quarta-feira, 21 de agosto de 2013

FDIM visita Coreia Popular no 60º ano da vitória sobre invasores norte-americanos

FDIM visita Coreia Popular no 60º ano da vitória sobre invasores norte-americanos

A FDIM realizou visita de solidariedade à RPDC por ocasião das comemorações do 60º aniversário da guerra contra as agressões imperialistas dos EUA, em 1953. Durante dez dias, em Pyongyang - cidade da Luz – as representantes do Brasil, Rússia e Vietnã participaram de inúmeras atividades, muitas delas com o Presidente Kim Jong Un, com uma participação expressiva, alegre e contagiante da população coreana.

Com um grande orgulho do papel do Exército coreano na guerra, o Desfile Militar da Vitória recebeu a visita de mais de dois mil estrangeiros que, junto com a Coreia, comemoraram essa vitória desse povo guerreiro na busca incansável de uma Pátria livre, soberana e independente. Hoje uma Pátria Socialista!

Ao longo de três dias, a delegação da FDIM e as de dezenas de países participaram com o Presidente Kim Jon Um da demonstração artística, maravilhosa, o Arirang, do espetáculo noturno com fogos de artifícios, da reinauguração do Museu dos Combatentes, de jantar de confraternização para as delegações estrangeiras, dentre outras iniciativas.

Ao longo dos dez dias, a FDM pôde constatar os avanços da industrialização no país, a unidade desse povo na luta incansável pelo crescimento econômico, com máquinas e equipamentos sofisticados, aumentando de forma crescente a indústria nacional, o desenvolvimento da agricultura em um país muito montanhoso com apenas 20% de solo cultivável e inverno rigoroso a menos 30 graus que tem sido logrado com avanços em tecnologia, criatividade, respeito à natureza e tradições, pela utilização da energia como fator de desenvolvimento, a construção de mais hospitais, muitos voltados para a saúde da mulher como o dos tumores de mama, vinculado à maternidade de Pyongyang, escolas, teatros e museus, resgatando a história da reconstrução de Pyongyang e da Coreia depois da destruição causada pela guerra em 1953.

A Delegação de Solidariedade da FDIM à luta pela reunificação do país e contra as ameaças de guerra nuclear empreendidas pelo império norte-americano foi comandada pela Presidente da FDIM, Márcia Campos, e sete representantes de organizações nacionais filiadas à entidade. Eram duas representantes da Rússia, quatro vietnamitas e o Brasil, com a CMB, através de sua Presidente, Gláucia Morelli.

A trajetória da FDIM ao lado do povo coreano é marcada por momentos de forte solidariedade, sendo que a primeira visita da entidade ao país ocorreu ainda durante a Guerra, em 1951, e a delegação, então comandada pela presidenta Freda Brown, pôde constatar os crimes cometidos pelas tropas norte-americanas invasoras e seus aliados  contra a população civil. Na época, a FDIM mobilizou a solidariedade internacional logrando a doação de um hospital. Nas comemorações deste ano, no dia 25 de julho, Márcia usou da palavra no ato internacional em repúdio e pela punição dos EUA nos crimes cometidos na província de Shonsian, local onde foram assassinados 35 mil civis, a maioria mulheres e crianças. As mulheres e crianças foram colocadas em dois armazéns, aos quais jogaram petróleo e atearam fogo, matando queimadas todas as pessoas.

Márcia e o americano defensor da paz, Ramsey Clark, levaram à Coreia, nesse Ato Internacional, o apoio e a solidariedade dos estrangeiros presentes nas comemorações.

Durante os três anos de guerra, os EUA destruíram mais de 610.000 casas, 7.700 escolas e centros culturais do país, e mais de 371 mil hectares de terras cultivadas. Foram mais de 10.000 bombas bacteriológicas e químicas. Mataram durante a guerra mais de três milhões de civis na Península Coreana.

Os EUA mantêm sua política hostil para acabar com a RPDC e a luta da FDIM é para que retirem as tropas da Coreia do Sul, para acabar com as provocações contra a Coreia e dessa forma avançar na política de Reunificação da Pátria, bandeira que unifica a Nação, que tem suas famílias divididas pelos americanos.

Em reunião com o Presidente da Assembléia Popular da RPDC, Kim Yong  Nam, a FDIM reafirmou seu compromisso com a luta pela Reunificação da Coreia, elogiou os avanços da política no país voltada para as mulheres, com as mães que possuem três filhos na escola trabalhando seis horas por dia, duas horas a menos, e recebendo o mesmo salário que os homens. A família conta com lavanderias e restaurantes públicos, o que proporciona as condições para que todos os membros avancem em estudos e participem das atividades políticas e culturais. As mulheres têm direito a 5 meses de licença-maternidade (dois meses antes do parto e três após) e os homens a 15 dias de licença-paternidade.

Com a economia atingindo 8.5% em crescimento, a RPDC garante um médico para cada cinco famílias e a expectativa de vida hoje é mais de 76 anos.

Kim Yong  Nam reafirmou a luta de seu povo e de seu país e afirmou que o povo coreano seguirá de forma firme e decidida desenvolvendo a Pátria Socialista.

Márcia Campos – Presidenta da Federação Democrática Internacional de Mulheres

Fonte: Hora do Povo

domingo, 18 de agosto de 2013

Nova biblioteca na Faculdade de Medicina de Pyongyang


Recentemente, foi finalizada a construção de uma nova biblioteca na Faculdade de Medicina na Universidade Kim Il Sung, em Pyongyang. No dia 23 de novembro de 2010, o dirigente Kim Jong Il visitou a Faculdade de Medicina e se mostrou satisfeito com a competência do pessoal técnico e enfatizou a necessidade de dar condições suficientemente necessárias para o progresso de pesquisas educacionais e científicas. Elogiou também a decisão dos técnicos locais de se construir uma nova biblioteca.

Após a finalização da construção da biblioteca, foram introduzidos centenas de computadores e cem outros tipos de modernas instalações. A biblioteca possui capacidade para fazer intercâmbios científicos nacionais e internacionais. Possui também um centro médico de informação.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Depoimentos sobre Kim Il Sung

15 de agosto marca o dia da libertação da Coreia. Há 68 anos, em 1945, o General Kim Il Sung, fundador da Coreia Socialista e eterno presidente da República Popular e Democrática da Coreia, pôs fim à ocupação militar japonesa que já durava há décadas, e realizou a causa da libertação do país. Publicamos os depoimentos de históricas figuras que puderam ver de perto os méritos do Presidente Kim Il Sung.

Kim Il Sung, em 1932, 19 anos, quando fundou
o Exército Guerrilheiro Popular Anti-Japonês
A Guerrilha de Kim Il Sung:
"A Coreia continuou, com suas próprias forças, na luta contra os opressores. Até agosto de 1945, a guerrilha atuou ativamente." - R. Malinovski, marechal soviético.

"Aproximamo-nos da cidade quando se ouviram disparos de metralhadoras e canhões. As pequenas pracinhas e estreitas ruas da cidade de Rajin (a atual Rason, uma cidade costeira ao nordeste da Coreia) estavam repletas de caminhões e vagões do inimigo. Demo-nos conta de que os guerrilheiros coreanos, bloqueando os militares japoneses que estavam em vias de retirada, não os deixavam sair da cidade. Os japoneses, cercados entre nós e os guerrilheiros, começaram a jogar suas armas e render-se. Enxergamos umas cem pessoas armadas que se aproximavam de nós desde as periferias da cidades. Gritavam: 'Somos os combatentes da guerrilha de Kim Il Sung!'" - I. Urzumelasuvili, oficial soviético.

Kim Il Sung, Líder da Independência da Coreia:
"Lembro de maneira viva o feito que aconteceu um ano antes da derrota do Japão. Certo dia, a pichação 'Kim Il Sung, Líder da Independência da Coreia', escritas no topo da cabine do navio Shimonoseki-Busan, espantaram as autoridades japonesas. O General Kim Il Sung foi, ao pé da letra, o líder da independência da Coreia. Com pouco mais de dez anos de idade, entrou para a clandestinidade. Numa época em que o Japão levava a cabo suas preparaçòes para agredir a Manchuria, Kim Il Sung se mostrou como a figura que mais ameaçava a política do Japão sobre a Ásia por ser dirigente de um grande movimento estudantil com enorme capacidade de organização, por haver ganhado apoio de amplos setores do povo apesar de sua idade precoce, por haver liderado inúmeros jovens sob sua linha política e manter seu princípio de enfrentar o Japão com armas para libertar a Coreia. Sua grande capacidade de organização, sua ideia de liderar a luta armada anti-japonesa se tornaram realidade, quando em começos da década de 1930 fundou a Guerrilha Anti-Japonesa." - Kagami Miyuki, oficial do destacamento policial de Manchukuo.

