terça-feira, 4 de novembro de 2014

A Revolução Coreana e a Luta do seu Povo pela Independência

COMENTÁRIOS INICIAIS

Pyongyang em 1953, após os sucessivos bombardeios
promovidos pelo imperialismo norte-americano
Ao falar sobre as guerras de agressão do imperialismo, não se pode entendê-las em sua totalidade sem falar na situação gravíssima que se passa na Península Coreana há quase setenta anos. A questão coreana de hoje é fruto de uma série de acontecimentos históricos que se desenrolam, basicamente, desde 1910, ano em que ocorre a anexação do território da Coreia pelo Império Japonês. Com a enorme opressão feita pelo imperialismo japonês contra todo o país, o povo coreano empreendeu uma prolongada luta de libertação nacional que foi culminar com a libertação do norte da Coreia em agosto de 1945, através de operações realizadas em conjunto pelo Exército Vermelho da União Soviética, que havia declarado guerra contra o Japão, e pelo Exército Popular Revolucionário da Coreia, comandado pelo general Kim Il Sung. Mesmo com a Coreia recém-saída do período da libertação, do período das reformas democráticas feitas para liquidar as chagas do colonialismo japonês e do feudalismo, em menos de cinco anos a jovem República Popular e Democrática da Coreia foi submetida a uma guerra de agressão pela maior potência imperialista do mundo, os Estados Unidos, guerra esta que tirou a vida de 3 milhões de coreanos e causou inúmeros sofrimentos para o povo e retrocessos para sua economia. Para termos uma ideia do tamanho da destruição causada pelos Estados Unidos contra a Coreia do norte, a capital Pyongyang, que no período do conflito tinha cerca de 420 mil habitantes, foi bombardeada não menos que 428 mil vezes. Seria como jogar 13 milhões de bombas contra o município de São Paulo.

Combatentes vermelhos do Exército Voluntário
do Povo Chinês
Ainda que muito destruída pela guerra, a Coreia do norte, com a ajuda do Exército Voluntário do Povo Chinês enviado pelo Presidente Mao Tsé Tung, foi capaz de impor aos Estados Unidos a primeira derrota militar de toda sua história, com a assinatura do Tratado de Armistício em 27 de julho de 1953. 

Foster Dulles, secretário de Estado norte-americano, disse certa vez que, após a guerra, a Coreia do norte não seria capaz de se reconstruir nem em 100 anos. Jogando por terra os comentários provocadores, a Coreia do norte, rendendo homenagem aos países de democracia popular que lhe ajudaram financeira e tecnicamente, foi capaz de realizar sua industrialização socialista em 17 anos. Já no início dos anos 70, a Coreia, que outrora era conhecida no mundo como um atrasado país colonial e semifeudal, foi capaz de emergir como um país socialista industrial e avançado, consolidando a ditadura do proletariado, a aliança operário-camponesa, e levando a cabo sua revolução cultural e ideológica, tanto para capacitar os trabalhadores com novos conhecimentos técnicos, tão necessários para a expansão da produção industrial e agrícola, quanto para derrotar no terreno ideológico os inimigos de classe da Revolução coreana, as velhas ideologias burguesas e feudais, e formar todos os seus cidadãos como disciplinados comunistas. Tudo isso, claro, feito sob pressões, bloqueios, sanções e ameaças militares por parte do imperialismo norte-americano, japonês e de seus fantoches militaristas sul-coreanos.

Após a queda da União Soviética e dos países do bloco soviético do Leste Europeu, sofreu enormes reveses em sua economia, perdendo seus principais parceiros comerciais do dia para a noite. Com o corte na importação de petróleo e minérios por parte da URSS e demais países do Leste Europeu e a enorme escassez de divisas em dólar, a RPDC viu sua indústria e agricultura retrocederem em muitos anos. Além disso, anos e anos de enchentes e secas contribuíram para causar vários danos contra a agricultura – todos esses fatores, combinados com a necessidade cada vez maior de a Coreia do norte destinar crescentes recursos para o desenvolvimento de seu programa nuclear e fortalecer sua capacidade defensiva para fazer frente às provocações militares do imperialismo, causaram duros golpes contra o padrão de vida da população da Coreia, levando a períodos de desabastecimento de alimentos e combustíveis, e obrigando a país a se tornar um importador de alimentos.

Satélite Kwangmyongsong 3-2
Esse período, tão difícil para o povo coreano, que durou do início dos anos 90 até início da década de 2000, é conhecido até hoje como o período da “Árdua Marcha”. Contudo, o período de dificuldades também gerou grandes experiências práticas para o povo coreano em luta pelo socialismo: A política Songun, que significa dar prioridade aos assuntos militares e ter o Exército como o destacamento de vanguarda mais avançado da Revolução, de se priorizar o Exército ante a classe operária, é por excelência filha da década de 90. É a partir da década de 90, no período de maiores provocações por parte do imperialismo e enormes dificuldades, é que a política de priorização militar passa a ser exercida na Coreia como forma fundamental da política socialista. A política Songun da Coreia socialista, que teve Kim Jong Il como principal teórico que a fundamentou e aplicou, possibilitou ao país se tornar uma grande potência militar e espacial, dando para a Coreia socialista meios fundamentais de dissuasão militar, que permitiram garantir a paz na região do Leste Asiático, evitando que a península coreana se tornasse um cenário como o Iraque, Afeganistão, Líbia ou, em tempos atuais, como a Síria. No campo espacial, dos quatro satélites artificiais lançados pelo país, os Kwangmyongsongs 1, 2, 3, e 3-2, o Kwangmyongsong-3 foi o único que não entrou em órbita: A Coreia do norte já se situa entre os dez únicos países do mundo que conseguiram lançar satélites artificiais com a própria tecnologia. 

Sempre firme ao princípio da Ideia Juche de se manter a independência na construção econômica, na defesa e na política, o Partido do Trabalho da Coreia liderou o povo coreano para superar as dificuldades na economia e, nos dias de hoje, boa parte das dificuldades herdadas do período da ‘Árdua Marcha’ já foram superadas.  

Tivemos a oportunidade de visitar a Coreia popular e democrática em 2011 e 2012, participando das homenagens do povo coreano ao principal líder da Revolução Coreana e fundador da República Popular, o Presidente Kim Il Sung. Vimos algumas dificuldades pelas quais o país visivelmente passava, como quando sobrevoamos o aeroporto de Pyongyang e víamos plantações de arroz no meio das pistas, o que denunciava provavelmente a necessidade de os coreanos aproveitarem cada cm² de terra em razão das dificuldades climáticas para o crescimento das lavouras (as montanhas cobrem 85% do território da República democrática e popular), ou quando ainda víamos nas ruas alguns ônibus velhos (o que provavelmente era compensado pelos baixos preços das passagens, de apenas 5 wons). Ao lado dessas certas dificuldades que ainda subsistiam, vimos também um país completamente transformado pelo socialismo. Pyongyang, capital da Coreia do norte, é uma capital que mais parece um jardim. Nas ruas, inclusive quando andávamos em Pyongyang à noite, não se viam cenas tão típicas que parecem já banais para nós do mundo capitalista e do Terceiro Mundo, de milhares de pessoas morrendo de fome nas ruas, se prostituindo ou se viciando em crack. Desde 1972, o governo revolucionário da República Popular Democrática da Coreia aplica em todo o país o ensino gratuito, compulsório e universal de 11 anos. No ano de 2012, o ensino gratuito, compulsório e universal foi estendido para 12 anos: Hoje, não há na Coreia do norte uma única pessoa que não saiba ler e escrever. Toda gente estuda. Aliás, a Coreia do norte se orgulha de ter sido o primeiro país da Ásia a erradicar o analfabetismo, no ano de 1949, antes mesmo do início da Guerra da Coreia. No sentido da educação, toda província da Coreia possui o seu “Palácio das Crianças”, local para onde são enviados os melhores estudantes das províncias para que possam aprimorar seus conhecimentos. Todas as escolas possuem excelentes instalações e professores com diploma universitário, sem que para isso os pais necessitem pagar nada – no máximo, algum valor simbólico para a questão de materiais escolares ou uniformes.

O sistema de impostos foi sendo abolido gradualmente desde o início dos anos 60. Primeiro, com a abolição do imposto camponês no ano de 1966, depois com a abolição completa do sistema de impostos em abril de 1974. (1) Todos os modernos apartamentos onde vivem os norte-coreanos, que abrangem desde Pyongyang até a mais remota aldeia rural, são subsidiados à população pelo Estado – os moradores pagam somente um valor simbólico de 1% dos salários nominais para manterem os apartamentos. (2)

Sobre o sistema de saúde, também pudemos testemunhar os avanços feitos pelo socialismo da Coreia do norte nessa área. Nas palavras da Margharet Chan, diretora-geral da OMS, Organização Mundial da Saúde, que visitou a Coreia do norte no ano de 2010, o sistema de saúde do país é o melhor da Ásia, e um exemplo a ser seguido por todos os países desenvolvidos do mundo. A Coreia do norte também desenvolve inúmeros programas de vacinação que são elogiados por várias organizações internacionais de saúde –no ano de 1991, 99,5% da população já estava vacinada contra paralisia infantil, 99% da população já estava vacinada contra o sarampo e 97% já estava vacinada contra difteria, tétano e coqueluche. (3) Em termos de comparação com o período do colonialismo japonês, a situação é basicamente esta: em 1944, a cada mil crianças nascidas vivas, 204 morriam antes de completar cinco anos. Em 1991, na Coreia do norte, somente 9 em cada mil crianças nascidas vivas morriam antes de completar cinco anos, número este inferior a menos de metade da média brasileira, e muito menor do que a maior parte dos estados brasileiros. (4) Hoje em dia, a Coreia do Norte também desenvolve um programa de saúde que consiste em incentivar que, ao invés de os pacientes irem aos consultórios, os médicos vão às casas dos pacientes. 

Não precisamos sequer dizer o óbvio: a Coreia do norte que vimos com nossos próprios olhos é diametralmente diferente daquela que é mostrada na imprensa reacionária, que insiste em fazer sempre reportagens mentirosas sobre o país. Trataremos de apresentar aos nossos leitores, nas próximas palavras, o correto balanço da experiência coreana.

A COREIA COLONIAL E SEMIFEUDAL E A ASCENSÃO DA REVOLUÇÃO COREANA

A tensão que hoje se desenvolve na península coreana tem suas origens, como já foi sublinhado, no início do século XX. O período do início do século XX tem como característica principal a passagem do mundo para a etapa que Lenin classificava como a etapa do imperialismo e das revoluções proletárias. O capitalismo, que era antes o modo de produção característico de alguns poucos países desenvolvidos, como Inglaterra, França ou Alemanha, passa a se estender também os países atrasados. O mundo imperialista, assim, passa a se dividir em dois polos: de um lado, os países capitalistas, que concentram as grandes indústrias monopolistas, os grandes bancos do capital financeiro, e da exportação de capitais predominante sobre a exportação de mercadorias; do outro, os países coloniais, semicoloniais e dependentes, com suas economias dominadas pelo capital financeiro das potências imperialistas e pelas sobrevivências feudais, situadas no mundo como apêndices agrários dos países capitalistas, dedicados à exportação de produtos agrícolas e matérias-primas para as indústrias dos países imperialistas e à importação dos produtos industrializados produzidos pelas indústrias desses mesmos países.

 Charge mostra a pilhagem do imperialismo japonês sobre a Ásia

O Japão, no início do século XX, de antigo país feudal atrasado, passa a emergir no mundo como a mais nova potência imperialista. Inicia sua aventura expansionista por todo o Leste Asiático, passando a ocupar países mais fracos e coloca-los como esferas de influência política e militar e fontes de matérias-primas baratas para sua indústria em expansão. Em alguns poucos anos, ocupa a Malásia, Filipinas e Indochina. 

Patriotas coreanos são enforcados pelos tribunais japoneses
por se oporem à opressão do imperialismo japonês
Neste contexto, a Coreia é um dos países que também sucumbe à aventura militarista do Japão. Em 1910, o território coreano é anexado completamente pelo Império Japonês e passa a ser submetido a seu “Governo-Geral”. Com a anexação do território da Coreia, tem-se início um dos períodos mais sangrentos da história da nação coreana, com a escravização completa da população da Coreia pelo imperialismo japonês e pelo latifúndio feudal. 

