terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Quem são os verdadeiros provocadores da Península coreana?

Pak Geun Hye, gerente fascista sul-coreana, intensifica discurso militarista e anticomunista


Há cerca de 24 horas, toda a imprensa reacionária internacional, sem excluir, claro, a imprensa brasileira, vem dando enorme repercussão à eleição da gerente Pak Geun-Hye (do "Partido Saenury") na Coreia do sul sob ocupação norte-americana. Em particular, toda a imprensa faz questão de enfatizar o discurso anticomunista e anti-RPDC alardeado por Geun-Hye. Afinal, não é uma enorme benção para os grandes monopólios internacionais que se prossigam a existência de gerenciamentos reacionários na Coreia do sul, com o fim de ameaçar cada vez mais o bastião socialista do Oriente, a República Democrática e Popular da Coreia, e reprimir cruelmente o movimento operário e popular sul-coreano?

Em um de seus discursos, a gerente Pak Geun-Hye alardeou que tratará com "mão de ferro" as "provocações da Coreia do Norte". Qualquer pessoa com uma telha de bom senso identificará o cinismo de tais palavras, principalmente quando partem da boca da filha do ex ditador militar-fascista Pak Jong Ri, que, na década de 1970, assassinou milhares e milhares de sul-coreanos que se engajaram em todas as formas de luta contra a camarilha burocrata e reacionária sul-coreana, contra o fascismo, contra o imperialismo norte-americano, pela democracia e pela reunificação nacional e pacífica da Pátria.

Afinal de contas, quais seriam as tais "provocações da Coreia do Norte"? Rechacemos, tópico a tópico, as mentiras sobre as "provocações" levantadas pela nova gerente de turno do regime fascista sul-coreano, demonstrando de maneira cabal quem são os verdadeiros provocadores da península coreana:


Tanquistas norte-coreanos no desfile militar de 15 de abril de 2012

1) Em abril de 2012, a Coreia democrática e popular lançou seu terceiro satélite artificial, Kwangmyongsong-3, para celebrar o aniversário do centenário do Presidente Kim Il Sung, líder da Revolução Coreana e fundador do socialismo no norte da Coreia. De todos os três satélites lançados, respectivamente, em 1998, 2009 e 2012, o terceiro foi o primeiro a não entrar em órbita. Ademais, todos foram satélites fabricados com tecnologia e pessoal técnico 100% autóctone. Foram satélites, não "mísseis balísticos". Satélites de observação terrestre são extremamente necessários para o desenvolvimento econômico de qualquer país: Eles permitem fazer uma correta estimativa da previsão do tempo, estimar com mais precisão a quantidade de colheita e, consequentemente, ameniza e evita os desastres naturais e permite que exista uma alocação correta de recursos naturais, energéticos, hídricos etc. para vários setores da agricultura. No ano passado, a RPDC passou por secas e enchentes que causaram vários danos à economia do país, milhares de hectares de plantações foram perdidos e, por vários meses, as enchetes deixaram quase 300 mil pessoas desabrigadas. Caso o satélite houvesse entrado em órbita, tais calamidades poderiam ter sido evitadas e a Coreia não teria mais contratempos em sua luta para se tornar uma potência econômica socialista. Mesmo diante de tais fatos públicos, de conhecimento de todo o mundo, os Estados Unidos não cumpriram o acordo de Março de 2012, onde se comprometeram enviar à RPDC uma quantidade de 200 mil toneladas de alimentos em troca de uma moratoria no teste de enriquecimento de urânio por parte da RPDC - que nada tinha a ver com o lançamento de satélites com fins pacíficos. Para isolar ainda mais a Coreia socialista no plano internacional, valeu também a postura vergonhosa de países como China e Rússia, que se opuseram ao desenvolvimento econômico independente do país, falando em "parar com as provocações" e em "extender sanções". Ironicamente, no mesmo mês de abril, a República da Índia fez outro teste com um míssil nuclear - este sim, um míssil nuclear, de fins militares, e não satélite artificial de fins pacíficos - que, por sua vez, não foi levado ao Conselho de Segurança da ONU, não rendeu sanções ao país e tampouco comentários agressivos por parte da imprensa reacionária internacional. Eis a forma hipócrita como é a diferença no tratamento dado pela "comunidade internacional" (leia-se: países-satélite dos USA) a um país que abre suas pernas para o capital estrangeiro, para as mineradoras norte-americanas e européias e lança campanhas monstruosas contra seu povo como a "Operação Caçada Verde", de um país que mantém intacta sua soberania e persiste de maneira invariável no caminho socialista. Não bastaram as sanções e as ameaças por parte dos USA e Coreia do Sul - durante os piores meses das enchentes na Coreia do norte, os dois países também realizaram exercícios militares de simulação de guerra contra a RPDC, o que obrigou um contingente enorme do Exército Popular da Coreia a permanecer de guarda e em prontidão para uma nova guerra, fazendo com que fosse reduzido o contigente de soldados do EPC que se dedicaram em ajudar as vítimas em diversas regiões afetadas da RPDC. Diante de tais fatos, objetivos e que existem independente da vontade de quaisquer um de nós, deixamos o leitor tirar suas próprias conclusões sobre a agressão que se extende à RPDC na península coreana. Muito longe de ser o norte o "provocador" ou "ameaçador", os fatos mostram que tais alcunhas cabem precisamente aos imperialistas norte-americanos e seus vassalos da Coreia do sul;