Batalha de Pochonbo:
"No dia 4 de junho de 1937, o General Kim Il Sung organizou a Batalha de Pochonbo sob o mando da Guerrilha Anti-Japonesa. Naquela época, eu trabalhava como chefe de polícia de uma estação policial de Hyesan (cidade localizada na fronteira China-Coreia) e presenciei o ataque de Pochonbo. Os habitantes de Pochonbo, homens e mulheres, velhos e crianças, saíram todos às ruas e escutaram o discurso do General Kim Il Sung pela independência do país e lançaram-lhe clamores. Àquela altura, nem o governo-geral japonês ou as autoridades militares japonesas imaginavam que a Guerrilha Anti-Japonesa, sob a direção de Kim Il Sung, se atreveria a assaltar Pochonbo. A batalha causou contundentes golpes militares e políticos contra o imperialismo japonês, e deu ao povo coreano a fé na libertação." - Yabuki Sanae, chefe da estação de polícia de Hyesan.

"Tropa punitiva" executada:
"O General Kim Il Sung aplicava as artes militares como um mágico, assombrando os soldados e policiais japoneses. É o que diziam os militares japoneses de Manchukuo, que sempre estavam assombrados pela Guerrilha de Kim Il Sung tanto do ponto de vista tático quanto estratégico. Prova disso foi que a tropa de Maeda foi completamente dizimada." - Kato Toyotaka, estudante da Academia Policial Central de Manchukuo.

"A assombrosa notícia que recebemos sobre o extermínio da tropa Maeda, na qual eu confiava tanto, me deixou estupefato. No dia seguinte, quando estive no local de combate, vi aquele monte de cadáveres e fiquei assombrado. Vendo o pitoresco desfiladeiro para onde a guerrilha do General Kim Il Sung atraiu a tropa de Maeda e disparou-lhe uma descarga de balas de três cantos diferentes, admirei seu singular método de combate. Vi que se tratou de uma operação realmente impecável. A tropa de Maeda, que era conhecida como "grandes homens", "tigres furiosos", foi completamente dizimada sem ter chance de apresentar qualquer contra-ataque. Ao mesmo tempo, quando íamos ao local de combate sempre ficávamos aterrorizados." - Unami Hikoiro, chefe do batalhão de polícia de Manchukuo.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Coreia Popular exige liberação de seu barco e tripulação detidos ilegalmente no Panamá

Coreia Popular exige liberação de seu barco e tripulação detidos ilegalmente no Panamá

Em entrevista especial para a Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA) o Ministério das Relações Exteriores da RPD da Coreia demanda ao governo do Panamá que libere o barco Chongchonggang que partiu do porto de Havana – Cuba, para voltar à Coreia pelo canal do Panamá.

“Recentemente ocorreu um incidente anormal em que as autoridades de investigação do Panamá detiveram o barco comercial de nosso país o Changchanggang que saiu de Havana e ia passar pelo canal do Panamá sob infundadas suspeitas de transporte de drogas. Prenderam o capitão e os 35 tripulantes coreanos atacando-os com violência e revistando à força o carregamento. Ao não descobrirem nenhuma droga tentaram defender sua ação violenta questionando outra carga. Essa carga se trata de armas velhas que devem ser reparadas e devolvidas a Cuba de acordo com contrato legítimo. As autoridades do Panamá devem tomar a medida de permitir de imediato a saída de nossos marinheiros e do barco detidos.”

Autoridades panamenhas detiveram e vasculharam o barco sob a acusação de supostamente transportar drogas, o que não se verificou. No barco foram encontrados carregamentos de açúcar e armas antigas avariadas que Cuba estava remetendo para Pyongyang onde seriam reparadas e devolvidas a Cuba segundo contrato regular entre os dois países.

O governo do Panamá, aliado dos EUA, apoia as sanções norte-americanas contra a República Popular Democrática da Coreia e aproveitou a passagem do barco norte coreano para mostrar serviço aos EUA, dando chance à mídia internacional de especular quanto ao porte de drogas. Mesmo nada tendo sido encontrado de irregular o jornal espanhol “El País” especula com a possibilidade delas “ainda serem encontradas”, já que a vistoria ainda não se consumou por completo.

O governo cubano confirmou que as armas antigas são de cuba, de fabricação soviética e devem ser reparadas e devolvidas normalmente. Não se trata de compra ou venda de armas.
O incidente não tem sentido e a apreensão do barco deve ser revertida logo, pois não cabe ao Panamá ou aos EUA fiscalizarem os barcos comerciais da RPDC ou de Cuba em território estrangeiro sem que se tenha uma acusação formal contra eles, sem que tais “denúncias” tenham fundamento. Essa ação do governo panamenho é mais uma provocação entre as tantas que tem sofrido a RPDC dos EUA e seus aliados mais servis.

ROSANITA  CAMPOS


Fonte: Hora do Povo

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Edição Especial do Boletim do Centro de Estudos da Ideia Juche

Coreia Popular comemora 60 anos de vitória na guerra

Os festejos pelo 60º aniversário da vitória na guerra de 1950 a 1953 na República Popular Democrática da Coreia (RPDC) começaram nesta terça-feira (23), com o festival de mosaicos humanos Arirang, a maior representação mundial de ginástica. O dirigente Haroldo Lima viaja à Coreia para representar o Partido Comunista no Brasil nos festejos.

Para Haroldo essa data é muito significativa não só para os coreanos, mas para todos os povos do mundo, pois foi a primeira vez que um povo oprimido consegue derrotar o maior exército de guerra, os EUA.

Segundo Haroldo, o líder Kim II-sung foi o grande arquiteto desta vitória do exército guerrilheiro e por isso, merece ser saudado. Segundo conta Haroldo, os Estados Unidos tinham a ideia de tomar toda a Coreia e invadir a China, mas neste instante, Mao Tsé-tung conclamou o voluntariado para apoiar e defender o lado norte da Coreia. “Foi um milhão de chineses que aderiram à luta”.

As negociações resultaram num acordo assinado em Panmujon em 27 de julho de 1953. Foi então que o conflito terminou, mas o tratado de paz até hoje não foi assinado e a Coreia continua em estado de guerra e dividida em norte e sul. “As lutas foram dramáticas e terminou com um armistício a trégua, não se encerrou até hoje. Suspenderam as batalhas, de um lado ficou a Coreia do Sul e do lado norte ficou a Coreia Popular Democrática que desenvolveu fundamentos socialistas”, narrou Haroldo.

O dirigente brasileiro explicou ainda que a partir dos anos 1980, quando a experiência soviética começou a apresentar dificuldades, com a pressão imperialista, com a guerra fria, os planos foram reorganizados e a ideia Juche (pensamento básico de que o ser humano está no centro das ações) se tornou base da ideologia da Coreia Popular ao defender que o sujeito da revolução deve ser as massas e não qualquer poder externo, o que implica que a nação tenha confiança em si mesma. O ideólogo foi Kim II-sung, o líder revolucionário.

As comemorações

O festival Arirang surgiu em 2002 em honra ao fundador da RPDC, Kim Il Sung, que dá nome ao prêmio outorgado à função de ginástica e arte em massa Arirang, também conhecida como Festival do Sol.

Os festejos, de caráter anual, foram interrompidos somente em 2006, por causa das enchentes que castigaram o país. Em 2007 o Arirang foi registrado no livro de recordes do Guinness como "os maiores jogos de massas do mundo".

Fogos de artifício, músicas, danças, ginástica e circo, junto a uma pirâmide humana que muda de forma constantemente, marcaram a noite desta terça-feira (23) no estádio Primeiro de Maio, uma festa que ressalta pelo seu desenho de luzes e suas cenografias vistosas.

O público revelou aos meios de comunicação sua felicidade pelos desenhos humanos que representavam imagens de época do país e soldados heróis dos tempos de guerra.

