cujo povo foi convertido em verdadeiro dono, e dedicou toda sua vida pela prosperidade do país e a felicidade do povo, e o célebre ativista política que deu especial aporte ao cumprimento da causa da independência anti-imperialista pelo socialismo e a justiça.

Também foi íntimo amigo e camarada do povo coreano quem durante longo tempo de mais de meio século fez todos seus esforços para fortalecer e desenvolver as relações de amizade e cooperação entre os partidos, governos e povos dos nossos países e enviou o firme apoio e respaldo à reunificação da nossa pátria e a justa causa levando invariavelmente os princípios revolucionários e a obrigação moral.

Ainda que tenha morrido, brilhará para sempre suas valiosas proezas conservadas no coração dos povos dos nossos países e da humanidade progressista.

Estou convencido de que o revolucionário povo cubano superará a dor pela perda pelo seu distinto líder e conseguirá sem falta o triunfo da construção da prospera sociedade ideal do povo e a causa socialista de acordo com o propósito de vida de Fidel Castro Ruz sob a sábia direção de Raúl Castro.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Porta-voz do MINREX rechaça acusação de Obama no tema das forças nucleares



Sobre o fato de Barack Obama questionar a justa medida da República Popular Democrática da Coreia de incrementar as forças armadas nucleares, o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da RPDC deu no dia 22 a seguinte resposta:

Durante a cúpula da APEC (Cooperação Econômica da Ásia-Pacífico), recém ocorrida no Peru, Obama voltou a mencionar o suposto “ato provocador” e a desnuclearização da RPDC.

A repetida ladainha sobre a sanção e pressão sob pretexto da “provocação” de alguém, o que não passa de uma bobagem para fugir da responsabilidade de ter forçado a RPDC a ocupar a posição de potência nuclear e encobrir o fracasso de sua política para com esta.

Se reafirma evidentemente que a brutal política hostil e a ameaça e chantagem nucleares contra nosso país, perseguidos pelos sucessivos governantes estadunidenses, são a causa do agravamento da situação da Península Coreana e o fator principal que nos empurrou a possuir armas nucleares.

Quanto mais se tornem abertas as ações dos EUA para violar e eliminar nossa soberania e direito à vida, tanto mais se redobrarão nossos espíritos de autofortalecimento e vontade de aumentar as forças armadas nucleares.

O remédio principal para resolver o problema da Península Coreana reside em que os EUA tomem a valente decisão de cancelar a política hostil ante a mudança da posição estratégica da RPDC e da época atual.

Se os Estados Unidos não abandonar este anacrônico modo de pensar, se produzirá o resultado mais trágico e amargo que já provou até agora.

Da KCNA

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Mães da Coreia


Na Coreia Popular, o 16 de novembro é o Dia das Mães. Ao olhar para o passado das mães na Coreia, haviam vivido na penúria submetidas aos duros grilhões feudais geração após geração e derramado lágrimas de sangue como pessoas privadas do país durante o período da ocupação militar do imperialismo japonês (1905-1945). Ainda que fossem pisoteadas impiedosamente sua personalidade e dignidade como mulher e os direitos de mãe, não puderam nem sequer queixar-se disto. Somente ao contar com os grandes companheiros Kim Il Sung e Kim Jong Il como seus líderes, elas conseguiram recuperar sua sagrada condição de mãe.

Kim Il Sung e Kim Jong Il elucidaram a posição e o papel das mulheres em cada período e etapa das revoluções e lhes prepararam em várias ocasiões as conferências para as mães. Em consideração de que somente quando as mulheres fossem cheias de ânimo e vigor a pátria avançaria com ímpeto, publicaram trabalhos relativos à resolução do problema da mulher e destacaram ante a sociedade as exemplares famílias da época. A orientação dos grandes líderes para que mantivesse firmemente como tarefa revolucionária elevar o papel das mulheres em todas as atividades estatais e sociais deu lugar a eliminação definitiva das fontes sócio-históricas que restringiram ao longo de milhares de anos a liberdade da mulher e os direitos da mãe.

Nas fábricas e aldeias rurais se construíram excelentes casas e ampliaram as medidas sociais em favor das mães, entre outras, a de criar filhos às custas do Estado. Em todas as partes do país se constroem estabelecimentos sanitários e de serviço para mães como a Casa de Maternidade de Pyongyang, o Jardim Infantil Changgwang e o Orfanato Kim Jong Suk. A política da RPDC é de dar a máxima prioridade às comodidades e interesses das mães.

