CAMPANHA DE SOLIDARIEDADE

terça-feira, 9 de abril de 2013

Líder norte-coreano faz EUA recuarem


Líder norte-coreano faz EUA recuarem

Por André Ortega - Realismo Político

O líder norte-coreano Kim Jong Un conquistou uma vitória em sua luta contra os Estados Unidos no recente momento de tensão na Península Coreana. Após chocante demonstração de força, a Casa Branca recuou em sua postura agressiva temendo que isto poderia "inadvertidamente" desencadear uma crise ainda mais profunda, segundo o "The Wall Street Journal".  Retirando os aviões F-22, B-2 e os temidos B-52 (capazes de transportar armas atômicas) dos céus coreanos, os EUA voltaram atrás em seu roteiro pré-estabelecido de exercícios militares na Coreia do Sul, mostrando a eficiência da estratégia norte-coreana e sua capacidade de dissuadir a grande potência. É certo que os avisos da Coreia do Norte ecoaram em Washington e é provável que tal postura tenha sido influenciada pelos recentes encontros do Comitê Central do PTC (Partidos dos Trabalhadores da Coreia), encontros onde se deu ênfase em avançar ainda mais o projeto atômico.

Figura reverenciada pela população em geral, Kim Jong Un certamente se reafirmou como líder frente os alto dirigentes de seu país. Vítima de dúvidas no exterior devido sua pouca idade e subida ao poder aparentemente frágil, Kim Jong Un frustrou as expectativas daqueles que esperavam um líder fraco ou reformador. Invulnerável perante a pressão americana, Kim Jong Un mostrou a força da própria liderança e mostrou sua "vocação de sangue", já que seu avô, Kim Il Sung, combateu a invasão japonesa desde os 15 anos de idade, também muito jovem. Apesar da abordagem norte-coreana ter sido correta, em muitos aspectos Kim Jong Un somente emulou o gênio diplomático de seu antecessor, Kim Jong Il, que no passado forçou os EUA a mesa de negociação através de sua política nuclear. Esse acontecimento derruba o mito da "invencibilidade" e "liberdade total" da política externa norte-americana, assim como refuta as mentes simples que falaram a "loucura norte-coreana" ou que zombaram das "ameaças" de Kim Jong Un como provocações infantis. A política norte-coreana de louca não tem nada, é muito racional, responde a imperativos pragmáticos e é um movimento calculado.

As recentes tensões na península coreana vem preocupando o mundo com o fantasma de um novo embate militar. O conflito vem desde a década de 50' e se deve a ocupação militar norte-americana na Coreia do Sul, necessária para a manutenção dos interesses econômicos e geopolíticos dos EUA na região. Do outro lado, a Coreia do Norte é governada por um regime socialista que em sua fundação tomou uma série medidas de caráter popular, como a reforma agrária, a nacionalização de propriedades dos antigos invasores japoneses e a reorganização da vida política em linhas democráticas através das forças que libertaram o país e de organizações de massa como sindicatos. No entanto, o país passou por duras dificuldades por causa da guerra e sanções, com uma disciplina rígida que se mantém graças a mobilização de massas e a direção do Partido dos Trabalhadores da Coreia. Se o país fosse dividido e o povo desorganizado, sem esse sistema político e tendo que se basear exclusivamente na repressão militar, o regime provavelmente não sobreviveria a estas dificuldades.

Essa é certamente uma ótima notícia para os amantes da paz de todo o mundo e para todos aqueles que temiam a explosão de um novo conflito militar. É claro que isso não é a paz, mas se os Estados Unidos realmente querem a paz, então deveriam retirar suas tropas da península e acabar essa guera que já vem sendo travada a mais de meio século.

5 comentários:

  1. Lindo texto, viva a melhor coreia!

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  2. Aproveitando o comentário acima, dizendo: “Viva a melhor Coréia”, para muitos, vítimas da mídia capitalista, pode soar absurdo. O que é melhor? Uma TV preto e branco ou uma TV de LED? Se a resposta for a TV preto e branco vai soar, para muitos, também absurdo. Porém, quando surgiu o rádio, foi uma maravilha, todos queriam ter um. Depois, quando surgiu a TV preto e branco, a maioria tratou de se livrar do radio e adquirir a novidade. Felicidade era ter uma TV preto e branco, aliás, ninguém falava: quero uma TV preto e branco. Falava-se: quero uma TV. O sofrimento vem da comparação. Se ninguém tem asas para voar, você não sofre nem se sente um deficiente físico por não ter asas, mas você é, ou não? Tudo é a comparação. Nossos avôs não sofriam por não terem uma TV de LED, pois não sabiam o que é isso. A essência do capitalismo é fazer as pessoas sofrerem para estarem sempre insatisfeitas com o que tem e, assim, sempre consumindo. O progresso tem que ser para o social e para todos, respeitando, é claro, o esforço e o mérito individual, mas nunca o acúmulo exorbitante de capital nas mãos de poucos. Há uma foto famosa do satélite na internet, impostada pelos donos do capital, que mostra a Coréia do Norte às escuras e a Coréia do Sul toda iluminada. Sempre a velha tática de difamar o regime, criam-se embargos para inviabilizar o país, para, depois, mostrar que o sistema é ruim.

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  3. Assim, a economia coreana se manteve independente e socialista, se desenvolveu e superou, na maior parte, as dificuldades que se iniciaram na década de 90. Assim o país foi dotado de uma infraestrutura energética nuclear, de uma defesa nuclear, e hoje pode lançar, como já lançou, satélites ao espaço com veículos lançadores próprios

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  4. Irônico, capas de mantar satélite no espaço mas tem que falar que vai começar guerra para conseguir comida. O homem só evolui para ter poder o poder da koreia e arma e mídia a população não é tão importante.

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    1. Realmente, o poder de lavagem cerebral da mídia capitalista é monstruoso, como aqui aparece gente alienada. Mais um aí em cima. Escreveu "..guerra para conseguir comida.". Os Estados Unidos fazem embargos econômicos criminosos contra a Coréia do Norte para alienados como este terem argumentos para criticar o regime. Ele não enxerga nem o que acontece na frente do seu nariz, o Brasil, por exemplo, não faz nem um nem outro: não manda satélite (a última tentativa explodiu matando quem estava em volta) nem alimenta seu povo (as crianças tem que ficar pedindo nas ruas, nos semáforos ou cheirando cola e fumando crack para dar uma enganada na fome). A Coréia do Norte, que tem apenas 15% de seu território cultivável, tem que comprar comida de fora desde que os Estados Unidos autorizem, já o Brasil, o maior país do mundo em área cultivável, importa até trigo para o pãozinho francês. Com relação a população da Coréia do Norte "...não é tão importante." só se ele estiver se referindo ao país dele, aí eu concordo.

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