Dezenas de espectadores afirmaram que o momento mais relevante e emocionante ocorreu quando foi tocada a canção 27 de Julho, Dia da Vitória, acompanhada de mosaicos humanos perfeitamente sincronizados e fogos de artifício que iluminaram a noite.

A exibição, que chama a atenção de milhares de estrangeiros, combina artes marciais, marchas militares e balés aéreos, e dura seis dias por semana, até o mês de setembro.

Da redação,
Com informações da Prensa Latina
Fonte: Portal Vermelho

O Kimilsunismo-Kimjongilismo é a bandeira da vitória para os povos latino-americanos que aspiram a indpendência

El Kimilsung-Kimjongilismo es la bandera de victoria para los pueblos
latinoamericanos aspirantes a la independencia

Ogami Ken-ichi

Secretario general del Instituto Internacional de la Idea Juche
     
Estimados camaradas y amigos:
     
Estamos en la época de la independencia, la cual es la nueva época en que las masas abren, como dueñas, la historia social independiente-creativamente.
     
Los países y las naciones del mundo se adelantan el camino de victoria luchando constantemente contra la dominación y la opresión de las fuerzas reaccionarias encabezadas por la superpotencia, bajo la bandera de la independencia.
     
En América Latina han surgido muchos gobiernos independientes antinorteamericanos y sopla fuertemente el viento de la lucha antimperialista y antiyanqui que luchan los países unidos. La historia de lucha por la independencia y la solidaridad de América Latina, incluso la del Libertador Simón Bolívar vive a fondo entre sus pueblos. Por otro lado, fracasa sucesivamente la dominación armada de la superpotencia en el mundo, como en Irak y en Afganistán.
     
El llamado Lehman Shock que ha causado la crisis financiera mundial y la crisis económica ocurrida en estos años en Europa demuestran que el imperialismo cae en una crisis histórica sin salida. La RPD de Corea insiste con dignidad en su soberanía rechazando categóricamente la presión y sanción injustas por la “resolución” sobre el satélite artificial adoptada en el Consejo de Seguridad de la ONU. La posición de Corea que respeta más que nada la soberanía estimula mucho a las fuerzas independientes del mundo y demuestra la corriente principal de la época.

El Kimilsung-Kim Jong Ilismo es la idea
directriz de la época actual
     
El Kimilsung-Kim Jong Ilismo es la idea directiva de la época de independencia. Un líder de revolución crea su pensamiento de abrir una nueva era y lo desarrolla. El Presidente Kimilsung creó la idea Juche en el curso de la lucha por la liberación de la patria en contra de la dominación colonial del imperialismo japonés.
     
El Presidente, con sus camaradas, superó todas las dificultades y penalidades durante más de 70 años desde que se despidió de la familia cuando contaba con muy pocos años de edad hasta que falleció en 1994. Condujo la revolución coreana a la victoria tomando como lema “Wiminwuichon” (enaltecer al pueblo como el cielo mismo), siempre amando al pueblo, confiando y apoyándose en él.
     
En 17 años de la desaparición física del Presidente Kimilsung al 2011 el Dirigente Kim Jong Il se dedicó todo suyo a continuar las hazañas del Presidente y a cumplir sus enseñanzas mientras la rigurosa situación de qur habían sido abiertas las maniobras imperialistas de aplastamiento contra Corea.
     
Una prominente de las grandes proezas del Dirigente es lo que sistematizó la idea revolucionaria del Presidente Kimilsung y la afirmó como la idea revolucionaria de la nueva época. Otra es lo que dilucidó nueva-enteramente la teoría del socialismo de Juche, defendió el socialismo coreano y lo desarrolló como el socialismo humanocéntrico.
     
El primer secretario Kim Jong Un, sucesor de la causa del Dirigente Kim Jong Il, tras aclarar que el Kimilsung-Kim Jong Ilismo es la idea directiva de nueva era, elucidó la composición y el sistema.
     
El primer secretario dijo el 6 de abril de 2012:
     “El Kimilsung-Kim Jong Ilismo tiene el sistema íntegro de la idea, la teoría y el método de Juche y es la idea revolucionaria que representa la época de Juche.”
     
El Kimilsung-Kim Jong Ilismo se basa en la idea Juche y todos sus principios y contenidos son atravesados por esta idea.
     
Compone su contenido con la teoría revolucionaria y los métodos directivos, que se elucidan a base de la idea Juche. La idea Juche aclara el principio filosófico sumamente nuevo. Para ello, la idea Juche señala ante todo, la posición y el papel del hombre en el mundo considerándolos como el problema fundamental de la filosofía.
     
La idea Juche dilucida la naturaleza del hombre, que es zazusong (independencia), espíritu creador y conciencia, por lo cual establece el principio filosófico de la idea Juche de que el hombre es dueño de todo y lo decide todo.
     
A partir de tal principio, la idea Juche define el principio de la historia social de que las masas popularee son el sujeto y el motor también del desarrollo de la historia social. Pone en claro que las masas populares sólo podrán ser el sujeto independiente de la historia si se concienticen y se organicen bajo una dirección correcta.
     
El Kimilsung-Kim Jong Ilismo elucida la teoría revolucionaria a base de la idea Juche.
     
La teoría revolucionaria de Juche es la teoría desarrollada y sistematizada basándose en la idea Juche, que señala a las masas populares como el protagonista de la revolución y como la fuerza que pueden impulsarla.
     
Esta teoría revolucionaria con contenido fabuloso da respuesta correcta a cualquier problema presentado en la revolución y la construcción de la época contemporánea.
     
Aquí me refiero a una parte del conteonido importante de la teoría revolucionaria.
     
En la teoría de construcción del socialismo se contienen la teoría de construir Estado poderoso y próspero, la teoría de política Songun (priorización militar), etc. Aunque los pensamientos anteriores trataron del socialismo no explicaron teoría de construir el socialismo poderoso en la economía, la cultura y en otros campos. Tampoco ha surgido de verdad una potencia socialista.
     
La potencia próspera socialista significa Estado que tiene la poderosa fuerza nacional y permite a todas las cosas florecer y al pueblo gozar de la vida satisfecha. La potencia próspera socialista posibilita establecerse cuando se realicen conjuntamente los tres, o sea la unidad con una sola voluntad entre líder, partido y pueblo, la fuerza militar invencible y la revolución industrial del nuevo siglo.
     
Es imposible prosperar el socialismo sin garantía de la fuerza militar en la situación de que el imperialismo sigue sus acciones hostiles. Esto es una lección de la historia.
     
Afirmo que la potencia próspera socialista de Juche constituye el país que demuestra de pleno la superioridad del socialismo en todos los campos conforme a la ley de prioridad militar.
     
Otra importancia de la teoría de construir el socialismo es la de política Songun , la cual es el típico modo político del socialismo y la política de defender la soberanía y el derecho a vivir de la propia nación y de realizar la paz permanente.
     
La teoría de imperialismo contemporáneo señala su característica y la inevitabilidad de su caída. Las teorías viejas evidenciaron que el imperialismo caminaría espontáneamente hacia el arruinamiento. La nueva teoría de imperialismo contemporáneo dilucida la característica de éste, es decir el imperialismo actual explota el mercado exterior a base del neocolonialismo formando la alianza dependiente encabezada por Estados Unidos en contubernio entre Estado y el capital monopolista. A la vez, dilucida que el imperialismo se ahuyentará, tarde o temprano, del escenario de la historia debido a la lucha activa de los pueblos del mundo que requieren la independencia.
     
La teoría relacionada a la independización mundial aclara un mundo en que será establecida la soberanía del país y de la nación sin dominación ni dependencia.
     
Un mundo independizado se puede realizar de resulta de que se logre la independencia en cada país, se democratice la comunidad internacional y se establezca la paz permanente.
     
El Kimilsung-Kim Jong Ilismo abarca, en su sistema, el método directivo además de la idea y la teoría de Juche.
     
En los viejos pensamientos revolucionarios se incluye la teoría sobre el objeto de la revolución, pero no se señala sistemáticamente el método para hacer a las masas populares el sujeto de la revolución.
     