Graças a política de amar e respeitar as mulheres, as mães, na Coreia as mães exercem plenamente seus direitos à independência participando sem nenhuma restrição nas atividades estatais e sociais. Elas, outrora objetos de humilhação como criada ou amas, imediatamente depois da Libertação (15 de agosto de 1945) tomaram a frente da campanha de alfabetização e da construção de uma nova pátria e durante a Guerra de Libertação da Pátria (1950-1953) se destacaram na retaguarda pela vitória na luta após ter enviado seus maridos e filhos à frente. Também nos períodos de reabilitação pós-guerra e da construção socialista puseram de pleno manifesto seu grande entusiasmo e atividade em diversos setores da economia nacional, sendo artífices dos méritos e das felicidades para a pátria e para o povo.

Hoje em dia, entre elas há aquelas que desempenham como deputadas nos organismos de Poder em todos os níveis, funcionárias dos órgãos do Partido, do Estado e da economia, e das organizações sociais; professores, doutoras, heroínas do Trabalho, esportistas e atrizes, contribuindo ativamente na construção de um Estado poderoso e próspero.

Também adiante, seguirão avançando a passos firmes pelo caminho da fidelidade patriótica em virtude da política de dar importância à mulher, ou seja, se honrar as mães e amá-las infinitamente.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Levantadas novas moradias em algumas das regiões danificadas

Foram construídas novamente durante 50 dias mais de 3 mil moradias de 5 e 3 pisos e uma só planta para mais de 11.900 famílias na cidade de Hoeryong e os distritos de Musan, Yonsa, Onsong, Kyongwon y Kyonghung, da província de Hamgyong do Norte, que sofreram grandes perdas devido as chuvas torrenciais mais fortes da história de observação meteorológica após a libertação do país. O Marechal Kim Jong Un, quem sentiu muito por este desastre ocorrido nas zonas ribeirinhas do rio Tuman, reorientou o rumo principal da campanha de 200 dias pela reconstrução e idealizou uma ambiciosa operação para registrar uma vitória para converter o desfavorável em favorável. Os uniformizados do Exército Popular da Coreia e os membros das brigadas de construção, enviados ao distrito de Kyonghung, foram os primeiros a terminar no final de outubro a construção de casas. E até o dia 11 do atual mês, concluiu a edificação de moradias para quase 12 mil famílias. Simultaneamente, seguiu a reorganização das periferias, de modo que surgiram novas avenidas e aldeias nas zonas danificadas.

sábado, 12 de novembro de 2016

Princípio de independência anti-imperialista e socialismo se defende com forças armadas


O princípio de independência anti-imperialista e socialismo se defende somente com poderosas forças armadas, destacou o jornal Rodong Sinmun em um artigo publicado nesta sexta-feira.

Os imperialistas, que se deparam com sua ruína, cometem atos despóticos e arbitrários por todos os cantos do nosso planeta para acabar com a causa da independência da humanidade, a do socialismo – inicia o artigo e segue:

O Partido do Trabalho da Coreia e o governo da República Popular Democrática da Coreia conduzem à única via da vitória a revolução sem vacilação alguma diante das vicissitudes de toda índole mantendo invariável o princípio de independência anti-imperialista e socialismo.

Com suas poderosas forças armadas, o povo coreano frustrou a crescente ameaça e chantagem nucleares e as manobras agressivas dos imperialistas e seus satélites.

Na atualidade, se registram os flagelos de guerra por todos os cantos do mundo e vagam em busca de salvação os povos de vários países. Mas, na RPDC não estalou uma guerra durante várias décadas e o povo coreano leva uma vida pacífica e estável ainda que não acomodada, a qual é fruto da política do Songun.

Este princípio permitiu à RPDC, país pequeno em dimensão e população, consolidar por todos os meios o poder político e militar e defender honrosamente a paz e a segurança da Península Coreana e o resto do mundo, frustrando as manobras de agressão e esmagamento sem precedentes das forças aliadas imperialistas encabeçadas pelos EUA.

A história registra o destino trágico de alguns países e nações que se converteram em escravos coloniais dos imperialistas por não ter preparado suas próprias forças.

Hoje em dia, a RPDC tem grande prestígio na arena internacional como baluarte do socialismo e da independência anti-imperialista e porta-voz da justiça e da verdade.