A civilização coreana, com mais de cinco mil anos de existência, orgulha-se de já ter derrotado dezenas de tentativas de invasões estrangeiras por parte de todas as potências: Mongólia, China, Rússia, Japão e Estados Unidos. De 1592 a 1598, o Império Coreano derrotou uma ousada tentativa de anexação por parte do Império Japonês, apesar das manobras fracionistas por parte dos senhores feudais. Em 1866, o povo coreano rechaçou também a tentativa de invasão norte-americana, afundando o navio U.S. Sherman que havia saqueado a cidade Pyongyang. Todos os fatos mostram que o povo coreano trava há milênios uma luta por consolidar uma grande unidade nacional, com um povo extremamente patriótico. O imperialismo japonês, ao anexar o território da Coreia, privou o povo coreano daquilo pelo qual este havia lutado durante milênios: a soberania nacional, o direito à autodeterminação. Ao avançar sobre o território da Coreia, o Japão proibiu o povo coreano de exercer até mesmo seus mais elementares direitos democráticos e nacionais – organizações patrióticas e democráticas eram dissolvidas às milhares, com seus líderes presos e decapitados. O Império Japonês levava a cabo uma violenta campanha de colonização cultural e idiomática: proibia os coreanos de falarem seu próprio idioma, de terem sua própria cultura, seus próprios nomes. Os coreanos que não "japonizassem" eram presos e ficavam privados de vários direitos, como arrumar um emprego. O povo coreano era submetido à maior exploração, saque e humilhação por parte do imperialismo japonês. Dados hoje disponibilizados por institutos de história da Coreia do norte dão conta de mostrar que, de 1910 a 1945 (ano da libertação), mais de 6 milhões de coreanos foram escravizados para trabalharem em obras públicas do governo do Japão na Coreia, dos quais 1,5 milhão foram compulsoriamente transferidos para o Japão para também trabalharem como escravos em obras públicas (5). Ao todo, o número de coreanos escravizados equivalia a um quarto (!) da população coreana do período em questão. Cerca de 200 mil mulheres foram também sequestradas e transformadas em escravas sexuais do exército imperial japonês. (6)

Pintura coreana mostra o proletariado da Coreia brutalmente
explorado pelo imperialismo estrangeiro
O proletariado coreano era também brutalmente explorado pelo imperialismo japonês. Em 1936, o consumo de arroz de um operário coreano era inferior a um terço do consumo de um operário japonês. Também no mesmo ano, o salário de um operário coreano equivale a menos da metade do salário de um operário japonês, este em si já baixo. Sem direito a quaisquer leis que regulem sua jornada de trabalho, os operários coreanos trabalhavam como escravos assalariados de 12 a 16 horas nas fábricas e minas. (7)

As massas camponesas, que no ano de 1944 representavam 89% da população do país, estavam submetidas a uma desumana exploração ainda pior que a dos operários: não possuíam tratores nem quaisquer meios técnicos para melhorarem suas lavouras. Para produzirem, eram obrigadas a pagar aos latifundiários japoneses ou coreanos pró-japoneses pesadas taxas que muitas vezes chegavam a 80% da colheita. Devido a isso, a agricultura coreana ficava a mercê dos fatores puramente geográficos – secas, enchentes, períodos de nevascas, etc. geravam más colheitas e matavam, pela fome e pelo frio, milhões de camponeses coreanos. 

Na Coreia, não somente os operários e camponeses, como também a pequena burguesia e a burguesia nacional sofriam brutalmente com o domínio japonês. O capital japonês, que durante o ano de 1944 controlava mais de 90% da produção industrial coreana, entravava de sobremaneira o desenvolvimento da indústria nacional – as importações predatórias destruíam a produção da burguesia nacional e arruinavam os pequenos artesãos.

Destacamento do Exército Independentista Coreano

A situação pela qual passava o povo coreano, oprimido pelo imperialismo japonês e pelo feudalismo, demandava urgentemente o surgimento de uma vanguarda revolucionária que pudesse lhe guiar pelo caminho da libertação nacional e da democracia. Contudo, bem antes do surgimento de tal vanguarda, o povo coreano tentava já de maneira espontânea buscar o caminho para sua miserável situação: No início do século XX, foi fundado o Exército Independentista Coreano, que tinha como objetivo libertar o país do domínio japonês. Apesar de um objetivo correto, que mobilizava o povo coreano na luta anti-imperialista, o Exército Independentista não possuía um programa claro de luta – muitos em seu seio alimentavam ilusões de que o caminho para a libertação nacional era a restauração das antigas dinastias feudais, outros também possuíam ilusões de que a Coreia deveria seguir o mesmo caminho de desenvolvimento levado a cabo por países como Estados Unidos ou França. Além disso, o Exército Independentista não se preocupou em mobilizar as massas fundamentais do povo coreano que eram os operários e camponeses, e suas ações se limitavam a realizar pequenos atentados, como assassinatos seletivos de políticos japoneses. Como resultado de uma concepção de luta errônea, já no início dos anos 1930 o Exército Independentista estava praticamente liquidado pela repressão. 

O jovem movimento comunista coreano também não pôde avançar durante bastante tempo. O Partido Comunista da Coreia, fundado no ano de 1925, foi liquidado já em 1928 por rixas internas e pela repressão por parte do imperialismo japonês. Os comunistas de tal geração não encontraram o correto caminho a ser seguido pela Revolução coreana, que nas condições de um país dominado pelo imperialismo japonês, colonial e semifeudal, o caminho a ser seguido pelo povo era o da Revolução democrática, antiimperialista e antifeudal. 

Kim Hyong Jik

Foi Kim Hyong Jik, grande patriota e revolucionário coreano, um dos pioneiros no avanço do movimento patriótico e independentista anti-japonês. Kim Hyong Jik foi grande admirador do líder patriótico chinês Sun Yat Sen, e também do líder da Grande Revolução Socialista de Outubro, Vladimir Lenin. Em março de 1917, Kim Hyong Jik fundou a ANC (Associação Nacional Coreana), organização que tinha como programa lutar pela independência da Coreia através da mobilização e organização dos amplos setores populares do povo coreano: operários, camponeses, intelectuais revolucionários, pequenos comerciantes, artesãos e capitalistas nacionais não-compradores. 

A vitória da Revolução Socialista de Outubro de 1917, na Rússia, deu enorme ímpeto ao movimento nacional-libertador e anti-feudal na Coreia. Após a vitória da Revolução de Outubro, a ANC passa a ser uma organização que luta não somente pela independência da Coreia, como também pela Revolução proletária – Kim Hyong Jik, principal líder da ANC, entra para a história como o principal responsável por efetivar, na Coreia, a transição do primitivo movimento nacionalista para um movimento revolucionário proletário.

Porém, meses após a fundação e atuação na ANC, Kim Hyong Jik e seus companheiros são presos e brutalmente torturados nos cárceres do imperialismo japonês. Kim Hyong Jik morre em abril de 1926, com apenas 31 anos de idade, devido às terríveis torturas que sofrera na prisão. Será seu filho, Kim Il Sung, quem se consagrará como o líder máximo da Revolução coreana.

Em outubro de 1926, com apenas 14 anos de idade, Kim Il Sung funda a União para Derrotar o Imperialismo, primeira organização verdadeiramente Marxista-Leninista na Coreia. A “União”, fundada por Kim Il Sung, põe como objetivos prioritários lutar pela libertação nacional e pela independência da Coreia e propagar o Marxismo-Leninismo, e tendo como programa máximo construir o comunismo na Coreia e no mundo. A UDI mudará seu nome para União da Juventude Comunista um ano depois. Em 1930, com somente 18 anos de idade, Kim Il Sung funda na Manchúria (na época sob ocupação japonesa) o Exército Revolucionário da Coreia com o objetivo de iniciar a luta armada contra o imperialismo japonês. Na prática, o ERC funciona como braço armado da União da Juventude Comunista – anos mais tarde, o ERC será reconstituído como Exército Popular Revolucionário da Coreia, um disciplinado exército que aplicará a linha política da União da Juventude Comunista.

Kim Il Sung no período da fundação da UDI
Os anos 10, 20 e 30, que seguiram a fundação da Associação Nacional Coreana, da União da Juventude Comunista e do Exército Popular Revolucionário da Coreia serão marcados por memoráveis lutas do povo coreano. No ano de 1919, o povo coreano levou a cabo o histórico Levante Popular do Primeiro de Março. O Levante Popular do Primeiro de Março foi o divisor de águas entre o antigo movimento nacionalista coreano e o moderno revolucionário da classe operária: Com forte influência da Revolução Russa de 1917, todo o povo coreano se levantou para lutar contra a dominação do imperialismo japonês. Das 218 cidades da Coreia, 211 entraram em insurreição. Cerca de duas milhões de pessoas participaram do levante. Apesar da enorme repressão feita pelo imperialismo japonês contra o levante popular, onde 8 mil pessoas foram mortas, 16 mil foram seriamente feridas e 54 mil foram presas, o Levante Popular do Primeiro de Março preparou terreno para novos dias revolucionários que estavam por vir (8)

Exército Popular Revolucionário da Coreia, no período da luta armada anti-japonesa
No ano de 1936, por influência do VI Congresso da Internacional Comunista realizado no ano de 1935, que conclamava a necessidade de se estabelecer uma frente única internacional contra o fascismo, o líder Kim Il Sung funda a Associação para a Restauração da Pátria, com a intenção de se estabelecer uma ampla Frente Única Anti-Japonesa com todos os elementos patrióticos e anti-imperialistas da Coreia, como operários, camponeses, artesãos, intelectuais revolucionários, religiosos com sentimentos nacionais, pequenos capitalistas, capitalistas não-compradores com consciência nacional, e até mesmo latifundiários anti-japoneses para se levar a cabo as tarefas democráticas antiimperialistas e antifeudais na Coreia, como a nacionalização de todas as indústrias estrangeiras, nacionalização de todas as terras sob controle de latifundiários japoneses e pró-japoneses, cancelamento da dívida externa, abolição do sistema de impostos, liberdade de imprensa e de expressão, fim do trabalho escravo, estabelecimento da jornada diária de 8 horas e desmantelamento completo do exército imperialista japonês na Coreia, estabelecendo em seu lugar um exército popular revolucionário, assim como outras reivindicações democráticas.

O programa da Associação para a Restauração da Pátria tornou-se rapidamente popular entre o povo coreano, conquistando adeptos e novos comitês de apoio na Manchúria e em todo o norte da Coreia, transformando a ARP numa grande organização de massas anti-japonesa. Em poucos meses após sua fundação, a Associação para a Restauração da Pátria já possuía em suas fileiras mais de 200 mil militantes.

Após muitos anos de luta armada e batalhas do povo, com a intensificação das contradições sociais na Coreia e o fortalecimento do movimento revolucionário, a libertação da Coreia do jugo do imperialismo japonês estava por vir. Pela necessidade da libertação da Coreia, a Conferência de Moscou realizada em 1945 resolveu a questão da independência da Coreia e da liquidação do fascismo japonês. Foi feito um acordo entre as forças aliadas anti-fascistas de que a Coreia deveria ser libertada em conjunto pelos aliados – como foi resolvido, a parte norte seria libertada pela URSS e, a parte sul, pelos Estados Unidos. Contudo, como já foi falado, há muitos anos antes da realização da Conferência de Moscou, o Exército Popular Revolucionário da Coreia já vinha operando no país e levando a cabo a luta armada anti-japonesa. Dessa maneira, a partir do dia 9 de Agosto de 1945, dia em que a União Soviética, depois de ter derrotado a Alemanha nazista, declara guerra contra o Japão, o Exército Popular Revolucionária, que já vinha sendo liderado por Kim Il Sung, passa a operar em conjunto com o Exercito Vermelho soviético. Em menos de uma semana de combates, em 15 de agosto de 1945 a Coreia finalmente é libertada do jugo do imperialismo japonês. Após a libertação do norte da Coreia, foi formado nessa região um novo governo provisório de tipo democrático-popular sob a direção e hegemonia da classe operária. O novo governo deu conta de liquidar o feudalismo e realizar reformas democráticas que liquidassem os danos causados pelos 40 anos de dominação japonesa na Coreia. Os operários e camponeses no norte do país se organizavam em comitês populares e prosseguiam a marcha ascensional na luta pela consolidação da democracia e pela futura construção do socialismo e do comunismo. O Exército Popular Revolucionário da Coreia foi reorganizado de maneira regular como Exército Popular da Coreia, onde os antigos guerrilheiros passaram a ser quadros integrantes das novas forças armadas regulares. Em 1945, é fundado o Partido do Trabalho da Coreia através da união do antigo recém-fundado Partido Comunista da Coreia do Norte com o Partido de Nova Democracia.

A NOVA COREIA DEMOCRÁTICA E A LUTA CONTRA O IMPERIALISMO NORTE-AMERICANO

Kim Il Sung realiza discurso numa manifestação de massas em Pyongyang, por ocasião da libertação
da Coreia do imperialismo japonês. Atrás, estão generais do Exército Vermelho da URSS,
a quem o povo coreano de todo coração agradece pela ajuda prestada em sua luta nacional libertadora
Pondo na prática a ideia da libertação conjunta da Coreia ao norte pela União Soviética e ao sul pelos Estados Unidos, formaram-se, respectivamente, o Governo Popular Provisório da Coreia do Norte e o Governo Provisório da Coreia do Sul, numa época em que a divisão da Coreia ainda não estava formalizada.

A Conferência de Moscou de 1945 previa também a evacuação de todos os exércitos estrangeiros da Coreia num prazo de 5 anos e a realização de eleições conjuntas norte-sul para a constituição de um governo unificado. Obedecendo ao acordo, a União Soviética retirou todas as suas tropas da Coreia do norte no ano de 1948. O mesmo não foi obedecido pelos Estados Unidos, que mantém suas tropas ocupantes na Coreia do Sul até os dias de hoje. A evacuação das tropas não foi o único ponto da conferência desrespeitado pelos Estados Unidos: O Governo Provisório da Coreia do Sul, já um mero fantoche nas mãos dos Estados Unidos, fizeram proceder eleições separadas na Coreia do Sul em 10 de maio de 1948, e em 31 de Maio de 1948 legalizaram um Estado fantoche com o nome “República da Coreia”, que pretendia representar toda a península. Como vemos, foram tais “eleições” fraudulentas, encomendadas pelo Departamento de Estado dos EUA, que originaram a divisão da Coreia, divisão esta que permanece e que sendo até os dias de hoje a principal fonte do conflito.  Em resposta às manobras feitas pelo imperialismo norte-americano e seus fantoches da Coreia do sul, o governo do norte da Coreia foi obrigado a organizar suas eleições separadas, também, em 25 de agosto de 1948, fundando em 9 de setembro do mesmo ano a República Democrática Popular da Coreia.