El método directivo aclarado por el Kimilsung-Kim Jong Ilismo posibilita a las masas populares mantener su posición y desempeñar bien su papel como protagonistas de la revolución. Señala también la ley de que las masas pueden resolver de modo independiente y creativo todos los problemas presentados en la lucha revolucionaria.
     
Uno de los principios directivos del Kimilsung-Kim Jong Ilismo es de mantener la posición independiente. El principio de mantener la posición independiente contiene Juche en la ideología, independencia en la política, autosuficiencia en la economía y autodefensa en la salvaguardia nacional.
     
El segundo principio es de aplicar el método creador, cuyo contenido es hacer actividades ayoyándose en las masas populares y trabajar adecuadamente para la realidad. El tercero es de conceder atención primordial a la ideología. Este contenido es dar prioridad a la transformación ideológica y anteponer las actividades políticas. El Kimilsung-Kim Jong Ilismo presenta por primera vez y aclara de completo el método directivo para las masas populares, sujeto de la revolución.

El primer secretario Kim Jong Un
quien dirige la época de independencia
     
Afirmo que la causa revolucionaria de Juche significa la realización completa de la independencia de las masas. Heredar esta causa quiere decir cumplir y perfeccionar de generación en generación la causa independiente de las masas.
     
Tuvo lugar en octubre de 2010 la conferencia histórica de los representantes del Partido del Trabajo de Corea(PTC). En la conferencia se acordó que el Presidente Kimilsung es Líder eterno de la RPD de Corea. Al mismo tiempo el Dirigente Kim Jong Il fue reelegido Secretario General del PTC y Kim Jong Un se eligió vicepresidente del Comité Militar del PTC. La conferencia marcó su importancia histórica en que se acordaron estos tres.
     
Suceder las proezas de los líderes antecesores constituye suceder las de líderes de la revolución, es decir suceder las del pueblo. La historia revolucionaria de Corea verifica que suceder estas hazañas es un camino glorioso y cuán duro es. Hoy, las hazañas del Presidente Kimilsung y del Secretario General Kim Jong Il son heredadas, desarrolladas y dirigidas hacia su fin por el primer secretario Kim Jong Un, infinitamente fiel a ellos, respondiendo a nuevas realidades y exigencias.
     
Kim Jong Un es nuevo dirigente quien se consagra todo suyo tanto al pueblo como a la revolución.
     
Sus actividades se conformen con el pensamiento “Wiminwuichon” que significa enaltecer al pueblo como el cielo mismo y no escatimar nada para éste.
     
La escena conmovedora que mostraron el primer secretario Kim Jong Un y el pueblo coreano cuando falleció el Secretario General Kim Jong Il en diciembre de 2011 causó una impresión inolvidable a los pueblos del mundo.
     
En medio de que se sumió más que nadie en la pena, Kim Jong Un comenzó materializar las instrucciones del Dirigente Kim Jong Il que se esforzaba para que el pueblo gozara en feliz año nuevo. El pueblo, a pesar de dolor, fue abrigando esperanzas.
     
El primer secretario invitó a los jucheanos de los países y les dio una oportunidad de compartir la pena junto con el pueblo coreano.
     
Dice él a los funcionarios del partido que deben trabajar abnegadamente por el pueblo encarnando la concepción popular del estilo de Kimilsung-Kim Jong Il y siguiendo corriendo hasta que desgastan las suelas de zapatos bajo el eslogan “¡Todo para el pueblo y apoyarrse en las masas populares para todo!”
     
Kim Jong Un pronunció el mensaje de Año Nuevo el primero de enero de 2013.
     
Este mensaje es la orientación programática que indica el camino futuro de Corea.
     
En primer lugar, el mensaje determina el 15 de abril de 2012 como cien años de Corea jucheana y hace balance la historia centenaria del país.
     
Gracias al nacimiento del Líder Kimilsung, el pueblo coreano ha podido puesto término a su historia desgraciada con más de cinco mil años y ha elevado la dignidad y orgullo de sí mismo al nivel más alto en la historia nacional, dijo el primer secretario Kim Jong Un en su mensaje de Año Nuevo.
     
Se refirió a que el fortalecimiento de la economía es la primera tarea en construir Estado poderoso y próspero del socialismo.
     
El objetivo de reforzar la economía reside en estabilizar y mejorar la vida popular y los éxitos logrados en la construcción económica hay que ser reflejados en la vida del pueblo, así determinó con claridad.
     
Más adelante afirmó que el deseo del pueblo coreano es lo que transforma de Corea en el socialismo ejemplar y en país ejemplar de Juche del mundo y a la vez, es lo que poner todo su esfuerzo en la realización de la independencia y de la paz del mundo.
     
Se muestra en dicho mensaje la firme decisión del primer secretario Kim Jong Un a brillar cien años entrantes de Juche bajo la bandera del Kimilsung-Kim Jong Ilismo.
    
Fue efectuada entre los 28 y 29 de enero de 2013 la 4ª Reunión de los Secretarios de Célula del Partido del Trabajo de Corea.
     
Al aclarar la posición y el papel de la célula en el trabajo del partido, el primer secretario Kim Jong Un guía a los secretarios en que sean Kimilsungista y Kim Jong Ilista, en que hagan debidamente las actividades por las masas, y asimismo en que al frente, luchen por la realización de potencia próspera del socialismo.
     
Manifiesta él: Corea está marchando rectamente el camino de independencia, de Songun y de socialismo. Con el lanzamiento exitoso del satélite artificial, llega a ser la cuestión de tiempo el que acarrea un viraje en la constrcción para potencia económica y en la vida popular tomando la iniciativa en la confrontación con el imperialismo.
     
El primer secretario Kim Jong Un enseña tamién que es necesario consolidar y desarrollar más el partido como oficina de Estado Mayor poderosa y combativa, que se une monolíticamente con sola idea y voluntad y se arraiga en las masas populares a fondo, y por lo cual hay que intensificar el paraíso del pueblo, potencia admirada por todo el mundo mostrando la fuerza de la armonía perfecta entre el partido y el pueblo.
     
Por colmo, menciona que lo importante en la construcción para potencia próspera socialista es: primero, reforzar el partido ideológico-organizativamente; segundo, unir sólidamente a todo el pueblo en torno al partido; y tercero, llevar a cabo la política del partido.
     
Según el primer secretario Kim Jong Un, la célula del partido es la base de la vida partidista de los miembros, es nervios periféricos arraigados en las masas y es también la vanguardia para cumplir la política del partido.
     
Respecto al rol de secretario de la célula del partido, esclarece: Es formar a cada miembro del partido el Kimilsungista y Kim Jong Ilista, poner empeño en el trabajo con las masas para que ellas se vinculen con el partido por el sentimiento consanguíneo e incitar a los miembros del partido y al pueblo a la realización de la política del partido.
     
En las obras de Kim Jong Un se llevan su amor infinito a los camaradas y al pueblo y su confianza en ellos.


Rol precursor de los grupos de estudio
sobre el Kimilsung-Kim Jong Ilismo
     
    
En conmemoración del centenario del nacimiento del Presidente Kimilsung se celebró el Congreso Mundial de la Idea Juche entre el 12 y el 13 de abril de 2012 en Pyongyang con la participación de unos 200 delegados de las organizaciones de estudio procedentes de 60 países.
     
En poco tiempo después del Congreso Mundial fueron formados los grupos de estudio del Kimilsung-Kim Jong Ilismo en Asia, Africa, América Latina y Europa.
     
En América Latina las instituciones de estudio de la idea Juche de Perú, Venezuela y México, entre otros cambiaron sendos nombres en las de estudio del Kimilsung-Kim Jong Ilismo.
     
En Africa, incluso en Benín, Nigeria y Sudáfrica, en Europa, tal como en Italia, Bulgaria,etc. se fundaron las asociaciones del mismo estudio.
    
En Japón, fue constituido el Comité Nacional de Estudio del Kimilsung-Kim Jong Ilismo a principios de mayo, dos semanas después del congreso.
     
Los funcionarios del comité son eruditos, demócratas y parlamentarios eminentes. Y se incorporan al comité las personas de muchos sectores.
     
Siguiendo a dicho comité de estudio fundado a nivel nacional se formaron los grupos de estudio del Kimilsung-Kim Jong Ilismo en tres prefecturas. Una de las tres es Okinawa donde está concentrado el 70% de las bases militares norteamericanas en Japón. Otra es Fukushima en que aún siguen los daños causados por la central nuclear.
     