2) Os Estados Unidos são o país mais nuclearizado, ameaçador e agressivo de todo o mundo. De acordo com dados disponibilizados por fontes do próprio governo norte-americano no ano de 2011, os gastos militares dos USA são nada menos que... 850 bilhões de dólares - 48% dos gastos mundiais com armamentos são dos Estados Unidos. Enquanto que os gastos com setores que realmente interessam aos setores populares dos Estados Unidos, como educação, saúde, transporte, saneamento, desenvolvimento econômico, etc. etc., só recebem cortes, os gastos com armamentos só aumentam. Foram os USA o único país do mundo a usar mão da bomba atômico contra outro povo, e que ameaçou lançá-la contra vários outros países, como Coreia do norte, China, Mongólia e União Soviética. Além disso, são os USA os maiores exportadores de fuzis leves do mundo. São os detentores das maiores ogivas nucleares do mundo. Como podemos ver, a economia norte-americana é imperialista e militarizada - depende das guerras, do massacre e da sangria de outros povos para seguir se desenvolvendo. Desde o início do novo milênio, os Estados Unidos já provocaram três novas guerras - no Afeganistão, no Iraque, na Líbia e, atualmente, tenta mover sua máquina de guerra e mercenários para iniciar uma nova agressão contra a Síria e o Irã. Eis o quadro do país que se autodenomina a "terra das oportunidades", "bastião da democracia e da liberdade", que "leva a democracia para o mundo". A Coreia do Sul, da mesma maneira, possui em seu território mais de mil armas nucleares, introduzidas pelos Estados Unidos em suas bases militares no início dos anos 70. Possui um contigente de mais de 700 mil gendarmes, soldados, policiais e mercenários, prontos para agredir a Coreia socialista e massacrar o movimento popular, patriótico e revolucionário sul-coreano, junto com 40 mil soldados norte-americanos ocupantes do território da Coreia do Sul. Durante o início dos anos 70, a Coreia do Sul mobilizou quase 100 mil soldados para incinerarem crianças, mulheres e jovens, ao lado de seus mestres norte-americanos, na Guerra imperialista do Vietnã. De maneira ainda mais submissa e servil, podemos citar o caso deplorável de que é a Coreia do sul o único país do mundo que, para ter seu território ocupado por forças estrangeiras, paga bilhões de dólares anualmente ao país ocupante. Quem, de fato, é a ameaça na península coreana?;

3) No outro extremo, a Coreia Popular, país tido como "hermético", "estranho", que "só faz armas" e que "ameaça o mundo", possui um gasto anual de 5 bilhões de dólares com defesa - somente 16% do orçamento estatal. Isso, claro, para um país que está em pé de guerra com a maior potência do mundo. Não duvidamos que existam países no mundo que, ainda que em períodos de paz, gastem muito mais do que a RPDC em defesa e demais setores militares;

4) Portanto, diante de tais fatos, públicos e irrefutáveis, chegamos somente a três conclusões: (I) Todas as "provocações" vociferadas por Pak Geun-Hye, que supostamente partiriam da RPDC, partem na verdade dos USA e seus vassalos sul-coreanos; (II) Qualquer pessoa que compartilha o mesmo ponto de vista de Pak Geun-Hye, de se utilizar a "mão de ferro" contra um país soberano como a Coreia socialista, é partidário voraz das guerras imperialistas e de todas as suas consequências; (III) A RPD da Coreia possui direito sagrado e inalienável ao desenvolvimento de seu programa nuclear com fins de autodefesa. Dessa maneira, os povos do mundo possuirão total segurança de que não será a Coreia socialista a nova Líbia de nosso milênio.

Manifestamos nossa solidariedade incondicional à Coreia Popular em seu desenvolvimento nuclear e em sua guerra de morte contra o imperialismo. Repudiamos totalmente as declarações mentirosas de Pak Geun-Hye e seus lacaios fascistas do "Partido Saenury".

Viva ao desenvolvimento independente do povo coreano!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Aviso

Caros companheiros, amigos e leitores: Neste ano de 2013, serão comemoradas duas datas extremamente importantes para o povo coreano: Os 65 anos da fundação da República Popular e Democrática (em 9 de setembro) e os 60 anos do fim da Guerra de Libertação da Pátria (em 27 de Julho). Por ocasião desses acontecimentos, seguiremos, ao longo deste ano, publicando textos, crônicas e anedotas para uma compreensão mais profunda, por parte de nossos leitores, sobre tais datas tão importantes para a Revolução coreana e os povos do mundo.


Da redação

CEIJ - Brasil realiza reunião para marcar o aniversário de Kim Jong Il

Kim Jong Il, no VI Congresso do Partido do Trabalho, em 1982

O Centro de Estudos da Ideia Juche - Brasil realizou, nesta última quarta-feira, uma reunião interna para marcar o aniversário de 71 anos do dirigente Kim Jong Il. Na ocasião, o artigo "Sobre algumas questões para o entendimento da Filosofia Juche", escrito pelo dirigente comunista em abril de 1974, foi lido e discutido.

Em tal escrito, o dirigente Kim Jong Il rechaça várias tendências erradas, que apareciam entre os cientistas políticos e funcionários do Partido do Trabalho, em se interpretar a Ideia Juche como uma filosofia iluminista humano-cêntrica. Esclareceu que a Ideia Juche apresentou como questão fundamental da filosofia a relação entre o homem e o mundo, de que é o homem o dominador e transformador do mundo - e que o fato de o homem ser o dominador e transformador do mundo, de utilizá-lo a seu favor, não significa que todas as mudanças no mundo são causadas pelo homem.

A  Ideia Juche, como qualquer teoria revolucionária científica, não surgiu de pronto, e é a síntese da prática concreta do povo coreano em luta por sua revolução. Foi se desenvolvendo e enriquecendo à medida que a necessidade de se rechaçar o dogmatismo, o seguidismo às grandes potências e o revisionismo foram sendo postas cada vez mais na ordem do dia.

Na reunião, vários comentários foram feitos para se esclarecer melhor a compreensão sobre a Ideia Juche.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

A Arte Musical na Coreia do Norte - PARTE I






Por André Ortega 
“Onde há vida há música, e vice-versa. A música é a arte mais intimamente vinculada a vida humana; desperta no homem ardente entusiasmo pela vida, aprofunda seus sentimentos, aumenta seu ardor e infunde-lhe otimismo e esperança no amanhã.”

KIM, Jong Il. “Arte Musical” , 17 de julho de 1991. Kim Jong Il – OBRAS ESCOGIDAS,Tomo XI Ediciones en Lenguas Estranjeras, Pyongyang , Coreia, 2006. Pg. 374

A Coreia do Norte, República Popular Democrática da Coreia (RPDC), é um mistério para a maioria das pessoas. Tudo para esdrúxulo, desde o sistema político até a cultura, sem esquecer das pessoas (esse povo estranho!), claro. A grande mídia, no geral, não colabora para desvendar a nuvem de fumaça acusando esse país de ser “fechado”  e ao mesmo tempo repete as acusações dos inimigos da RPDC. Se em relação ao geral é assim, o que dizer da música então? Ritmos provenientes da música pop norte-americana (e mais recentemente sul-coreana) são muito familiares para as pessoas, porém não é raro (se há contato) estranharem a música norte-coreana (o que é natural). Muitos reduzem a mesma a alcunha de “música totalitária” ou pensam que ela se resume a marchas militares.

