quinta-feira, 4 de abril de 2013

Brasil: Partidos e movimentos solidarizam-se com a Coreia Popular


Movimentos, partidos e meios de comunicação progressistas e anti-imperialistas enviaram nesta teça-feira (2) uma declaração de solidariedade e apoio à embaixada da República Popular e Democrática da Coreia em Brasília.

A escalada da tensão na Península Coreana, com a participação direta dos Estados Unidos, tem aumentado a pressão e a preocupação com um possível conflito internacional, apesar dos pedidos reiterados por diálogo enquanto a Coreia do Sul, apoiada pelos EUA, toma medidas belicistas.

Neste contexto, movimentos e partidos brasileiros que lutam contra o imperialismo belicista e pela manutenção da paz e da soberania das nações enviaram a seguinte declaração à embaixada da Coreia Popular:

Senhor Embaixador da República Popular e Democrática da Coreia;

A campanha de uma guerra nuclear desenvolvida pelos Estados Unidos contra a República Democrática Popular da Coreia passou dos limites e chegou à perigosa fase de combate real.
Apesar de repetidos avisos da RDP da Coréia, os Estados Unidos tem enviado para a Coréia do Sul os bombardeios nucleares estratégicos B-52 e, em seguida, outros meios sofisticados como aeronaves Stealth B-2, dentre outras armas.

Os exercícios com esses bombardeios contra a RDP da Coréia são ações que servem para desafiar e provocar uma reação nunca antes vista e torna a situação intolerável.

As atuais situações criadas na península coreana e as maquinações de guerra nuclear dos EUA e sua fantoche aliada Coréia do Sul além de seus parceiros que ameaçam a paz no mundo e da região, nos levam a afirmar:

1. Nosso total, irrestrito e absoluto apoio e solidariedade à luta do povo coreano para defender a soberania e a dignidade nacional do país;

2. Lutaremos para que o mundo se mobilize para que os Estados Unidos e Coréia do Sul devem cessar imediatamente os exercícios de guerra nuclear contra a RDP da Coréia;

3. Incentivaremos a humanidade e os povos progressistas de todo o mundo e que se opõem a guerra, que se manifestem com o objetivo de manter a Paz contra a coerção e as arbitrariedades do terrorismo dos EUA.

Conscientes de estarmos contribuindo e promovendo um ato de fé revolucionária pela paz mundial, as entidades abaixo manifestam esse apoio e solidariedade.

Brasília, 02 de abril de 2013.
PCdoB, PT, PSB, Cebrapaz, CUT, MST, MDD, UJS, UNE, Unegro, Unipop, CDRI, CDR/DF, MPS, CMP, CPB, Telesur, TV Comunitária de Brasília, Jornal Revolução Socialista.

Com informações do Cebrapaz - DF

Entrevista com Alejandro Cao de Benós


Nos últimos dias a península coreana tem vivido uma situação de crise inaudita. Toda a imprensa burguesa lança uma enxurrada de panfletária política da pior espécie que tenta apresentar toda a crise como sendo motivada pela inconsequência de um pequeno “ditador”. Apresentam-nos a crise coreana dissociada de todo seu contexto histórico e político. Mesmo alguns meios de comunicação que se pretendem “alternativos” esquivam-se da questão central no caso em foco apontando para o suposto caráter “caricatural” do socialismo coreano, e vão ao cumulo de condenar aquele país por suas expressões artísticas agitarem emblemas anti-imperialistas. Em meio a essa torrente de desinformação poucos antídotos são tão eficientes quando as entrevistas do camarada Alejandro Cao de Benós. Único ocidental a trabalhar para o governo norte-coreano e profundo conhecedor de sua realidade, Cao de Benós apresenta com sua argumentação precisa, inexorável, uma completa refutação da coletânea de mentiras da “democracia ocidental” contra o “espirito belicoso” e “anti-democrático” do governo do Norte da Coreia, nessa entrevista publicada em espanhol no site La Marea na manha de hoje e que agora disponibilizamos em português.


“Se na Coreia do Norte mostrássemos debilidade, EUA iniciaria um ataque ao estilo da Líbia”. 


Cada vez que a situação na península da Coreia entra em crise, os meios europeus e americanos geralmente batem a porta de Alejandro Cao de Benós, o único representante ocidental da Coreia do Norte, natural de Tarragona. Funcionário do país asiático na qualidade de delegado especial no estrangeiro, Cao de Benós viaja hoje a Pyongyang, onde pretende permanecer até finais de abril, “desde que não comece a guerra, caso no qual ficaria lá se assim me pedissem”, assegurou. Esses dias, os olhos de todo o mundo se voltaram sobre o país comunista depois de sua decisão de declarar estado de guerra e de ameaçar a EUA e seu vizinho do sul com o começo de uma “guerra total” caso este dispare ou avance sobre o território norte-coreano. “Sem Coreia do Norte não existirá o mundo”, adverte.

Qual é a situação agora mesmo na península da Coreia? É provável que estale um enfrentamento iminente? 

A situação é muito crítica porque os Estados Unidos tem mobilizado submarinos nucleares e porta-aviões, que estão realizando manobras de fogo reais na fronteira. Portanto, pode estalar o conflito a qualquer momento, já que o Exército Popular está à espera e temos a experiência de qual é a política imperialista dos Estados Unidos.

Por que se produzem tantas tensões já históricas entre Coreia do Norte e do Sul e EUA?

Principalmente se dão porque, ao final da Segunda Guerra Mundial, EUA ocupou a Coreia do Sul, estabeleceu suas bases, assim como uma ditadura militar sob o seu controle, que tem durado até nossos dias. O exército sul-coreano não tem controle sobre suas próprias tropas, pelo contrario, são os EUA os que mandam e os que usam deste exército para que se enfrentem com seus próprios irmãos do Norte.  Por isso, enquanto não abandonem os Estados Unidos seu controle sobre a península coreana, não poderá haver nunca uma paz definitiva e uma reunificação do país.

No mês passado, a Coreia do Norte ameaçou com o lançamento de um ataque preventivo contra EUA, por quê? 

Isto se deve a perseguição sistemática, tanto pelo bloqueio econômico como pelas sanções da ONU como, volto a dizer, pelo assunto militar, as manobras militares que se estão efetuando em nossa fronteira, que tem levado nosso exército a estar em total alerta para que, em qualquer momento em que os EUA cruzem a linha que separa as duas Coreias ou lancem um míssil contra o território norte-coreano, se produza uma resposta imediata, não só contra as tropas, senão contra as bases americanas, tanto em Guam, como no Hawai, Okinawa no Japão, ou, inclusive, sobre o território estado-unidense.

Não crê que esta linguagem bélica que se está utilizando pode contribuir para esquentar as coisas cada vez mais e levar a situação a um ponto irreversível?

O que está claro é que deve se dizer as coisas muito claramente. Como prevenção, devemos dizer aos EUA que, se tentar atacar, isto é o que lhe vai acontecer. Usamos uma linguagem forte precisamente porque os imperialistas norte-americanos usarão nossa debilidade para iniciar um ataque ao estilo do Iraque, Afeganistão ou Líbia. Por tanto, é necessário dizer as coisas claramente quando é preciso dizer para prevenir males maiores. A Coreia do Norte se queixa, sobretudo, das manobras com submarinos nucleares por parte dos EUA. É uma das causas principais da crise. Se estamos em um momento tão crítico é precisamente por isto, por que os EUA estão utilizando todo o seu arsenal na fronteira. Se, agora mesmo, a França, ou o Reino Unido com Gibraltar, mobilizasse todo seu arsenal nuclear e se pusessem a fazer manobras militares na fronteria, disparando com fogo real, o exército espanhol, que é supostamente um exército aliado, estaria em alerta e poderia se desencadear um conflito. Na verdade, existiram casos como barcos de pesca. É preciso dizer que encontramos porta-aviões e submarinos nucleares realizando provas.

Que condições seriam necessárias para que fosse possível a paz entre as duas Coreias?

A Coreia do Norte sempre deseja a paz, porém, não mentirá, nunca mudou ou renunciou a soberania ou ao sistema político que escolheu sua nação, e que decidiu seu povo. Portanto, a única solução para uma distensão ou para chegar a acordos é que parem essas manobras ou que se mudem, pelo menos, para 200 quilômetros ao sul, em vez de se faze-las na fronteira. Têm muito território para efetua-las. Inclusive, qualquer falha técnica pode desencadear um conflito armado total.

No mês passado, a ONU implementou novas sanções contra a Coreia do Norte, com o apoio da China, um de seus poucos aliados. Está a China dando respaldo ao país?