Ahora, tal corriente se va propagando en diferentes partes del país interior.
     
Las actividades de estudiar y difundir el Kimilsung-Kim Jong Ilismo deben impulsarse hasta el final en favor del propio país y conforme al requerimiento del pueblo y a la realidad.
     
En caso de estudio del Kimilsung-Kmjongilismo es importante comprender bien su contenido fundamental y universal. A la vez, es necesario ver y corresponder a que si los logros adecuados a la realidad de Corea convienen a la realidad de cada país o no, manteniendo la posición independiente.
     
Por delante de nosotros que caminamos bajo la bandera del Kimilsung-Kim Jong Ilismo, idea directiva de la época de independencia, nos espera un porvenir espléndido y nos abre la vida más noble que andamos en compañía de las masas.

     
Vamos a abnegarnos todos juntos a la independización de cada país y del mundo llevando adelante enérgicamente el estudio y la divulgación del Kimilsung-Kim Jong Ilismo.

sábado, 6 de julho de 2013

Kim Il Sung, bandeira da luta pela independência

O Presidente Kim Il Sung, fundador da Coreia Socialista, faleceu em 8 de julho de 1994, mas segue sendo alvo de grandes elogios por parte de personalidades mundiais.

O Presidente Kim Il Sung teve méritos imortais na luta pela independência. Com menos de 15 anos de idade, se juntou à luta pela pátria e pelo povo.  Em seus primeiros anos de luta pela Revolução, concebeu a Ideia Juche, segundo a qual as massas populares são donas do processo revolucionário, constroem-no e o impulsionam, que são donas de seu próprio destino e o forjam com seus próprios esforços.

Tal doutrina pôs a revolução coreana em seu correto caminho da luta pela independência.

Quando a luta armada para livrar a Coreia da ocupação militar japonesa foi travada, Kim Il Sung educou os guerrilheiros no espírito de não esperar ajudas estrangeiras e produzir armas e munições com suas próprias mãos para combater os agressores japoneses.

Os guerrilheiros coreanos, sob o lema de libertar o país com suas próprias forças, alcançaram seu objetivo depois de uma sangrenta luta de 15 anos.

Depois da libertação nacional, Kim Il Sung optou por uma democracia apropriada para a Coreia e se opôs a imitar modelos de outros países. Também lutou sem descanso para alcançar a reunificação do país separado por forças estrangeiras.

Durante a Guerra da Coreia (1950 – 1953), contra a agressão armada estadunidense, concebeu muitos métodos de combates originais, entre eles os de instalar canhões de fogo direto em lugares altos e abrir túneis em montes para se fazerem fortificações, as quais permitiram que os combatentes do Exército Popular da Coreia aniquilassem e vencessem o poderoso inimigo.

No pós-guerra, implantou um novo planejamento econômico de priorizar o desenvolvimento da indústria pesada e, ao mesmo tempo, promover a indústria leve e a agricultura, além de incitar o povo a continuar seu caminho pela independência resistindo a manifestações dogmáticas e servis às grandes potências.

Quando o assunto era integração econômica dos países socialistas, alguns obrigaram a RDPC a ser membro do Conselho de Ajuda Econômica Mútua, mas Kim Il Sung persistiu firmemente na sua ideia de construir uma economia nacional independente.

Em meados da década de 1980, quando predominava a tendência por “reformas” e “aberturas” em países socialistas, o Líder coreano fez com que seu país nunca abandonasse a posição de independência e hasteava mais ainda a bandeira vermelha. Por isso a Coreia socialista seguiu em pé quando vários países de mesmo ideal político igual caíram.

Kim Il Sung fez grandes esforços pela independência do mundo. Esclareceu importantes princípios como o respeito entre outros, o de defender a independência na luta pela paz mundial, o de alcançar a unidade das forças amantes da paz no mundo para combater as forças agressoras imperialistas, o de lutar promovendo a unidade e o de alcançar a unidade mediante a luta. Na ocasião de seu encontro com Mitterrand, o então chefe do Partido Socialista da França que visitou seu país em fevereiro de 1981, expressou que para prevenir uma nova guerra mundial, os países europeus no deviam integrar nenhum tipo de bloco, mas sim optar pela independência e neutralidade e ajudar os países emergentes para que mantivessem a soberania e construíssem um Estado soberano e independente.

Quando conversava com Utsunomiya Tokuma, personalidade política japonesa, disse que os países e continentes deviam manter a posição de independência para preservar a paz no mundo e que se a Europa e os países asiáticos fossem independentes e o Japão e outras nações desenvolvidas se pronunciassem pela independência, a paz universal seria alcançada sem dúvida alguma e acrescentou que este era seu ideal em função da paz.

Kim Il Sung deu total apoio à luta de outras nações contra o imperialismo e pela independência.

Kim Il Sung em encontro com Mao Tsé Tung
No período da Luta Armada Antijaponesa para alcançar a libertação da Coreia, ofereceu uma ajuda efetiva à Revolução Chinesa e defendeu com armas a União Soviética. Depois da libertação nacional, não poupou nada para apoiar a luta antiimperialista de outros países.

Seu gesto solidário com o povo argelino, que levantou a tocha da luta armada pela libertação nacional na África, conhecida então por ser uma região colonial e tenebrosa, escreveu um capítulo importante na história das lutas de libertação nacional no mundo. Os patriotas argelinos, estimulados pela vitória do povo coreano na sua Guerra de Libertação da Pátria, fundaram uma frente de libertação nacional em agosto de 1954 e realizou a luta armada. Kim Il Sung enviou-os uma grande quantidade de alimentos e outros recursos e propôs instituir o Dia e Semana da Argélia, para expressar a solidariedade com seu povo. Quando se criou, em setembro de 1958, o governo provisório da República da Argélia, a Coreia Popular foi o primeiro país a reconhecê-lo oficialmente e estabelecer relações diplomáticas com ele.

Kim Il Sung encontra o Comandante Che Guevara
Suas demonstrações de solidariedade desinteressada também se refletiram no triunfo das lutas dos povos da Angola, Moçambique, Zimbábue e Namíbia contra o colonialismo e o racismo, as lutas do povo latino-americano contra o imperialismo norte-americano e as ditadura pró-ianque, as lutas dos povos árabes contra o imperialismo estadunidense e o sionismo de Israel e as lutas em Cuba, Vietnã, Laos, Camboja e outros países contra as agressões estadunidenses.

A bandeira da independência que Kim Il Sung elaborou serve como fonte de força e ânimo para o povo coreano, que obtém admiráveis êxitos na construção do socialismo, mantendo-se firmemente em posição de independência, e para outros progressistas que batalham pela independência em nível mundial.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Amigos no adeus a Arnaldo Carrilho, primeiro embaixador brasileiro em Pyongyang

No dia 27 faleceu, aos 76 anos de idade, o embaixador brasileiro Arnaldo Carrilho.

O fato de ter sido o primeiro embaixador brasileiro designado para a República Popular da Coreia do Norte (RPDC) e junto à Autoridade Nacional Palestina, em nossa representação em Ramallah e ainda indicado pelo presidente Lula para embaixador brasileiro junto à Cúpula América do Sul – Países Árabes, diz muito do pioneirismo, independência, solidariedade entre os povos, que no seu trabalho junto ao Itamaraty Carrilho procurou desenvolver.

O testemunho desse embaixador que estava em Pyongyang quando o líder Kim Jong Il faleceu, atesta seu pensamento independente: "A Coreia do Norte está encoberta em luto profundo. Kim Jong Il era visto com admiração, especial carinho e respeito". Para ele, os questionamentos de alguns países do Ocidente sobre os rumos tomados pelo país incomodam os norte-coreanos, especialmente aqueles vindos da imprensa, que é vista como "uma injunção do imperialismo ocidental".

No debate em que participei ao seu lado, no Fórum Social Mundial – Palestina Livre, na presença de um dos mais destacados líderes palestinos, Nabil Shaath, no início de 2013, declarou: "a Palestina é não apenas uma questão nacional e
sim
, uma questão mundial, pois trata-se da causa da justiça e da liberdade".