Fato é que, apesar das barreiras, muita gente tem se interessado pela música norte-coreana em específico e pela RPDC no geral. Nessa série de artigos buscarei satisfazer a curiosidade de muitos, falarei sobre o conceito da música coreana, sobre seu desenvolvimento, sua produção e sobre minha “experiência pessoal” (opinião) com a mesma. Eu, que já estive duas vezes na RPDC (durante dez dias, nas duas vezes), tive bastante contato com a música coreana, além de ter acesso a uma ampla literatura a respeito e material musical propriamente dito.  A principal obra de referência utilizada, pelo menos a princípio, será  “Arte Musical”, de Kim Jong Il, publicada em 17 de julho de 1991 e presente no Tomo 11 das Obras Escolhidas de Kim Jong Il (versão em espanhol, Ediciones en Lenguas Estranjeras, Pyongyang , Coreia, 2006). A obra é bem sintética e é razoável considerar a posição de Kim Jong Il dado sua liderança espiritual e presença na direção do Partido do Trabalho da Coreia,  cujo papel em relação a música será esclarecido através da série.

Falar da música norte-coreana, além de ter um valor artístico, tem antes de tudo um significado político, sendo uma via para se conhecer melhor o regime coreano. Esta série servirá tanto aos interessados na arte musical quanto aqueles interessados em política e no regime coreano.

PARTE I – O QUE É A MÚSICA?
Para falarmos da música coreana devemos começar com as definições. O que é a música? Para que ela serve, qual sua missão, seu caráter, seus fins? É preciso antes de tudo assimilar a concepção musical norte-coreana.

“Para impulsionar atividades criadoras, o homem necessita, por natureza, capacidade ideológica e espiritual e um fator que o satisfaça no plano estético e emotivo. A arte é um poderoso meio para cobrir esta necessidade. (...)A música é um gênero artístico que manifesta as ideias e os sentimentos de maneira a exteriorizar, por um impulso interior, o que se sente. A arte e a literatura expressam as ideias  e os sentimentos do homem. No entanto, a música em características peculiares que a diferencia no modo da representação.  É uma arte especial que com sons musicais expressa os sentimentos e emoções que o ser humano experimenta. Principalmente, mostra as experiências emotivas que adquire na realidade, os sentimentos estéticos que se originam dos impactos psicológicos.  Mesmo que não se possa explicar diretamente em detalhe como a literatura o que quer expressar, nem reproduzir como a pintura a realidade que se estende ante a vista, manifesta o mundo psicológico e emotivo do homem de um modo mais refinado e profundo que qualquer outra arte.” (IBID. pg. 376-77)

Kim Jong Il, como bom marxista, enfatiza a natureza social da arte. A música deve ser, então, fiel ao que seriam as exigências de sua época, sendo esse processo de reflexão da realidade social seu conteúdo principal. Explica:
“O homem, em virtude seu atributo de independência, adota um critério e uma atitude sobre a situação real em que se encontra, manifestando contento ou descontento. “ (IBID. pg. 376)

Creio que não é razoável reduzir a criatividade humana, a potência de um cérebro individual, à condições históricas, a regimes sociais e relações de produção. Porém é forçoso admitir que, sendo a realidade na qual o homem está inserido, esses fatores interferem consideravelmente em sua concepção de mundo e no processo criativo. De qualquer forma, essa é a premissa principal da música norte-coreana.

Sendo assim, existe uma música adequada para cada época. E a época atual na Coreia, de construção do socialismo, é a “época do Juche”. Resumidamente, a Ideia Juche diz que o homem é um ser social dotado de criatividade e independência, “dono de tudo e decide tudo”, existindo uma “independência em si” (o homem enquanto ser consciente, por si só) e a “independência para si”(a luta política pela emancipação). Politicamente, por “homem” entende-se massas populares, e o socialismo jucheano (que é, sim, de matriz marxista) se resumiria na fórmula “as massas populares são donas de tudo e decidem tudo”.  Juche significa "independência".

Se a época é jucheana a música deve ser, portanto,  jucheana.  Essa idéia de “dever ser” é o principal para compreender a música norte-coreana, por isso eu dividi as principais características da música jucheana em diferentes tópicos que serão tratados individualmente nos próximos artigos. Poderei abordar cada uma das características mais profundamente e não estender demasiado em um único texto.  No próximo artigo será abordado o conteúdo político da “música jucheana” e as questões polêmicas em torno disso (totalitarismo, ditadura, liberdade de criação, etc). Dúvidas e sugestões a respeito serão bem vindas.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Liberdade para Ro Su Hui!





Más notícias da Coreia do sul. Ro Su Hui, vice-presidente da Aliança Pan-Nacional pela Reunificação da Coreia na parte sul, Ponminryon, foi sentenciado a quatro anos de prisão por ter visitado a Coreia do norte, e mais quatro por uma série de motivos, como a violação da Lei de Segurança Nacional e da Lei Anticomunista. Ro Su Hui é um patriota de longa data e combatente pela reunificação coreana, que foi muito bem recebido por seus compatriotas durante a visita ao norte. Ao ser recebido no sul, sobraram para ele somente pontapés e choques.

Ro Su Hui foi detido em julho do ano passado pelos "crimes" de violação da "Lei de Segurança Nacional" e por visitar a RPDC. Só agora ele foi julgado e irá passar oito anos preso por tentar promover as relações intercoreanas. Só quero ver agora o Arnaldo Jabor ou qualquer outro grande meio de comunicação comentando, com direito a matéria no Fantástico e tudo.

Tudo isso ocorre numa época de intensa campanha de difamação contra a RPDC. Enquanto a imprensa silencia sobre a repressão fascista na Coreia do sul, pedimos encarecidamente a todos nossos leitores que divulguem tal descompasso.

Para os que não conhecem sobre o caso da prisão de Ro Su Hui, deem uma olhada no link abaixo.

http://solidariedadecoreiapopular.blogspot.com.br/2012/07/estado-fascista-e-colonial-sul-coreano.html

A Campanha Midiática Contra a Coreia do Norte Prossegue








Por Ícaro Leal Alves

A campanha da imprensa contra a Coreia do Norte (República Popular Democrática da Coreia) continua. Vejam essa reportagem de O Estadão:

“Novas fotos do ditador norte-coreano Kim Jong-un durante uma reunião de trabalho chamaram atenção por uma ‘raridade’ no país: um smartphone. O telefone usado por Kim seria um modelo fabricado em Taiwan. No começo do ano, o líder deu ordens para que os norte-coreanos que forem flagrados com telefones contrabandeados de outros países sejam fuzilados.” (ESTADÃO, 07/02/2013 - http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,kim-jong-un-aparece-com-um-smartphone-,993984,0.htm)