Da KCNA

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

“EUA deve mudar sua política sobre a Coreia”


Há pouco, o diretor de Inteligência Nacional de Estados Unidos confessou que está esgotada a sanção da administração Obama sobre o Norte da Coreia e é impossível a renúncia de armadas nucleares deste.

Este critério produz grandes repercussões por ter revelado o caráter absurdo da campanha de sanção e esmagamento da RPDC, que vem praticando os sucessivos poderes norte-americanos, incluso a administração Obama, e reconhecido sua derrota.

Os meios de imprensa estadunidenses e do Ocidente o estimaram como “realista”, “positivo” e “franco”.

A fala do chefe da inteligência estadunidense, quem apoia o estabelecimento e a execução das políticas da atual administração, é uma clara confissão do total fracasso da política estadunidense sobre a RPDC.

O império recorreu durante várias décadas à provocação política e militar, sobretudo, à chantagem nuclear, para exterminar a RPDC que avança pelo único caminho da independência, o Songun e o socialismo.

A campanha de sanção e pressão chegou ao auge durante o mandato de Obama.

Contudo, resultou um “fracasso estratégico” a “paciência estratégica” de Obama, segundo a qual os EUA esperam pacientemente impondo as sanções e pressionando a RPDC até que se renda e renuncie a suas armas nucleares.

A demente campanha anti-RPDC dos EUA e seus seguidores trouxe o resultado contrário como a elevação da capacidade de ataque nuclear e o autofortalecimento da Coreia Popular.

A atual posição estratégica da RPDC, modificada radicalmente, e todos os recursos obtidos comprovam perfeitamente que a teoria da força e a lei da selva dos EUA não surtem efeito algum no tratamento com este país asiático.

Os importantes meios de imprensa do mundo insistem em que foi “frustrada a política sobre a Coreia da administração Obama”, “há que reconhecer oficialmente o Norte da Coreia como Estado nuclear e trata-lo da mesma maneira que outras potências nucleares”, “se o vencedor das eleições presidenciais não mudar a direção de sua política para o problema nuclear norte-coreano, os EUA seguirão dando cabeçadas na parede”.

Vale a pena que os EUA pensem com juízo, dando ouvidos a tal opinião pública que se estende até o interior das camadas governantes.

Já chegou o tempo em que os Estados Unidos decidam a maneira de tratar a potência nuclear do Oriente.


Da KCNA 

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Recentes desastres naturais exigem irrestrita solidariedade internacionalista do povo brasileiro à Coreia Popular



Queridos amigos e amigas, companheiros e companheiras, camaradas, simpatizantes e leitores, saudações fraternas a todos que leem a presente carta.

O documento que aqui apresentamos a vocês, genuínos internacionalistas e amantes da paz democrática, da solidariedade e fraternidade entre os povos, não é escrito diante de uma conjuntura internacional favorável, mas diante de uma conjuntura internacional marcada pela intensificação dos ataques dos agressores imperialistas norte-americanos contra os povos.

AVANÇANDO O TRABALHO DA SOLIDARIEDADE INTERNACIONAL
 Todos vocês já conhecem nosso trabalho de solidariedade intransigente  à RPDC, socialista, que se desenvolve de forma contínua, com ascensos ou refluxos, desde o ano de 2010. A partir de então, temos tido sucessos formidáveis no sentido de propagandear a política do Partido do Trabalho da Coreia, divulgar o socialismo Juche da Coreia Popular em seus diversos aspectos relacionados à construção econômica, social, política e cultural. Tivemos a oportunidade de visitar a Coreia socialista duas vezes, nos anos de 2011 e 2012. Por meio de nosso blog Solidariedade à Coreia Popular e de nosso Centro de Estudos da Ideia Juche (fundado em 2011), realizamos dezenas de palestras sobre a Coreia socialista em quatro estados brasileiros - São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Pernambuco -, onde fomos calorosamente recebidos por centenas e até mesmo milhares de trabalhadores e estudantes. Como resultado deste trabalho inicial por nós realizado, nos últimos seis anos a Coreia socialista recebeu milhares de novos entusiastas e apoiadores, num contexto onde antes de se fundar este movimento específico de solidariedade à Coreia, apenas alguns poucos partidos políticos e movimentos davam seu apoio aberto ao país socialista.