A China é um país capitalista desde os anos 90, já abandonou seu sistema socialista e, neste sentido, olha pelos seus próprios interesses. Por um lado é vizinha da Coreia do Norte e tem investimentos de centenas de milhões de dólares num novo parque industrial que acabamos de abrir na fronteira, porém, por outro, quer também fazer o jogo dos EUA, porque como membro do comércio internacional globalizado, ou capitalista, deve cortejar o império. Podemos dizer que a China é um país de muitas faces, que olha por seus interesses, e que tenta sempre manter um pouco deste status quo com todas as nações.

Na imprensa se tem falado, sobretudo, do complexo industrial na fronteira com o sul, onde, segundo esta informa, as condições trabalhistas dos operários norte-coreanos são extremamente precárias. 

É totalmente falso. Todos os trabalhadores norte-coreanos que operam ali – existem umas 123 empresas e uns 50.000 trabalhadores do norte – estão sob supervisão norte-coreana e isto é precisamente o que nos está ajudando a conseguir muitos dólares e euros como fonte de financiamento de divisa externa. Por ser um sistema socialista e fechado, por não depender das flutuações bancárias internacionais, a Coreia do Norte deve se suprir de dólares e euros para realizar importações mediante outros meios. Pode fazer transações com seus próprios recursos naturais, ou recebendo dólares ou euros de empresas sul-coreanas. Em qualquer caso, todos os trabalhadores na Coreia do Norte seguem os mesmos princípios e têm os mesmos direitos trabalhistas. Com efeito, esses insultos são os que levaram nosso governo a declarar, faz apenas dois ou três dias, que, se continuarem, não teremos nenhuma inconveniência em fechar e expulsar a todas as empresas sul-coreanas imediatamente. Assim, devém saber medir suas palavras e saber que este é um projeto de reunificação, não um projeto que nos obrigue a beijar os pés do capitalismo.

Esse processo de reunificação é possível em curto prazo? O que deveria acontecer para isso? 

Tivemos um avanço muito significativo no sentido da reunificação do ano 2000 ao ano 2008, durante as duas legislaturas do presidente [sul-coreano] Kim Dae-Jung. Recordemos que este presidente ganhou o premio Nobel da Paz. Se estabeleceram as bases deste processo em dois acordos no ano de 2000 e 2007, para se chegar a paz, e a distensão que desembocará numa reunificação. Estavam baseados na ideia de um país dois sistemas diferentes. A reunificação não se produziria jamais a maneira alemã, senão que, se respeitariam os sistemas existentes, vigentes em cada uma das partes: comunismo no norte e capitalismo no sul, porém, sob uma mesma bandeira. Esta é a premissa com a qual estão de acordo tanto a maioria dos povos norte-coreanos como sul-coreanos e seus governos. Em 2008 chegou um novo presidente, Lee Myung-bak, que foi um presidente ultraconservador e pró-norte-americano, destruiu todos esses acordos formados durantes esses anos, e voltamos à situação de inicio, de enfrentamento. Desses remanescentes do progresso pela reunificação ao largo desses oito anos só restou este centro industrial na zona de Kaesong, de que havíamos falado. Agora precisamos saber se a nova presidenta, Park Geun-hye, é capaz de ser independente e de obrigar aos norte-americanos que fiquem em seu canto e deixem que a Coreia seja governada pelos coreanos.

Por que a Coreia do Norte é um dos países mais afastados do mundo? Em caso de guerra, crês que algum país poderia entrar na guerra em apoio ao norte? 

Em caso de guerra não esperamos o apoio de ninguém. A Coreia é autossuficiente em arsenal militar. Temos assistido casos como o do Iraque, onde seus irmãos muçulmanos não acudiram em sua ajuda, nem dos irmãos iraquianos, nem dos líbios. Portanto, todas essas alianças políticas, tradicionais, etc., na hora da verdade contam pouco, assim, a Coreia se basta por si mesmo para obter uma vitória sobre o exército norte-americano, em caso de que houvesse uma guerra. Quanto à definição que fazem, de que a Coreia é um país fechado, não o é. A propaganda, a manipulação ocidental e o bloqueio tem levado a que se forme está visão do país, quando Coreia tem estado sempre aberta a qualquer pessoa que se aproxime com respeito e que simplesmente entenda que existem outras formas de vida e outros sistemas políticos. Coreia sempre tem os braços abertos e, de fato, tem relações diplomáticas com a maioria dos países. No caso da Espanha, desde o ano de 2001.

Em que consistem, em termos gerais, as sanções implementadas sobre o território norte-coreano? Que consequências têm? 

O bloqueio logicamente influí muitíssimo porque não se pode fazer transações monetárias nem podemos fazer comércio internacional livremente. De fato, não podemos praticamente nem fazer transportes marítimos, porque as tropas norte-americanas bloquearem qualquer cargueiro civil. O objetivo é asfixiar nossa economia para obrigar-nos a converter nosso sistema em outro, capitalista, porém, isso não vai acontecer. Na Coreia, desde 9 de setembro de 1948, estamos sob as sanções norte-americanas. Ainda que isto dificulte muitíssimo o fator econômico, temos formulas para saltar esse bloqueio. Portanto, não vai funcionar, nem vai obrigar a Coreia do Norte a se ajoelhar. O bloqueio tem causado alguns efeitos graves, como a fome que houve dos anos de 1995 ao ano 2000, que foi potencializada, por desgraça, pelos destres naturais que assolaram o país. Na Coreia do Norte, apenas 15% do território é cultivável. Essa conjunção de terríveis fatores, unida ao desaparecimento do socialismo a nível mundial, depois do qual nós ficamos sem aliados, submergiu ao país em uma crise a nível econômica total, na qual também havia uma crise de alimentos. Afortunadamente, desde o ano 2000, a econômica começa a recuperar-se. No último ano tem crescido mais de 10% e atualmente não há ninguém, absolutamente ninguém, que passe fome na Coreia. Provavelmente há mais gente, agora mesmo, que passe fome na Espanha que na Coreia do Norte.

Esses 15% de terreno cultivável os converte em importadores de alimentos? 

Sim, a Coreia do Norte é um país importador de alimentos. O trigo se importa da Rússia, o arroz da Tailândia e, como sabemos, os alimentos estão cada dia mais caros porque seu preço está manipulado pelas bolsas de Chicago e por interesses capitalistas. Estão fazendo crescer o preço do alimento básico a um nível tal que estão gerando muito mais disparidade, diferenças de classes no mundo e mais sofrimento e mais pobreza. Como Coreia do Norte tem que importar do estrangeiro o grão e tem que pagá-lo em dólares ou euros, que logicamente não tem, porque não é um país capitalista, sua moeda não é convertível, se criam todas estas complicações na hora de ajustar todas as rações necessárias para alimentar aos 24 milhões de habitantes que temos.

Que país, além dos EUA, exerce este bloqueio? 

A China aprovou os últimos bloqueios no Conselho de Segurança, pelo que está forçando a nossas empresas a se limitarem a Coreia e não poderem comerciar no exterior.  Mas isso do lado de uma lei pela qual os estados fantoches dos EUA, como o Canadá, não podem negociar livremente conosco, pois é considerado o comércio com o inimigo. Deste modo, se um senhor no Canadá quer importar dois guarda-roupas da Coreia do Norte, porque é muito barato e de muito boa qualidade, não pode fazê-lo por causa dessa lei que o impõe os EUA. Portanto, se trata de uma asfixia múltipla que, de novo, tem o objetivo de destruir o sistema político soberano da república.

Em caso de estalar a guerra, Coreia do Norte se veria enfrentando grandes potências, como o Japão, os EUA e a própria Coreia do Sul. Não há medo de que este enfrentamento possa causa graves danos ao país e, em caso de que se usem armas nucleares, seu desaparecimento? 

De maneira nenhuma, pelo contrario. Já declarei que sem Coreia do Norte não existirá o mundo. Estamos falando de um dos exércitos mais numerosos de todo o planeta, com mais de um milhão de soldados e mais de sete milhões de milicianos, a Guarda Vermelha Operário-Camponesa, que dispõe ainda de misseis intercontinentais e ogivas nucleares, que podem alcançar qualquer ponto do continente norte-americano. Portanto, não temos medo. Foram 15 as nações que lutaram contra a Coreia do Norte nos anos 50, incluindo Grécia, Colômbia ou Austrália. Ao contrario de então, quando tínhamos um país recém nascido, agora levamos 60 anos de criação armamentista e de defensa dissuasória, pela qual não podem imaginar a capacidade de golpear que tem agora mesmo a Coreia do Norte contra EUA. O primeiro seria destruir todas as suas bases no Pacífico, não só na Coreia do Sul, senão também no Japão, nas ilhas de Guam e Hawai.