Acontece que em outra reportagem mais antiga de outro órgão jornalístico podemos encontra a seguinte informação; “A Coreia do Norte conta com mais de 1,5 milhões de utilizadores de telemóveis, número que traduz um crescimento superior a 50 % face aos 950 mil registados no final do ano passado, informou hoje o diário sul-coreano Chosun Ilbo.” (EXPRESSO, 21/11/2012 - http://expresso.sapo.pt/utilizadores-de-telemoveis-na-coreia-do-norte-aumentam-mais-de-50--num-ano=f768482)

O mais interessante. Ficamos sabendo na mesma reportagem que “Em virtude de um acordo com o governo da Coreia do Norte, a Orascom [grupo egípcio de telecomunicações] presta serviços de telecomunicações móveis com serviços 3G desde 2008 através da empresa conjunta Koryolink.” (EXPRESSO, 21/11/2012 - http://expresso.sapo.pt/utilizadores-de-telemoveis-na-coreia-do-norte-aumentam-mais-de-50--num-ano=f768482)

Ou seja, na Coreia do Norte não só não é proibido o uso de telefones moveis estrangeiros como o grupo responsável pela distribuição de telefones naquele país é também estrangeiro.

O site de Noticias terra, que também noticiou o fato – e também apresentou uma serie de especulações contra o governo norte-coreano –, não fez qualquer menção a ameaças de fuzilamentos, como também informou que a empresa taiwanesa que produz os smartphones não quis identificar o aparelho, sendo a “confirmação” da marca do produto especulação do governo de Seul. (Tecnologia.Terra, 5/02/2013 - http://tecnologia.terra.com.br/kim-jong-un-e-o-misterioso-smartphone,b797b1fb8cd9c310VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html)

Um órgão de imprensa português, que recentemente noticiou falácias sobre o canibalismo generalizado devido à fome na Coreia do Norte, O Diário de Notícias, conseguiu ser mais objetivo que o Estadão, noticiando simplesmente; “A imprensa sul-coreana especula sobre qual seria a marca do aparelho, pois alguns dos possíveis fabricantes são empresas de países sem relações com Pyongyang. Para alguns meios de comunicação trata-se de um Samsung, outros dizem ser um HTC (de Taiwan) e para outros seria um iPhone da norte-americana Apple.” (Diário de Notícias, 05/02/2013 - http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=3035352&seccao=%C1sia)

Na mesma reportagem de O DN, encontramos uma informação que arranca algumas gargalhadas. A saber, “Os serviços secretos da Coreia do Sul também concluíram que seria mais provável ser da marca taiwanesa”. É possível um maior atestado da falta de argumentos dos governantes do sul do que a necessidade de seus serviços secretos investigarem a marca do aparelho telefônico do líder do governo do norte?

Logo em seguida o mesmo site reiterou a informação já mencionada. “A HTC, por sua vez, recusou-se a confirmar que seria um dos seus aparelhos”.

Coreia Popular afirma direito a autodefesa com dissuasão nuclear

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da República Popular Democrática da Coreia (RPDC) tornou pública, na noite desta terça-feira (12), uma declaração explicativa sobre o teste nuclear realizado pelo país e divulgada nesta segunda-feira (11), o que causou inquietude por parte da comunidade internacional. 

"O terceiro teste nuclear subterrâneo da RPDC é uma medida de autodefesa frente ao ato hostil dos EUA contra si. O lançamento bem-sucedido de dezembro do ano passado da unidade Nº 2 de satélite "Kwangmyongsong-3" foi inteiramente um esforço pacífico realizado segundo o plano de desenvolvimento da ciência e da tecnologia para a construção da economia e a melhoria da vida do povo.

Todo o mundo, inclusive os países inimigos, reconheceu a entrada do satélite de uso prático da RPDC em órbita prevista e ficou admirado ante ao desenvolvimento da sua tecnologia espacial. Entretanto, os Estados Unidos voltaram a instigar e aprovar a nova “resolução de sanção” do Conselho de Segurança da ONU questionando o lançamento do satélite da RPDC, qualificada de violação das “resoluções” do Conselho de Segurança.

A violação do direito a lançar satélites é precisamente o dano à soberania da RPDC, razão pela qual nunca se tolerará tal ato hostil. Em realidade, não era imprescindível fazer o teste nuclear, e nem tínhamos tal plano. Nosso poder nuclear dissuasivo é capaz de aniquilar de uma só vez os ninhos principais de agressão, golpeando-os com precisão onde quer que estejam nesta Terra.

Foi nossa meta concentrar nossas forças na construção econômica e na melhora da condição de vida da população apoiando-nos no poder nuclear dissuasor e de autodefesa, preparado pelos generalíssimos por toda a vida. Quando os EUA instigaram a aprovação, em abril passado, da “declaração presidencial” que questiona o lançamento de satélites com fins pacíficos da RPDC, e abusando do Conselho de Segurança da ONU, a RPDC mostrou seu autocontrole.

Mas o império infringiu flagrantemente, outra vez, nosso direito de lançar o satélite, e levou à prática, antes de qualquer outro país, a “resolução de sanção” do Conselho de Segurança, ao invés de se retratar; a recrudescente hostilidade nos obriga a deixar de manter a paciência.

O objetivo principal do atual teste nuclear é demonstrar a indignação do nosso exército e povo ante o ato hostil criminoso dos EUA, a vontade e a capacidade da Coreia de Songun de defender a todo custo a soberania do país.

Nosso teste nuclear é uma medida justa de autodefesa que não contravém qualquer lei internacional. Já faz muito tempo que o império colocou a RPDC na lista de alvos de golpes nucleares preventivos; enfrentar, através do poder nuclear dissuasivo, a essa recrudescente ameaça nuclear dos EUA é uma medida de autodefesa absolutamente justa.

A fim de salvaguardar o máximo interesse do país, a RPDC retirou-se do Tratado de Não Proliferação (TNP) seguindo o processo legítimo, e optou pela via de dispor-se do poder nuclear dissuasor para autodefesa. Na história de mais de 60 anos da ONU, se realizaram na Terra mais de 2 mil testes nucleares e mais de 9 mil lançamentos de satélites, mas não houve qualquer resolução do Conselho de Segurança que proibisse fazê-los.

O império, que realizou o maior número de testes nucleares e lançamentos de satélites, instigou a aprovação da “resolução” do CS que não permite fazê-los só à RPDC, o que advém da violação dos direitos internacionais e do clímax da pauta de dois pesos e duas medidas. 