COREIA POPULAR AMARGA DESASTRES NATURAIS SEM PRECEDENTES
Atualmente, o povo coreano necessita da mais contundente solidariedade dos melhores filhos e filhas do povo brasileiro, que estes façam suas mais sinceras demonstrações de internacionalismo. Desde o início do mês de setembro, particularmente na parte norte do território da Coreia socialista, vem-se passando por um sem número de desastres naturais, como enchentes causadas por temporais e pesadas chuvas, furacões e tornados que já causaram desastres incontáveis para o povo coreano residente não apenas nas áreas urbanas, mas principalmente rurais. Segundo a Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA), os desastres naturais e as perdas econômicas e sociais são as piores desde o período da libertação do país do jugo do imperialismo japonês desde meados da década de 1940.

Ao todo, segundo levantamentos mais recentes feitos pelas autoridades norte-coreanas, as perdas já atingem as seguintes espantosas cifras (dados fornecidos pela Embaixada da Coreia socialista em Brasília):

- Principal zona afetada: Norte da província de Hamgyong do Norte
- Distritos mais afetados: Musan, Yonsa, Hoeryong, Kyongwon, Kyonghumg, Onsong.
- Total de pessoas afetadas - 116.300 pessoas
- Perdas humanas: 538 pessoas (entre 138 mortos e 400 desaparecidos)
- Moradias: 16.513 edifícios onde residiam 29.839 famílias (6.916 edifícios de 11.606 famílias destruídos completamente; 5.406 edifícios de 11.283 famílias destruídos parcialmente; 68.990 pessoas sem teto)
- Perda de terras agricultáveis: 27.411 hectares, ao todo (entre 10.345 hectares de lavouras de arroz e 12.402 hectares de lavouras de milho, assim como 4.664 hectares de outros cultivos)
- Estradas danificadas: 98.5 km em 183 localidades diferentes
- Queda de pontes: perdas avaliadas em 1,8 km de pontes em 66 localidades diferentes
- Queda de um dique de uma central hidráulica: 1 dique de 150 metros
- Destruição de diques fluviais: 60 km em 150 diferentes localidades
- Canais agrícolas destruídos: 28 km
- Perdas de vagões ferroviários: 497 metros de vagões em 103 localidades
- Destruição de edifícios produtivos: 69 edifícios, numa área total de 23,7 km²
- Destruição de edifícios de escolas de ensino fundamental e médio: 36 edifícios, numa área total de 11 km²
- Destruição de edifícios de jardim de infância: 11 edifícios, numa área de 2,6 km²
- Destruição de edifícios de creche: 1 edifício, numa área de 980 m²
- Destruição de edifícios clínicos e hospitalares: 21 edifícios, numa área total de 5,6 km²

Estes números alarmantes mostram a grande destruição causada na vida de centenas de milhares de filhos do povo norte-coreano. Contudo, esta destruição não se limita a ser consequência do acaso ou das meras adversidades da natureza. Ao contrário, o efeito destrutivo destas é catalisado pelas políticas genocidas de cerco e aniquilamento, provocações militares e sanções comerciais promovidas pelo imperialismo norte-americano em conjunto com países satélites seus, como Japão, Coreia do Sul e outros pertencentes ao bloco imperialista União Europeia-OTAN. Sob a bota desta política criminosa dos verdugos imperialistas dos povos, o povo coreano é impedido de importar e/ou transferir para sua economia tecnologias modernas indispensáveis ao desenvolvimento econômico, incluindo aquelas necessárias para impedir este tipo de tragédias naturais. Diante da atual época do imperialismo, onde praticamente toda a economia e a produção mundiais se encontram sob o controle absoluto de círculos financeiros norte-americanos e europeus, consegue-se assim impor sobre a Coreia socialista enormes dificuldades para desenvolver o comércio até mesmo com dezenas e centenas de países do mundo que sequer se encontram diretamente envolvidos na dita "Questão Nuclear Coreana". Todas as vezes em que a Coreia Popular, heroicamente, rompe as amarras do bloqueio imperialista genocida e desenvolve, por suas próprias forças, tecnologias capazes de vencer ou amenizar estes problemas de ordem natural, é cínica e barbaramente criminalizada pelo imperialismo com sanções comerciais ainda mais rígidas, e demonizada aos quatro cantos do mundo pela indústria anticomunista tão vigente quanto nunca entre os cartéis mundiais da imprensa quando se trata de criminalizar a República Popular Democrática da Coreia. Lembram-se do ano de 2012, quando em abril deste ano a Coreia socialista lançou o satélite artificial Kwangmyongsong-3 que não entrou em órbita? Um satélite com fins de desenvolvimento econômico e social, que permitiria à Coreia do norte fazer estimativas mais precisas de questões meteorológicas, racionalizar ainda mais a alocação de recursos na produção rural e, inclusive, evacuar com antecedência populações de áreas que poderiam ser afetadas por tais desastres naturais, foram vendidos na imprensa suja do imperialismo norte-americano como um míssil nuclear que, segundo estes alunos autênticos das escolas de propaganda hitleristas, faria parte de um plano do "recém empossado" "ditador" Kim Jong Un para destruir o mundo, a paz e a democracia. As aves de rapina do imperialismo norte-americano abrem suas asas e jogam no lixo o discurso fascista e demagógico sobre a "paz e a democracia" quando se trata derrubar governos socialistas ou democrático-nacionais. Matar o povo coreano pelas balas, pelas secas, enchentes, esgotá-los pela fome ou pela sedução, é o que faz o imperialismo norte-americano, este sim o inimigo número um dos povos, da paz e da democracia, em sua política agressora, reacionária e anticomunista. Lembram-se de Cuba, na década de 90, quando os Estados Unidos arregimentavam conhecidos bandidos, criminosos, assaltantes e estupradores expulsos de Cuba em milícias para colocarem bombas em hotéis cubanos e assassinarem turistas estrangeiros com o fim de impedir que Cuba desenvolvesse o turismo? O mesmo está sendo feito agora, com a Coreia socialista, mas numa escala centenas de vezes mais destruidora e agressiva, pois quem atualmente está morrendo não são dois ou três turistas estrangeiros, mas centenas e centenas de cidadãos norte-coreanos, em mortes que poderiam ser realmente evitadas caso não se mantivesse de pé a deplorável política de bloqueio econômico.