A margem das relações internacionais, a ONU e vários observadores internacionais acusam a Coreia do Norte de ser o cenário de violações sistemáticas dos direitos humanos.  

Isto é parte da manipulação propagandística. De fato, os direitos humanos são ter uma casa, ter educação, ter direito a uma saúde digna, e isto é o que não se cumpre na maioria dos países capitalistas, o primeiro deles é os EUA. Isto são os direitos humanos para nós. Estamos criando uma sociedade igualitária, os meios de produção pertencem ao povo e não a uma oligarquia. Portanto, são as típicas etiquetas que usam o capitalismo para lavar o cérebro das pessoas através dos meios de comunicação. Na Coreia não há abusos contra os direitos humanos, há uma grande união, uma grande harmonia e felicidade entre as pessoas, o que mostra precisamente essa capacidade que tem o país para enfrentar a primeira potencia nuclear, que são os Estados Unidos.

Porém, existem outros direitos igualmente importantes, como o de expressão e as liberdades políticas.
A diferença basicamente é que na Coreia do Norte somos todos por um, é uma sociedade comunista, na qual os interesses comuns primam sobre os individualistas. A forma de expressar suas ideias é diferente, porém, qualquer pessoa tem capacidade, tem a possibilidade de expor suas ideias e suas opiniões políticas e, inclusive, podem apresentar-se as eleições para presidente da república, se é capaz de convencer as sues compatriotas.

Também se acusa a Coreia do Norte de ter campos de concentração no seu território. 

É mais uma maneira da propaganda tentar equiparar a Coreia com o nazismo ou com outros regimes que haviam existido. É completamente falso. De fato, as fotografias difundidas pela imprensa ocidental, feitas a muitos quilômetros de altura, através de satélites, a única coisa que mostram são granjas cooperativas e minas. Aí não existe nem uma só evidência da existência destes campos de concentração. O que ocorre é que, como sempre, é aplicado o duplo padrão. Para difamar e insultar a Coreia do Norte, tudo vale. Por outro lado, EUA, que realmente tem esses cárceres, comete esses abusos em Abu Grahib, em Guantánamo, e, em muitos outros países, sai totalmente impune. Na Coreia do Norte não existe esses campos de concentração e, se existisse, o sistema cairia por seu próprio peso, como ocorreu com outras repúblicas socialistas.

Se o país está “limpo” nesse sentido, por que não se deixa que entrem as comissões de direitos humanos da 
ONU para que confirmem isto no próprio território? 

Porque são precisamente peças dessa mesma propaganda. EUA controla esses organismos. De fato, os pagam. A maioria do financiamento da ONU vem do próprio congresso norte-americano. O que não vamos permitir é que um grupo de pessoas que tem difamado, acusando, colaborando com o bloqueio econômico para que tenhamos problemas com alimentação nos examinem. Graças a esses senhores que supostamente defendem os direitos humanos EUA tem podido justificar seu bloqueio económico. Quer dizer, graças a esses defensores dos direitos humanos estão impedindo que possamos importar comida. São fanfarronadas de pessoas pagas, e muito bem pagas, que supostamente, com seu trabalho voluntário vão a examinar os direitos humanos e que em realidade não fazem mais que propaganda barata. Nossa opinião é que o cão ladra, porém, o trem avança. Não importa quanto difamem, já que logicamente vamos seguir nosso caminho. Desde logo, o que não vamos fazer é convidar para jantar a um senhor que nos está insultando a cada dia e que ademais nos põe em condições difíceis.

Kim Jong-Un é já o terceiro da mesma linhagem sucessória no poder, não é isto uma clara evidência da ausência de democracia na Coreia do Norte? 

Esta é outra das etiquetas falseadas. A democracia significa dar o poder ao povo, e é o que existe realmente na Coreia, onde o povo é dono dos meios de produção. O caso de Kim Jong-Un é necessário entender como o de uma figura paternal, de união entre as pessoas, que não se pode entender se não se conhece a cultura coreana, se não se estuda um pouco de confucionismo, budismo, e, sobre tudo, a ideia juche [filosofia tipicamente coreana]. Basicamente, o poder reside no povo através da Assembleia Popular Suprema, que está formada por 687 deputados, na qual temos um presidente eleito. A figura de Kim Jong-Un é para manter certa continuidade, para que todo mundo siga com os ideais socialistas. Não é que ele decida tudo o que queira ou quando queira, já que também temos primeiro-ministro, um gabinete e o poder popular que é realmente quem manda.

Porém, em última estancia, recai o poder sobre Kim Jong-Un. 

Só a nível militar. Na última decisão foi votada de forma unánime por essa Assembleia Popular Suprema. Não herdou o poder, senão que foi eleito por estes quase 700 deputados, que são por sua vez eleitos a cada 5 anos por qualquer maior de idade, a partir dos 17 anos. Se podem apresentar quem queira, de forma independente, ou como membro de qualquer dos três partidos existentes: o Partido do Trabalho, o Partido Socialdemocrata da Coreia e o Partido Chondoísta Chong-u.

Original em espanhol disponível in www.lamarea.com

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Discurso de Fidel Castro em Pyongyang


Compartilhamos com os leitores do Blog de Solidariedade à Coreia Popular a versão traduzida para o português de um importante discurso pronunciado pelo comandante Fidel Castro, em sua visita à Pyongyang, em 1986. 




DISCURSO PRONUNCIADO PELO COMANDANTE EM CHEFE FIDEL CASTRO RUZ, PRIMEIRO SECRETÁRIO DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA E PRESIDENTE DOS CONSELHOS DE ESTADO E DE MINISTROS, NO BANQUETE OFERECIDO EM HONRA DA DELEGAÇÃO DO PARTIDO E DO GOVERNO DA REPÚBLICA DE CUBA, PELO MARECHAL KIM IL SUNG, SECRETÁRIO GERAL DO PARTIDO DO TRABALHO E PRESIDENTE DA REPÚBLICA POPULAR DEMOCRÁTICA DA COREIA, EM 8 DE MARÇO DE 1986, “ANO DO XXX ANIVERSÁRIO DO DESEMBARQUE DO GRANMA”.

(VERSÃO TAQUIGRÁFICA – CONSELHO DE ESTADO)

Querido companheiro Kim Il Sung;

Queridos companheiros do Partido e do Governo da República Popular Democrática da Coreia:

Tudo parece distanciar a Coreia e a Cuba. Nos separam milhares de quilômetros. Quando em nosso país começa o dia, na Coreia reina já a noite; quando este país amigo esta coberto de neve, verdeia perenemente nossa terra e, entretanto, Coreia e Cuba estão profundamente irmanados (APLAUSOS). Nos unem, queridos companheiros, nossos sonhos comuns e nos unem também o cerco e a ameaça de um inimigo comum.

Quería dizer, antes de mais, que visitar este heroico e revolucionário país, conhecer pessoalmente seu grande líder, o presidente Kim Il Sung, a quem nos unem tão estreitos laços de afeto e admiração, entrar em contato direto com o abnegado e fraterno povo coreano, era um proposito firmemente sustentado por largo tempo. Em meio a tensa luta em que estava absorto nosso pátria, durante muitos anos temos esperado esta oportunidade.

Devo expressar que as impressões recebidas hoje serão indeléveis.

Eu não tenho realmente palavras para descrever os sentimentos que experimentamos em nossa chegada a Pyongyang, ante a calorosa recepção e a extraordinária demonstração popular no aeroporto e nas ruas (APLAUSOS).

Não venho para receber homenagens: venho para render homenagem ao povo da Coreia e a sua gloriosa e combativa história.

Venho de muito longe para conhecer e expressar nossos mais calorosos sentimentos de admiração e solidariedade a um povo que ao longo de toda a sua história jamais fraquejou na batalha por sua independência, contra a opressão estrangeira e a exploração (APLAUSOS). Rendo tributo aos heróis que se levantaram heroicamente com armas em punho, sob a liderança do companheiro Kim Il Sung frente à ocupação do militarismo japonês

(APLAUSOS). Rendo tributo ao povo que resistiu mais tarde a bárbara agressão do imperialismo yanque, reconstruindo a pátria em ruinas, forjando uma nova sociedade e a mantendo erguida, durante mais de 30 anos, nas condições de um país cruelmente dividido, com a parte sul da península convertida em uma agressiva base militar dos Estados Unidos, as dignas e inflexíveis bandeiras da revolução e do socialismo (APLAUSOS).

O gesto heroico do povo coreano constitui sem dúvida um dos grandes acontecimentos revolucionários da nossa época, e uma fonte permanente de inspiração para os lutadores e os povos de todo mundo (APLAUSOS).