Se o Conselho de Segurança da ONU tivesse agido com a mínima equidade, não teria questionado o exercício da autodefesa e as atividades da ciência e tecnologia com fins pacíficos de um país soberano sem a política de golpe nuclear preventivo dos EUA, que ameaça a paz e a segurança internacionais. 

O presente teste nuclear advém da primeira contramedida tomada pela RPDC, que se mantém no máximo controle de si mesma. Se os Estados Unidos criam uma situação complicada e tomam até o fim medidas hostis contra a RPDC, esta não poderá fazer menos que tomar sucessivamente a segunda e a terceira contramedidas. 

Os registros dos navios de guerra e o bloqueio marítimo de que falam tanto as forças hostis serão consideradas ações de guerra e provocarão um golpe de represália impiedoso por parte da RPDC aos ninhos principais. Os Estados Unidos devem optar por um dos dilemas: respeitar o direito ao lançamento de satélite da RPDC, para abrir a conjuntura de alívio e estabilidade; ou seguir tomando o atual caminho errôneo em direção à tensa situação, perseguindo até o fim a política hostil contra a RPDC.

Caso escolha o caminho de confrontação, o mundo verá corretamente como defenderão até o fim os uniformizados e os civis da RPDC a sua dignidade e soberania no combate de vida ou morte entre a justiça e a injustiça e com isso, acolherão com o triunfo final, o grande evento revolucionário da reunificação da pátria".

Com informações do Conselho da Embaixada da República Popular Democrática de Coreia no Brasil.

Tradução da Redação do Portal Vermelho.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Kim Jong Il, Líder do Povo



Se trata  Kim Jong Il, Diregente de la República Popular Democrática de Corea.  De sus calidades la principal fue, diríase, amar al pueblo.

Kim Jong Il consideró que la revolución es, en su objetivo, para el pueblo;
el ferviente apego a este es cuna del patriotismo y la revolución; y la revolución que le realiza la independencia al hombre es, de veras, el máximo amor que lo perfecciona.

Por ser así, practicó la política de virtudes nunca conocida en el mundo.
Puso en vuelo avión para salvar a unos obreros gravemente heridos y cuando se iba a construir una central eléctrica de trascendencia, se interesó más por el alojamiento de los habitantes de la zona que sería anegada que por la presa, haciendo construirles buenas viviendas.

A finales del siglo pasado cuando la ofensiva de Estados Unidos contra Corea para estrangularla llegó al clímax, fomentó más Songun, lo cual fue también para defender el socialismo a favor del pueblo y su seguridad y máximo interés.

Su concepto de la vida fue servir al pueblo y abnegarse para este mismo. La norma y el punto de partida de todos sus pensamientos y prácticas los constituyeron las exigencias e interés del pueblo y hacerlos realidad, la tarea de suma importancia, inalienable en ningun caso.

Para Kim Jong Il la mayor alegría fue ver al pueblo feliz y la penalidad, verlo desdichado.

Por eso no escatimó nada para la felicidad del pueblo.

Hizo cubrir el piso de la Maternidad de Pyongyang con más de 100 toneladas de piedras preciosas y de colores y también el del Restaurante Okryu, centro gastronómico público, con casi tanta cantidad de los mismos materiales.

Con el fin de abastecer a los ciudadanos de mayor cantidad de frutas deliciosas, logró preparar en varios lugares granjas de frutas con plantaciones de cientos de hectáreas o de más de mil, así como piscifactorías de esturiones, truchas y anguilas.

Fue él quien para recuperarle a una mujer con quemadura en la cara la apariencia   original, hizo desembolsar gran cantidad de fondos para enviarlas al extranjero y      someterla al tratamiento.

También en su visita al extranjero siempre pensó en su pueblo.

En las unidades afines con la vida poblacional en donde estaba, se conoció con lujo de detalles de los procesos de producción, la calidad, y el embalaje de los productos y su venta, no dejando de reflexionar para darle lo mejor a sus compatriotas, cuya prueba es la cerveza Taedonggang renombrada no solo en Corea sino también a escala mundial.

Un representante plenipotenciario del presidente ruso que había acompañado a  Kim Jong Il que visitaba a su país escribió en su obra: “El Presidente del Comité de Defensa Nacional Kim Jong Il es Dirigente que medita y consagra lo todo solo para la felicidad de sus ciudadanos”, lo cual no fue casual.

La interminable visita de trabajo de Kim Jong Il fue otra muestra de lo fervoroso que fue su amor al pueblo.

El hizo a todo trance cualquier cosa, por muy duro y dificil que sea, si esto fuera   para la felicidad del pueblo.

Cierta vez dijera que tenía tan apego al tren como a su casa y acostarse en la cama cómoda le quitaba sueño.

Su apretado viaje en tren supera de lo que se imagina. Solo el año 2009 cubrió con  el viaje en tren más de 26 000  kilómetros  de  distancia,  realizando la visita  de trabajo a más de 200 unidades, una de las cuales es la Central Hidroeléctrica de  Hichon situada en la zona montañosa septentrional.

Escogió el solar de esta e indicó concretas vías para acelerar la construcción,  logrando terminar la obra que requería 10 años en los tres.
Su visita de trabajo estaba impregnada del amor al pueblo.

En aquella visita siempre recorrió por casas de los habitantes, donde se informó de la vida y se fotografió con ellos.

Cuando fue a ver a los que se mudaron a las viviendas nuevas se llevó como costumbre la cerilla, los felicitó y discutió sobre el porvenir de sus descendientes.

Durante su visita de trabajo a las empresas y otras unidades advirtió a sus directivos que hagan más trabajos para el pueblo y si ve mercancías nuevas que tenían buena reputación, se alegró más que nadie y les puso nombres.

Fue demasiado natural que el pueblo coreano lo calificó de su padre y siguió. El amó su pueblo intensamente y con él compartió las alegrías y las penas.

Entregado de lleno a la edificación de un Estado poderoso y próspero y el mejoramiento de la vida poblacional, continuó, sin descanso ni tregua, la marcha forzada realizando super intensos viajes de orientación, hasta que falleció el día 17 de diciembre del año pasado, 2011 en un tren en cumplimiento de su deber, a causa del acumulado agotamiento físico y mental.

El pueblo coreano dispuesta a enaltecer eternamente al gran Dirigente Kim Jong Il y bajo la dirección del máximo Dirigente Kim Jong Un ser fiel a su ideología y causa por los siglos de los siglos.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Chilenos realizam manifestação em apoio à RPDC

Membros do Partido Comunista Chileno - Acción Proletária realizaram no último dia 1 uma grande manifestação em solidariedade à RPDC contra os ataques do imperialismo e do regime sul-coreano. Compartilhamos as notas escritas pela secretaria de comunicação do PC(AP).

