CAMPANHA DE SOLIDARIEDADE

domingo, 16 de outubro de 2016

90 anos de “Derrotemos o imperialismo”

Fazem 90 anos quando a Coreia estava sob a ocupação militar do Japão. Kim Il Sung (1912-1994), eterno Presidente da República Popular Democrática da Coreia, que arduamente havia empreendido a luta pela liberdade e independência do país, no distrito de Huadian na província de Jilin no noroeste da China, incorporando aos revolucionários da nova geração, fundou em 19 de outubro de 1926 a União para Derrotar o Imperialismo (UDI).

Na reunião de fundação efetuada em uma humilde casa, ele fez um discurso com o título “Derrotemos o Imperialismo”.

Em suas memorias “No Transcurso do Século” dissera: “Foi tarefa imediata da UDI derrotar o imperialismo japonês e conquistar a libertação e a independência da Coreia, e seu objetivo final residia na construção do socialismo e do comunismo aqui, e a longo prazo, destruir todos os imperialismos e realizar o comunismo em todo o mundo.

Sim, é assombroso que ainda em sua juventude ele tenha tomado a via da luta revolucionária pela salvação do país e do povo. Não há celebridade nem herói como ele em que numa idade tão jovem declarou decididamente que eliminaria todos os imperialismos da Terra.

A fundação da UDI constituiu um evento histórico que anunciava a nova etapa do movimento de libertação nacional, a luta anti-imperialista, da Coreia. Com a fundação da UDI, a revolução coreana teve esclarecida sua meta de luta e estratégia e deu seu primeiro passo significativo na prolongada e sagrada luta pela realização da causa anti-imperialista.

A revolução coreana assim lançada sempre se saiu vitoriosa no enfrentamento de 90 anos contra o imperialismo.

Sob a direção de Kim Il Sung os revolucionários coreanos lutaram durante 20 anos no processo que ficou conhecido como Luta Revolucionária Antijaponesa, e realizaram a 15 de agosto de 1945 a causa histórica da libertação do país. Posteriormente, o exército e o povo da Coreia, na guerra coreana dos anos 1950, pela primeira vez na história, derrotaram os Estados Unidos, este último que desencadeou o conflito e que se gabava da “supremacia mundial”, e assim defenderam a soberania e dignidade nacionais. Também no pós-guerra, a RPDC desbaratou as intermináveis provocações militares dos Estados Unidos que posteriormente seriam denominadas como o incidente do barco “Povo”, que era da espionagem estadunidense, do avião espião de grande porte “EC-121” dos anos de 1960, o de Panmunjon da década de 1970, etc.

A RPD da Coreia ajudou ativamente a luta anti-imperialista de vários países e contribuiu consideravelmente à realização desta causa em conjunto do mundo. Ofereceu ativa assistência política e militar à luta de Cuba, Vietnã e outros países socialistas contra a agressão dos Estados Unidos como acontecera na "Crise do Caribe" e no "Incidente do Golfo de Tonkin" e ajudou nos campos materiais e espirituais na luta anti-imperialista e de libertação nacional de muitos países africanos. Desempenhou o papel de protagonista e ativo para conseguir com o que o Movimento Não-alinhado acatasse fielmente ao ideal do anti-imperialismo e da independência.

O ideal da União para Derrotar o Imperialismo proposto por Kim Il Sung foi herdado ao pé da letra por Kim Jong Il (1942-2011), eterno presidente do Comitê de Defesa Nacional da RPDC.

No final do século passado quando vários países socialistas, rendidos ante o compromisso e a ofensiva de estrangulamento dos imperialistas, renunciaram ao princípio do socialismo e da luta anti-imperialista, a RPD da Coreia manteve erguida sem vacilar a bandeira da luta anti-imperialista. Nos países que se abstiveram de tal luta, que por fim o socialismo entrou em colapso, ocasião em que as forças aliadas imperialistas encabeçadas pelos Estados Unidos apertaram o cerco contra a RPD da Coreia a fim de suprimi-la, quando Kim Jong Il expôs ante os militares e civis um sério problema que era de ou de se tornarem escravos do imperialismo ou soldados independentes em defesa do socialismo, hasteando a bandeira do Songun (prioridade dos assuntos militares) impregnada de um firme espírito anti-imperialista e de independência.

Com uma vontade extremamente rígida contra o imperialismo e a irrevogável política do Songun, Kim Jong Il defendeu firmemente a soberania e dignidade nacionais e o socialismo, e converteu o país em uma invencível potência política e militar que ninguém se atreve a tocar, e no inexpugnável baluarte anti-imperialista e da independência.

A causa anti-imperialista iniciada pela UDI hoje é levada adiante com êxito por Kim Jong Un, Dirigente Máximo da República Popular Democrática da Coreia.

Este proclamou marchar na via da independência, do Songun e do socialismo, como estratégia de eterna duração da República Popular Democrática da Coreia e diante das maquinações draconianas de provocação de guerra nuclear dos Estados Unidos, apresentou uma linha de levar a cabo conjuntamente a construção econômica e a das forças armadas nucleares e fortalecer a força militar no conjunto do país, incluindo a capacidade de dissuasão nuclear, em todos os seus aspectos. A bomba atômica e os mísseis de índole agressiva dos Estados Unidos respondemos a altura, a suas provocações com uma resposta imediata e a sua guerra agressiva com uma justa e grande guerra de reunificação nacional, declarou Kim Jong Um, rechaçando categoricamente a linha dos Estados Unidos e de seus seguidores. Não somente não nos esquecemos nunca da agressão, da coação e da arbitrariedade dos imperialistas, como também estamos firmemente decididos a aproveitar a guerra que os EUA se atreve a desencadear na Península Coreana como uma ocasião para "botar pelos ares" todo seu território, a origem de todo o mal deste mundo e o reduto do imperialismo, do qual causa pavor ao império e seus lacaios.

O apelo "Derrotemos o Imperialismo", lançado há 90 anos, junto com o nascimento da União para Derrotar o Imperialismo, aproxima a extinção dos Estados Unidos.

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