Foi essa luta, unida a luta do povo cubano, a que fez possível que entre nossos dois países, tão distantes, se tenha desenvolvido exemplares laços de colaboração e profundos sentimentos de irmandade e de solidariedade
(APLAUSOS).

Jamais falta a nossa pátria, nos momentos mais difíceis, a mão cálida e generosa do povo coreano. Da mesma forma, a justa posição do Partido, do povo e do Governo coreanos, em favor da reunificação pacifica de seu país, a resoluta posição frente às manobras e provocações do imperialismo e de seus aliados na região, tem podido contar sempre com nossa mais vigorosa e decidida solidariedade (APLAUSOS).

Vivemos hoje tempos difíceis nos quais é preciso fortalecer como nunca antes a unidade de ação entre todas as forças da independência, da paz e do progresso dos povos. A irresponsável política armamentista, de confrontação e de força, aplicada pelo governo dos Estados Unidos, tem incrementado até limites intoleráveis o perigo de uma guerra devastadora, da qual o mundo não poderia se recuperar. A escala local, o imperialismo utiliza igualmente o ingerencismo, a agressão e o terror. Só nossa mais enérgica determinação de resistência e nossa inquebrantável decisão de não ceder ante a chantagem, poderão fazer frustrar tais desígnios reacionários (APLAUSOS).

Porém, não só agride o imperialismo aos povos com a força das armas. Nossa época é testemunha do recrudescimento mais implacável do saque econômico e da exploração dos povos, muito especialmente dos do Terceiro Mundo. A crise econômica chega a muitos países a uma situação desesperada de fome, atraso e miséria. A implacável divida externa se associam em nossos dias as práticas criminosas do dumping, do intercambio desigual e do protecionismo, que privam aos países subdesenvolvidos e neocolonizados da América Latina, Ásia e África das mais elementares esperanças ante o futuro. Por isso temos dito e reiteramos que a decisiva batalha pela paz resulta inseparável na atualidade da batalha pelo repudio da divida externa e o estabelecimento da nova ordem econômica internacional que reclamam nossos países. (APLAUSOS).

Chegamos a Coreia movidos por um profundo interesse político; Desejamos também apreciar sua original e milenar cultura, e aspiramos conhecer ao máximo as admiráveis realizações deste povo e suas experiências revolucionárias. Ainda que o tempo de que dispomos, por razões alheias a nossa vontade, não seja todo o que havíamos desejado, estamos seguros de que nossos contatos, nossas conversações com o querido presidente Kim Il Sung e com nossos irmãos coreanos, darão um novo impulso a nossa amizade, a nosso conhecimento reciproco, a cooperação e a solidariedade entre ambos os partidos, Estados e povos (APLAUSOS).

É certo que atravessamos uma época convulsiva e perigosa. É certo que nós enfrentamos colossais desafios. Porém, quando entre os povos se podem desenvolver vínculos como os que hoje unem a Coreia e a Cuba tão distantes geográficamente, quando o espírito internacionalista que anuncia o futuro da humanidade pode se manifestar com está intensidade que hoje temos presenciado aqui, não temos a menor dúvida de que a vitória estará do nosso lado (APLAUSOS).

E nessa ocasião, querido companheiro Kim Il Sung, queridos irmãos coreanos, permitam-me repetir aqui, como se estivesse em minha própria pátria, a consigna que nos tem acompanhado ao largo de todos estes anos de luta, triunfos e esperanças: Pátria ou Morte, venceremos!

Queridos amigos: permitam-me brindar pelo grande líder, companheiro Kim Il Sung, para que goze de uma larga vida e uma excelente saúde, de modo que possa continuar enriquecendo com sua experiência, os conhecimentos revolucionários do socialismo e do movimento comunista internacional (APLAUSOS). Brindo pelos irmãos do Partido coreano, e brindo por todos os irmãos coreanos. Obrigado.

(OVAÇÃO)

Original em espanhol disponível in www.cuba.cu

Entrevista com Eduardo Artés, primeiro-secretário do Partido Comunista Chileno (Ação Proletária)


Eduardo Artés respalda a Coreia do Norte: “os beligerantes são os imperialistas ianques”

Publimetro (site de noticias chileno) falou com o secretário geral do Partido Comunista Chileno (Ação Proletária), que crítica à ação dos EUA e apoia o país asiático. Ademais foi pré-candidato presidencial independente para a eleição de 2009-2010.
Camarada Eduardo Artés


Por esses dias a Coreia do Norte aparece em uma posição bastante afastada em relação à comunidade internacional e a política guerreira e beligerante de seu governo é, sob uma visão simplória, a principal responsável. Porém, nem todos são contrários à postura norte-coreana, não no Chile, ao menos. Publimetro conversou com o secretário geral do Partido Comunista Chileno (Ação Proletária) – PC(AP), Eduardo Artés (61), quem fustiga a ação dos EUA e respalda a de Pyongyang.

O Partido Comunista Chileno (Ação Proletária) (PC(AP)) tem se comunicado com representantes do Partido do Trabalho da Coreia do Norte (PTC)?

- Entre o PC(AP) e o PTC existe uma relação fraternal, baseada no apoio mútuo. Frente à perseguição imperialista contra a República Popular Democrática da Coreia (RPDC), estamos em contato permanente.

Seu partido justifica a ofensiva beligerante da Coreia do Norte e suas ameaças nucleares? Por quê?

- Os beligerantes são os imperialistas ianques, que tem a dezenas de milhares

de soldados ocupando a parte sul da Coreia. EUA têm mais de 5.000 bombas atômicas com as que ameaçam aos povos e países independentes, eles com seu poderio bélico destruíram o Afeganistão, Iraque, Líbia, e hoje preparam a intervenção na Síria. A RPDC para evitar essa tragédia tem desenvolvido seu poderio militar e nuclear e estão em seu pleno direito.

É arriscada a posição norte-coreana, tendo em conta o poder militar dos EUA, principal aliado da Coreia do Sul? Não chegaram demasiado longe?

- EUA é o capataz da Coreia do Sul, não seu aliado. O risco é para os EUA. A RPDC conta com o poderio suficiente não só para enfrentar as provocações e agressões imperialistas, mas também para infringir a derrota aos agressores.

Que busca a Coreia do Norte com tudo isto? 

- Defender sua existência, sua soberania e o socialismo.

Está de acordo com denominar a Coreia do Norte como um “regime”? E, foi irresponsável o líder Kim Jong-Un em sua ofensiva ou está de acordo com suas políticas?

- Na RPDC há um regime que amplia a participação popular, se não fosse assim com todo o bloqueio econômico e diplomático do imperialismo e seus sócios já não existiria. Os irresponsáveis, os que estão em ofensiva bélica, são os EUA e seus títeres da Coreia do Sul. A direção da RPDC só está aplicando uma política de defesa, está fazendo o que muitos hoje não fazem, não se ajoelha frente aos órgãos opressores como são a OTAN e o FMI.

Finalmente, o governo do Chile instou a Coreia do Norte a depor “sua atitude beligerante”. Que opiniões têm?

- O governo do Chile está amarrado por milhares de fios econômicos, políticos, culturais e militares aos EUA, atua no campo internacional como uma caixa de ressonância deste. Nós do PC(AP) exigimos do governo ao menos sinal de dignidade, que entenda que quando um país independente se nega a ajoelhar-se frente ao imperialismo, a independência e a dignidade de todos os países – e portanto do Chile – se fortalece e, ao revés, quando um país entrega sua soberania, todos os demais perdemos.

Original em espanhol disponível in www.publimetro.cl

terça-feira, 2 de abril de 2013

Choe Yong Rim realiza balanço sobre a construção econômica da RPDC


Na VII Sessão da XII Assembléia Popular Suprema da RPDC, que teve lugar neste 1 de abril de 2013, o primeiro-ministro da Coreia socialista, Choe Yong Rim, deu um informe sobre os avanços da construção econômica socialista da República Popular Democrática da Coreia no ano de 2012, assim como as metas e desafios para a edificação socialista no ano de 2013. 


Camarada Choe Yong Rim discurda na VII Sessão da APS da RPDC

De acordo com o informe, em 2012 a produção carvoareira e de energia elétrica aumentou, graças aos esforços do país e do povo de levar adiante o avanço da economia nacional. A produção de vários bens de consumo industriais também aumentou. Choe Yong Rim continuou:

O Palácio do Sol Kumsusan foi reformado como o templo supremo do Juche. O Palácio de Exposição Nacional de Presentes, o Parque Folclórico de Pyongyang, a Avenida Changjon, o Parque de Recreação do Povo Rungna e outros enormes edifícios da era Songun foram construídos. Enormes projetos industriais como a Usina Hidroelétrica Huichon, o Porto Tanchon e a Fábrica Taedonggang de Materiais de Construção foram finalizados. As principais fábricas e empresas industriais do país nos setores metalúrgico, químico, maquinário e de bens de consumo foram modernizadas, consolidando a base material e técnica da economia nacional.