Manifestação em Santiago do Chile

No 1 de fevereiro do ano de 2013, foi realizada uma histórica manifestação de apoio à República Democrática da Coreia (RPDC) e contra as ações intervencionistas do imperialismo ianque e dos títeres da Coreia do Sul.

Sem dúvidas, o caráter histórico da manifestação reside no fato de ser a primeira a ser realizada no Chile desde de 1973 de apoio à RPDC. Ao Partido Comunista Chileno - Ação Proletária, coube a honra de ser o realizador da manifestação de 1 de fevereiro, o que nos enche de orgulho, de sentimento internacionalista e solidário.

A marcha, que foi realizada pelo centro de Santiago, foi encabeçada pela bandeira nacional da RPDC e por uma grande faixa de máximas contra o imperialismo. Foram feitas mais de três mil declarações, foram lidos vários conteúdos em vários momentos, e o camarada Eduardo Artés interviu, logrando aplausos e apoio dos capitalinos.

RPDC: Bastião da dignidade, da soberania e da liberdade dos povos.

O Conselho de Segurança da ONU, atuando segundo ordens do imperialismo ianque, tenta proibir o direito sagrado da RPDC ao desenvolvimento independente e soberano de seu potencial técnico-científico nas áreas espacial e de energia atômica. O povo da RPDC tem toda a razão, ao dizer que o Conselho de Segurança da ONU é "uma marionete e organização internacional fantoche a serviço dos EUA", qualificação esta corajosa e justa por parte dos coreanos, e que mostra o compromisso que os mesmos possuem com a defesa de sua soberania nacional, e de não tolerar quaisquer interferências em seus assuntos internos.

Não temos dúvidas de que a ONU aplica uma política hipócrita, que não fala nada diante das explícitas e permanentes violações às próprias resoluções da mesma organização por parte do Estado sionista de Israel, que conta com um arsenal nuclear, com mísseis de longo alcance e armas de destruição em massa.

A RPDC sofre discriminações e "sanções" econômicas por parte dos imperialistas e do regime títere da Creia do Sul. Sem embargo, nada disso intimidou e nem freou seu desenvolvimento para uma vida próspera, digna e soberana, dirigida pelo Partido do Trabalho da Coreia chefeado pelo camarada Kim Jong Un.

É necessário denunciar o regime títere de Seul como ele de fato o é, como um regime que submete seu povo à repressão e à superexploração, que derrama o sangue diante do descontentamento de trabalhadores e estudantes que exigem melhores condições de vida, assim como o movimento que clama pela reunificação com a RPDC. Devemos rechaçar a desinformação criada e estimulada pelos grandes meios informativos controlados pelos reacionários e imperialistas.

É de grande urgência que desmascaremos no Chile a atitude servil ao imperialismo ianque, que parte desde a UDI até o falso partido "comunista" dirigido por Guillermo Teillier, passando pelo PS, DC, RN PR, etc., que se unem às ordens dos EUA para atacar a RPDC.

Solidarizando-nos com a valente RPDC, com sua direção política, estamos levando adiante o combate pela soberania e pela liberdade de nosso país e dos povos do mundo. Chamamos a todos aqueles que se assumem pelo antiimperialismo, pela soberania nacional e pelo revolução social, pelo autêntico socialismo, que levantem suas vozes, que denunciem os crimes anti-RPDC do imperialismo ianque, e que se mantenham sempre vigilantes, de não permitirem mais nenhum agressão contra o povo da Coreia e contra os povos do mundo.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

RPDC envia mensagem de condolências ao governo brasileiro pela tragédia de Santa Maria

Kim Yong Nam expressa condolências à presidente Dilma Rousseff

Pyongyang, 29 de janeiro (ACNC) – O Presidente do Presidium da Assembleia Popular Suprema da Republica Popular Democrática da Coreia, Kim Yong Nam, enviou no dia 29 uma mensagem de condolências a presidente brasileira Dilma Rousseff por motivo das grandes perdas humanas causadas pelo incêndio ocorrido recentemente na cidade de Santa Maria. O remetente expressou profunda compaixão e condolências à mandatária, às vitimas e seus familiares.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Em nota, Coreia Popular volta a repelir política hostil dos EUA

O governo da República Popular Democrática da Coreia voltou a rechaçar a resolução de condenação do Conselho de Segurança da ONU, pelo lançamento de um satélite em dezembro. Em nota, o Comitê de Defesa Nacional afirma que a política hostil encabeçada pelos EUA contra seu país entra em sua fase mais perigosa. E adverte que continuará com o lançamento de satélites e mísseis de longo alcance.

Os coreanos asseguraram, ainda, que essas ações estarão dirigidas contra os Estados Unidos, nação chamada de inimiga. Segundo o comunicado, é "preciso concentrar todas as forças não na desnuclearização da Península Coreana, mas na das potências, incluindo os EUA".

A Coreia afirma ainda que, diante das hostilidades destas potências, entra agora no "enfrentamento total", para defender a sua soberania. Veja abaixo o comunicado.

Comunicado
O Comitê de Defesa Nacional da República Popular Democrática da Coreia publicou, nesta quinta-feira (24) uma declaração, que segue abaixo:

O lançamento bem sucedido da unidade número 2 do satélite artificial da Terra "Kwangmyongsong-3" foi um acontecimento jubiloso na história nacional, o que elevou o nível de dignidade e honra do país, e é uma vitória fulminante do programa de desenvolvimento espacial com fins pacíficos, reconhecido pelo mundo.

Os homens do mundo, que amam e a justiça e apreciam a consciência, se regozijam com este êxito surpreendente, alcançado por nosso pequeno país em dimensão territorial, considerando-o como seu.


Até os órgãos especializados do país inimigo, habituados a vetar os outros, tiveram que deixar a sua postura arrogante e reconhecer o sucesso do lançamento do nosso satélite com fins pacíficos.

No entanto, os Estados Unidos continuam este ano a qualificar esse trabalho de desenvolvimento espacial da RPDC de "disparo de míssil de longo alcance", "ato que quebra flagrantemente" a resolução da ONU e um "sério desafio" para a paz e segurança mundo.

Depois de tentar escandalizar com o mesmo tema, finalmente produziu uma nova resolução de sanções anti-RPDC, através do Conselho de Segurança da ONU.

O marco desta resolução foi preparado em negociações secretas patrocinadas pelos EUA, e ela foi aprovada por países membros do Conselho acostumados a obedecer cegamente ao império nas votações.