A situação da Coreia do sul era o extremo oposto da situação do norte da Coreia. Como um soldado norte-americano comentou nas suas memórias que escreveu após alguns anos servindo na Coreia do Sul, o objetivo dos Estados Unidos (que entrou no sul da Coreia em 8 de setembro de 1945) não era libertar ninguém, nem lutar pela democracia. O propósito dos agressores imperialistas norte-americanos, ao contrário, era instaurar um regime fantoche que pudesse satisfazer seus interesses e impedir que o povo do sul da Coreia seguisse no caminho do socialismo. Era fazer com que o sul da Coreia se convertesse em base militar estratégica para a anexação do Norte socialista e para a agressão do Leste Asiático. Mais especificamente, para agredir a União Soviética, China, Mongólia, Vietnã e outros países outrora de democracia popular na região.

Os Estados Unidos, para impedirem o povo sul-coreano de seguir no caminho da libertação (afinal, os operários e camponeses do sul da Coreia já começavam a fundar comitês populares, seguindo o exemplo do norte libertado), assassinaram diversas lideranças democráticas e patrióticas, dissolveram comitês populares à força e arrastavam estudantes à força para formarem um novo exército fantoche para a agressão contra o norte da Coreia.

O novo regime fantoche, sob a direção do ditador de extrema-direita Syngman Rhee, estabeleceu um gigantesco aparato burocrático-prisional, decretou milhares de leis fascistas e pôs na ilegalidade, partidos e organizações democráticas, tendo como pretexto justamente tais leis. No período de 1948 a 1949, mais de 140 mil sul-coreanos foram assassinados sob o pretexto de “subversão”, “colaboração com o inimigo”, ou de estarem levando a cabo ações de guerrilha. 150 mil casas também no período de 1948 a 1949 foram incendiadas pelo exército pró-imperialista de Syngman Rhee, sob o pretexto de estarem sendo feitas para reprimir guerrilheiros partisans. 

A Lei de Segurança Nacional, decretada no ano de 1948 pelo regime fascista sul-coreano, estabelecia como ilegais quaisquer “atividades anti-Estado e subversivas” – pessoas enquadradas na Lei de Segurança Nacional, segundo o último artigo da LSN revisado em 2001, podem pegar desde cinco anos de prisão até a pena de morte, conforme a gravidade dos “crimes” cometidos. A LSN, além disso, proíbe também “atividades que favorecem o inimigo” – ter contato com pessoas da RPDC, fazer propagandas que apoiem o sistema da socialista da RPDC, que apoiem a reunificação pacífica da Coreia ou mesmo visitar a RPD da Coreia por conta própria constituem delitos graves para o regime sul-coreano. Segundo o jornal Minju Choson, desde 1948, mais de 8400 organizações democráticas e partidos políticos foram postas na ilegalidade. Entre eles, o Partido Comunista da Coreia e o Partido Revolucionário pela Reunificação (atual Frente Democrática Nacional Antiimperialista da Coreia do Sul). 

Justo em tal período, o da vigência da “Doutrina Truman” nos Estados Unidos, que determinava levar a cabo a política do “roll-back” anti-comunista, o governo norte-americano começa a planejar sua aventura militarista para invadir a República Popular Democrática da Coreia e escravizar o seu povo, contando para isso com a ajuda do imperialismo japonês e de seu regime fantoche na Coreia do Sul. Para o governo norte-americano, era importante não só impedir a crescente influência do socialismo no mundo – ele também sabia que uma nova guerra lhe permitiria sair da grave crise que enfrentava no período 1948-1949, e que uma nova guerra significaria mais investimentos em todos os setores da economia. Caso fosse possível, não bastaria para os Estados Unidos levar a cabo uma guerra de agressão somente contra a Coreia do norte – ao contrário, ela deveria ser estendida também contra a China, a Mongólia, a União Soviética e todos os demais países socialistas da região, causando se possível uma terceira nova guerra mundial.

Mostrando de maneira explícita sua vontade de iniciar uma nova guerra de agressão, os Estados Unidos, longe de mostrarem qualquer telha de intenção de retirarem suas tropas ocupantes da Coreia do sul, passaram a introduzir os mais modernos artifícios militares no sul da Coreia, a militarizarem cada vez mais a economia da Coreia do sul e fazerem uma massiva propaganda anti-comunista com o intuito de agredir o norte. 

Foster Dulles inspeciona o paralelo 38 junto a
fantoches sul-coreanos
Poucos dias antes da agressão, em 17 de junho de 1950, Foster Dulles foi inspecionar o paralelo 38 com o propósito de invadir a Coreia do norte. Com efeito, na madrugada do dia 25 de Junho de 1953, a Coreia do sul lançou um ataque surpresa contra o território a norte do paralelo 38. No dia 26 de Junho de 1953, um dia após o início da invasão contra o norte pela Coreia do sul, o Presidente Kim Il Sung fez um histórico discurso chamando todo o povo a se levantar como um só pela vitória na guerra, para que o povo do norte da Coreia aproveitasse o ataque dos sul-coreanos e fizesse um contra-ataque geral para libertar o povo de toda a península da Coreia da ocupação norte-americana, e estabelecer a República Popular Democrática da Coreia em toda a península. No mesmo dia do discurso histórico do Presidente Kim Il Sung, os Estados Unidos entraram na guerra enviando seus aviões para bombardear a Coreia do norte. 

Apesar da entrada dos Estados Unidos na guerra, o Exército Popular da Coreia foi capaz de realizar poderosas ofensivas contra os norte-americanos e o exército títere sul-coreano. Com efeito, pouco depois do dia 30 de junho, o Exército Popular da Coreia já havia libertado mais de 90% do território da Coreia do sul e 92% da população sul-coreana do jugo do imperialismo norte-americano e do regime de Syngman Rhee. O Exército Popular causou contundentes baixas contra os reacionários, aniquilando mais de 60 mil soldados norte-americanos ou sul-coreanos. Nas regiões libertadas pelo Exército Popular da Coreia, os comitês do poder popular eram restaurados e as reformas democráticas eram realizadas – mesmo em meio à turbulência da primeira etapa da guerra, de junho de 1950 a setembro de 1950, o Partido do Trabalho da Coreia realizou nas regiões libertadas da Coreia do sul uma profunda reforma agrária, distribuindo 570 mil hectares de terra para cerca de 1,2 milhão de camponeses. Através de tais medidas, o Partido do Trabalho da Coreia conquistava amplo apoio das massas da Coreia do sul. (9)

Contudo, no mesmo mês de setembro, o Exército Popular da Coreia foi obrigado a realizar uma retirada temporária, devido ao contra-ataque que seria realizado pelos Estados Unidos, desta vez com os exércitos fantoche de 15 países satélites seus. O contra-ataque no período da segunda etapa da guerra feito pelos norte-americanos arrasou milhares de vilas rurais norte-coreanas e martirizou milhares e milhares de habitantes, entre idosos, mulheres e mesmo crianças. Quando os Estados Unidos iniciaram a bombardear não apenas o território da Coreia do norte como também regiões da República Popular da China (nesta ocasião, os imperialistas norte-americanos já haviam ocupado todo o território da Coreia do norte), o Presidente Mao Tsé-Tung, líder da Revolução Chinesa e da República Popular da China, ordenou o envio de 1 milhão de soldados do Exército Voluntário do Povo Chinês para combaterem na República Popular Democrática da Coreia, com a tarefa de ajudar o povo coreano em sua luta libertadora. No intento de proteger a soberania da nação chinesa, seu território, prestar a fraternal ajuda internacionalista ao povo revolucionário coreano e salvaguardar a integridade da União Soviética e de outros países socialistas do Oriente, os 1 milhão de soldados do Exército Voluntário do Povo Chinês entram na guerra sob o slogan "Resistir à Agressão Norte-Americana, Ajudar a Coreia, Proteger nossos Lares e defender o País", no dia 25 de outubro de 1950. A partir de então, o Exército Popular da Coreia passa a guerrear através de operações conjuntas com o Exército Voluntário do Povo Chinês. A Guerra de Libertação da Pátria entrava numa nova etapa de contra-ofensiva contra as forças fantoches e imperialistas.

Imagem mostra delegados chineses e coreanos numa reunião no período da Guerra da Coreia. Acima,
estão retratos do camarada Stálin, Kim Il Sung e Mao Tse Tung, líderes da União Soviética,
Coreia Popular e China Popular, respectivamente

Na contra-ofensiva contra o sul, o Exército Popular da Coreia e o Exército Voluntário do Povo Chinês seguiam gradualmente libertando as regiões anteriormente ocupadas pelo inimigo. As tarefas mais candentes que se deparavam ante o Partido do Trabalho da Coreia, que dirigia simultaneamente o Exército Popular da Coreia e o Exército Voluntário, era reconstruir a economia das regiões libertadas destruída pelas forças inimigas, e reorganizar as organizações e comitês partidários, cujas lideranças foram sistematicamente exterminadas pelos inimigos imperialistas. 

Tal período de contra-ofensiva contra o inimigo no período de fins de 1950-1951 forjou na tempera do combate e da luta revolucionária os melhores filhos dos povos coreano e chinês, cujos méritos e heroísmos devem ser lembrados e exaltados eternamente por todos os combatentes da grande causa democrática e antiimperialista do mundo. Fazendo tudo o que podia para sabotar as conversações de armistício iniciadas em 10 de julho de 1951, os imperialistas norte-americanos fizeram sua "ofensiva de outono" contra o EPC e o EVPC. Os memoráveis combates da "Batalha da Altitude 1221" e "Batalha da Altitude 1052" foram travados. Nestes dois, os inimigos derrubaram cerca de 30 mil a 40 mil bombas diariamente contra as posições dos combatentes coreanos e chineses. Contudo, o EPC e o EVPC defenderam heroicamente a posição conforme fora ordenado pelo General Kim Il Sung. Não apenas resistiram, como causaram golpes ainda mais contundentes contra o imperialismo norte-americano e todas suas tropas lacaias.

A Guerra de Libertação da Pátria foi considerada a primeira derrota militar da história do até então todo-poderoso imperialismo norte-americano. Ao final desta, o Exército Popular da Coreia e o Exército Voluntário do Povo Chinês causaram, de junho de 1950 a julho de 1953, no total, 1.093.839 baixas contra o inimigo, entre mortos, feridos e aprisionados, dos quais 397.543 eram do exército imperialista norte-americano, 667.293 do exército títere sul-coreano, e 29.003 de outros países. Vastas quantidades de equipamento militar foram destruídas ou capturadas. (10)

Em 27 de julho de 1953, foi assinado um Tratado de Armistício que pôs fim à agressão aberta do imperialismo norte-americano e dos militaroides títeres sul-coreanos contra a República Popular Democrática da Coreia, a República Popular da China e demais países socialistas. Iniciar-se-ia, a partir daqui, uma nova etapa da Revolução Coreana, isto é, da construção socialista mediante a reconstrução pacífica da economia do país e da luta pela reunificação pacífica da Coreia.

(1) HUI, Kim Yong. Successful Solution of Tax Problem in Korea. Pyongyang: Foreign Languages Publishing House, 1990, p. 8.

(2) SURET-CANALE, J.; VIDAL, J. E. A República Popular Democrática da Coreia. Lisboa: Editorial Estampa Ltda., 1977, p. 10.

(3) The Blessed Younger Generation. Pyongyang: Kyowon Sinmun, 1992, p. 10.

(4) Op. cit., p. 12.

(5) HYON, Ri Jong. Japan's War Crimes: Past and Present. Pyongyang: Foreign Languages Publishing House, 1999, p. 151.

(6) Op. cit., p. 144.


(8) Democratic People's Republic of Korea. Pyongyang: Foreign Languages Publishing House, 1958, p. 59.

(9) Op. cit., p. 96.

(10) Op. cit., p. 107.



quarta-feira, 22 de outubro de 2014

AEDH denuncia política de "direitos humanos" levado a cabo por forças hostis anti-RPDC

Pyongyang, 18 de octubre (ACNC) -- El portavoz de la Asociación de Estudio de Derechos Humanos (AEDH) de la República Popular Democrática de Corea publicó el día 17 una declaración como sigue:

El informe de la AEDH de la RPDC fue distribuido como documento oficial de la Asamblea General, el Consejo de Seguridad y el Consejo de DDHH, de la ONU.
    
Tan pronto como se publicara este informe que narra histórica, sistemática y generalmente sobre las características del régimen socialista de nuestro país centrado en las masas populares, la política de aseguramiento de DDHH y el estado de disfrute de DDHH de los habitantes, provoca gran apoyo y simpatía de la sociedad internacional.
    
