segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Coreanos celebram 70 anos da conquista da independência frente ao Japão invasor


No próximo sábado, 15 de Agosto, os coreanos comemorarão os 70 anos da conquista da independência do país ocupado militarmente pelo Japão de 1905 a 1945. O passar do tempo trazendo o novo século não foi capaz de ofuscar o brilho e a genialidade de Kim Il Sung à frente do povo coreano e de seu exército de libertação nacional que abriu o caminho para o renascimento da nação e a construção do destino livre e independente para todos os coreanos. 

Nascido no auge do período da ocupação militar do país pelos japoneses (em 15 de Abril de 1912) Kim Il Sung cresceu no seio de uma família de ativos participantes do movimento antijaponês de libertação nacional e com a influência de seus pais, desde muito novo buscou o caminho revolucionário para a independência do país.

Afastando-se do sectarismo, do terrorismo, do servilismo às grandes potências, e das disputas entre grupos de esquerda por hegemonia que caracterizavam o movimento independentista em seus primórdios na Coreia e que em geral fracassou, Kim Il Sung preferiu começar por pensar no povo, naqueles que mais precisavam do seu país, naqueles que amavam a Pátria. E passou a educar as jovens gerações, a se sintonizar com as amplas massas e estimulá-las à luta patriótica antijaponesa pela independência do país. 

Kim Il Sung, convencido de que não adiantava apoiar-se nos métodos antigos, reuniu os jovens, estudou o marxismo com independência e espírito crítico. Com a juventude criou em 17 de outubro de 1926 a União para Derrotar o Imperialismo (UDI).

Na histórica Conferência de Kalun realizada em 30 de junho de 1930 apresentou pela primeira vez os princípios da Ideia Juche preconizando que as massas populares são as donas da revolução e de sua construção e que de seu espírito independente comprometido com a nação se origina a força que impulsiona a revolução. Nessa importante reunião foram apresentadas as linhas para a organização da luta armada contra o imperialismo japonês. 

Em 25 de Abril de 1932 foi fundada a Guerrilha Popular Antijaponesa, primeiras forças armadas revolucionárias do povo coreano. A luta armada antijaponesa com Kim Il Sung no comando foi árdua e difícil para os coreanos, pois tinham de enfrentar um inimigo com mais de um milhão de efetivos do exército do Japão fortemente armados estacionados na Coreia e Manchúria. 

Kim Il Sung com a guerrilha foi capaz de atravessar rios e montanhas nevadas e superar todos os obstáculos colocando no centro de suas preocupações o país e o povo pisoteado por forças estrangeiras, até que com as próprias forças do país (estudantes, operários, camponeses, profissionais liberais, intelectuais nacionalistas, empresários e até alguns grandes proprietários de terras nacionalistas) conseguiu derrotar o imperialismo japonês e conquistar a libertação da pátria. Assim fez com que, pela primeira vez em sua história de cinco milênios, os coreanos fossem donos de seu próprio destino e pudessem percorrer o caminho do desenvolvimento independente. 

Antes da ocupação japonesa a Coreia tinha uma população de 20 milhões de habitantes. Sob a dominação colonial mais de 8 milhões e 400 mil jovens e adultos foram sequestrados pelos japoneses e obrigados, como escravos, a fazer trabalhos forçados no Japão ou em lugares ocupados pelo Japão, mais de um milhão de pessoas foram assassinadas e 200 mil mulheres foram obrigadas a servirem como escravas sexuais aos soldados japoneses dentro e fora da Coreia. Os prostíbulos eram organizados pelos próprios comandantes do exército japonês. Os coreanos eram proibidos de usar seus nomes e obrigados a mudar para nomes japoneses. Também foi proibido falar o idioma coreano. Todos tinham obrigação de aprender japonês, nas escolas passou-se a estudar o japonês como língua materna e não se estudava mais o coreano, e se alguém falasse em coreano com um soldado japonês era preso, espancado e torturado. A crueldade da ocupação japonesa é uma dura e inesquecível realidade para todos os coreanos.

Com a libertação do país todas essas travas que impediam o desenvolvimento independente da nação foram retiradas abrindo-se o caminho luminoso da construção de uma pátria rica, poderosa e próspera. Eles optaram por ser socialistas. Os que viviam submetidos à humilhação desumana passaram a ser os donos do país e passaram desfrutar de autênticos direitos humanos, e participaram das primeiras eleições democráticas que aconteceram após a libertação no país ainda unificado. 

A reforma agrária fez os camponeses verem que seu sonho de possuir um pedaço de terra e cultivá-la com tranquilidade era agora uma feliz realidade. A lei do trabalho permitiu aos operários a jornada de 8 horas de trabalho com todos os direitos, férias e descanso remunerados. A lei de igualdade de direitos entre homens e mulheres, livres da humilhação e da opressão feudais garantiu que elas pudessem participar da vida social e política do país em igualdade de condições com os homens.
Os imensos esforços dos coreanos para erguer um Estado democrático, independente e soberano permitiram que a indústria e a agricultura assim como o conjunto da economia nacional crescessem e atingissem uma nova fase de desenvolvimento sustentável.
Hoje a Coreia produz tudo que seu povo precisa. De mísseis, aviões e celulares até a roupa, o sapato e os brinquedos das crianças de são de excelente qualidade e bom gosto. Saúde e Educação até o 12º ano e habitação são responsabilidades do Estado. A Coreia é uma potência militar onde a produção de energia nuclear avança para sustentar o desenvolvimento e para dotar o país da capacidade de dissuasão da guerra através da produção baseada no próprio desenvolvimento científico e técnico de armamento nuclear moderno.
Sem os ensinamentos de Kim Il Sung, sem sua sábia condução de todo o período de construção do pós-guerra, sem a coragem do povo coreanos no enfrentamento do imperialismo norte-americano que apenas cinco anos após a independência invadiu o país, a Coreia não seria hoje tudo o que é, não seria a pedra no sapato dos EUA e de suas pretensões hegemônicas na Ásia e em todo o mundo.
Kim Il Sung, grande patriota, libertador da nação, construtor do socialismo, general vitorioso de duas guerras desiguais em que enfrentou poderosos inimigos, plantou e cultivou o espírito de independência, o desenvolvimento de seus cidadãos, a prosperidade da nação e se consagrou como um grande revolucionário, exemplo para os coreanos e para todos os povos que lutam por sua independência em todo o mundo.

 ROSANITA CAMPOS
 HORA DO POVO

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