COMO O BRASIL SE POSICIONA DIANTE DE TÃO DEPLORÁVEL SITUAÇÃO?
Durante os anos do Governo Lula, alguns avanços tímidos foram feitos no que diz respeito à política externa de relação com a República Popular Democrática da Coreia. Em 2005, a RPD da Coreia abriu pela primeira vez sua embaixada em Brasília, enquanto que o Brasil, no ano de 2009, abriu sua embaixada em Pyongyang, desenvolvendo em pleno contexto de "guerra nuclear" anti-RPDC conversas bilaterais com o país nos sentidos econômico e político. No ano de 2010, ainda que simbolicamente, o Brasil enviou para a RPDC cerca de 16 mil toneladas de grãos por conta de enchentes que ocorreram, também na época, em áreas rurais do país. Obviamente, este gesto puramente simbólico foi recebido pelos reacionários locais da velha imprensa, verdadeiros paus-mandados do imperialismo norte-americano, como uma tentativa de sustentar um "Estado que apoia o terrorismo" e que poderia vir a comprometer, absurdamente, inclusive o próprio abastecimento interno brasileiro de grãos (!). Os tímidos avanços feitos nesta época foram sendo jogados gradualmente por terra, nos últimos cinco anos, e particularmente após o Golpe de Estado que derrubou o governo de Dilma Rousseff, neste ano de 2016. O Ministério de Relações Exteriores (MINREX) brasileiro possui agora à sua frente José Serra, nada mais que um boneco das companhias imperialistas que, não bastando o saque e a pilhagem que estão promovendo sobre o povo brasileiro, buscarão afastar nosso país cada vez mais de tudo que possa cheirar minimamente como algo de progressista em termos de política externa e, portanto, da solidariedade ao povo irmão neste momento tão difícil de sua história.

Não obstante a existência, ao longo de nossa história, de inumeráveis dirigentes políticos completamente descomprometidos com o destino do país, o bravo povo trabalhador brasileiro jamais deixou de prestar sua solidariedade aos povos em luta. Ainda que a propaganda específica acerca do socialismo norte-coreano seja algo recente em nosso país, não o é a solidariedade internacionalista. A partir de fins da década de 1940, tem início nos Estados Unidos a deplorável "Doutrina Truman" - em alusão ao ex-presidente norte-americano da época, Harry Truman -, que marca o recrudescimento da agressão do imperialismo norte-americano contra os povos. Sob orientação de tal doutrina, os Estados Unidos iniciam em meados do ano de 1950 - contando com o apoio do "governo" satélite sul-coreano, criado exclusivamente com o fim de destruir e anexar a Coreia socialista, e com o apoio também de um "presidente" boneco, o ditador Ri Sin Man, que recebeu treinamento político anticomunista na Califórnia - a famosa "Guerra da Coreia", de agressão contra o povo revolucionário do norte da península. Para tal guerra de agressão, o Brasil foi também convocado pelo imperialismo norte-americano a figurar entre os 14 "países satélites" que enviaram tropas de soldados para morrerem pelos bilionários e magnatas da indústria bélica dos Estados Unidos na agressão à Coreia. O general fascista Eurico Gaspar Dutra, que na época governava o Brasil e era extremamente submisso às intenções monstruosas do imperialismo norte-americano nos planos interno e externo, planejou enviar 20 mil soldados brasileiros para morrerem pelos capitalistas na Guerra da Coreia.