Ele teve uma carreira diplomática de 47 anos e, além de Pyongyang e Ramallah, foi o responsável pela abertura de embaixadas brasileiras em Praia (na recém-liberta Cabo Verde) e Bissau (Guiné, que também se vira livre do colonialismo português) e ainda Jeddah, Arábia Saudita e Berlim Oriental. Atuou como nosso embaixador em países os mais diversos, entre eles Polônia, Austrália e Tailândia.

Além de diplomata, Carrilho foi um militante do cinema brasileiro, do qual se destacou como um dos seus maiores disseminadores em todas as suas atividades no exterior. Foi diretor da RioFilme (da sua gestão destacamos o apoio a dois filmes especiais: Lavoura Arcaica de Luiz Fernando Carvalho e Filme de Amor de Julio Bressane).

"Eu virei cinemeiro frequentando os cinemas da Penha, no subúrbio do Rio com a minha avó. Sempre que vejo o sucesso do cinema brasileiro, aquele menino que via filmes na Penha sorri dentro de mim", disse Carrilho quando assumiu a Rio Filme.

Em sua trajetória e participação em especial no movimento Cinema Novo (como destaca no vídeo de Flávia Barbalho – Cinema, Fala Cinema, homenagem a Arnaldo Carrilho) desfrutou da amizade e ação de Glauber Rocha, Paulo César Sarraceni, David Neves, Leon Hiszman, Cacá Diegues, Gustavo Dahl. Para ele, a disposição essencial de quem fazia o Cinema Novo era retratar o Brasil.

De Sarraceni (segundo ele com uma vocação profunda para produzir a tensão em seus filmes) gostava de repetir que "o Cinema Novo não é uma questão de idade, mas de verdade".

Estudioso da obra de Glauber Rocha ele afirma "O ponto crucial, o essencial da vida e obra de Glauber identifica-se com esta militância: uma ação em favor da arte revolucionária."

"Será sempre", afirma Carrilho sobre Glauber, "necessário apelar para o conjunto das opiniões da teoria política, da psicanálise, da antropologia, da lingüística, ao opinar sobre o fenômeno Glauber Rocha, pois sua lógica interna atrai curiosidades inter-disciplinares. As rupturas que ele causou, em níveis afetivos ideológicos e outros, nos diversos setores da intelligentsia, da opinião pública e da sociedade em seu tempo, representam, como um desafio, as bases de uma reflexão para toda tentativa de esclarecer nossas razões de viver e sobreviver."

"A obra cinematográfica de Glauber apresenta inúmeras originalidades... conseguiu, mais do que qualquer outro cineasta do Terceiro Mundo, inscrever-se na lista muito restrita dos artistas mais revolucionários", conclui.

O seu filho, Bruno, em declaração ao Hora do Povo, destaca essa convivência de seu pai com o cinema: "a sua paixão pelo cinema o uniu numa profunda amizade ao ministro Celso Amorim". Ambos tiveram experiências importantes na promoção do nosso cinema, Carrilho à frente da Rio Filme e Amorim da Embrafilme.

O filho de Celso Amorim, o cineasta Vicente Amorim, de quem Carrilho era padrinho, destaca que "ele era um homem muito culto, que não tinha medo de ter opiniões definitivas sobre os assuntos que defendia".

"Ele foi muito importante para a minha formação como diretor", destaca Vicente, "foi ele quem me apresentou ao Bernardo Bertolucci, que por conta da ponte com Carrilho, acabou se tornando um dos meus cineastas preferidos".

Também era um estudioso do que foi realizado de melhor pela arquitetura brasileira, o que lhe rendeu uma intensa amizade com Oscar Niemeyer: "Sempre que vinha ao Rio, me encontrava com Niemeyer com quem discutia – entre outras coisas – questões políticas e filosóficas".

Já aposentado, cumpriu sua última missão humanitário-diplomática: há 20 dias, a convite do governo do Irã, viajou a Teerã para discutir soluções que tragam a paz e defendam a soberania da Síria.

Como destacou seu filho, Bruno, ao seu funeral compareceram as representações diplomáticas da Palestina, da RPDC e do Irã, além de muitos amigos entre eles Samuel Pinheiro e Celso Amorim.

Carrilho fica na memória de seus amigos e dos entes mais próximos; sua mulher, Maria Helena Torres Batista-Carrilho e os filhos Bruno, Pedro e Lauro.

Fonte: HORA DO POVO

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Nota das Brigadas Populares

Reproduzimos a nota de solidariedade ao povo coreano e sua revolução enviada pelos companheiros das Brigadas Populares.

Blog de Solidariedade a Coreia Popular

Rio de Janeiro, 04 de Abril de 2013.

Nota de Solidariedade à República Popular Democrática da Coréia

Reunidos na favela do Jacarezinho, na Zona Norte da cidade do Rio de janeiro, o I Congresso Nacional das Brigadas Populares discutiu nos dias 29, 30 e 31 de março as diretrizes para a sua atuação na luta pela libertação nacional e o socialismo no Brasil.

A escolha de uma das maiores favelas do Brasil para sediar o nosso encontro, teve o intuito de mostrar o nosso compromisso com a classe operária brasileira, que tem o seu direito a habitação, saúde, transporte e educação negados constantemente pelos governos burgueses e reacionários que se alternam na gerencia do Estado brasileiro.

Os brigadistas de várias partes do Brasil reafirmaram seu compromisso de apresentar ao povo brasileiro o nacionalismo revolucionário, como caminho para o socialismo e o desejo de retomar o fio da história rompido com o golpe de Estado 1964.

Várias moções de apoio e solidariedade internacional foram aprovadas, mas a principal, devido o momento que se apresenta, foi a solidariedade total à República Popular Democrática da Coréia por parte das Brigadas Populares.

Baseado no internacionalismo proletário e na autodeterminação dos povos, as Brigadas Populares manifestou o seu apoio ao povo e ao governo da R.P.D.C. e as suas medidas de defesa para garantir o legítimo direito de existir.

As Brigadas Populares repudia a guerra midiática que está sendo movida contra a República Popular Democrática da Coréia pela imprensa golpista a fim de desinformar o povo brasileiro sobre o país irmão. País esse que nunca teve um gesto belicoso contra o Brasil e aos seus vizinhos e demais países do mundo.

As Brigadas Populares repudiam também as ações provocativas do imperialismo capitaneadas pela Coréia do Sul, Japão e Estados Unidos contra a Coréia Popular, tais ações são uma afronta a paz mundial.

Saudações Revolucionárias!

Brigadas Populares.
Comissão Política Nacional.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

A justiça triunfa


A Península Coreana, uma das regiões do mundo onde mais ocorrem tensões de guerra, foi posta à beira de uma guerra nuclear. São os USA, com sua deplorável intimidação com armas nucleares contra a República Popular Democrática da Coreia, quem empurrou a Península Coreana à beira de uma guerra nuclear.

Em dezembro do ano passado, a Coreia lançou o segundo satélite artificial Kwangmyongsong-3, algo que foi muito justo, aproveitando o direito internacional sobre o uso pacífico do espaço. Uma instituição hostil dos USA, país hostil, reconheceu oficialmente o êxito da Coreia no lançamento do satélite.

Porém, os USA, qualificando persistentemente o lançamento do satélite coreano como um “lançamento de mísseis balísticos”, como um “grave atentando contra a paz a segurança do mundo”, instigou o Conselho de Segurança da ONU a fabricar uma “resolução sobre sanções”. O intolerável é que é a Coreia o único país do mundo que é objeto de “sanções” por haver lançado um satélite.

A RPD da Coreia nunca baixou sua cabeça aos USA e seus aliados por se atreverem a ilegalizar o legítimo direito de um Estado soberano de lançar seus satélites artificiais, e realizou seu terceiro teste nuclear subterrâneo, que foi um justo ato para defender sua soberania nacional das hostilidades, das ameaças nucleares abertas feitas pelos USA (que duram há décadas), e para preservar a paz na Península Coreana.

Apesar disso, os USA, instigando outra vez o Conselho de Segurança da ONU, fabricou outra “resolução sobre sanções”, com o intuito de sabotar todas as atividades exteriores da Coreia, de não lhe permitir nenhuma transação financeira. O pretexto que usam os USA para aplicarem as “sanções” foi que “a Coreia do Norte atentou contra o tratado de não-proliferação de armas nucleares, contra a paz e a segurança mundial”. Isso, porém, carece de lógica. Um comentarista estadunidense mostrou que as armas nucleares de Israel e outros países, ainda que contradigam abertamente o “Tratado de Não-Proliferação de Armas Nuclares”, não foram submetidas a questionamento por parte dos USA e que, “somente a Coreia está submetida às sanções.”

