CAMPANHA DE SOLIDARIEDADE

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Delegação do blog "Solidariedade à Coreia Popular - Brasil" visita Coreia do Norte


O povo coreano, desde o início do século XX, vinha empreendendo sua revolução democrática, popular e antifeudal contra o colonialismo japonês. A vitória da Revolução Russa de 1917 e a conseqüente penetração das idéias avançadas do marxismo-leninismo na Coreia – outrora colônia japonesa – fará com que a Revolução Coreana tome novo impulso. Destaca-se aqui a figura lendária de Kim Il Sung como líder da Revolução democrática e antiimperialista, e como fundador do Exército Popular Revolucionário da Coreia (1932).


Com a derrota da Alemanha Nazista na Segunda Guerra Mundial em 1945, a União Soviética declara guerra ao Japão. É o início da vitória da Revolução democrática na Coreia – o Exército Vermelho soviético, em conjunto com o Exército Popular Revolucionário da Coreia, golpeia o exército imperialista japonês na Coreia e, com apenas seis dias de batalha, o Japão se rende e a Coreia é libertada.


Sobre isso, Kim Il Sung escreveu:  


“Há cinco anos os soldados soviéticos, combatentes do exército de libertação, penetraram no território da península coreana derrotando em seu avanço as divisões de elite do exército de Kuantung. Quinze de agosto de 1945 ficou assinalado como o grande dia de libertação da Coréia. Durante a sua multi-secular historia, a Coréia foi, por varias vezes, invadida por forças inimigas. Mas habitualmente invadiam a terra coreana usurpadores que atentavam contra a liberdade e a independência de nosso país. E eis que pela primeira vez na sua historia o povo coreano teve oportunidade de se achar na presença de soldados libertadores, e não escravizadores.


Os coreanos foram oprimidos, durante cerca de quarenta anos, pelos imperialistas japoneses, que os privaram de liberdade e dos direitos políticos elementares. Proibia-se ao povo coreano a criação de partidos e organizações democráticas. Sob o ponto de vista econômico a Coréia fora transformada em apêndice fornecedor de matérias primas da indústria japonesa. Os japoneses exploravam avidamente todas as riquezas naturais. O povo vivia na indigência e na ignorância. Quase quatro quintos de toda a população da Coréia era constituída de analfabetos.


Os habitantes de nosso país afirmaram, em carta endereçada a Josef Vissarionóvitch Stálin, após a libertação: 


"Durante quarenta anos o povo coreano não viu o sol. As trevas do inferno obscureciam os horizontes de nossa Pátria o essa noite nos parecia infinita..."


Quinze de agosto de 1945 foi o dia da libertação de nossa terra sofredora o dia da mais grandiosa felicidade de nosso povo. Eessa data é solenemente comemorada, todos os anos, na Coréia. Surgiram novas fábricas e novas usinas, construíram-se novos clubes e novas escolas. Por toda parte — nas cidades e nas aldeias — o povo conhecia uma vida nova e feliz que se manifestava em sua intensa alegria.”


Em 1948, é fundada a República Democrática Popular da Coreia na parte norte da Península Coreana. Mal é fundada, e em apenas dois anos depois a jovem República é submetida a uma invasão perpetrada pelos EUA estacionados na Coreia do Sul, e por seus vassalos sul-coreanos.


Em 1953, com o cessar fogo e com a assinatura do armistício, a povo norte-coreano reinicia sua construção socialista. Rendendo agradecimentos à ajuda financeira, técnica e logística dada pelas democracias populares da URSS, China, RD Alemã, Tchecoslováquia, Bulgária etc., em menos de 20 anos da República Democrática Popular da Coreia já configura-se como um país indústrial-chave em todos os ramos da economia: siderurgia, indústria química, materiais de construção, transporte, e entre vários outros. O padrão de vida da população é constantemente incrementado pela constante queda dos preços e pela elevação cada vez maior do salário real. São construídos mais de 100 mil novos apartamentos por ano, com aluguéis que não ultrapassam 1% do salário nominal dos trabalhadores.


Apartamentos de Pyongyang
É esse país, que há muito e com grande sucesso empreendeu sua Revolução democrática, antiimperialista, antifeudal e socialista, que teremos a oportunidade de conhecer dentro de alguns dias. No mês de abril, uma delegação do blog “Solidariedade à Coreia Popular – Brasil” estará visitando a República Popular da China e a República Democrática Popular da Coreia a convite do governo da RDPC, por intermédio de sua embaixada no Brasil. Todos os custos da viagem serão cobertos pela Associação de Cientistas Sociais norte-coreana e a delegação estará noticiando toda a viagem por meio de artigos, fotos, crônicas e vídeos. 


Agradecemos aos nossos amigos Ri Hwa Gun, Ri Jong Ho, Ma Kyong Ho e Kim Song Il, funcionários da embaixada da RDP da Coreia no Brasil, pelo convite em conhecer seu país. Agradecemos também aos amigos Pedro Oliveira, José Reinaldo Carvalho, Elias Jabbour, Rosanita Campos pela ajuda a nós prestada em termos de informações e experiência, como pessoas que já visitaram a Coreia do Norte.


Agradecemos também a todos os leitores pelo apoio que nos foi dado e por acompanharem sempre as matérias que postamos. O Brasil precisa entender a realidade da Coreia do Norte, ocultada por meio da imprensa controlada por meia dúzia de magnatas. É um dever de qualquer pessoa que tenha compromisso com a verdade conhecer a realidade da Coreia do Norte. Contamos também com a ajuda de todos os leitores na divulgação de nossos textos e das informações de nossa  viagem.