O satélite Kwangmyongsong 3-2 foi construído e lançado com sucesso, e o terceiro teste nuclear subterrâneo com uma bomba atômica menor e mais leve, embora com enorme poder explosivo, foi conduzido com igual sucesso.
As bases para a produção de tecnologia de ponta foram construídas, e vários projetos para o desenvolvimento de ciência e tecnologia foram levados a cabo com sucesso. Vários setores de informação e comunicação passaram também por processos de modernização.

Foi promulgada a lei para a educação compulsória, gratuita e universal de 12 anos. Tal fato abriu um enorme caminho para a consolidação do sistema educacional socialista e para o aumento da qualidade da educação.

Na área da saúde, o serviço de telemedicina foi introduzido com sucesso.

Os esportistas da RPDC honraram o país em grandes eventos esportivos internacional, como os XXX Jogos Olímpicos, e vários outros avanços significativos foram feitos no campo da construção cultural.

O informe disse ainda que as tarefas desse ano seriam realizar o mais pronto possível o desejo de toda a vida do Presidente Kim Il Sung e do dirigente Kim Jong Il, que dedicaram suas vidas inteiras para por a economia do país ao nível de um país próspero e poderoso, para que o povo coreano tivesse uma vida rica e feliz, como jamais teve qualquer outro povo neste mundo.

De acordo com o informe, o Ministério organizará a construção econômica desse ano pondo ênfase em resolver as questões pendentes relacionadas ao padrão de vida da população desenvolvendo os setores básicos da indústria, consolidando as bases para a construção de uma potência econômica, desenvolvendo a agricultura e a indústria leve.

É necessário aumentar a produção de carvão.

A modernização de plantas metalúrgicas será acompanhada da modernização, também, da produção de ferro Juche. Medidas cuidadosas para o abastecimento de combustível e materias primas serão tomadas, tendo como fim aumentar a produção de aço laminado em pelo menos 350% em relação a 2012.

O setor de transporte ferroviário deve reduzir os gastos com combustíveis através da consolidação das bases materiais e técnicas das ferrovias.

Será realizado um plano econômico para a produção cerealeira deste ano.

O país inteiro deve fazer esforços para a recuperação do planalto de Sepho e para a construção de bases pecuárias.

A produção deve ser aumentada grandemente nas principais fábricas químicas e a percentagem de matérias primas localmente disponíveis deve ser aumentada. A produção nas minas, fábricas e empresas na área de Tanchon deve ser aumentada. As exportações devem ser aumentada para aquisição de fundos para a melhoria da vida da população.

Grandes esforços devem ser direcionadas para a construção de moradias. A área de Wonsan deve ser transformada numa grande área turística.

O investimento estatal no setor de ciência e tecnologia deve ser aumentado, e a chama da revolução industrial do novo século deve ser aumentada para se dar saltos decisivos na construção de uma potência econômica, famosa pela ciência e tecnologia.

Tecnologias de ponta de alta competitividade devem ser desenvolvidas massivamente. Questões tecnológicas e científicas que apareçam no caminho da modernização da economia nacional devem ser resolvidas de maneira satisfatórias.

O investimento estatal será aumentado na educação e nas preparações para consolidar o sistema educacional compulsório de 12 anos. Grandes progressos na educação, saúde pública, literatura, artes e esportes devem ser conquistados na construção cultural.

Todos os setores e unidades da economia nacional devem construir planos básicos de exportação, para aumentar a competitividade dos produtos da RPDC nos mercados nacionais, sempre se apoiando nas próprias tecnologias e matérias primas. As conquistas científicas e tecnológicas de última geração devem ser introduzidas positivamente para a diversificação das exportações.

O comércio deve ser diversificado. As colaborações econômicas com outros países, assim como os estabelecimentos de joint-ventures nas zonas econômicas especiais devem também ser estimuladas.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Coreia Popular quer acelerar economia e revolução





Presidida por Kim Jong Un, primeiro secretário do Partido do Trabalho da Coreia, a plenária do Comitê Central, realizada em 31 de março, ocorreu em meio à crescente tensão imposta por Estados Unidos e seus satélites na Península Coreana.

A reunião foi realizada para debater as tarefas do partido sobre a demanda atual e possíveis mudanças no quadro da situação atual no cumprimento da causa revolucionária Juche, sobre os quadros que serão submetidos à consideração no sétimo período de sessões da 11ª Legislatura da Assembleia Popular Suprema e o tema da organização.

O encontro apresentou uma nova linha de estratégia, para desenvolver a economia e as forças armadas nucleares de acordo com as exigências legítimas da situação atual e a revolução coreana em desenvolvimento.

A diretiva é uma continuação, um aprofundamento e um desenvolvimento à uma nova etapa da diretiva original sobre o desenvolvimento paralelo da construção econômica e a defesa nacional, apresentada e executada pela direção do país.

O encontro apontou que a nova diretiva do PTC não é uma contramedida temporária para fazer frente à situação em mudança permanente, mas uma diretiva estratégica a ser mantida para defender os interesses maiores da revolução coreana.

As armas nucleares da Coreia do Songun não são uma mercadoria a ser trocada com o dólar estadunidense nem um regateio político ou econômico a ser discutido na mesa de diálogo com os que pretendem desarmar a República Popular Democrática da Coreia.

Segundo o Comitê Central, as armas nucleares da RPDC existem para defender a vida e a existência da nação e nunca serão trocadas nem renunciadas por dinheiro, enquanto existirem em nosso planeta o imperialismo e a ameaça nuclear.

Quando a nova diretiva de desenvolvimento paralelo, apresentada pelo PTC, se materializar, a RPDC se converterá em uma grande potência política, militar e econômica, tornando a Coreia em um país civilizado de tal maneira que orientará a independência da península coreana.

Os funcionários, os militantes do Partido e outros trabalhadores devem desenvolver, com firmeza e decisão estraordinárias, a campanha audaz e a batalha decisiva de todo o povo no sentido de obter avanços prodigiosos e renovação de todos os setores da economia nacional.

A plenária também discorreu sobre a necessidade de converter a economia nacional para uma base fundada na intelectualidade, de diversificar o comércio exterior e introduzir em grande medida os investivementos.

"É necessário melhorar radicalemente a direção econômica de acordo com as demandas da realidade em desenvolvimento e aperfeiçoar os métodos vantajosos de administração econômica no estilo coreano, baseado na ideia Juche.

Na reunião, foi aprovada por unanimidade a resolução sobre a agenda de "acelerar a vitória final da causa de construção de um Estado poderoso e próspero, socialista, desenvolvendo paralelamente a economia e as forças armadas".

Na última questão a ser discutida pela plenária, foram destituídos ou eleitos membros do Presidium do Birô Político do PTC

Com informações da Embaixada da RPDC no Brasil

Fonte: Portal Vermelho

sábado, 30 de março de 2013

Por que foi anulado o Acordo de Armistício? - Última parte

A decisão de anular o armistício foi um passo correto para erradicar os resquícios da Guerra Fria, conquistar a paz durável e a estabilidade na Península Coreana, contribuindo assim para a causa humanitária da paz. A aliança entre o Acordo de Armistício e as forças hostis pela guerra que seguiu existindo por décadas, desde o fim do confronto entre Ocidente e Oriente, são os últimos resquícios da Guerra Fria no mundo. Desde o cessar-fogo da Guerra da Coreia, os Estados Unidos obstruíram a reunificação da Coreia, colocando a região sob seu controle e agudizando as contradições e o confronto entre norte e sul, contrário ao Armistício que definia uma solução pacífica para a questão coreana.
 

Desde o fim da Guerra Fria, também, os EUA expandiram e fortaleceram suas alianças militares do período da Guerra Fria, sob o pretexto de que o estado de guerra seguia existindo sob o Acordo de Armistício. Desenvolveram as alianças militares EUA-Coreia do Sul e EUA-Japão numa aliança militaria triangular, desenvolveram também alianças militares que englobavam Austrália e outros países. Atualmente, os Estados Unidos também defendem um aprofundamento da “resolução sobre sanções” por parte do Conselho de Segurança da ONU, tendo em vista trazer ainda mais países satélites para a nova Guerra da Coreia do que na última guerra dos anos 1950.