Numerosos medios de prensa del mundo transmiten ampliamente el texto completo y el contenido principal del informe y el hecho de que tuvieron lugar en Nueva York y otros lugares los actos de información para dar a conocer la situación de DDHH y la posición de la RPDC en esta rama.
    
Muchos países califican el informe de un documento que muestra globalmente el ventajoso estado de DDHH de la RPDC y prestan atención a los esfuerzos de la RPDC por fomentar más el disfrute de DDHH de las masas populares y fortalecer la cooperación internacional.
    
Por otra parte, ridiculizan y denuncian el "informe del comité de investigación" sobre la situación de DDHH en la RPDC inventado con presunciones y malevolencia a base de "testimonios" individuales de los estafadores "fugitivos norcoreanos" sin hablar nada de la política estatal, el régimen, la voluntad y los esfuerzos de cooperación internacional de la RPDC por la protección y el fomento de DDHH.
    
El "proyecto de resolución de DDHH" anti-RPDC que la EU, Japón y otras fuerzas hostiles intentan someter a la consideración de la Asamblea General de la ONU es el modelo de la politización, la selectividad y la pauta de doble rasero en el trato de DDHH.
    
Por tanto, se oyen las voces de que los países que desean la protección y el fomento de verdaderos DDHH deben o deberán rechazarlo merecidamente.
    
Pero, las fuerzas hostiles anti-RPDC encabezadas por EE.UU. actúan obstinadamente para despreciar intencionalmente el informe de la RPDC y enfocar al "informe del comité de investigación".
    
Esto partió de vil propósito de prevenir la propaganda de la realidad y la justa insistencia de la RPDC, manchar la imagen de ella y realizar la intención de derribar el régimen de la RPDC y prueba otra vez la verdad de que DDHH son precisamente la soberanía estatal.
    
Sacamos la conclusión de que para ofrecerles a las masas populares los verdaderos DDHH, se debe defender firmemente la soberanía del país y enfrentarse fuertemente a las fuerzas hostiles que intentan intervenir en los asuntos internos bajo el rotulo de la "defensa de DDHH".
    
Son intolerables la politización, la selectividad y la pauta de doble rasero para usar DDHH, valor universal de la humanidad, en malsanos propósitos políticos.
    
La campaña de "DDHH" anti-RPDC de las fuerzas hostiles provoca gran cólera de los habitantes de la RPDC.
    
La RPDC seguirá esforzándose por frustrar rotundamente las maquinaciones de "DDHH" anti-RPDC de las fuerzas hostiles, defender firmemente el régimen socialista al estilo coreano más ventajoso y asegurar a los habitantes las más excelentes condiciones de disfrute de DDHH. 

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Inquebrável unidade e coesão do Partido do Trabalho da Coreia


Nossa causa certamente triunfará desde que haja a liderança do grande partido que conquistou uma inquebrável unidade, fonte esta de inacabável força para conquistar vitórias na luta e trazer mudança.

Os quase setenta anos de história do Partido do Trabalho da Coreia é uma história gloriosa em que este conquistou a unidade, vitórias, e avançou graças às ideias do Presidente Kim Il Sung e do Dirigente Kim Jong Il, bem como seus imortais nomes. 

Os revolucionários coreanos deram origem à genuína unidade centrada em torno do líder pela primeira vez na história, no período mais negro da desgraça nacional. 

As fileiras da vanguarda de novo tipo unidas sob a bandeira da União para Derrotar o Imperialismo (UDI) foram formadas, tendo o grande homem Kim Il Sung como o sol da nação, guiados pela verdade de que a luta das massas populares pela independência deveria ser iniciada e dirigida pelo líder. Estas se tornaram o núcleo medular do Partido do Trabalho da Coreia.

A base orgânica e ideológica para fundar o Partido foi consolidada por obstinados combatentes de tipo jucheano, que levaram a cabo uma luta contra o seguidismo, o dogmatismo e o fracionismo, guiados pela ideia e a linha política unívocas do líder Kim Il Sung.

Está entre os maiores méritos dos revolucionários coreanos haver dado um exemplo de unidade revolucionária sem precedentes na história pela construção do Partido da classe operária, enquanto seguiam por um caminho desconhecido até então, a despeito de enormes dificuldades.

A grande unidade que foi conquistada nos períodos iniciais da revolução se tornou mais forte nas duas guerras revolucionárias antiimperialistas; nas duas etapas da revolução social e na construção socialista.

A história do PTC é sem precedentes dado sua natureza prolongada, difícil e combativa. É, de fato, uma história em que a unidade e a coesão se temperaram como aço, tendo estas o grande líder como centro unitário. Conquistaram a unidade monolítica nas fileiras revolucionárias e o triunfo da causa socialista.

A postura de um digno partido que conquistou uma unidade e coesão inquebrantáveis convence o exército e o povo da RPDC do futuro de um próspero país e da vitória final da revolução.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Informe da RPDC sobre os Direitos Humanos

Pyongyang, 13 de setembro (ACNC) – No dia 13 de setembro foi publicado o informe da Associação de Estudos de Direitos Humanos da Coreia, que apresenta com fatos as características do regime socialista, centrado nas massas populares, da República Popular Democrática da Coreia, bem como sua política de Direitos Humanos e a situação atual dos direitos dos habitantes do país.

- Hoje em dia, na arena internacional, cresce mais do que nunca a atenção sobre os direitos humanos e se redobram em todos os domínios da vida social os esforços para garanti-los.

- Por outro lado, torna-se cada vez mais grave a tentativa de se exercer pressão política e intervir em assuntos internos de países específicos abusando do problema dos Direitos Humanos.

- Em particular, se promove uma feroz e suja campanha contra a RPDC no campo dos Direitos Humanos.

- As forças hostis pretendem manchar a imagem da RPDC e eliminar o regime e ideologia escolhidos pelo povo coreano acusando-a sobre o inexistente “problema dos Direitos Humanos”.

- Por culpa de tais forças, circulam na sociedade internacional rumores e opiniões tergiversadas sobre a RPDC.

- Em tais circunstâncias, a Associação de Estudo de Direitos Humanos torna público o informe sobre a verdadeira situação de Direitos Humanos na RPDC com o propósito de apresentar corretamente os esforços que o país faz para formentá-los, como o povo coreano se beneficia de tais direitos, revelando o caráter fraudulento e reacionário da campanha de “Direitos Humanos” anti-RPDC, corrigindo assim todos os preconceitos.

- O documento foi elaborado graças a cooperação ampla de vários órgãos, entidades não governamentais, instituições acadêmicas e os especialistas em Direitos Humanos de vários setores.
- O informe é composto por 5 capítulos.

- O capítulo I se refere a base ideológica do regime estatal de asseguramento de Direitos Humanos da RPDC e o curso de sua formação e desenvolvimento.

- O capítulo II apresenta as medidas jurídicas e práticas tomadas históricamente pelo Estado depois da fundação da RPDC até os dias de hoje, para garantir, proteger e formentar os Direitos Humanos dos habitantes.

- Os capítulos III e IV indicam a posição e os eforços da RPDC relacionados ao asseguramento de Direitos Humanos em escala internacional e os obstáculos fundamentais que impedem este trabalho da RPDC.

- O último capítulo, V, contém os dados por setores recolhidos pela associação sobre as perspectivas de garantia de Direitos Humanos na RPDC.
- Como demonstra o informe, a RPDC aplica desde o primeiro dia de sua fundação as políticas para o povo com o princípio de dar prioridade aos direitos e interesses das massas populares, realizando todos os esforços possíveis para que as massas disfrutem de Direitos Humanos.

- Portanto, hoje em dia, todo o povo coreano está orgulhoso do mais superior regime e política de asseguramento de Direitos Humanos, inclusive o direitao a educação, tratamento médico e moradia gratuita, que se esforça para consolidar e desenvolver ainda mais o regime socialista centrado nas massas populares.

- Ao testemnunhar o regime de asseguramento de Direitos Humanos e o estado de disfrute dos mesmos na RPDC, o informe revela que a repgunante campanha anti-RPDC liderada pelos EUA e outras forças hostis nessa matéria, é justamente uma ação contra os Direitos Humanos que impede a proteção dos mesmos.

- O informe deixa claro os esforços e a posição da RPDC sobre a cooperação internacional para fomentar os Direitos Humanos.

- É invariável a posição da RPDC de realizar o diálogo sincero e a cooperação no que diz respeito aos Direitos Humanos, bem como contribuir ao desenvolvimento do mesmo em escala mundia. A RPDC nunca rechaçou o diálogo sobre os Direitos Humanos e tem a vontadade de discutir e cooperar francamente com os países que estão interessado de verdade no problema dos Direitos Humanos.

- Porém, isso não se logra devido as forças que utilizam equivocadamente o problema dos Direitos Humanos como meio para alcançar seu sujo objetivo político como a intervenção em assuntos internos e a derrubada do regime.
-
- O mesmo ato de publicar o informe de estudo sobre a situação dos Direitos Humanos de nosso país significa expor a vontade da RPDC por cumprir a responsabilidade no campo de Direitos Humanos e a medida positiva orientada a promover a cooperação internacional.

- Ao ler o informe, se pode saber bem o quão absurdo são os rumores anti-RPDC que circulam no exterior e se baseiam em dados inventados por forças hostis.

- A fonte desses dados são os testemunhos dos fanáticos pela campanha anti-RPDC conhecidos como “fugitivos nortecoreanos”.

- Esses tipos são delinquentes que fugiram para o Sul da Coreia para fugir de algum tipo de castigo legal e não possuem a qualidade moral e pessoal para falar sobre os Direitos Humanos.

- Logo será revelado a face inumana de tais tipos.

- Se existem forças que repetem os embustes ainda depois de lerem este informe, que reflete corretamente a situação de Direitos Humanos da RPDC, seria correto dizer que ellas não tem a capacidade de julgar a realidade ou tratam de alcançar seus sinistros objetivos insistindo no erro.

- EUA e os países ocidentais não devem criticar a outros mencionando os Direitos Humanos, mas sim devem ver corretamente a realidade e refletir sobre os seus próprios defeitos nessa matéria.

- A RPDC irá acelerar a construção da economia de caráter pacífico frustrando a campanha de Direitos Humanos e desafios de todo o tipo, promovido pelas forças hostis. Também fará tudo para para melhorar sem parar as condições de vida do povo, ofrecendo melhores condições para disfrutarem dos direitos humanos.

- O informe apresenta amplamente a política de Direitos Humanos e sua situaçao na RPDC e contribuirá para corrigir a opinião erronea, promovendo a cooperação verdadeira no que diz respeito aos Direitos Humanos.

- O texto completo do informe pode ser lido nas páginas www.kcna.kp e www.naenara.com

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Carta do CEIJ enviada ao camarada Kim Jong Un

Estimado camarada Kim Jong Un, Primeiro Secretário do Partido do Trabalho da Coreia, Primeiro Presidente da Comissão de Defesa Nacional da República Popular Democrática da Coreia e Comandante Supremo do Exército Popular da Coreia,

O Centro de Estudos da Ideia Juche - Brasil envia a você, ao Partido do Trabalho da Coreia, e a todo o povo coreano nossas saudações mais calorosas e combativas por ocasião do 66º aniversário da gloriosa República popular e democrática, fundação esta que é fruto da culminação das várias décadas de luta do povo coreano por sua independência, pela libertação nacional, pela democracia e o socialismo. Heróis patrióticos do povo trabalhador e explorado como Kim Hyon Jik, Kang Ban Sok, Chol Ju, Kim Hyong Gwon, Ang Jung Gun, Chang Wei Hua e vários outros não deram suas vidas em vão. Foi graças ao esforço obstinado destes e de milhões de outros patriotas, democratas e comunistas que o povo coreano pôde, nos dias de hoje, desfrutar das benesses e da vida sem igual dada pelo grande sistema socialista estabelecido pelo Partido do Trabalho da Coreia. A luta de séculos do povo coreano pela libertação nacional e o socialismo produziu também líderes sem igual do povo coreano e dos povos do mundo, como o Grande Líder Camarada Kim Il Sung e o Dirigente Kim Jong Il.

A grande Revolução democrática, antiimperialista e antifeudal fundou uma grande república democrática e popular representando os interesses mais amplos de todo o povo coreano, como os operários, camponeses, pequenos e médios empresários e comerciantes, capitalistas com consciência nacional, religiosos patrióticos e vários outros estratos. A República Popular e Democrática da Coreia ostenta, desde sua fundação em 1948, brilhantes méritos e vitórias na revolução e construção socialistas. Um pequeno país com um povo heróico e revolucionário foi capaz de impor humilhantes derrotas contra o imperialismo mais assassino de toda a história, o imperialismo japonês, e ostenta até hoje ter sido o país a impor a primeira derrota militar da história contra o todo-poderoso imperialismo norte-americano.