Com efeito, não há país no mundo como a Coreia, que se vê ameaçada por armas nucleares há tanto tempo e de maneira mais cruel. Pois bem, de onde vem a intimidação com armas nuclares?

Um especialista inglês em assuntos internacionais, em sua obra intitulada “A política patife dos USA e a falácia do problema coreano pela imprensa ocidental”, deixou claro que a intimidação com armas nucleares pela Coreia vem de somente um lugar: os USA. “Porém – continuou ele – os governos ocidentais, assim como a imprensa controlada pelos mesmos, tergiversam sobre a verdade. Todas as notícias e informações que transmitem se concentram em mostrar a República Popular Democrática da Coreia como ‘provocadora’ e responsável por originar as ‘ameaças com armas nucleares’, e os USA como um ‘país justiceiro’ que propaga a paz.”

Vencido pela coação e pela arbitrariedade deste “país justiceiro”, o Conselho de Segurança da ONU, supostamente responsável pela “paz e segurança mundiais”, perdeu totalmente o bom-senso e se mostrou submisso ao tal “país justiceiro”, criando condições objetivas para que estalasse uma nova guerra na Península Coreana. Não é em virtude do tamanho do território e da superioridade da força militar norte-americana que a injustiça se converte em justiça. Não é pelo fato de as resoluções do CS da ONU serem feitas por grandes potências que elas se tornam justas. Quanto à resolução do Conselho de Segurança da ONU, caso a igualdade seja perdida, não só são feitas injustiças como crimes internacionais são cometidos.

A aplicação das “sanções” contra a Coreia, sob pretexto do lançamento do satélite com fins pacíficos e do teste nuclear com fins de autodefesa é, como se vê, a violação flagrante do direito à independência de um país soberano, uma violação de sua dignidade e um ataque contra os direitos internacionais. As contramedidas da RPD da Coreia são plenamente justas, e merecem elogios de todo o mundo.

Como todos sabem, os USA definiram a região Ásia-Pacífico como o centro estratégico de sua dominação do mundo, e agora põe a Coreia em sua mira. Os USA agravaram de maneira intencional as tensões na Península Coreana, introduzindo na Coreia do sul grandes quantidades de forças armadas, e fazendo sucessivos exercícios militares conjuntos como “Key Resolve”, “Foal Eagle” e outros similares. Mobilizaram submarinos, porta-aviões, bombardeiros e revelou abertamente sua intenção de atacar a Coreia com armas nucleares. Trata-se de algo perigosíssimo, que pôs a Península Coreana à beira de uma guerra nuclear. Contudo, os USA não puderam alcançar seu objetivo.

Um ditado dizia que uma nação que aprecia a justiça e luta por defendê-la será sempre próspera.
Assim é o povo coreano, que em nenhuma vez abriu mão da justiça e nunca se rendeu à injustiça. Para defender a justiça, ao contrário, sempre fortalecer seu poder de dissuasão militar. A capacidade de dissuasão nuclear da Coreia é um meio de defesa daquela que se levantou ante a hostilidade e a intimidação das armas nucleares dos USA, assim como um grande meio para defender a soberania nacional e preservar a paz.

Não é casual que um especialista inglês em assuntos internacionais tenha dito que os USA praticam uma política de país agressor, e que sejam os que mais atentam contra a paz mundial. Disse ele: “As armas nucleares da Coreia são os únicos meios para impedir os USA de agredir outros países. A Coreia e suas armas nucleares servem de garantia e meio para o enfrentamento contra os USA e para preservar a paz mundial”.

No atual momento, o Exército e o povo da Coreia se apoiam nesta poderosa capacidade dissuasiva nuclear para o enfrentamento contra os Estados Unidos. Possuem firme determinação e vontade de varrer os USA do mapa, origem de todos os males deste mundo.

Os coreanos declaram que, caso estoure outra guerra no país, demonstrarão que a injustiça é algo provisório e uma chama que se pode apagar. A justiça, porém é algo perpétuo e que queima ardentemente.

Todos os povos amantes da justiça e do progresso do mundo estão ao lado do povo coreano, que os USA e suas coações e arbitrariedades, contra seus lacaios e em defesa da justiça e da soberania.

A vitória pertence à justiça, ao povo coreano.

A justiça triunfará sem dúvidas.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Rechaçar a Ofensiva Reacionária Imperialista com a Ofensiva Revolucionária

Kim Jong Son - Rodong Sinmun

É urgente rechaçar a ofensiva reacionária dos imperialistas com a ofensiva revolucionária, à luz do desejo das massas populares pela independência e pelos requerimentos da situação atual da Revolução.

A ofensiva reacionária dos imperialistas vem sendo complementada por ameaças militares, perturbações econômicas, criação de ilusões sobre o capitalismo e infiltrações ideológicas burguesas.

Os países que retrocederam, falhando em rechaçar a ofensiva reacionária dos imperialistas, estão sofrendo de enorme caos político, sérias contradições sociais, disputas e instabilidades. Os imperialistas tentam fazer destes países suas colônias.

A atual situação internacional mostra que o fracasso em rechaçar a ofensiva reacionária dos imperialistas trará resultados trágicos. Os povos progressistas do mundo devem estar a par da fraqueza dos imperialistas e frustrar a ofensiva reacionária dos mesmos com a ofensiva revolucionária.

É impossível para aqueles que são fracos em poderio militar vencer os imperialistas que vivem de agressões, guerras, dominações e interferências. Somente aqueles fortes em capacidades auto-defensivas podem rechaçar quaisquer ataques pelos imperialistas.

A forças independentes anti-imperialistas podem certamente rechaçar a ofensiva reacionária se elas se levantarem de maneira una.

A vitória será sempre da justiça e da verdade.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Boletim nº 5 do Centro de Estudos da Ideia Juche

Embaixador Pak em 1988: atentado do KAL 858 foi obra dos próprios fantoches sul-coreanos


Há alguns dias atrás publicamos um texto escrito por Sérgio Cruz sobre a matéria da BBC que entrevista uma suposta espiã norte-coreana responsável pela explosão de um avião da Korean Airlines, em 1988. Retiramos o texto do ar para posta-lo novamente, junto com este novo texto escrito por Antonio Pimenta, que explica o contexto político sul-coreano da época, marcado pelo crescimento das manifestações contra a ditadura militar no país. Pimenta também traz à tona detalhes das investigações da explosão do avião, que tudo indica ter sido obra do próprio governo reacionário sul-coreano. É bom deixarmos claro para os leitores que o governo da República Popular Democrática da Coreia jamais reconheceu a autoria do atentado.

BBC mente sobre a Coreia Popular

Sérgio Cruz

Em artigo assinado por Rupert Wingfield-Hayes, a BBC afirma que a norte-coreana Kim Hyun-hui, de 51 anos teria cometido, quando tinha 19 anos, um atentado com uma bomba e derrubado um avião, matando 115 passageiros a mando de Kim Il Sun e Kim Jong Il. A suposta história é contada numa entrevista em que a "ex-agente" norte coreana estaria em algum lugar na Coréia do Sul, protegida contra o governo do Norte.
"Atualmente, ela vive reclusa em algum lugar na Coreia do Sul – e não pode dizer onde. No dia em que nos encontramos, Kim Hyun-hui estava, como sempre, acompanhada de um grupo de homens fortemente armados e com ternos desalinhados. Ela convive com o temor de que o governo da Coreia do Norte queira matá-la", diz o artigo. E o articulista prossegue: "Há boas razões para isso. Kim Hyun-hui é uma ex-agente do serviço secreto norte-coreano. Há 25 anos, seguindo ordens de Pyongyang, ela explodiu um avião de uma companhia sul-coreana, matando todos os 115 passageiros a bordo".