Mais países seguem participando desses blocos, verdadeiras alianças militares, sob as mais diversas desculpas, para não dizer dos países e regiões que permanecem hostis à RPDC mesmo após o fim da Guerra da Coreia.

Sul-coreanos protestam contra as simulações de guerra anti-RPDC
Ao contrário destes países, a RPDC nunca participou de nenhum bloco militar, nem recebeu garantia de proteção militar de qualquer outro país sob o pretexto de “guarda chuva nuclear”. A RPDC é o único país do mundo que segue combatendo as forças aliadas imperialistas se apoiando nas próprias forças. Como resultado disto, um enorme e dinâmico desequilíbrio militar por criado na Península Coreana. As manobras anti-RPDC dos EUA e seus aliados seguem aumentando, como evidenciam as sanções e pressões feitas pela ONU, ao qualificar o lançamento de satélite da RPDC, um direito legítimo enquanto Estado soberano, como uma “provocação”. Esta situação revela de maneira saliente que os princípios elementares da igualdade e imparcialidade são letra morta, e o que permanece de fato é a lei da selva. Tal situação de desequilíbrio não pode ser removida enquanto siga existindo o Acordo de Armistício. Existe um limite para a capacidade das grandes potências de seguirem criando tensões e instabilidades na Península Coreana.

Não existe em lugar algum do mundo um campo de batalha como a Península Coreana, onde enormes forças estratégicas nucleares estão sendo implantadas em massa, e onde ações militares, incluindo manobras conjuntas de guerra, aconteçam quase todos os dias.

A paz na Península Coreana está ligada à paz mundial.

Uma nova Guerra da Coreia significará uma guerra regional e uma guerra mundial, que envolverá os maiores Estados da região Ásia-Pacífico. A paz mundial é, dessa maneira, impensável sem a paz na Península Coreana.

A existência de um frágil Acordo de Armistício não servirá em nada para garantir a paz na Península e no resto do mundo, mas sim para criar um ciclo vicioso de más relações entre os países da região, e frear o desenvolvimento das mesmas. Essa é a verdade provada pela história.

A constante fonte de guerra existe na região Ásia-Pacífico, o maior centro de atividades políticas, econômicas e militares a nível mundial não é a tendência do desenvolvimento dos tempos presentes, e não é benéfica para ninguém.

A anulação do Acordo de Armistício mostra mais uma vez a vontade de ferro da RPDC, que tem como tarefa básica defender a soberania para assegurar a paz na Península, e que fez todos os esforços possíveis para concretizar tal tarefa. A opção da RPDC tornou-se clara, agora que as manobras das forças hostis para atentar contra a soberania e a dignidade da Coreia chegaram a uma etapa perigosa.

O Exército e o povo da RPDC lançarão uma batalha decisiva pela reunificação nacional e a paz mundial, com o total conhecimento da nobre responsabilidade de proteger o destino do país e da nação, convictos da vitória final na ação nacional contra os EUA.
Guarda Vermelha Operário-Camponesa em prontidão para o combate
É princípio invariável do Exército e do povo da RPDC de contra-atacar o imperialismo ao estilo do Monte Paektu, de atacar o inimigo que possui uma faca com uma espada, de atacar o inimigo que possui um rifle com rajadas de artilharia, de rechaçar o inimigo de tanque com bombas atômicas.

Já se foram os dias em que as simples advertências verbais serviam para alguma coisa.

Se os norte-americanos ousarem provocar a RPDC, sem levar em conta todos os avisos de contra-medidas da RPDC, serão reduzidos a pó, caídos ante golpes de morte de retaliação.

Todo o Exército e o povo da RPDC realizarão completamente a soberania do país e da nação através da poderosa Ideia Songun, e deixarão marcadas para sempre na História a segunda derrota que a grande Coreia impôs às forças imperialistas.

Por que foi anulado o Acordo de Armistício? - Segunda parte

Compartilhamos com nossos leitores a segunda parte do artigo demonstrando as razões de a RPDC ter anulado o Acordo de Armistício.

A decisão de anular o Acordo de Armistício foi uma opção justa do Exército e do Povo da RPDC para por um fim aos atos hostis dos EUA contra através de ações armadas gerais.

EUA e Coreia do Sul realizam provocações militares conjuntas,
através do exércicio anual Foal Eagle
A política dos EUA para com a RPDC tem como objetivo derrubar seu sistema para assim eliminar a Coreia socialista da terra. O Acordo de Armistício era a alavanca principal através da qual os EUA executavam sua política hostil.

Os EUA abusavam do Acordo de Armistício levando a cabo sua estratégia anti-RPDC de manter constantes os confrontos e o estado de guerra na península coreana, tentando dessa maneira estrangular a RPDC pela força das armas. É provável que o mundo não saiba cada detalhe do quão grande foi a dor que o povo coreano sofreu por conta do estado de guerra imposto pelos EUA por mais de meio século.

O cessar-fogo na Península Coreana foi na verdade a continuação de uma guerra de maneira encoberta, sem que ela fosse declarada. Os EUA tentaram sabotar todos os grandes esforços da RPDC para construir o socialismo e melhorar o padrão de vida do povo por mais de meio século. Agravaram as tensões de maneira incessante na península coreana para bloquear o avanço da RPDC, que atualmente se encontra na linha de frente da luta pela independência e contra o imperialismo.

Essa situação levou a RPDC a destinar enormes recursos humanos e materiais para desenvolver suas forças armadas, ao invés de direcionar tais recursos para o desenvolvimento econômico e para a melhoria da vida das massas. Tudo isso fez com que o povo coreano, o melhor do mundo, apertasse seus cintos. A quantidade de danos humanos e materiais causados contra a RPDC, até o ano de 2005, totalizaram pelo menos 64,9 trilhões de dólares. Incontáveis danos mentais, políticos, morais e culturais foram causados pelos EUA contra o povo coreano através de suas persistentes manobras de guerra e ameaças de agressão em todas as etapas da construção socialista da RPDC, sem exceção.

Estados Unidos enviam para a Coreia do Sul o bombardeiro B-52,
capaz de transportar armas nucleares

O estado de cessar-fogo foi uma razão legal para o prolongamento da instabilidade da Península Coreana. Frequentes conflitos militares em Panmunjom e nas águas do Mar Oeste, incluindo o incidente da Ilha de Yonphyong, assim como outros incidentes que chocaram o mundo, não aconteceram por foça do acaso, mas por estarem diretamente relacionados ao mecanismo do cessar-fogo.

Os EUA fizeram com que a Coreia do sul preservasse a ilegal “linha de limite ao Norte”, abusando das limitações que o Acordo de Armistício possuía. Consequentemente, não passou sequer um dia sem que as cinco ilhas do Mar Oeste da Coreia permanecessem em paz. Tais áreas foram o epicentro dos conflitos, que mostravam claramente o perigo do Acordo de Armistício, e mostravam a possibilidade real de estourar uma nova Guerra da Coreia.  Tornou-se claro, através de fatos incontestáveis, que o Acordo de Armistício não poderia prevenir uma nova guerra na Península Coreana.

A soberania da Coreia e de sua nação não deve ser deixada para que outros a defendam.

Se a RPDC se deixasse curvar ante o Acordo de Armistício, e permanecesse passiva ante os atos hostis dos EUA contra a RPDC, que se tornaram intoleráveis em todos os aspectos, o povo coreano sofreria de novo todos os obstáculos, sofrimentos e tragédias que sofreu por mais de meio século.

Nenhuma grande potência esteve até agora feliz de ver a Coreia se tornar um só e próspero país.

Nos últimos dias, os EUA e seus aliados levaram a cabo suas manobras para impor sanções e pressões de guerra contra a RPDC por conta de seu lançamento de satélite e do teste nuclear subterrâneo. Tais atos estiveram em coerência com a política hegemonista das forças que estavam insatisfeitas com os esforços da RPDC de construir uma próspera potência reunificada. A conclusão que a RPDC tomou após ser exposta ao perigo de guerra por várias décadas é de que é impossível construir uma nação, uma vida estável e feliz, assim como a prosperidade nacional, enquanto o Acordo de Armistício se mantivesse intacto.

O ódio do povo coreano contra os EUA está no seu ápice, e a paciência da RPDC já passou dos limites.