Hoje, passados 66 anos da fundação da RPDC, o povo coreano segue firme na luta pela construção de um Estado poderoso e próspero, erguendo bem alto a bandeira do socialismo e resistindo bravamente a todas as ameaças e maquinações tramadas pelo imperialismo norte-americano e os fantoches que governam a Coreia do Sul. Sabemos que, sob sua direção, o povo norte-coreano continuará levantando bem alto a bandeira da luta revolucionária, apoiando todos os povos que lutam pela independência e pelo socialismo. Mantendo-se fiel a bandeira revolucionária do Kimilsunismo-Kimjongilismo o Partido do Trabalho da Coreia e o povo coreano lograrão a reunificação pacífica e independente da pátria, colocando fim à dominação colonial exercida pelos Estados Unidos na parte sul da península.

Receba nosso solidário e sincero apoio internacionalista à causa do povo coreano e do Partido do Trabalho da Coreia.

São Paulo, 9 de Setembro de 2014

Gabriel Martinez – Presidente do Centro de Estudos da Ideia Juche - Brasil

Alexandre Rosendo – Secretário Geral do Centro de Estudos da Ideia Juche - Brasil

Kim Il Sung e o 66º aniversário da RPDC



Kim Il Sung (1912-1994), eterno Presidente da República Popular Democrática , figura enaltecida pelo povo coreano.

Desde cedo, com o propósito de levantar um país para os explorados e oprimidos, sem se restringir nem pelas teorias existentes, nem pelas experiências alheias, aclarou o caminho de construção de um poder que defendesse os interesses dos operários, camponeses, soldados, intelectuais e outros setores de trabalhadores. 

De sua direção, sobre a contrução do Poder popular o que merece mais atenção é a instituição, no período da Luta Armada para libertar o país da ocupação militar (1905-1945) japonesa, do governo popular que defendia os direitos e a liberdade das pessoas nas bases guerrilheiras. 

Apoiando-se nele, imediatamente depois da libertação do país (agosto de 1945), Kim Il Sung planteou uma linha de construção do Estado conveniente com a realidade do país e em fevereiro de 1946 instaurou um poder de novo tipo, democrático, baseado na aliança operário-camponesa dirigida pela classe operária e apoiada na Frente Única dos amplos setores do povo: o Comitê Popular Provisório da Coreia do Norte. Como poder popular democrático que cumpria a tarefa imediata da revolução democrática, anti-imperialista e anti-feudal, o qual tornou possível que o povo coreano, exercendo com firmeza o poder como dono da sociedade, impulsionasse vigorosamente o empenho para realizar reformas democráticas. 

Visando satisfazer as necessidades e desejo secular dos camponeses que por aquele tempo representavam a esmagadora maioria da população, proclamou no dia 5 de Março de 1946 a Lei da Reforma Agrária, de transcendência história e, em seguida, a Lei do Trabalho, a Lei de Igualdade dos Direitos do Homem e da Mulher, a Lei da Nacionalização das Principais Industrias, etc., e aplicou políticas democráticas nos setores da educação, cultura, administração jurídica, fiscalização.  Como resultado, na Coreia do Norte, as reformas democráticas foram realizadas em um curto espaço de tempo, graças a qual em todas as esferas da vida social os remanescentes coloniais e feudais foram liquidados, a industria nacional começou a crescer e se estabeleceu regimes democráticos na educação e na cultura. Em outras palavras, se preparou o terreno sócio-economico da nova Coreia democrática. 

Com o exitoso cumprimento da tarefa da revolução democrática, antiimperialista e anti-feudal, o Comitê Popular Provisório da Coreia do Norte foi transformado em fevereiro de 1947 no Comitê Popular da Coreia do Norte, que cumpriu a tarefa de transição gradual ao socialismo e que serviu de fundamento para a RPD da Coreia, tarefa que foi comprida arduamente. 

Imediatamente depois da libertação da Coreia, a situação interna e externa do país era muito complexa e tensa. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, Estados Unidos, utilizando o pretexto do “desarmamento” do derrotado exército japonês, ocupou o Sul da Coreia, e como consequência a nação coreana passou a correr o risco de ser divida. Estados Unidos dissolveu a força os comitês populares estabelecidos segundo a vontade da população e praticou a administração militar como um novo meio de dominação colonial. 

Frente a esta grave situação, Kim Il Sung se esforçou para frustrar as maquinações de divisão nacional dos Estados Unidos e agrupar estreitamente todas as forças patrióticas do Norte e Sul sob a bandeira da independência nacional. Em virtude disso, em abril de 1948 teve lugar em Pyongyang a Conferência Conjunta dos Representantes dos Partidos Políticos e Organizações Sociais do Norte e Sul da Coreia. A união dos democratas patrióticos de ambas as partes serviu de terreno sócio-politico para a instauração de governo central unificado. 

Em maio de 1948 os Estados Unidos fabricou as “eleições separadas” na Coreia do Sul e agravou mais a crise de divisão da nação coreana. Em junho do mesmo ano Kim Il Sung convocou os dirigentes dos partidos políticos e as organizações sociais da Coreia do Norte e do Sul para uma reunião consultiva, onde planteou uma orientação de realizar sem demora as eleições gerais da Coreia do Norte e do Sul para instituir um governo de todo o país. Em agosto do mesmo ano se efetuou eleições gerais da Coreia do Norte e Sul e em setembro a histórica primeira sessão da Assembléia Popular Suprema. Em 9 de Setembro foi instaurado a RPD da Coreia, primeiro Estado democrático popular no oriente. 

Kim Il Sung, fundador da RPD da Coreia, ocupou o supremo cargo desta durante quase meio século, orientando o país e o povo. Sob sua direção a RPD da Coreia, a menos de dois anos de fundada, venceu o agressor norte-americano que se gabava de sua “supremacia” na guerra coreana (1950-1953) e defendeu honrosamente a soberania e a dignidade nacionais e depois do cessar fogo, terminou em curto tempo a reabilitação da economia e sua construção sobre os escombros, a revolução socialista e em seguida efetuou com êxito a construção socialista de várias etapas. 

Por motivo do 66º aniversário da fundação da RPD da Coreia, invencível país socialista, rendemos homenagens a Kim Il Sung.

Fonte: Embaixada da RPDC no Brasil

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

O dirigente Kim Jong Il e a Política Songun


O dia 25 de agosto não é, para a República Popular Democrática da Coreia, um dia qualquer. Neste mesmo dia, no ano de 1960, o camarada Kim Jong Il, presidente da Comissão de Defesa Nacional da RPDC, realizou uma visita à orientação à Divisão de Tanques 105 "Seul" Ryu Kyong Su do Exército Popular da Coreia, iniciando sua direção política na Revolução Coreana por meio da política Songun, de priorização das questões militares.

Desde então, durante mais de meio século sob sua liderança, a Coreia Popular, em seu interminável enfrentamento contra os Estados Unidos, autodenominado "superpotência", sempre defendeu com êxito sua soberania e dignidade.

Em janeiro de 1968, o navio espião armado norte-americano "Pueblo" invadiu as águas soberanas da RPDC, e foi devidamente capturado pela Marinha do Exército Popular da Coreia.

O imperialismo norte-americano, usando como pretexto o incidente do navio Pueblo, concentrou enorme contingente de suas forças armadas na Península Coreana e esperneou em se vingar. O mundo se manteve alerta quanto a uma possível nova Guerra da Coreia. A União Soviética suplicou ao governo da RPDC para que devolvesse o barco espião.

Kim Jong Il se manifestou, dizendo que, enquanto os Estados Unidos não apresentassem um ato de rendição, não colocaria jamais dos tripulantes do Pueblo em liberdade e, ainda que os Estados Unidos manifestassem abertamente sua capitulação, não devolveriam jamais a embarcação, da feita que se tratava de um troféu. A Coreia Popular declarou que responderia à "represália" com represálias e à guerra total com guerra total.

Surpreendido ante à resoluta reação da Coreia, os Estados Unidos assinaram em dezembro do mesmo ano a carta de desculpas em que reconheceram sua atitude hostil, e garantiram que barco nenhum se infiltraria jamais nas águas territoriais da Coreia. Ao se referir a esta carta, o presidente norte-americano Lyndon Johnson disse que esta havia sido "a primeira carta histórica de pedido de desculpas dos Estados Unidos."

Nos tempos posteriores também, como em abril de 1969, o avião espião norte-americano EC-121 adentrou no espaço aéreo da República Popular Democrática da Coreia e foi prontamente derrubado. Em agosto de 1976, quando os provocadores norte-americanos fizeram provocações armadas em Panmunjom, a Linha de Demarcação Militar que divide o Norte e o Sul da Coreia, disparando contra soldados do Exército Popular da Coreia, acabaram por ser duramente castigados. O imperialismo norte-americano fez alardes como se uma guerra viesse a estourar prontamente. Porém, atemorizado diante da dura reação da Coreia, bem como de seu poderoso potencial militar, não pôde fazer menos que renunciar a suas intenções.
Durante a "primeira crise nuclear da Península Coreana" de 1993-1994, os Estados Unidos, colocando em questão do infundado "problema nuclear" da Coreia, instigou a Agência Internacional de Energia Atômica a impor sobre a Coreia a "inspeção especial" sobre seus importantes objetos militares e, junto com isso, impôs sobre a Coreia do sul que realizasse simulações de guerra de grande envergadura.

Então, Kim Jong Il, na qualidade de Comandante Supremo do EPC, proclamou em todo país o estado de pré-guerra. Em seguida, a Coreia Popular publicou a declaração de que o governo, para preservar o interesse supremo do país, retirar-se-ia do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares.

As sucessivas e contundentes dissuassões da Coreia Popular obrigaram os Estados Unidos a assinarem o Acordo Básico RPDC-EUA, onde estes se comprometiam a resolver de maneira pacífica a questão nuclear na Península Coreana. Até mesmo Clinton, que era então o presidente norte-americano, enviou a Kim Jong Il a mensagem de garantia em que este prometia cumprir honestamente com este dever de sua parte.

No ano de 1998, os Estados Unidos novamente fizeram alarde quanto ao desenvolvimento de instalações nucleares com fins pacíficos por parte da RPDC. De um lado e de outro, publicaram o "OPLAN 5027" (Plano Operacional 5027), plano de ataque preventivo com armas nucleares, intensificando a pressão sobre a RPDC. Quanto a isso, o país socialista declarou que frente a isso somente poderia elevar sua capacidade de dissuassão nuclear. Diante da firmeza da RPDC, que resistia cada vez mais à pressão e intimidação, a gerência Clinton não teve outra alternativa que não a de reconhecer sua derrota. 

Com o advento do novo século, a nova gerência norte-americana qualificou à RPDC como parte do "Eixo do mal", publicou-a como objeto do ataque antecipado com armas nucleares e levou a cabo loucuras de provocação de uma insensata guerra nuclear. Frente a isso, a Coreia se retirou oficialmente do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares e declarou abertamente que possuía armas nucleares. Executou o lançamento de mísseis, causando golpes decisivos contra a coação norte-americana e de sua intimidação com armas nucleares.

A administração Bush, frente a capacidade dissuassiva da RPDC, proclamou oficialmente que retiraria a Coreia da lista de países patrocinadores do terrorismo. Nesta ocasião, o periódico News Week, em um artigo entitulado "Renovação da definição dos países patrocinadores do terrorismo, símbolo da rendição dos Estados Unidos", comentouL "Bush disse ao congresso que excluiría a Coreia do norte da lista de países que apoiam o terrorismo, e isso simboliza a rendição de Bush ao país asiático."

Isso não é tudo.

Em abril de 2009, a Coreia declarou que lançaria o satélite artificial Kwangmyongsong-2. Os Estados Unidos receberam a notícia como se houvesse ocorrido uma desgraça. O Japão, inclusive, definiu a "interceptação do satélite" como uma política estatal, e notificou nos navios de guerra, na tentativa de frear a todo custo o lançamento do satélite artificial por parte da Coreia.

O dirigente coreano Kim Jong Il declarou que o satélite seria lançado rigidamente conforme os planos, e declarou que, caso as forças anti-RPDC tentassem interceptar o satélite, seriam destruídas não somente a sede da interceptação como também a sede dos provocadores.

O dirigente Kim Jong Il é, de fato, um Comandante sem igual que enfrentou bravamente os sucessivos presidentes e generais norte-americanos, de Nixon e Carter a Bush e Obama, sempre se utilizando da poderosa política Songun.

Kim Jong Il expressou que sua coragem e ousadia com as quais havia enfrentado os Estados Unidos, autodenominado "única superpotência" do mundo, estavam sustentados na poderosa força militar. Por ter um exército forte e uma potente indústria militar, disse ele, sentimo-nos seguros e alardeamos nossa invencibilidade, continuou, dizendo que até os dias de hoje isso garante o respeito do país perante a comunidade internacional.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Crônica de atividades do Presidente Kim Il Sung pela vitória na Guerra de Libertação da Pátria



Artigo enviado pela Embaixada da República Popular Democrática da Coreia no Brasil.

En los encarnizados días de guerra, el Presidente Kim Il Sung visitó más de un millar de unidades recorriendo un trayecto de más de 51 mil 200 ries (10 ries equivalen a 4 kilómetros).
     
Compartiendo las buenas y las malas con los oficiales y soldados del Ejército Popular de Corea y los habitantes, condujo a la victoria la Guerra de Liberación de la Patria con su extraordinaria perspicacia militar, estrategias y tácticas y gran confianza y amor.
     