Da redação

13 comentários:

  1. Excelente iniciativa, pudera eu algum dia ter essa chance de visitar essa grande nação! É uma recompensa por um trabalho verdadeiro e muito bem realizado a despeito de alguns provocadores/baderneiros que vem aqui no blog vociferar asneiras. Parabens.

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  2. Alexandre Rosendo1 de abril de 2011 20:09

    Valeu, camarada. Ajude-nos a divulgar o texto de puder! Forte abraço.

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  3. Boa viagem camaradas, ficaremos aguardando as postagens sobre essa viagem, que é do interesse de todos que se importam com a verdade.

    Charles Engels
    Comunidade Josef Stálin

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  4. Aguardo pelas postagens que com certeza terei mto interesse em ler! Gostaria de um dia ter essa chance!

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  5. Vai fazer compras no mercado destinado aos turistas e aos oficiais do Partido?

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  6. Sinceramente,antes achava voces ingenuos,agora to começando a crer que são BURROS mesmo...Não sei se voces sabem,mas essa''comitiva'' da RPDC só vai mostrar o que de melhor o Partido comunista oferece aos estrangeiros e aos membros do alto escalão do Partido que perdem tempo visitando esse país inútil(a não ser que sejam jornalistas,por causa da profissão,como a Ana Paula Padrão que fez matéria lá)como o Hotel de luxo,o supermercado farto de produtos,etc...tudo destinado aos estrangeiros e a elite do PC,além do mais só serão permitidos visitarem e fotografarem lugares que a tal ''comitiva'' do PC permitir.Mas,daí vão dizer que tudo isso é mentira da imprensa imperialista,que a Ana Paula Padrão é uma jornalista burguesa a disposição da mídia imperialista-pró-EUA-malvadão e outros motivos de piada(aliás,a esquerda É UMA PIADA!!)e que a assim que a comissão brasileira voltar de Pyongyang,vai provar por''A+B'' que tudo aquilo é mentira da mídia malvada e que a RPDC é a maior potencia do mundo!!!!Ass:Leonardo leal de Lima

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  7. É sempre essa mesma besteira de "membros do alto escalão do governo" e bla bla bla, só que esse tipo de coisa ocorre em situações como a vinda de Obama ao Brasil.

    A comitivia vai visitar o país, conhecer lugares, sistema de educação, saude, transportes, moradias e etc. tudo que o país oferece a todos diferente da economia de mercado que só dá oportunidade a poucos. A agressão só mostra o quanto de recalque existe.


    Só pra constar (e pra mostrar o desconhecimento): Não existe Partido Comunista na Coreia do Norte, existe sim Partido do Trabalho da Coreia que aplica a ideia Juche.

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  8. Existe imprensa livre na CdN? Qualquer jornal pode ser distribuido, falando o que quiser sobre o governo e criticar o regime?

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  9. Ao cara de cima:
    "A imprensa é uma arma, porque haveria eu de dar a arma a meu inimigo?" Leon Trotsky

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  10. Existe sim imprensa livre na CN porque la as empresas nao pertencem a um dono supremo ou a um conglomerado de investidores que decide o que vai ser noticiado. Na CN as empresas de telecomunicações sao do povo e transmitem o que é util pro povo.


    Sobre criticas depende do sentido que estamos falando. Se falamos do sentido certo da palavra critica que é "pensamento de reflexão acerca de algum tema" isso é amplamente feito na CN. La eles discutem o que da certo é o que da errado e tentam melhorar o que dá errado. Agora se a palavra critica esta sendo usada no sentido de agitar e provocar desordem isso nunca será permitido. Na CN não existe espaço pra imprensa marrom, para sensacionalistas e agitadores.

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  11. Aguardo para ler os relatos da viagem .

    Saudações socialistas!

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  12. Todo apoio aos camaradas da Coréia do Norte!

    engraçado o cara querer falar de hotéis e produtos acessíveis a poucas pessoas sendo que ele vive no Brasil kkkkkkkkkkk
    ah e temos liberdade de imprensa? não, temos um monopólio que manda e desmanda na política do pais, ou vc esqueçeu quem criou o collor?

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  13. Caro Leonardo, não é do costume dos editores deste blog endossar o "eu acho", pois dá preferência a apreciações da realidade objetiva, porém eu lhe recomendo que antes de sua descrição da dita "comitiva" coloque um "eu acho". Essa recomendação se deve ao fato de você tirar uma conclusão sobre um programa desconhecido até mesmo para a delegação(até então).

    "as essa''comitiva'' da RPDC só vai mostrar o que de melhor o Partido comunista oferece aos estrangeiros e aos membros do alto escalão do Partido que perdem tempo visitando esse país inútil(a não ser que sejam jornalistas,por causa da profissão,como a Ana Paula Padrão que fez matéria lá)como o Hotel de luxo,o supermercado farto de produtos,etc.."

    A sua descrição(por sua vez com uma certa arrogância de "já estive lá"), é completamente falsa - o que é esperado visto que não é produto de pesquisa e sim de preconceito. Visitamos a zona rural, inclusive Nampõ, que é, segundo a Organização das Nações Unidas, a cidade mais pobre do país. Lá, assim como em Sariwon, vimos pobreza e outras coisas que teoricamente "O Partido" teria que maquiar(dentro de sua lógica) - não que tal pobreza se compare com a que encontro nas ruas do Brasil. Além disto, na nossa condição de convidados da Associação de Cientistas Sociais, discutimos uma série de problemas do país com o academicos de tal instituição, sendo a deficiência em grãos um deles. Enfim, não vou descrever a viagem inteira aqui, mas deixo a recomendação: não fale do que não sabe, quem não pesquisa não tem direito a palavra. Desnecessário responder o resto que consiste em baboseira provocativa sem respaldo de argumentação("país inútil" é um conceito demasiado elevado para mim).

    ass. André Ortega

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