O povo brasileiro, então, soube responder à altura a provocação fascista de Gaspar Dutra. O então PCB - Partido Comunista do Brasil organizou um amplo movimento democrático e pela paz, mobilizando milhares de pessoas a se oporem ao envio de tropas brasileiras à Guerra da Coreia. Este movimento foi apoiado de forma unânime pelas forças democráticas internacionais da época, que estavam organizadas então em torno do Conselho Mundial da Paz. Nas comemorações de 7 de setembro de 1950, a militante comunista Elisa Branco foi presa e condenada a três anos de prisão por estender diante de soldados que marchavam uma faixa que carregava a seguinte palavra de ordem: "Os soldados, nossos filhos, não irão para a Coreia!" Elisa passou a figurar entre o movimento democrático internacional como um verdadeiro símbolo da luta contra as guerras imperialistas e pela paz democrática. Por volta da mesma época, numa ação coordenada pelo militante comunista Dynéas Aguiar, centenas de militantes do movimento pela paz ocuparam o saguão da Rede Diários Associados e escreveram nas paredes diversas palavras de ordem contra o envio de tropas brasileiras para a Guerra da Coreia. O magnata da imprensa Assis Chateaubriand, então dono da Diários Associados, promovia pessoal e diariamente em sua imprensa o envio de brasileiros para a agressão contra o povo coreano na Guerra da Coreia, ao lado dos imperialistas norte-americanos. Na ocasião da ação, um boneco de Chateaubriand foi também queimado. Como resultado das grandes mobilizações dirigidas pelo PCB, o Brasil terminou impossibilitado de enviar tropas suas para a Coreia para lutar em uma guerra imperialista de agressão.

Os fatos mostram a grande necessidade de se retomar o espírito democrático e internacionalista das velhas gerações de combatentes da luta popular, tendo-a como verdadeiro exemplo em nossa prática de solidariedade ao povo coreano.

ORGANIZEMOS UMA AMPLA CAMPANHA DE SOLIDARIEDADE AO POVO COREANO E ARRECADEMOS GRANDES FUNDOS PARA A RECONSTRUÇÃO DAS ÁREAS AFETADAS
Devido às iniciativas de mobilização de outros movimentos, partidos políticos e entidades, felizmente não estamos sozinhos nesta luta. Grandes movimentos de massas como a Central dos Movimentos Populares - CMP, Movimento dos Pequenos Agricultores - MPA, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra - MST, Central Única dos Trabalhadores - CUT e outros já estão organizando a arrecadação de fundos para a reconstrução das áreas afetadas pelas enchentes e demais desastres naturais na Coreia.

Atualmente, o Exército Popular da Coreia e o povo trabalhador coreano desenvolvem a Campanha dos 200 Dias para reconstruir as áreas afetadas e retomar a produção. Trabalhando todos os dias, os soldados e o povo estão caminhando a passos largos para a restauração da economia nas regiões afetadas. Porém, ainda precisam da ajuda indispensável do movimento democrático internacional. Atualmente, na atual etapa de reconstrução, carecem principalmente de telhas para cobrir as casas afetadas. Segundo dados passados a nós diretamente pela embaixada da RPDC em Brasília, cada metro quadrado de telha poderia ser comprado pelo equivalente a US$ 3. Cerca de R$ 700 (a moeda nacional, brasileira) já seriam suficientes para se cobrir uma casa. Portanto, baseados em tais critérios, construímos as metas para nossa campanha.

De início, os movimentos disponibilizaram a seguinte conta para doações:

Banco do Brasil
Ag.: 1606-3
C/C: 46656-5
Embaixada da República Popular Democrática da Coreia

Pede-se que após a doação, esta seja registrada via e-mail solidariedadecoreia@gmail.com


Em breve, o Centro de Estudos da Ideia Juche Brasil, conjuntamente com outras organizações e movimentos, realizará atividades para arrecadar fundos para esta campanha que está lançada a partir de agora.