La guerra de 3 años, desatada por el imperio yanqui, fue la confrontación político-militar entre la República Popular Democrática de Corea, que no llevaba entonces ni 2 años de fundación, y Estados Unidos, ufano de su historia de agresión de ciento y decenas de años y de su superioridad numérico-técnica, los mercenarios de 15 países satélites, los títeres surcoreanos y los militaristas japoneses.
     
El 25 de junio del 1950, los agresores yanquis invadieron de manera sorpresiva a la RPDC.
     
Ese mismo día, el Presidente Kim Il Sung presentó la orientación estratégica de la primera etapa de guerra de frustrar tajantemente la invasión armada y pasar al contraataque inmediato. Al día siguiente, pronunció su histórico discurso radial llamando a todo el partido, ejército y pueblo a movilizarse en la sagrada batalla para barrer del territorio nacional a los imperialistas norteamericanos y sus lacayos.
     
La inspección a Seúl, realizada varias veces por él desde el 15 de julio hasta el 14 de agosto del 39 (1950) de la Era Juche, fue la trayectoria histórica que preparó la fase trascendental de la primera etapa de guerra.
     
A bordo de su modesto carro de campaña, llegó a mediados de julio a la comandancia del frente en Seúl cruzando el inseguro puente ferroviario del río Rimjin y presentó el proyecto estratégico sobre la operación de asedio de Taejon sin recuperarse de las fatigas acumuladas en el viaje.
     
A finales del mismo mes, volvió a emprender el camino al frente bajo la lluvia de bombas y balas.
     
Acudió hasta a Suanbo en la primera línea del frente y presentó ahí la orientación operacional de aniquilar a los enemigos, que se encontraban en Masan, Taegu, Yongchon y Phohang, al cruzar rápido el río Rakdong.
     
En agosto y septiembre, salió a Seúl y enseñó la clave para liberar cuanto antes todo el suelo surcoreano.
     
Gracias a su incansable y abnegada inspección, el EPC pudo crear el milagro de liberar más de 90% del territorio surcoreano y más de 92% de la población surcoreana en un mes y pico desde el inicio de guerra.
     
En septiembre del 1950, cambió bruscamente la situación del frente.
     
Con gran número de efectivos reforzados, los enemigos intentaron la desesperada "ofensiva general" en la línea del río Rakdong y realizaron la operación de desembarco de gran dimensión en la zona de Inchon. Percatándose de modo científico el cambio de las relaciones entre nuestras fuerzas y las enemigas y la situación del frente, el Presidente Kim Il Sung presentó a mediados de septiembre la orientación estratégica de segunda etapa de la guerra de asegurar la retirada temporal estratégica de las unidades principales del EPC retrasando al máximo a los enemigos y de formar el poderoso colectivo de contraataque.
     
Para superar la situación difícil, el Presidente fijó del 16 al 20 de octubre en el cantón de Okchon del distrito Maengsan (en aquel tiempo) el puesto de mando de la Comandancia Suprema, en que mandó el aseguramiento exitoso de la retirada e ideó el plan operacional de formar el segundo frente con las unidades combinadas del EPC.
     
Al analizar los preparativos de contraataque del EPC, los puntos débiles de los enemigos y las relaciones entre las fuerzas enemigas y las nuestras, presentó la orientación estratégica de la tercera etapa de la guerra y para llevarla a cabo hizo el camino de orientación sobre más de 310 unidades cuya distancia era más de 12 mil 800 ríes (10 ríes equivalen a 4 km).
     
Estando del 4 de noviembre al 18 de diciembre en Kosanjin (en aquel tiempo) abrió la fase de cambio de la guerra dirigiendo a la victoria la nueva operación de contraataque.
     
A finales de noviembre de 1950 el Presidente ordenó a las unidades pasar al decisivo contraataque en toda la extensión del frente.
     
Fue otra vez el día 28 al barrio Taeyu del distrito Tongchang, en que organizó y dirigió las operaciones para asediar y aniquilar al colectivo principal de los enemigos acantonados en los alrededores del río Chongchon y el lago Jangjin y en la región de Chongjin y Hamhung.
     
Las unidades combinadas del EPC y las del segundo frente frustraron la "ofensiva general de Navidad" de los enemigos y liberaron toda la región del Norte de Corea.
     
A mediados de diciembre, el Presidente convocó en el barrio de Yonphung de la ciudad de Kanggye el XXX pleno del Consejo de Ministros y dejó en Hyangha del distrito Janggang las imborrables huellas.
     
En el histórico informe y el discurso en resumen "La situación actual y las tareas inmediatas" pronunciados en el tercero pleno del Comité Central del PTC efectuado del 21 al 23 indicó las tareas programáticas para mantener la victoria lograda con las propias cuentas en el combate de contraataque, fortalecer el partido y elevar su papel.
     
Desde enero del 40 (1951) de la Era Juche trasladó la Comandancia Suprema a la comuna Konji (en aquel entonces), donde dirigió, hasta terminar la guerra, las importantes reuniones del partido, el ejército y el Estado en más de 200 ocasiones y condujo al ejército y el pueblo a la victoria visitando sin cesar el frente y la retaguardia.
     
A mediados de 1951 presentó la orientación estratégica de cuarta etapa de la guerra para tomar firmemente la iniciativa de la contienda y lograr la victoria final.
     
La trayectoria de más de 31 mil 600 ríes sobre más de 600 lugares de combate, fábricas y campos fue el camino largo que trajo la victoria final de la guerra.
     
Gracias a la sabia dirección del Presidente, a principios de noviembre de 1951 fue fracasada por completo la "ofensiva otoñal" de los enemigos. En junio de 1952 cuando los imperialistas yanquis trataban de lograr "negociaciones honorables" aumentando en gran escala sus fuerzas armadas detrás de la cortina de las negociaciones de armisticio, el Presidente volvió a dirigir sobre el terreno la provincia de Phyong-an del Norte para incrementar la combatividad del Ejército Popular de Corea y consolidar la retaguardia.
     
En otoño del mismo año, inspeccionó la comandancia del frente situada en la comuna de Sungap del distrito de Kumgang y la unidad combinada asentada en la comuna de Soksa del mismo distrito aclarando las orientaciones operacionales para frustrar la "ofensiva Kimhwa" de los enemigos usando los métodos de combate al estilo coreano.
     
En febrero de 1953, realizó sin parar una travesía por el monte Masik de la zona oriental, la cuesta Myongmun de la zona norte y otras montañas cubiertas de nieve para movilizar para la victoria final a los soldados de las unidades en la primera línea del frente y los obreros de las provincias de Jagang y Phyong-an del Sur.
     
A principios de mayo, acudió personalmente hasta al lugar de negociaciones de armisticio y enseñó ideas y remedios ingeniosos para obtener el acta de capitulación de la parte enemiga. Y dirigió 3 operaciones de fuerte contraataque que favorecerían la victoria decisiva.
     
El 27 de julio del 42 (1953) de la Era Juche, llegó por fin el momento en que los imperialistas yanquis, que se jactaban de la "supremacía" mundial, se arrodillaron ante el pueblo coreano y firmaron el acta de capitulación.
     
El Comandante de acero examinó finalmente y firmó el documento del Acuerdo de Armisticio desde el lugar de interés histórico-revolucionario Jonsung.
     
La victoria fulminante del pueblo coreano en la trienal y encarnizada Guerra de Liberación de la Patria fue gran triunfo de la destacada idea, estrategia y tácticas del Generalísimo Kim Il Sung y de su cálido amor por el pueblo. 

quarta-feira, 2 de julho de 2014

El Gran Camarada Kim Il Sung es el eterno líder de nuestro Partido e pueblo (Kim Jong Un)

Tese do camarada Kim Jong Un publicada em ocasião do centenário do natalício do camarada Kim Kim Il Sung, em 20 de abril de 101 da Era Juche (2012).

domingo, 22 de junho de 2014

O Partido do Trabalho da Coreia e o Secretário Geral Kim Jong Il


El 19 de junio es un día significativo del Partido del Trabajo de Corea (PTC).  En esta fecha de hace 50 años el Dirigente Kim Jong Il inició su labor en el Comité Central del PTC.  Al margen de él es inimaginable el poderío del PTC, organizador y orientador de todas las victorias del pueblo coreano.

El Dirigente Kim Jong Il fortaleció y desarrolló el Partido del Trabajo de Corea como el partido del camarada Kim Il Sung en el verdadero sentido de la palabra.

El Partido del Trabajo de Corea tiene como su eterno Secretario General al Dirigente Kim Jong Il que falleció inesperadamente en diciembre de 2011, lo cual no es algo simbólico en modo alguno.

La ideología y el lineamiento del camarada Kim Jong Il le sirven al PTC de sempiterna guía directriz.

Desde que iniciara su trabajo el 19 de junio de 1964 en el CC del Partido se empeñó para profundizar y enriquecer de acuerdo con la exigencia de la época y la revolución en desarrollo la idea Juche del camarada Kim Il Sung, fundador de la Corea socialista. Precisó esta idea rectora del Partido como la integridad de la idea, teoría y metodología del Juche, haciendo gran contribución al campo de la ideología y teoría del Partido. En todas las etapas de la construcción socialista publicó muchas obras que dan profundas aclaraciones a los problemas teórico-prácticos planteados. Sus pensamientos y doctrinas son los enciclopédicos que abarcan todos los dominios de la vida social como la construcción del partido, el Estado, el ejército, la economía, la enseñanza, la salud pública, la literatura, el arte, el deporte, etc. Sus ideas y teorías enunciadas en El socialismo es ciencia, Priorizar la labor ideológica es requisito indispensable para el cumplimiento de la causa socialista, Para mantener el espíritu Juche y la nacionalidad en el proceso revolucionario y constructivo y muchas otras obras tienen gran significado para fomentar e impulsar la causa socialista y la de independencia en el mundo.

Sobre todo, su original doctrina política Songun hace posible defender fidedignamente la soberanía nacional y mantener firmemente la independencia de las masas populares hoy cuando los imperialistas recurren cada día más a la política de fuerza, y cuya justeza y vitalidad fueron comprobadas patentemente por la actualidad de Corea. 

El Secretario General Kim Jong Il, al presentar la teoría de la construcción de un país socialista, poderoso y próspero, a base del fortalecimiento de la capacidad defensiva del país en todos sus aspectos, le abrió a la población un porvenir más espléndido.

Sus pensamientos y doctrinas son invariable verdad y eterna bandera de la victoria para el PTC y el pueblo coreano que avanzan todos para la construcción de un país socialista, poderoso y próspero, para la victoria final.

Los extraordinarios méritos del Secretario General Kim Jong Il que realizó liderando decenas de años el PTC le sirven al pueblo coreano de perdurable fuerza motriz para impulsar con dinamismo la causa socialista.

El Secretario General Kim Jong Il orientó al PTC a que junto con las masas populares se confundiera en un solo cuerpo con una idea y voluntad y les sirviera y que tuviera recia disciplina y gran combatividad, lo cual es uno de sus extraordinarios méritos.

Condujo correctamente el empeño del pueble coreano para el socialismo, produciendo saltos trascendentales que serían registrados en la historia. Aplicando la original política Songun elevó al país que antes de un siglo por ser débil en lo militar, se vio caer bajo la ocupación del imperialismo japonés, a la posición de la potencia militar mundial. Aun haciendo frente a las extremadas sanciones y bloqueos económicos de las fuerzas aliadas imperialistas capitaneadas por Estados Unidos, presentó un gran proyecto de la construcción de un país socialista, poderoso y próspero, y promovió una revolución industrial de la nueva centuria, asentando una base de eterna duración para la construcción de la potencia económica.

Se debe enteramente a su sabia dirección el que hoy Corea hace gala de su dignidad y poderío como uno de los contados países de satélite y nucleares del mundo.

El Secretario General Kim Jong Il que en toda su vida tomaba como su divisa considerar al pueblo como el cielo, definió fomentar continuamente el bienestar del pueblo como supremo principio de las actividades del Partido y se empeñó para lograrlo. Todos sus pensamientos y actividades propendían a asegurarle felicidad al pueblo. Orientó con escrupulosidad que el PTC cumpliera debidamente su misión como partido en servicio al pueblo y todos los funcionarios partidistas, como sus fieles servidores. En el viaje de trabajo siempre visitaba sin cumplido casas de las gentes, analizaba su vida y leía en su alma, atendiéndolas solícitamente como el padre carnal. En todo momento estaba entre las personas y prestaba oído a sus opiniones, para reflejarlas en las líneas y políticas del Partido y el Estado que establecieran. Era para los coreanos el PTC, madre que se encarga tanto de su destino como de su porvenir.

Consagró todo lo suyo para el enriquecimiento y la prosperidad del país y la felicidad del pueblo. Si era para esto, no hizo caso de su cansancio que sentía y del rigor de la nevasca, el frío, el chubasco y el bochorno al que se exponía. Sin tomar ni un momento de descanso hasta el último momento de su vida recorrió a lo largo y ancho del país para orientar el empeño del pueblo coreano para la construcción de la potencia económica. Lo siguió a pesar de las disuasiones de los doctores, hasta caer en el tren vencido de la acumulación de las fatigas y desvelos.

Es demasiado natural que el pueblo coreano lo tiene como su gran padre, como su eterno Dirigente.