Este documento comprova que entra em uma nova etapa perigosa a política hostil dos EUA contra a RPDC.

Também sugere que até os países grandes, que devem assumir a liderança no estabelecimento de uma ordem mundial justa, estão faltando sem hesitação com os princípios elementares, sendo coibidos pelo despotismo e a coerção dos EUA

Ao mesmo tempo, mostra que mesmo o Conselho de Segurança da ONU, que deve assumir sua missão de garantir os direitos soberanos e a segurança dos países membros, se deformou como um aparelho internacional nominal em que não se pode depositar nenhuma esperança.

Com relação à aprovação da resolução extremamente injusta contra a RPDC, o Comitê de Defesa Nacional da República Popular Democrática da Coreia solenemente declara os seguintes pontos:

1. Rechaçamos todas as resoluções anti-RPDC, de caráter ilegal, aprovadas pelo Conselho de Segurança da ONU.

Não temos reconhecido desde o início as sujas resoluções de sanção anti-RPDC de qualquer tipo, inventadas por forças hostis para atacar a nossa soberania.

A soberania é a vida de cada país e nação.

Um país e nação privados dela são iguais a um cadáver vivo.

O lançamento do satélite artificial é um direito soberano e legítimo da RPDC e o exercício de sua soberania é reconhecido pelo direito internacional.

Portanto, EUA e outros países lançadores de satélites artificiais não têm qualquer justificativa ou razão para intervir neste trabalho.

Neste mundo, claro, não se aceita a estúpida insistência de que o lançado por si mesmo é satélite artificial e o lançado pelo outro é um míssil de longo alcance.

Os EUA devem perceber que o tempo mudou e evoluiu também o nosso exército e o povo.

Em meio à luta para defender a soberania, nossos satélites artificiais com fins pacíficos serão lançados um após o outro até o espaço cósmico.

2. Dado que entra na fase mais perigosa a política hostil dos EUA para a RPDC, é preciso concentrar todas as forças não na desnuclearização da Península Coreana, mas na das potências, incluindo os EUA.

A ameaça mais séria à paz e à segurança na Península Coreana é a política hostil dos EUA para a RPDC e de outras forças hostis e das enormes forças armadas nucleares do império que a sustentam.

Nesse sentido, o nosso exército e povo tiraram a conclusão final de que se conquistará a desnuclearização da península coreana e se garantirá a paz e a segurança da RPDC somente quando sejam desnuclearizados primeira e perfeitamente os EUA e o resto do mundo.

Os EUA se colocaram à frente dos ataques contra a soberania da RPDC, e as forças-satélite coordenam suas ações com este país, devido a que o Conselho de Segurança da ONU se tornou um aparato carente de impacialidade e equilíbrio.

Nestas circunstâncias, nós declaramos a todo o mundo que não existem mais as conversações de seis partes, nem a declaração conjunta de 19 de setembro.

A partir de agora, não haverá nenhum diálogo para discutir a desnuclearização da Península Coreana, embora se abram as negociações para a paz e a estabilidade na região, incluindo a Península Coreana.

3. Entraremos no enfrentamento total para defender a soberania do país e a nação, frustrando as manobras hostis dos EUA para a RPDC e de seus satélites insanos.

A resolução de sanção anti-RPDC aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU, sob o papel protagônico dos EUA, é a fase mais perigosa da brutal política hostil contra a RPDC.

Nosso exército e nosso povo não são os que permanecem na inação ante a violação da soberania nacional e dos mais altos interesses do país.

Dada a situação de agora, o nosso exército e o povo se levantarão unanimemente na batalha de confrontação total para defender a soberania, mais valiosa do que a sua vida, e frustrar as manobras dos EUA e de outras forças hostis que visam esmagar e isolar a Coreia do Norte.

A construção da potência econômica, a campanha para conquistar o cosmos já em nova etapa e o fortalecimento da dissuasão para a defesa nacional e a segurança do país, que impulsionam todos os nossos militares e habitantes, serão orientadas e submetidas à batalha de enfrentamento total.

Nessa batalha, nova etapa da luta anti-ianque que prossegue de século em século, nós não escondemos que os satélites artificiais de vários tipos, a serem lançados sucessivamente, os foguetes de longo alcance e o teste nuclear de alto nível a ser executado tomam por seu alvo os EUA, inimigo jurado do povo coreano.

Com os EUA, que toma a lei da selva como seu modo de existência, temos que acertar as contas não com palavras, mas com fuzis.

O mundo verá claramente como castigam as forças hostis de todos os matizes e se fazem vencedores finais o nosso exército e o nosso povo, que, convencidos da justeza de sua causa, marcham como torrente pela justa estrada na defesa de sua soberania.

Fonte: Portal Vermelho

La República entrevista Alejandro Cao de Benós (Em Espanhol)

Compartilhamos com os leitores do Blog a entrevista que o site do La República fez com Alejandro Cao de Benós, presidente da Korean Friendship Association.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

O capitalismo não tem futuro, salienta Rodong Sinmun


Pyongyang, 15 de janeiro (ACNC) – Na atualidade, muitas pessoas do Ocidente declaram por si mesmas o fim do capitalismo e cresce a tendência de se apreciar novamente o marxismo.

Isso comprova a verdade histórica de que o capitalismo se arruinará e triunfará sem falta o socialismo, afirma o diário Rodong Sinmun em um artigo individual publicado nesta terça-feira e continua:

Agora as contradições do sistema capitalista atingem o clímax.

Na medida em que se promove a acumulação de capital e se desenvolve a tecnologia nas sociedades capitalistas, se concentram os bens nas mãos dos monopolistas e se aumenta o número de empregados mentais subordinados aos capitalistas. Na sociedade capitalista que reina o princípio de vida baseado no dinheiro todo poderoso, a diferença, cada dia mais agravante, entre ricos e pobres agudiza ainda mais o antagonismo e as contradições classistas.

O capitalismo contem as contradições internas inevitáveis de seu destino final.

A classe capitalista fascistiza os aparatos de dominação reacionária e intensifica as manobras de agressão e guerra para manter sua posição privilegiada que se torna cada dia mais perigosa devido a crise política e econômica.

Sempre que a crise econômica se agrava, a classe capitalista e seus representantes, ou seja, os políticos ocidentais, se esforçam desesperadamente para manter seus regimes, intensificando mais a fascistização do sistema de dominação e realização reacionária da política.
 
