quarta-feira, 30 de maio de 2012

Uma crise alimentar mundial ameaça a humanidade

Cerca de um bilhão de pessoas no mundo sofre de desnutrição e milhões de crianças morrem de fome todos os anos. Os preços dos alimentos aumentaram em 71% em um ano, de julho de 2010 a julho de 2011.

10 milhões de crianças sofrem por ano com doenças relacionadas a má alimentação e metade delas morre de fome. O preço dos alimentos aumenta tremendamente e o número de pessoas que sofrem de desnutrição crônica aumenta diariamente.

A crise alimentar mundial pode ser atribuída à estratégia de dominação imperialista no campo dos alimentos. Os imperialistas não hesitaram em fazer manobras para desequilibrar a produção alimentar e o sistema de abastecimento de outros países.

A flutuação nos preços dos alimentos pode ser atribuída ao uso dos alimentos com fins políticos. O uso de alimentos com fins políticos, por parte do imperialismo, significa implementar suas políticas estratégicas em outros países por meio da situação vantajosa de possuir produtos estratégicos para influenciar outros países e, mais a frente, pondo-os sob seu controle.

Em meados dos anos 70, quando a produção agrícola cresceu graças ao sucesso da revolução verde e o preço dos alimentos caiu, os imperialistas seguiram numa guerra de alimentos para controlar todos os estoques alimentícios e, dessa maneira, definir o destino da humanidade.

O protecionismo dos países ocidentais é uma típica política de dominação alimentar. Graças a essa política, países ocidentais impediram que os países em desenvolvimento participassem de seus mercados através da aplicação de elevadas tarifas a produtos agrícolas.

Enquanto isso, os imperialistas deram subsídios para as exportações para que seus produtos fossem superfaturados nos mercados dos países em desenvolvimento.

Consequentemente, os produtos agrícolas dos países em desenvolvimento foram perdendo espaço nos mercados internacionais de alimentos, criando uma grave situação de desequilíbrio. O Ocidente controlava os mercados e manipulava o preço dos alimentos como bem entendia.

Dessa maneira, um número cada vez maior de países opta por importar comida “barata” do Ocidente, ou em depender de sua ajuda, ao invés de fazer investimentos para o desenvolvimento da agricultura.

Sob o pretexto de “ajuda” e de “fundo para o alívio da dívida”, os imperialistas utilizam excedentes alimentares criados pelo protecionismo como uma isca para impor os valores do Ocidente aos países subdesenvolvidos. A soma total de tal “ajuda” e do “fundo para alívio da dívida” equivale a menos de um quarto a um quinto das perdas sofridas pelos países em desenvolvimento por conta de trocas injustas com o Ocidente.

A propriedade do capitalismo monopolista sobre a terra causou sérios problemas à produção alimentícia mundial e foi outro fator para a elevação gigantesca do preço dos alimentos. Através do protecionismo predatório e da forma de propriedade sobre a terra, os imperialistas ocidentais saquearam a massa de produtos alimentares no mundo, e muitos países em desenvolvimento, incluindo os africanos, que durante os anos 60 e 70 eram exportadores de alimentos, foram reduzidos a importadores de alimentos.

O boom da produção de biocombustível nos EUA e em outros países ocidentais está piorando a crise alimentar.

Os Estados Unidos investem anualmente seis bilhões de dólares na produção de bio-combustível, e a Europa gasta, anualmente, quatro bilhões de euros em subsídios para estimular os monopólios à produção de biocombustíveis.

Foi anunciado que um carro regular nos Estados Unidos necessita de 200kg de milho para a produção de biocombustível para seu tanque. A quantidade de grãos consumida por maquinas nos EUA e na Europa, anualmente, seria suficiente para matar a fome de meio bilhão de pessoas.

A produção em massa de biocombustível, em 2007, reduziu a quantidade de reservas de grãos às mais baixas em várias décadas, o que fez os preços dos alimentos dispararem.

É uma visão unanime dos analistas que os principais alvos da política de biocombustíveis dos EUA e do Ocidentais são as nações da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo). O capitalismo monopolista de Estado é o criminoso que causou a presente crise alimentar e criou a desordem especulativa e o tremendo caos no mundo econômico, que vive sob a lei da selva.

Em 2008, quando a crise financeira estourou nos Estados Unidos devido ao colapso do mercado imobiliário e atingiu o mundo capitalista como um todo, todos os capitalistas monopolistas tiveram como alternativa investir na produção de alimentos, não na metalurgia ou nas indústrias energética que requerem uma grande quantia de dinheiro e onde não há segurança quanto aos lucros.

Tomando vantagem da instabilidade alimentar, não só os monopólios dos alimentos como vários outros monopólios se viram na situação de se jogarem para a especulação em cima dos alimentos. Isso resultou na competição pelo aumento dos lucros através dos alimentos e nas flutuações nos preços dos alimentos.

Ninguém além dos grandes capitalistas monopolistas lucra com o desastre alimentar da humanidade.
No momento atual, os imperialistas estão aprofundando a crise alimentar numa tentativa desesperada de ameaçar a vida da humanidade e subjugar outros países e nações. Resolver a questão da escassez alimentar não se trata apenas de uma questão de comida, mas uma questão que determina se uma nação protege sua dignidade ou soberania ou se sucumbe à condição de escrava.

Há um ditado que diz que o pão fresco de casa é melhor do que a carne estragada de fora.
A autossuficiência alimentar é o único caminho. É necessário enfrentar os desafios dos imperialistas aumentando e concentrando os esforços na produção alimentar.

Rodong Sinmun

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