El Secretario General Kim Jong Il vive siempre junto con el invencible PTC que orienta la marcha general del pueblo coreano para la construcción de un país socialista, poderoso y próspero.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Brigadas Populares sobre a solidariedade à Coreia Popular



Recentemente, a página de solidariedade à Coreia Popular realizou uma entrevista com o professor João Cláudio, dirigente das Brigadas Populares, onde ele comenta sobre a solidariedade de sua organização à Coreia socialista, bem como as identidades ideológicas desta com a Ideia Juche, ideologia diretriz do Partido do Trabalho da Coreia e da Revolução Coreana.

1) João, as Brigadas Populares são uma organização que vêm dando forte apoio à luta da povo coreano pela construção do socialismo. O que leva tal organização a apoiar o processo revolucionário da Coreia Popular.

Acreditamos que a Coréia socialista é um exemplo de luta, primeiro passou por uma guerra de libertação nacional e depois construiu o socialismo nos seus moldes. Mesmo depois do desaparecimento da URSS, a RPDC continua a existir com dignidade. Isso mostra que produz um processo revolucionário coerente, por isso deve ser apoiada.

2) Na opinião das Brigadas, qual a melhor forma de apoiar a luta dos coreanos daqui do Brasil?

Divulgando a realidade da Coréia popular, combatendo as mentiras da imprensa golpista e mostrando ao mundo que a mesma não está só.

3) Você acha que esse exercício de solidariedade internacional pode impulsionar a luta de classes no próprio Brasil? Explicando de forma mais clara: A luta do povo coreano pode ensinar algo ao povo brasileiro?

Claro, se conseguirmos traduzir a história de luta do povo coreano socialista para a nossa gente, com certeza servirá de exemplo a ser seguido. O povo brasileiro precisa conhecer a experiência de lutas e conquistas que a Coréia popular trilhou, isso tem um poder mobilizador e com certeza o nosso povo se identificará.

4) Os grandes meios de comunicação insistem cada vez mais em sua cruzada de mentiras contra a República Popular e Democrática da Coreia (RPDC). Como as Brigadas Populares têm atuado nessa batalha em prol da verdade?

Primeiro, aprovamos em nosso congresso nacional o apoio total a Coréia socialista, e depois definimos na brigada de solidariedade internacional participar ativamente na defesa da Coréia socialista e tratar como tarefa prioritária divulgar a luta do povo coreano socialista. Mostrar que para além dos clichês reacionários a história da Coréia socialista é de suma importância para o proletariado do mundo todo. 

5) É interessante (e triste) notar que o tema "Coreia" não é um assunto em que haja consenso nem entre a própria esquerda, pois muitos setores autoproclamados populares acabam repetindo esses clichês midiáticos pró-imperialistas. Como as Brigadas Populares, por defenderem a RPDC, lidam com tal situação?

As brigadas populares são uma organização de nova monta, não tem nada haver com a esquerda pequeno-burguesa trotskista, nem tão pouco compactuamos com o revisionismo.

Vemos muita semelhança no paradigma socialista coreano com o nacionalismo revolucionário que norteia a nossa organização. A esquerda institucional brasileira presta o desserviço ao movimento comunista internacional e não consegue produzir um programa libertário para nosso país. Por isso não temos nenhum problemas em estarmos ao lado da RPDC contra esses pelegos. Eles não conseguem reconhecer a luta de figuras como Brizola, Darcy Ribeiro e Prestes, que dirá ter alcance para compreender a realidade coreana. O eleitoralismo em que estão imersos não permite que avancem.

6) Como você e as Brigadas vislumbram o exercício dessa solidariedade internacional nesse 2014 que temos pela frente? 

A ideia é fazer o máximo de atividades de solidariedade não só pela RPDC, mas também por Cuba, Venezuela, Bolívia, Equador, Palestina, pelos revolucionários da Colômbia e por todos que estão em luta contra o imperialismo. Essa solidariedade deve ser militante e não de gabinete. Faremos o máximo de atividades de rua e de conscientização. 

7) Um dos pontos em que sua organização dá mais ênfase é a questão do anti-imperialismo. Dê um panorama geral dos demais elementos dessa luta e como o processo coreano se insere nesse quadro mais amplo.

A RPDC tem combatido o imperialismo a mais de 50, pois foi o mesmo que levou os estadunidenses a invadirem seu território. Nesse contexto, as brigadas populares têm o dever de divulgar o papel exemplar do povo coreano socialista, que de arma em punho expulsou os invasores de suas terras. Compreendemos que o nacionalismo revolucionário necessariamente travará duras lutas na América latina para construir o socialismo em nosso continente e o caráter dessa luta começa no anti-imperialismo. Contudo, não diferenciamos a luta anti-imperialista da busca pelo socialismo. A Ideia Juche nada mais é do que a adaptação coreana do marxismo-leninismo, ou seja, o nacionalismo revolucionário da Coreia popular.

8) Bom, para terminar, fale um pouco mais sobre as Brigadas Populares para os leitores do Blog de Solidariedade à Coreia Popular, para que todos possam conhecer melhor a organização revolucionária que vem prestando inestimável apoio ao povo coreano.

As brigadas populares são uma organização de nova monta, popular e de massa que tem como princípio a luta intransigente pelo socialismo. Acreditamos que o caminho brasileiro para tanto é o nacionalismo revolucionário. O mesmo congrega todas as experiências de luta de nosso povo e procura sintetizar a busca pelo socialismo a partir das particularidades que o Brasil tem, sem importar modelos ou se subordinar a dogmas.  As Brigadas Populares procura atuar junto ao povo brasileiro em suas demandas. As Brigadas Populares conclamam todos os brasileiros e brasileiras a cerram fileiras na luta por um Brasil socialista e revolucionário.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Jornalista dos Estados Unidos visita a República Popular Democrática da Coreia e “corrige” alguns equívocos que a mídia ocidental propaga sobre o país

06/05/2014

Marcel Cartier

Tive a oportunidade única de pas­sar vários dias em três partes diferentes da República Popular Democrática da Coreia, mais comumente referida apenas como Coreia do Norte. Aqui estão algu­mas coisas sobre o país que podem sur­preendê-lo.

1. Os americanos não são odiados, mas bem-vindos

O alto nível de consciência de classe dos coreanos faz com que eles não con­fundam o povo estadunidense com o seu governo. Os coreanos não fazem segredo quanto ao seu desprezo pelo imperialis­mo dos EUA, mas se você diz que é um estadunidense, a conversa geralmente gira muito mais em torno de temas cul­turais ou relacionados a esportes do que de política. Na biblioteca The Grand Pe­ople’s Study House, localizada em Pyon­gyang, o CD mais popular é o Greatest Hits, dos Beatles, embora Linkin Park também seja bastante solicitado entre a juventude local. Os jovens parecem fasci­nados pela NBA e sabem muito mais so­bre a liga de basquete e seu campeonato do que apenas sobre o ex-jogador Den­nis Rodman.

2. Fronteira e alfândega

Muitos dos ocidentais que viajaram de Pequim para Pyongyang comigo es­tavam preocupados que o procedimen­to de imigração seria longo e intenso. Todos pareciam muito surpresos que os passaportes foram carimbados, sem perguntas, e que apenas um punhado de passageiros teve alguns itens de su­as malas olhados. Antes de viajar, é al­tamente recomendável por empresas de turismo que as pessoas não tragam qualquer livro sobre a Guerra da Coreia ou itens que estampem bandeiras dos Estados Unidos. Este pode ser um con­selho sólido, mas a imigração realmente não parece muito preocupada com o que é trazido para o país.

3. Pyongyang é bonita, limpa e colorida

Provavelmente a cidade mais linda do mundo, Pyongyang está incrivel­mente bem conservada. Considerando­-se que toda a cidade foi bombardeada pelas forças dos EUA na Guerra da Co­reia (que eles chamam de Guerra de Li­bertação Pátria) e que apenas dois edi­fícios permaneceram em pé em 1953, é uma realização impressionante. As es­tátuas e grandes edifícios são inspira­dores, assim como são os grandes espa­ços verdes, onde você pode ver as pesso­as relaxando. Há muitos novos prédios surgindo em toda a cidade, mas mesmo os que são evidentemente mais antigos são bem mantidos. Costuma-se dizer que Pyongyang durante a noite é escura, e embora possa ser comparada a uma ci­dade ocidental, ela tem belas luzes que iluminam muito o centro da cidade.

4. Cabelo a la Kim Jong-Un

Quando eu estava a caminho do aero­porto para o centro da cidade, vi apenas um homem usando o “corte de cabelo a la Kim”, que, aliás, não me pareceu na­da bom. Os rumores quanto à obrigato­riedade de todos os homens da Coreia do Norte em idade universitária terem de usar o mesmo corte do líder norte-core­ano surgiram após a BBC e a Time vei­cularem a história de um tabloide sul-co­reano. Essa história não só não é verda­de, assim como também não é a alegação de que os homens no país só teriam um número seleto de cortes para escolher na barbearia, sancionado pelo Estado.

5. Norte-coreanos sorriem muito

A pergunta que você deve estar se per­guntando é: “Mas eles não sorriem por­que são forçados a isso?”. Isso seria um grande feito se para todos os risos genu­ínos que eu compartilhei com os corea­nos, eles estiverem apenas rindo “para inglês ver”.

6. Ideologia monolítica não significa personalidade monolítica

Este é um bom lembrete quanto ao fato de individualismo e individualidade não serem a mesma coisa. Na realidade, ob­servando as pessoas interagirem umas com as outras me deu a impressão que a diversidade de tipos de personalidade é tão forte quanto o é no “liberado” Oci­dente. As pessoas têm uma divergência de interesses, desde esportes à cultura, e são livres para escolher o que eles gostam e desgostam.

7. As pessoas se vestem incrivelmente bem no país todo

Até mesmo no campo, os coreanos se vestem de maneira muito digna. Não houve um só lugar que viajei onde as pes­soas parecessem malvestidas ou vestindo roupas que parecessem ser velhas. Ho­mens e mulheres também não vestem o mesmo estilo de roupa, como somos con­dicionados a pensar. É comum ver mu­lheres usando roupas bem brilhantes, in­cluindo ternos e vestidos tradicionais co­reanos de cor pink. Os homens usam gra­vata, camisas de cola e ternos, mas tam­bém não é incomum vê-los em roupas mais casuais, como moletons, dependen­do da ocasião.

8. As crianças começam a aprender inglês aos 7 anos

O domínio da língua inglesa, particu­larmente pela geração mais nova, im­pressiona. Nas décadas anteriores, a época de aprender inglês era no cole­gial. Mas isso foi mudado para a tercei­ra série do ginásio agora. Embora muitas crianças sejam tímidas (no final das con­tas, elas não veem muitos estrangeiros), muitas delas apertaram minhas mãos e até mesmo trocaram poucas palavras em inglês comigo. Entre as línguas popula­res estudadas no colegial estão o chinês e o alemão.

9. O turismo será incentivado num futuro próximo

Um dos aspectos da economia que se­rão priorizados no futuro parece ser o tu­rismo. No momento, todo o aeroporto de Pyongyang está em obras – e sendo ex­pandido. Os coreanos estão dispostos a se abrir para o mundo, mas também es­tão certos de fazerem isso de maneira di­ferente da dos chineses (após ter estado em Pequim e visto a onipotência de al­guns dos piores aspectos da cultural oci­dental, isso os dá toda a razão para te­rem cuidado a esse respeito). A compa­nhia Air Koryo, a qual foi concedida ape­nas 1-estrela pela companhia SkyTrax, na realidade, foi muito melhor em ter­mos de serviço e conforto do que ao me­nos um dúzia de outras companhias aé­reas que já voei. Eles têm uma nova fro­ta de aviões russos que voam entre Pyon­gyang e Pequim, proveem entretenimen­to a bordo ao longo de toda a viagem (o desenho para crianças Clever Raccoon Dog é hilário) e servem um “hambúr­guer” (que não é muito bom, mas comí­vel) e uma variedade de bebidas (café, chá, cerveja e suco). Toda a experiência valeria no mínimo 3 estrelas se tivésse­mos que avaliá-la para valer.

10. Coreanos estão dispostos a falar sobre seu país de maneira aberta

As pessoas estão bem abertas para fa­lar a respeito dos problemas que o país enfrenta e não se furtam em discutir al­guns dos mais difíceis aspectos da vida. Por exemplo, eles falam sobre a “Marcha Árdua” (pense no “Período Especial” em Cuba) quando seca, fome e enchentes so­madas à perda da maioria dos parceiros comerciais do país causaram grandes re­trocessos ao país que até os anos de 1980 tinha uma qualidade de vida mais alta do que a da sua vizinha Coreia do Sul. Eles também discutem as narrativas em rela­ção à Guerra da Coreia e estão dispostos a um melhor relacionamento com a Co­reia do Sul na esperança que aconteça a reunificação. Entretanto, também são bem firmes quanto ao fato de que nunca irão renunciar seus princípios socialistas para facilitar essa reunificação.

11. Cerveja e microcervejarias

Quase todos os distritos do país agora têm uma cervejaria local que provê cer­veja para os arredores. Há uma varieda­de de diferentes tipos que são bebidas por todo o país e a maioria das refeições são servidas com uma pequena quantidade de cerveja. No Kim Il Sung Stadium, on­de a maratona de Pyongyang começou e terminou não era incomum ver locais be­bendo cerveja enquanto observavam as partidas-exibição entre os times de fute­bol do país. Pense no estádio dos Yanke­es, sem a agressividade do público.