Os capitalistas difundem em grande medida a ideologia e cultura antipopulares e reacionárias e o corrupto modo de vida burguês para adormecer a consciência ideologia independente das massas populares, subjugadas ao regime explorador capitalistas e converte-las em escravas do dinheiro. Por tal motivo, as pessoas se tornam mais ignorantes.

O arruinamento do regime capitalista se acelera por sua vida política reacionária, que deforma a vida material e o empobrece a vida mental e cultural das massas.

O tempo comprovará que o capitalismo desaparecerá da cena da história.
 

EUA temem avanço tecnológico da Coreia socialista



Não bastava os norte-americanos terem bombardeado a Coreia com bombas de napalm, entre 26 de junho de 1950 a 27 de julho de 1953, assassinando 1 em cada 3 coreanos, e posteriormente dividido o país, jogando irmãos contra irmãos, transformando a Coréia do Sul em uma base militar dos EUA, um verdadeiro depósito de armas, inclusive atômicas , agora os veteranos de guerras tentam criar uma nova agressão a RPD da Coreia – Coreia do Norte.

A Guerra da Coreia foi vencida pelos coreanos sob a liderança de Kim Il Sung, que avançou com suas tropas até Pusan, vencendo e humilhando o poderoso exército norte-americano. Derrotados, os norte-americanos recorreram às Nações Unidas e envolveram dezenas de países para continuar a guerra contra a Coreia e dividir o país.

Nas últimas décadas, os militares norte-americanos têm patrocinado e promovido exercícios militares de provocação à República Popular Democrática da Coreia. Após essa sucessão de crimes hediondos, os governos dos EUA continuam impunes, e através da ação nefasta de mídia venal procuram transformar as vítimas em agressores.

Atualmente as Associações de Veteranos de Guerras dos EUA trabalham junto ao Congresso Nacional para estimular mais uma guerra, alegando que a Coreia do Norte tem um míssil balístico intercontinental (ICBM) capaz de transportar uma arma nuclear para os Estados Unidos, como demonstrado pelo seu lançamento bem sucedido e a órbita de um satélite em 12 de dezembro. Eles afirmam que “certos especialistas mal informados tentam tranquilizar-nos que a Coréia do Norte ainda está a anos de distância de ser capaz de miniaturizar ogivas para transportar mísseis, mas existem provas sobre o desenvolvimento de mísseis suficientemente precisos para representar uma séria ameaça nuclear para os Estados Unidos”. Segundo o Ploughshares de São Francisco, um grupo de desarmamento nuclear, "a ameaça real do lançamento foi uma reação exagerada que levaria a mais gastos em sistemas de defesa desnecessários. O céu não está caindo. Não devemos entrar em pânico."

Para os veteranos a realidade é outra: “Na verdade, a Coreia do Norte é uma ameaça mortal nuclear aos Estados Unidos agora. A Coreia do Norte já testou com sucesso e desenvolveu armas nucleares. Também já miniaturizaram armas nucleares para transporte em mísseis balísticos, e armaram mísseis com ogivas nucleares. Em 2011, o diretor da Agência de Inteligência da Defesa, tenente-general Ronald Burgess, testemunhou ao Comitê de Serviços Armados do Senado que a Coreia do Norte desenvolveu seus dispositivos nucleares em ogivas de mísseis balísticos”.

A Coréia socialista trabalhou arduamente para desenvolver um míssil intercontinental capaz de atingir os Estados Unidos. Por quê? “Porque eles têm um tipo especial de arma nuclear que poderia destruir os Estados Unidos com um único golpe. No verão de 2004, uma delegação de generais russos advertiu que a RPD Coreia descobriu o pulso eletromagnético (EMP), e construiu uma nova arma decisiva nuclear - uma ogiva Super-EMP. Qualquer arma nuclear detonada acima de uma altitude de 30 km vai gerar um pulso eletromagnético que irá destruir toda a eletrônica e levar ao colapso a rede de energia elétrica e outras infra-estruturas críticas - comunicações, transporte, serviços bancários e de alimentos, finanças e água - que sustentam a civilização moderna e as vidas de 300 milhões de americanos. Tudo poderia ser destruído por uma única arma nuclear fazendo um ataque EMP. Mas um ataque de Super-EMP nos Estados Unidos causaria danos muito maiores e muito mais profundos do que uma arma nuclear primitivo, e as consequências seriam catastróficas e irreversíveis. Os testes nucleares norte-coreanos apontam para uma arma Super-EMP. Uma ogiva Super-EMP teria um rendimento baixo, e não foi concebido para criar uma grande explosão, mas para converter a sua energia em raios gama, que gera o efeito de EMP. Em 2012, um comentarista militar para a República Popular da China, afirmou que a Coreia do Norte tem Super-EMP em ogivas nucleares. A ogiva Super-EMP não pesa muito, e provavelmente poderia ser transportada por ICBM da Coréia do Norte. O míssil não tem que ser preciso, como o campo de EMP é tão grande que pode detonar em qualquer lugar sobre os Estados Unidos, e teria conseqüências catastróficas. A ogiva não precisa sequer de um veículo de reentrada. Um ataque EMP implica detonar a ogiva em alta altitude, acima da atmosfera”.

A Comissão EMP do Congresso estima que, dado o despreparo atual do país, dentro de um ano em um ataque EMP, dois terços da população dos EUA - 200 milhões de americanos - provavelmente desaparecerão, segundo os veteranos.

Para os sanguinários veteranos de guerras de ocupação dos EUA, “a Comissão deve emitir imediatamente uma ordem executiva, elaborado para a Casa Branca para proteger a rede nacional elétrica e outras infra-estruturas críticas de um ataque EMP. O Congresso deve aprovar a Lei SHIELD (HR 668) para fornecer às autoridades legais os mecanismos financeiros para proteger a rede elétrica da EMP. O Congresso deveria melhorar os programas do Departamento de Defesa Nacional para Defesa de Mísseis e programas de segurança para proteger infra-estruturas críticas. A administração e o Congresso deve a segurança das pessoas americano de um Apocalipse EMP”. Na verdade, os veteranos querem mais dinheiro para estimular a paranóia belicista que está levando guerra se destruição a dezenas de países.

Peter Vincent Pry, diretor executivo da Força Tarefa Nacional e na Segurança Interna, serviu no Congresso na Comissão de EMP, o Comitê de Serviços Armados da Câmara, e na CIA. É, portanto, um psicopata de guerra, interessado em executar os planos de dominação mundial elaborados por imperialistas e sionistas, segundo os quais os povos soberanos – como a RPD da Coreia – devem ser eliminados para não oferecer resistência à política de dominação mundial.

Fonte: Jornal Marcha Verde