quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Ilda Fiore, da Federação de Mulheres Paulistas, fala sobre Ato Político de Solidariedade à RPDC realizado na Fundação Santo André

por Ilda Fiore (Tesoureira da CMB e Membro do 
Conselho Diretor da Federação de Mulheres Paulistas)

Em 04/09/2013, pude assistir e participar desse Ato de Solidariedade à República Popular Democrática da Coréia (RPDC) – Coréia do Norte, na Faculdade de Administração e Economia da Fundação Santo André, por ocasião dos 65 anos da fundação da RPDC (9 de setembro de 1948), represetando a presidenta da CMB Glaucia Morelli, que integrou a delegação da FDIM que visitou a Coréia do Norte entre julho e agosto deste ano.

Fiquei bastante emocionada e revigorada em minhas convicções de luta, ao ver o auditório lotado de centenas de jovens, uma grande presença de jovens mulheres, em plena 3ª. feira, noite muito fria de São Paulo. Ainda mais, por ser uma semana sem aulas, em que só viriam na faculdade alunos que quisessem fazer algum tipo de reforço em seus estudos, com apoio dos professores, da biblioteca e de colegas.

Pelas perguntas durante o Ato e, depois, pelas conversas que tivemos durante a visita à Exposição, pude sentir o quanto a campanha que a mídia procura fazer para demozinar os governantes do bravo povo coreano, não tem surtido efeito. Tem na verdade, como é o caso da jovem Jessica, despertado interesse. Ela nos disse do interesse que sentiu em aproveitar nossa presença ali, tão perto dela, para conhecer pessoas que lá estiveram, em ouvir o representante daquele povo, para formar sua própria opinião. Nos disse inclusive de que havia decidido ali, durante o ato, de fazer seu trabalho de conclusão de curso (TCC) sobre a Coréia do Norte.
Eu tive a responsabilidade e a honra de representar nossa presidenta, Glaucia Morelli. Resgatei a importância do Professor Marcelo, da Faculdade, em abrir e promover tão importante evento, trazendo a realidade daquilo que a mídia chamada de grande deturpa. Aqueles jovens e aquelas jovens ali presentes, atendendo ao convite feito, demonstram que de fato temos como construir um futuro diferente da realidade que hoje temos no Brasil. Falei da alegria e vigor que senti em Glaucia no retorno da viajem. Haviam várias questões que Glaucia destacou, que fortalecem em nós a luta de que é possível existir atendimento de qualidade às necessidades da população, e especialmente das mulheres, pelo estado.

Destaquei a maternidade, visitada por Glaucia, onde ocorrem atualmente somente 12 cesarianas a cada 100 partos naturais e ocorrem 3 óbitos maternos durante o parto por ano. Comparando com o Brasil, vemos o quanto precisamos melhorar nosso atendimento às mães. Hoje no Brasil mais de 75 mulheres morrem, por ano, a cada 100 mil nascimentos.

Destaquei também o direito ao trabalho que a mulher tem na Coréia, com seus direitos como mãe, garantidos. A família conta com lavanderias e restaurantes públicos o que proporciona as condições para que todos os membros da família, e em nosso caso focando a mulher, avancem em estudos e participem das atividades políticas e culturais. Glaucia visitou o Jardim da Infância, onde a criança é tratada como deve. Jardim da Infância, porque a criança deve desabrochar e crescer, se desenvolver, tendo todas suas necessidades garantidas para que, assim como a flor, possa crescer forte e bela. No Jardim da Infância a criança tem acesso à cultura, ao esporte, a brincar, a aprender, ler, escrever, pintar, cantar... As professoras são valorizadas e todas possuem cursos pedagógicos universitários sendo consideradas a raiz da Árvore Forte.

Dessa forma, as jovens mulheres, que têm acesso á Universidade, não têm que optar entre ser mãe ou ser profissional, como vemos hoje em nosso país, várias jovens retardando e até abrindo mãe da maternidade. Ou o contrário. Temos mulheres coreanas destacadas nas ciências, na indústria, na metalurgia, nos espaços legislativos e executivos e no partido, entre outras áreas.

Por último, exemplifiquei a questão da violência à mulher, quando Glaucia perguntou a uma das integrantes da comitiva que as acompanhava, qual era a punição para o homem que agredia a mulher. A coreana não entendeu a pergunta, pois ali, apesar de toda ordem de violações que as mulheres coreanas sofreram com a invasão japonesa, o povo coreano tem sido capaz de construir novas relações entre todos, mas particularmente entre homens, mulheres e seus filhos.

Assim, encerrando, cumprimento o Sr. Paek Tong Um, Conselheiro da Embaixada, que aqui representa esse bravo coreano, agradecendo ao senhor e seu povo por nos mostrarem que é possível existirem novas relações entre os seres humanos, onde o que prevaleça seja o amor, a solidariedade, o respeito e a fraternidade entre todos. Exemplo de luta coletiva e determinação, o povo coreano, apesar de seu pequeno território, demonstra o quão grande é em ter desenvolvido tão característicos sentimentos humanos, que nos diferenciam dos animais.

Para os EUA governo bom e amigo é aquele que entrega seu mercado, riquezas naturais e força de trabalho de seu povo para o sustento dos lucros de suas multinacionais e bancos falidos. O povo da Coréia decidiu seguir seu caminho e sua própria forma de governo construindo a RPDC. É o poderio nuclear americano e suas bases militares que continuam a ameaçar o desejo da maioria dos coreanos, dos dois lados, a seguirem em frente e em paz.

Viva as mulheres coreanas! 
Viva o povo coreano!
Viva a amizade Brasil Coréia!

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