12. Tabloides

Havia ao menos 100 estaduniden­ses ao mesmo tempo que eu em Pyon­gyang, em grande parte devido aos cor­redores amadores estrangeiros que tive­ram a permissão de competir pela pri­meira vez na maratona. Um casal disse ser esta sua segunda visita ao país, após o terem visitado no ano passado. Eles mencionaram como estavam um pou­co asssustados quando vieram pela pri­meira vez porque isso foi bem depois de uma história que tinha ganhado as man­chetes sobre Kim Jong – um ter mata­do sua namorada e outras pessoas por terem aparecido em uma fita pornô. O casal falou de como eles entraram em uma ópera em Pyongyang e assim que sentaram perceberam que a mesma mu­lher que devia estar morta estava sen­tada bem na frente deles. De fato, uma walking dead. Outras histórias recentes que saíram na mídia ocidental via tab­lóides sul-coreanos em relação a execu­ções em massa em estádios ou ao tio de Kim Jong – um ter servido de alimen­to para um bando de cachorros famin­tos também são ditas como sem senti­do por ocidentais que viajam frequente­mente para lá e conhecem bem a situa­ção do país. Isto não é para nada dizer sobre a existência de campos de reedu­cação política ou prisões, mas para fa­lar sobre uma campanha de demoniza­ção contra o país que o distorce comple­tamente e que não ajuda em nada o po­vo coreano

13. Os coreanos não hesitaram em fazer com que você se divirta com eles

Aconteceu uma série de eventos orga­nizados em Pyongyang por ocasião do aniversário de Kim Il Sung, que é um fe­riado nacional quando as pessoas ficam dois dias sem trabalhar. Alguns foram or­ganizados publicamente, como as mass dances, em que centenas de pessoas dan­çam em grandes praças ao som de mú­sicas populares coreanas. Outros even­tos envolveram famílias no parque fazen­do piquenique enquanto crianças com­pravam sorvete e vovós bêbadas dança­vam de forma hilária porque tinham tido muito soju caseiro. Mas, como em qual­quer outro Estado autoritário, você tem que participar! Intimidar-se não é uma opção, já que eles vão te puxar pelo bra­ço e te ensinar a dançar todos os passos mesmo que eles próprios não os estejam fazendo de maneira correta.

Em resumo, eu achei os coreanos do Norte uns dos mais acolhedores e mais autênticos seres humanos que já tive a chance de interagir. Seria tolo referir-se ao país como um “paraíso dos trabalha­dores” devido à profundidade de pro­blemas que enfrenta. Como em todas as sociedades, existem aspectos positi­vos e negativos. Entretanto, consideran­do que eles têm superado séculos de do­minação imperial, a perca de quase um quarto de sua população na Guerra da Coreia e continuam a manter seu siste­ma social diante de um continuado esta­do de guerra, eles têm se dado tremen­damente bem. Os sucessos em educa­ção gratuita por meio da Universidade, a não existência de sem-teto e um po­vo orgulhoso e digno deveriam ser apre­sentados no sentido de se ganhar uma imagem do país mais completa e com mais nuances.

Tenho de dizer que a Coreia do Norte pintada pela mídia burguesa ocidental na verdade fala mais sobre a eficiência de nosso aparato de propaganda e de téc­nicas de lavagem cerebral do que do de­les. O fato que eu até tenho que escrever sobre as coisas surpreendentes que tes­temunhei é a evidência da séria falta de compreensão que temos sobre o país. Os problemas enfrentados pela Coreia nun­ca são contextualizados como deveriam ser – como uma nação oprimida com o objetivo de libertar-se da servidão das grandes potências que têm a intenção de devorar cada Estado restante livre de uma unipolaridade que morre.

Ah, e eu quase estava esquecendo so­bre as armas nucleares! Bem, vamos considerar se os militares norte-core­anos estivessem realizando exercícios militares anualmente ao largo da cos­ta de Nova Iorque, simulando o bom­bardeio de Manhattan e a ocupação da totalidade do país, o qual já controla a metade ocidental.

Não seria sensato dado o contexto pa­ra os estadunidenses desenvolverem um arsenal nuclear? Os coreanos não são fa­mintos por guerra ou até mesmo “obce­cados” com o exército ou forças militares. No entanto, dado a forma como a situa­ção na Líbia foi jogada, eles ainda estão mais convencidos – com razão – de que a única razão pela qual o seu Estado inde­pendente continua a existir é devido ao Songun (a política “militares em primei­ro lugar”) e a existência de capacidades nucleares. Para ter certeza, eles não têm a intenção de usá-lo a menos que os colo­quem na posição de ter de fazê-lo.

É meu desejo sincero que exista um continuado intercâmbio cultural e inter­pessoal no futuro próximo entre as pes­soas da Coreia do Norte e os países oci­dentais. Praticamente todas as pessoas que viajaram comigo de volta a Pequim estavam em êxtase de quão diferente sua experiência foi, comparado ao que eles esperavam. Eles – como eu – ganharam muito com a experiência humanizado­ra de interagir com os coreanos. Embora os ocidentais sejam relativamente livres para viajar muito mais do que os cida­dãos da Coreia do Norte, é irônico como os coreanos aparentemente sabem muito mais sobre nós do que nós sabemos so­bre eles. Isso terá que mudar nos próxi­mos anos. (LiberationNews.org)

Fonte: Brasil de Fato

terça-feira, 15 de abril de 2014

15 de Abril - Dia do Sol e o Kimilsunismo-Kimjongilismo


A ideologia revolucionária de Kim Il Sung e Kim Jong Il, reconhecida como grande doutrina diretriz da época da independência, foi formulada do Kimilsungismo-Kimjongilismo por Kim Jong Un. Tal ideologia significou um sucesso histórico para todos os que lutam pela independência e o socialismo, para o povo coreano e os povos progressistas do mundo. 

Durante o início da década de 1930, Kim Il Sung, fundador da atual Coreia socialista, observando profundamente a exigência da nova época em que as massas populares, antes oprimidas, apareciam agora como donas de seu destino, desenvolveu a Ideia Juche e o Songun (conceder prioridade aos assuntos militares). 

Kim Jong Il desenvolveu tais principios por meio de grandes atividades ideológico-teóricas. Aprofundou, enriqueceu e sistematizou a Ideia Juche, logrando que esta viesse a se converter em grande doutrina diretriz da época da independência. Ademais, formulou a Ideia Songun, desenvolveu-a e a enriqueceu até a etapa de consolidá-la como forma fundamental de política socialista. A ideologia de Kim Il Sung e Kim Jong Il aparecem como inseparáveis uma da outra, razão pela se mostra demasiado natural referir-se às mesmas como Kimilsungismo-Kimjongilismo. 

O Kimilsungismo-Kimjongilismo é, integralmente, a ideologia, teoría e o método do Juche. 

A ideia Juche forma a parte mais importante do Kimilsungismo-Kimjongilismo, e é sua coluna vertebral. Sendo o pensamento de que o dono do próprio destino é o homem, e a força que forja o próprio destino não é senão o próprio homem, se aclara principio filosófico e sócio-histórico de que a direção dos processos revolucionários e da construção socialista devem ser centrados no homem. 

A partir da nova análise filosófica do homem, enquanto ser social, de que seus atributos intrínsecos como independência, espírito criador e consciência, se estabeleceu uma nova visão de mundo centrada no homem, e se deu o principio filosófico de que o homem é dono de tudo e decide tudo. 

Segundo está visão de mundo centrada no homem, foram esclarecidas de maneira inovadora, também, a natureza da sociedade e as leis do movimento sócio-histórico, concepção original da história social, de que a sociedade é um conjunto de pessoas, que o sujito da história social são as massas populares e que o movimento sócio-histórico é um movimento independente, criador e consciente das massas populares. 

A Ideia Juche elucida de maneira global os principios de liderança que devem ser aplicados na revolução e na construção, bem como o principio de se manter a posição independente, aplicar métodos criadores e se ater de maneira prioritária à questão ideológica. 

O Kimilsungismo-Kimjongilismo, a partir da Ideia Juche, enuncia globalmente as teorias da Revolução na época da independência, as estratégias e táticas que sintetizam os principios gerais da Revolução, as tarefas que se apresentam em todas as etapas da revolução, as tarefas que se apresentam em todas as etapas da revolução pela independência e em todos os setores e vías para cumprir, bem como as estratégias e táticas da construção socialista e a Revolução mundial. 

O método de liderança baseado na Ideia Juche se caracteriza, essencialmente, por fazer as massas trabalhadoras manterem a posição de donas da revolução e da construção socialista – tal método contribuiu para esclarecer a essência e o principio da liderança sobre a revolução, o método de trabalho revolucionário, o estilo de trabalho popular, etc. 

Outro aspecto importante do Kimilsungismo-Kimjongilismo é sua teoria Songun, que reflete a exigência da revolução em desenvolvimento na atualidade, e a da construção de um país socialista, poderoso e próspero. 

A Ideia Songun tem como base a Ideia Juche, e se apóia no principio de que a Revolução se inicia, avança e triunfa por meio do fuzil, e de que o exército é principalmente o Partido, o Estado e o povo. Sua essência consiste principalmente em dar preferencia aos assuntos militares na revolução e na construção, e considerar o exército revolucionário como a força principal para impulsionar com força o movimento revolucionário em seu conjunto. 

A política Songun, baseada nesta ideia, torna possível defender a dignidade e a soberania nacionais, e impulsionar com dinamismo a construção de uma sociedade independente. A mesma, aplicada na Coreia, consiste em considerar os militares como a primeira tarefa do país e tomar o Exército Popular como núcleo para defender a revolução e o socialismo, e impulsionar com força a construção socialista em seu conjunto. 

Constitui a política principal do socialismo. Persegue o objetivo de se apoiar na poderosa força militar para, assim, salvar o país, a revolução e o socialismo, e lograr a vitória decisiva no enfrentamento com o imperialismo. 

A ideia Songun indica, também, um verdadeiro caminho para lográ-lo. 

Um país socialista poderoso e próspero é, como disse Kim Jong Il, uma potencia onde seus cidadãos vivem felizes sem ter nada a temer no mundo. 

De acordo com a teoria da construção de um país socialista poderoso e próspero, enunciada pela ideia Songun, a Coreia, consolidando sua posição como potencia ideológico-política e militar, impulsiona com força o desenvolvimento econômico. Kim Jong Un, que leva adiante a causa da construção de um país poderoso e próspero, iniciada por Kim Jong Il, deu a fórmula clássica: “Um Estado socialista, poderoso e próspero, é a somatória entre a unidade monolítica, invencível poderío militar e a revolução industrial do novo século”. 

A justeza e a vitalidade do Kimilsungismo-Kimjongilismo são comprovadas patentemente pelo passado e o presente da República Popular Democrática da Coreia, coroados por glórias e vitórias.

O povo coreano está disposto a seguir, em todo momento, o caminho da independência, Songun e o socialismo iluminado pelo Kimilsungismo-Kimjongilismo. 

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Na volta às aulas, Coreia socialista luta para consolidar novo sistema educacional


A última terça-feira (1 de abril) marcou a volta às aulas nas escolas da Coreia Popular. Por conta da ocasião, foram feitas cerimônias em diversas escolas por todo o país, celebrando os avanços feitos no decorrer da aplicação do sistema educacional socialista. A República Democrática e Popular da Coreia (nome oficial da Coreia do norte) foi o primeiro país asiático a erradicar por completo o analfabetismo, no ano de 1949. No ano de 1972, época de grandes sucessos da construção socialista na Coreia, o país estabeleceu a nível nacional o sistema educação universal, gratuito, obrigatório e compulsório de 11 anos. Após 40 anos, no ano de 2012, foi aumentado para doze anos o ensino obrigatório na Coreia do Norte. Atualmente, autoridades do país e quadros à frente do sistema educacional norte-coreano estimam que, até 2015, o sistema universal e gratuito de 12 anos de educação já estará consolidado e existirá a nível nacional.

Estiveram presentes durante as cerimônias recentes realizadas nas escola do país, professores, pais e dirigentes do Partido do Trabalho da Coreia.

Ri Kyong Hui, mãe de Kim Ho Ung, estudante da Escola Primária Ryusong, na região central de Pyongyang, elogiou Kim Jong Un pelos avanços feitos pelo país no trabalho para criar as crianças e jovens de modo que sejam suficientemente preparados para serem os genuínos sucessores da Revolução coreana.

So Sung Hyok, professora da Escola Secundária Junior Kinjae, no bairro de Sosong, explicou um pouco sobre o novo sistema educacional estabelecido em 2012, onde no período secundário junior os estudantes adquirem conhecimentos básicos sobre tecnologia, falando também sobre novos métodos que foram elaborados para garantir aos estudantes um bom aprendizado.

Crianças voltam às aulas na Coreia socialista
Kim Song Il, diretor do Ministério de Educação geral, prometeu trabalhar duro para transformar os estudantes em pilares do país, em calorosa resposta à política educacional levada a cabo pelo Partido do Trabalho da Coreia.