É por isso que a RPDC tomou a importante decisão de acabar com a causa-raiz que atenta contra sua soberania nacional, contra a dignidade, a paz e a prosperidade, e expressou sua vontade de tomar contra-ações militares decisivas, incluindo o exercício de direito de montar ataques nucleares com precisão. Agora que os militaróides sul-coreanos, em conluio com os EUA, fazem manobras para estalar uma guerra nuclear contra o Norte, em violação ao Acordo de Armistício, a RPDC declara anulados todos os acordos de não-agressão feitos entre o norte e o sul, entre aqueles do não uso da força armada contra o outro lado, a prevenção de conflitos militares acidentais, a resolução pacífica de disputas, e a questão da não agressão nas fronteiras norte-sul. São passos coerentes com a anulação do Acordo de Armistício.

A RPDC está totalmente preparada para tomar duras contra-ações que possam forçar o eixo anti-RPDC a testemunhar seu miserável fim, até a rendição completa do mesmo.

Por que foi anulado o Acordo de Armistício? - Primeira parte

Atualmente, numa situação em que a segunda Guerra da Coreia está prestes a estourar, toda a imprensa reacionária internacional leva a cabo uma campanha suja para mostrar a RPD da Coreia como a agressora e a responsável pela situação de tensão na península coreana. Com nossa responsabilidade de não deixarmos que pessoas honestas e progressistas se influenciarem por mentiras, publicamos aqui em três partes os artigos escritos pela Agência Central de Notícias da Coreia, demonstrando que os EUA são os verdadeiros provocadores da guerra na península coreana, e mostrando os motivos pelos quais a RPDC foi obrigada a anular o Acordo de Armistício.


PARTE I

 O Comando Supremo do Exército Popular da Coreia anunciou que anularia totalmente o Acordo de Armistício, no período mais crucial quando a nação está à beira de um conflito com os EUA, conflito este que decidirá o destino do país e da nação. A atitude tomada foi uma ação de autodefesa para rechaçar os movimentos cada vez mais monstruosos dos EUA para estrangular a RPDC. Foi uma decisão histórica para levar a cabo os esforços para a reunificação do país, a paz regional e a estabilidade.

Os EUA abusaram do Acordo de Armistício para manter sua política hostil contra a RPDC durante quase seis décadas. Seus atos criminosos transformaram a península coreana no local de maior tensão no mundo, um palco onde uma guerra pode estourar a qualquer momento. Os EUA, em conluio com outras forças hostis, fez ameaças séria contra a soberania da RPDC através de persistentes e constantes ameaças militares e sabotagens econômicas. Os exércitos militares conjuntos entre os EUA e as forças títeres sul-coreanas, Key Resolve e Foal Eagle, eram na verdade simulações de guerra nuclear, onde inclusive transportadores como o B-52, capazes de carregarem armas nucleares, eram mobilizados. Tais atos são violações explícitas do Acordo de Armistício, de todos os acordos norte-sul. São ataques vis contra a soberania da RPDC e seus maiores interesses.

O estado de enorme tensão e emergência prevalecendo na península coreana obrigou a RPDC a acabar logo com esse desastre geopolítico, e garantir a soberania nacional e a estabilidade regional. A decisão de nulificar o Acordo de Armistício foi uma contra-medida de autodefesa feita pela RPDC. É totalmente ilógico que as forças hostis contra a RPDC, incluindo os EUA, levem a cabo campanhas públicas de críticas contra a suposta "violação" da RPDC quanto a sua contra-medida de auto-defesa, dizendo que "o Acordo de Armistício não pode ser dissolvido unilateralmente, dado que ele foi assinado através de um acordo mútuo". Na verdade, o Acordo de Armistício não requer um consenso bilateral, e pode ser tornado inválido, e será totalmente anulado caso um lado não concorde com o mesmo. Afinal, o Acordo de Armistício já esteve praticamente inválido devido às manobras dos EUA e ao comportamento hipócrita do Conselho de Segurança da ONU, que sempre apoiou as movimentações dos EUA nas últimas seis décadas.

Quando o Acordo de Armistício foi concluido em 27 de Julho de 1953, após cerca de 500 dias de conversações em clima de tensão, as atenções e as expectativas do povo coreano e dos povos amantes da paz estavam focadas no parágrafo 60 do Acordo de Armistício. A implementação do parágrafo 60 foi uma questão chave para realizar a reunificação do país e contribuir para a paz na Ásia e no mundo, dado que o parágrafo 60 dizia que todas as tropas estrangeiras deveriam ser retiradas da Coreia, removendo assim a causa raiz da guerra, e resolvendo a questão coreana pacificamente.

Apesar disso, os EUA assinaram o "Tratado de Defesa Mútua" com a Coreia do sul em 8 de Agosto de 1953, "tratado" este que legalizava toda a presença norte-americana na Coreia do sul. Na prática, tal "tratado" anulava o parágrafo 60, que conclamava pela remoção de todas as forças armadas estrangeiras. O parágrafo 13 do Armistício bania a introdução de planos operacionais, veículos armados, armas e munições na península coreana, por meio de outros países. Os EUA sabotaram unilateralmente o parágrafo 13 do Acordo de Armistício em 21 de junho de 1957, e introduziu sistematicamente enormes e modernos artifícios bélicos na Coreia do sul, assim como mais de mil armas nucleares de diferentes tipos. Como resultado dessa manobra monstruosa, a Coreia do sul se transformou no maior arsenal nuclear do Extremo Oriente.

Os EUA violaram e repeliram todos os parágrafos do Acordo de Armistício que causavam empecilhos à preparação de uma nova guerra na Coreia, e destruiram todos os mecanismos para a implementação do Acordo de Armistício. As sérias violações por parte dos EUA contra o Acordo de Armistício tornaram defuntas as sentenças relacionadas à Comissão Militar de Armistício dos pontos 19 a 35, do parágrafo 2, assim como as sentenças relacionadas à Comissão Supervisória de Nações Neutras dos pontos 36 a 50 do mesmo parágrafo.

Os EUA fizeram provocações militares constantes contra a RPDC, sem quais restrições legais e institucionais para impedirem suas manobras, e sempre fazendo o uso da força. Os casos de violação do Acordo de Armistício por parte dos EUA ultrapassam a casa das centenas de milhares, de acordo com vários encontros feitos pela Comissão Militar do Armistício. Contudo, o Acordo de Armistício foi capaz de existir até então, pelo menos em termos formais, graças à paciências da RPDC.

A RPDC fez várias propostas para acabar com o armistício e garantir a paz duradoura na Península Coreana. Entre as várias propostas feitas, foi a conclusão do tratado de paz entre a RPDC e os EUA (nos anos 1970), uma para levar a cabo as conversações das três partes, incluindo a Coreia do sul nas conversações RPDC-EUA (nos anos 1980), uma para se criar um novo mecanismo que garantisse a paz (nos anos 1990), uma para se acabar com o estado de guerra nas conversações das seis partes envolvidas com o Acordo de Armistício (em 2007), e uma para se retomar as conversações para se substituir o acordo de Armistício pela Tratado de Paz, feita durante o aniversário de 60 anos do início da Guerra da Coreia (em 2010). 

Os EUA, contudo, ignoraram e recusaram todas essas propostas. 

Nunca concordaram com o Acordo de Armistício, só o violaram. Sempre quiseram a guerra, jamais a paz. Era absolutamente inaceitável que a RPDC, à luz de seus interesses supremos como um Estado soberano, ficasse a mercê de um documento jogado no lixo como um par de sapatos velhos pela outra parte.

A guerra estourará a qualquer momento.

A RPDC foi constrangida a tomar a contramedida de anular o Acordo de Armistício para defender a segurança do país, as conquistas da Revolução e para assegurar a soberania da nação coreana em face da ameaça de agressão militar por parte dos EUA.

KCNA: Povo da RPDC está em alerta vermelho para guerra total

Operários se alistam na Guarda Vermelha Operário-Camponesa para defenderem
suas fábricas

O povo da República Popular Democrática da Coreia se levantou como um só na ação para rechaçar os movimentos dos USA e dos militaristas sul-coreanos para iniciar uma guerra nuclear na península coreana.

A vontade do povo da RPDC de punir os provocadores se tornou ainda mais convicta após receber a notícia de que o Marechal Kim Jong Un examinou e ratificou os planos para bombardear as bases militares norte-americanas.

Todo o país está agora ansioso para iniciar a guerra sagrada pela reunificação nacional. Os membros da Guarda Vermelha Operária-Camponesa nos estabelecimentos industriais e fazendas cooperativas estão em postura de combate, somente esperando a ordem para iniciar a ação.

Depois da formação dos destacamentos de combate, os guardas vermelhos já tomaram suas posições e terminaram os preparativos para proteger as fábricas e povoados dos bombardeios aéreos. Os estabelecimentos industriais já estão prontos para entrarem no sistema de produção em tempo de guerra a qualquer momento.

Enquanto isso, aumenta drasticamente o número de voluntários para o serviço militar.

