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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Crítica à teoria da “ameaça da Coreia do Norte”


Os cientistas políticos estadunidenses defendem obstinadamente a “teoria da ameaça da América do Norte”. Querem dizer que seu país é a “superpotência” que se vê ameaçado pelo pequeno país asiático. Que absurdo!

Contudo, não se trata de uma pretensão errada.

A teoria da “ameaça da Coreia do Norte” não é correta
Se falamos dos Estados Unidos, o país que possui mais armas nucleares na Terra, que alardeia sua supremacia no mundo. Todos os anos para gastos militares registram mais dinheiro do que a soma desses gastos de todos os demais países do mundo. Quem acreditará que esta superpotência se vê ameaçada pela RPDC, país incomparavelmente menor tanto em extensão territorial como em população?

A ameaça não é a Coreia do Norte, mas sim os Estados Unidos.

O império intimidou extremamente o Norte da Coreia durante várias décadas com bombas atômicas.

Na passada guerra coreana (1950-1953), os Estados Unidos, para tentar fugir da derrota, revelou sua intenção de usar a bomba atômica. No Pentágono elaboraram um plano de despejar de 30 a 50 bombas atômicas na zona fronteiriça entre a RPDC e a China e então o presidente Truman e outras autoridades estadunidenses vociferaram que não renunciariam ao uso da bomba atômica na Coreia. Em dezembro de 1950, MacArthur, o então comandante das tropas norte-americanas no Extremo Oriente, falou: “formaremos no norte da Coreia, uma área de radioatividade do leste ao oeste. Ali durante 60 ou 120 anos não ressuscitará nenhum organismo”.

Também no pós-guerra seguiu a ameaça dos EUA com bombas atômicas contra a Coreia, que atribuindo sua derrota na guerra coreana ao não uso da mencionada arma, introduziu no Sul da Coreia e suas cercanias uma grande quantidade de armas nucleares, cujo número chegou nos anos de 1970 a mais de 1 mil. A Coreia do Sul se converteu no maior barril de pólvora do Extremo Oriente.

A intimidação com bombas atômicas dos estadunidenses se tornou mais grave através dos exercícios militares conjuntos entre EUA e Coreia do Sul realizados na Península e arredores. A simulação de guerra nuclear conjunta Estados Unidos-Coreia do Sul iniciada com o título “Focus Retina” em 1969 continuou por todos os anos modificando seu título para “Freedom Bolt”, “Team Spirit”, “Key Resolve”, “Foal Eagle”, “Ulji Freedom Guardian”, etc. Nestes foram mobilizadas grandes quantidades de meios de golpe nuclear antecipado incluso porta-aviões nucleares de grande envergadura.

A ameaça com bombas atômicas dos Estados Unidos chegou ao clímax no novo século. Em 2002, a administração Bush, em seu “informe sobre a postura nuclear”, definiu a Coreia do Norte como alvo do ataque nuclear antecipado e inclusive elaborou um documento bélico no qual estipulou usar em “tempo de emergência” a bomba atômica contra a Coreia do Norte. A administração Obama que preconiza um “mundo sem armas nucleares” excluiu a RPDC da lista dos alvos a que não se deve aplicar a bomba atômica.

Os fatos históricos demonstram que na Península Coreana, o ponto mais candente do mundo, o promotor da ameaça é os Estados Unidos e a vítima desta é a Coreia Popular.

Em que pese isto, por que o império insistiu na “ameaça da Coreia do Norte”?

Para desprestigiar de todos os modos a RPDC, isolá-la na sociedade internacional e justificar sua política de hostilidade a mesma, sua política de agressão.

Estados Unidos sim, se vê ameaçado pela RPDC
Os EUA, para estrangular a Coreia do Norte, havia inventado a “teoria da ameaça da Coreia do Norte”, fez da mentira a verdade. Se encontra nas mesmas condições do personagem das fábulas de Esopo em que gritando “lobo” enganava as pessoas, acabou por ser presa do animal selvagem.

Da mesma maneira que as anteriores administrações estadunidenses, também a de Obama, com o fim de justificar a provocação de uma nova guerra, trazendo à tona o “problema nuclear”, o “problema dos direitos humanos” e outros pelo estilo da Coreia do Norte, fez desesperados esforços para executar a todo custo o plano de agressão à RPDC.

Este pequeno país asiático, consciente da inevitabilidade da nova guerra contra o império, fez impecáveis preparativos. Frente as extremas maquinações de provocação da guerra nuclear dos Estados Unidos, decidiu dispor de grande capacidade de dissuasão nuclear e em vista da agravante intimidação com bomba atômica imperialista, adotou uma linha estratégica simultânea da construção econômica e a preparação das forças armadas nucleares. Sua Direção já está decidida a enfrentar os EUA.

Como será este choque?

O exército norte-coreano tem forte ideologia e confiança, nada comparável a outros do mundo. Seu Comandante Supremo e todos seus generais, oficiais e soldados estão unidos em torno da ideologia e da vontade. O temperamento do exército norte-coreano é cumprir até as últimas consequências qualquer ordem do seu Comandante Supremo. Os vis soldados estadunidenses não são comparáveis a eles.

Os Estados Unidos falam de sua superioridade técnica e militar, mas a RPDC é plenamente preparada tanto para o ataque quanto para a defesa. O exército estratégico capaz de atacar qualquer lugar do planeta e os submarinos que podem lançar sob quaisquer águas os foguetes balísticos apontam para as bases e objetos militares estadunidenses.

Estes, se estalar a guerra, em seguida serão colocados em funcionamento. Antes de que as ogivas dos três artefatos nucleares norte-americanos rendam efeitos, Washington, Nova York e outras cidades, para não falar da Casa Branca e do Pentágono, acabarão em um mar de fogo. O império, que alardeia seu máximo poderio econômico do mundo, em um instante, se converterá em deserto.

Isso será considerado por Obama se este pensar racionalmente.

Por isto se preocupam sucessivamente os especialistas estadunidenses no problema norte-coreano. Um investigador estadunidense disse que a análise concreta do desenvolvimento das armas nucleares da Coreia do Norte faz constatar que insinua o plano de guerra: primeiro golpear com armas nucleares os objetos militares próximos como Guam, Okinawa e os portos sul-coreanos nos quais as tropas estadunidenses desembarquem, frear com isto as atividades bélicas norte-americanas e em seguida, atacar com mísseis nucleares intercontinentais as cidades estadunidenses, para obrigar a rendição. Fhythus Patrik, investigador do Instituto de Estratégia Internacional, expressou que se a Coreia do Norte ampliar mais a capacidade de ataque com armas nucleares contra o território dos Estados Unidos, seria provável que aqui se aumentaria a dúvida da necessidade de assegurar continuamente a defesa da Coreia do Sul e os norte-americanos interrogarão sua administração se é possível trocar suas cidades por Seul.

Pois bem, os EUA têm alguma solução singular para se resguardar da bomba atômica da Coreia do Norte que o levaria a bancarrota?

Nem os antimísseis, por mais que sejam, nem “THAAD” que se implante no Sul da Coreia, não valerão o esforço.

Para o imperialismo só há um remédio, não tocar o Norte da Coreia, ou seja, renunciar a sua política de hostilidade à RPDC, retirar suas tropas do Sul da Coreia e não intervir no assunto interno da nação coreana.

A ameaça da Coreia do Norte aos Estados Unidos não é para agredir este país, mas para impedir sua agressão e intervenção em si mesma.

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