A conclusão final é de que o povo da RPDC acertará contas com os imperialistas norte-americanos e os militaristas títeres sul-coreanos a qualquer custo.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Kim II Sung e a importância decisiva da consciência na construção do socialismo

Reproduzimos uma importante mensagem escrita por Cláudio Campos, dirigente histórico do MR8, que durante anos foi defensor incansável da República Popular Democrática da Coreia. A mensagem foi enviada para o Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia. Na mensagem, Cláudio Campos analisa as importantes contribuições teóricas dadas por Kim Il Sung e Kim Jong Il à teoria do socialismo científico. 

Blog de Solidariedade à Coreia Popular

Kim II Sung e a importância decisiva da consciência na construção do socialismo  



Por Cláudio Campos

No dia 15 de abril, Kim II Sung, fundador da República Popular Democrática da Coréia, líder da luta de libertação contra o invasor japonês e da construção do socialismo no país, faria 94 anos. Em homenagem a essa figura ímpar da História da Humanidade, publicamos hoje a mensagem enviada por Cláudio Campos, secretário geral do Movimento Revolucionário 8 de Outubro, em julho de 2004, ao Partido do Trabalho da Coréia. Cláudio, falecido em maio do ano passado, encontrou-se com Kim II Sung em 1993, durante visita à Coréia Socialista. Como ele diz no texto abaixo, o líder coreano, personalidade que viveu em meio ao turbilhão da História do século XX, contemporâneo e companheiro de Stalin, Dimitrov, Mao, Ho, Che e outros heróis, causou-lhe profunda impressão. Mas é à sua obra, sobretudo, que Cláudio dedica sua mensagem, e à sua solidez, baseada no princípio de que a luta ideológica é o aspecto principal na transição do socialismo para o comunismo. Em toda essa obra, hoje continuada firmemente por Kim Jong Il, perpassa sua intensa identificação com os seres humanos, seu amor inarredável por sua pátria e sua disposição heróica para o combate pela liberdade.

Já se passaram 10 anos desde que o fundador da República Popular Democrática da Coréia, o grande Líder Kim II Sung, nos deixou. No entanto, apesar do revés sofrido pelo socialismo no Leste Europeu e do governo mais reacionário já havido nos EUA terem acarretado condições internacionais particularmente difíceis, a Coréia Popular seguiu firmemente adiante pelo caminho da democracia e do socialismo. Após um período inicial de inevitáveis turbulências econômicas acarretadas pela perda do seu principal parceiro, o país se adaptou às novas condições e já hoje exibe invejáveis índices de crescimento. Formidáveis conquistas tecnológicas, como o exitoso lançamento do seu primeiro satélite artificial, foram alcançadas. O sólido fortalecimento de sua defesa incute nos inimigos da Independência dos povos o devido respeito. Amplas garantias sociais assistem a vida de toda a população. Visíveis progressos foram alcançados nas relações entre o Norte e o Sul da Coréia.

DESAFIOS 

Muitos são os desafios, mas o país os enfrenta de cabeça erguida e confiança no futuro.

Tudo isso é um grande mérito do povo coreano e de seus dirigentes, em especial o camarada Kim Jong Il, que há muitos anos tem suportado o peso maior das responsabilidades de direção. Mas em todo esse feliz desenvolvimento da vida na Coréia pode-se ver também a riquíssima herança deixada pelo grande Líder Kim II Sung, uma das mais luminosas figuras do século XX.

INDEPENDÊNCIA  

Levantando bem alto a bandeira da independência, da consciência e do espírito inovador, Kim II Sung preparou a Coréia para estar à altura de todos os desafios que se lhe apresentassem.

Lembramo-nos como nos impressionava vivamente uma característica que considerávamos muito particular do grande Líder. Quando, a partir de 1954, os dirigentes soviéticos iniciaram o seu afastamento dos princípios revolucionários, subestimando o trabalho ideológico e enveredando por um economicismo que acabaria por restaurar o capitalismo, a maioria dos revolucionários no mundo tenderam para um entre dois caminhos equivocados: ou aceitar passivamente os erros dos soviéticos, ou se deixar levar pela irritação e pelo sectarismo contra eles, inclusive erigindo-os em seu inimigo principal. Essa não foi de forma alguma a atitude do grande Líder. Ele manteve-se firme em seus princípios – inclusive, com o concurso de Kim Jong II e do Partido do Trabalho da Coréia, aperfeiçoando-os cada vez mais – e em seu apreço pela obra dos antecessores então atacados pelos dirigentes soviéticos, e ao mesmo tempo se empenhou em mobilizar para a causa do proletariado mundial tanto o que esses dirigentes ainda pudessem contribuir, como a colaboração dos que se deixavam irritar por eles. Uma das primeiras coisas que conheci da Coréia foi uma publicação sobre o Museu da Amizade, onde apareciam lado a lado presentes enviados por José Stalin e por outros que infelizmente não o tinham em boa conta. Foi algo que nos emocionou profundamente, porque consideramos aquela uma grande demonstração de sabedoria, dignidade, altivez e coragem.

Hoje percebo que essa postura do grande Líder era expressão sobretudo do seu espírito independente e de sua elevada consciência. Só é verdadeiramente independente quem desenvolve no grau necessário a sua consciência. E quem é independente não só pensa com a própria cabeça, como também não transfere para os outros a responsabilidade de pensar e agir segundo convicções que são as suas, mas não ainda a dos outros. Por isso, o grande Kim II Sung não se irritava com os erros alheios. Ele fazia a sua parte, e se empenhava para que os demais fizessem o melhor que pudessem a deles.

VITÓRIA DO POVO   

Dessa forma, valorando corretamente a consciência e a independência, Kim II Sung aportou uma contribuição inestimável não apenas ao povo coreano mas a toda a Humanidade. Ele foi capaz de conduzir seu povo à vitória contra as forças militares e econômicas mais poderosas do planeta. Poucos anos após ter derrotado o selvagem agressor japonês e fundado a RPD da Coréia, ele fez o exército norte-americano, apoiado por vários outros poderosos exércitos agressores, conhecer pela primeira vez na História o sabor da derrota. Em pouco tempo, a enorme e criminosa devastação promovida pelos agressores deu lugar a uma nova Coréia, mais bela, moderna, desenvolvida, social e culturalmente avançada, ciclópico trabalho em que se destacou o gênio do nosso camarada Kim Jong Il.

CONSTRUÇÃO DA SOCIEDADE   

Em um momento crítico da História do Socialismo, quando a clareza cedeu lugar à confusão, Kim II Sung, o PTC e a Coréia sustentaram serenos e altivos a bandeira do progresso social, estendendo a mão a todos que no mundo enfrentavam difíceis condições de luta. Por isso, outro grande revolucionário dessa época, o companheiro Ernesto Che Guevara, tinha o grande Líder Kim II Sung em altíssima conta. Como decorrência natural da Idéia Zuche, da justa valoração da independência e da consciência, os camaradas Kim II Sung e Kim Jong II formularam pela primeira vez, de forma clara, explícita e programática, o princípio de que a luta ideológica é o principal aspecto de toda a transição do socialismo para o comunismo. Sem dúvida, essa luta tem de ser travada a cada momento nos marcos colocados pelo grau de desenvolvimento material da sociedade, mas sem colocá-la no centro de toda a atividade revolucionária é impossível levar avante a construção material da nova sociedade. Esta foi sem dúvida a mais importante contribuição teórica à construção do socialismo desde as aportadas por Lenin e Stalin. Ela era a pedra de toque que faltava ao arsenal teórico da revolução. Foi por não terem sido capazes de assimilar esse princípio essencial que os dirigentes soviéticos renegaram a parte mais nobre do seu glorioso passado e acabaram abrindo espaço para a contra-revolução.

Firmemente ancorada na Idéia Zuche, a Coréia de Kim II Sung não se abalou quando a contra-revolução fez seu estrago no Leste Europeu. Pelo contrário, ela foi a trincheira segura em que centenas de partidos revolucionários e antiimperialistas de todo o mundo, entre os quais o MR8, uniram forças para a heróica resistência e a já corrente contra-ofensiva.

É imensa a dívida de toda a Humanidade para com esse gigante filho do povo coreano, o grande Líder Kim II Sung. Parabenizamos efusivamente a Coréia, o seu povo, o seu Partido do Trabalho, e de maneira muito especial o camarada Kim Jong II pela forma dedicada e reverente como mantêm cada vez mais alto o seu nome, a sua vida e a sua obra.

Que brilhe para sempre no firmamento da Coréia e de toda a Humanidade a estrela radiosa do grande Líder Kim II Sung!