A história é uma invenção grosseira porque simplesmente a explosão e a queda do avião sul coreano citado não foi provada como atentado. Sem muito esforço fizemos um levantamento de todos os acidentes e quedas de aviões daquela época. Os acidentes com aeronaves da Korean Air na época foram: 19/11/80, Boeing 747, aeroporto de Seul, 14 mortos; 01/09/83, outro 747, 269 mortos, em Sakhalinsk (o tal voo 007); 27/07/89, DC 10, 75 mortos, em Trípoli, na Libia; 06/08/97, 747, 228 mortos em Guam. Houve ainda acidentes em vitimas em 10/08/94, com um airbus a-300, no aeroporto de Cheju, outro em 05/08/98, outro em 15/03/99. O fato das autoridades da Coréia do Sul terem transformado uma queda em um "atentado proposto pelo governo do norte" não convenceu nem o Conselho de Seguraça da ONU. O Conselho se reuniu por dois dias à época da acusação e não tomou nenhuma medida por falta de provas.

A historinha da agente secreta dá uma novelinha pro horário das cinco. O artigo publicado pela BBC não passa, portanto, de mais uma provocação contra a Coreia Popular e seus líderes.

Embaixador Pak em 1988: atentado do KAL 858 foi obra dos próprios fantoches sul-coreanos

Na recente onda de provocações contra a Coreia Popular, durante o ensaio de ataque nuclear dos EUA ao país como parte das manobras militares conjuntas com o sul, durante o qual a mídia histericamente acusava a RPDC de “ameaçar os EUA”, foi requentada pela BBC uma velha falsificação contra o país socialista, a da explosão do vôo da Korean Air Lines 858 em 1987, atentado que a ditadura sul-coreana de então usou para vencer por estreita margem eleições que a mobilização democrática arrancara, e esticando assim o regime autoritário por mais anos.

Antes do atentado, a situação da ditadura sul-coreana era muito difícil, com o povo nas ruas desde janeiro, após o assassinato de um estudante na tortura; pela primeira vez em décadas, eclodira o movimento grevista. O candidato da ditadura era um general ligado à repressão do movimento de Kwanju, Roh Tae Woo.

A suposta “agente do norte” que teria cometido o atentado foi levada para Seul na véspera da eleição, algemada e com uma máscara no rosto, e sob todos os holofotes. Foi essa senhora que a BBC desenterrou do seu refúgio. Investigações dos governos democráticos nos anos 2000 revelaram que se tratava da “Operação Rainbow”.

SEM CAIXA-PRETA

O vôo 858 – Bagdá-Abu Dhabi-Bangkok-Seul – desapareceu no dia 29 de novembro de 1987 e jamais sua caixa-preta foi encontrada, nem os corpos.

Dois dias depois, antes que qualquer fragmento de avião fosse achado, o governo de Seul anunciou que dois “agentes norte-coreanos” disfarçados de japoneses – um idoso e uma jovem -, que haviam embarcado em Bagdá e desembarcado em Abu Dhabi, teriam explodido o avião. Os dois foram identificados como “Shimichi Hachiya” e “Mayumi Hachiya”, sua filha. Teriam chegado a eles após examinar a lista dos que haviam saltado em Abu Dhabi e ter descoberto com as autoridades japonesas que o passaporte da jovem seria falso. O Japão acrescentaria depois que o do velho era verdadeiro, mas tinha “sido emprestado por dez dias” pelo dono.

Os dois foram presos no Bahrein - onde tinham passado três dias tirando fotos e fazendo turismo - após interferência do consulado sul-coreano. Após a detenção, o velho caiu morto, depois de fumar um cigarro com cianeto e, de acordo com Seul, a jovem também teria ingerido o veneno mas escapara. Para extraditar a jovem nessa situação – sem provas – o governo de Seul subornou com milhões de dólares as autoridades do Bahrein. Posteriormente ela seria apresentada como “Kim Hyon Hui”.

Desde o início das acusações, o governo de Pyongyang havia denunciado que a explosão do vôo KAL 858 era “um drama representado pelos próprios fantoches sul-coreanos a fim de influenciar a campanha presidencial que estava então ocorrendo”. Já Seul dizia que o atentado visava inviabilizar os Jogos Olímpicos de 1988, marcados para a capital sul-coreana.

O caso foi levado ao Conselho de Segurança da ONU, que discutiu a questão por dois dias e, ao contrário do que queriam Seul, os EUA e o Japão, não tomou qualquer resolução contra a Coreia Popular. Para esse resultado contribuíram não apenas a defesa contundente da Coreia Popular, como as próprias declarações do representante de Seul – que não emprestavam a mínima credibilidade.

Eis como o sul-coreano Choi Young-jin descreveu a “obtenção da confissão” de “Kim Hyon Hui”. Após oito dias de interrogatório na Coreia do Sul, haviam permitido a ela ver um filme sobre a vida no país na televisão e ela teria entendido então “que a vida nas ruas de Seul era inteiramente diferente do que ela tinha sido levada a acreditar. Ela começou a entender que o que tinha sido dito a ela enquanto vivia no Norte era totalmente inverídico.”

Então – a descrição é do sr. Choi – “ela se jogou nos braços de uma investigadora feminina” e confessou o atentado. Em coreano, ela disse “Perdoe-me. Sinto muito. Eu lhe direi tudo”, e acrescentou que tinha sido “explorada como instrumento para as atividades terroristas norte-coreanas”, e feito uma detalhada e voluntária confissão.
Não é de estranhar que tal peça de propaganda, sem vínculo com qualquer realidade, não tenha convencido o Conselho de Segurança. Havia, na acusação, outro detalhe ainda mais ridículo, o nome do suposto agente morto, o idoso, seria “Kim Sung Il”, uma evidente provocação contra o presidente da Coreia Popular, Kim Il Sung.

Com a “confissão” de “Kim Hyon Hui” como a principal peça de acusação, começaram os questionamentos. Verificou-se que a confissão escrita por “Kim” tinha mais de 100 erros em relação ao coreano escrito no norte. Como apontou o representante da Coreia Popular, ela usava palavras que só existem no coreano falado no sul depois da ocupação, como “Tibi” (TV), “sokjoe” (expiação) e “Yakjubyong” (garrafa de vinho de arroz).

Era dito que ela teria 26 anos, mas como o representante da Coreia Popular assinalou, se ela tivesse sido recrutada na idade que diziam e feito os cursos a ela atribuídos, de acordo com o ciclo escolar do Norte, teria de ter 28 anos. Não existia o suposto “pai” funcionário da embaixada em Angola. Também nas escolas e universidades da Coreia Popular não existia qualquer registro de nome Kim Hyon Hui.

FRAUDE

Outro aspecto foi que, na gravação da conferência de imprensa que deu, não havia qualquer variação de freqüência de voz durante toda a duração, nem mesmo quanto chorou, usando o mesmo tom monocórdio o tempo todo, e como se tivesse decorado numerosas vezes. Jornais japoneses começaram a dizer que “outra mulher substituiu a Mayumi” e que “Mayumi é uma fraude”.

Na sua intervenção no Conselho de Segurança da ONU, o embaixador da Coreia Popular questionou outros pontos, como o de que “uma bomba de explosivo C-4 em um rádio transitor Panasonic e uma garrafa com líquido explosivo” teriam sido postas no avião em Bagdá. O aeroporto de Bagdá vivia sob rigoroso controle de segurança, por causa da guerra Irã-Iraque, e seria o ponto menos indicado para embarcar um explosivo. Todos os vôos sul-coreanos tinham agentes de segurança a bordo e não haveria como num vôo de nove horas não ser detectado algo estranho.

TRATAMENTO DE CHOQUE

O representante do Norte afirmou que parcos destroços que foram exibidos pela Coreia do Sul eram uma fabricação, e que teriam sido jogados no mar para serem encontrados. Seul rapidamente encerrou as buscas sem achar a caixa-preta nem os corpos. Assim, jamais foi estabelecido o que realmente ocorreu no vôo 858. A ditadura sul-coreana também não se interessou por declarações da tribo Karen, da fronteira de Myammar, de que teria encontrado o corpo do avião e corpos de passageiros, e que se ofereciam para negociar os despojos.

O embaixador acusou, então, frontalmente, a ditadura sul-coreana de haver montado uma operação para culpar o Norte, dar um “tratamento de choque” na opinião pública do sul e virar as eleições. Segundo as investigações da Coreia Popular, o plano surgiu em agosto, e estava calcado em outro plano, delineado para provocar nova guerra ao longo da linha de armistício, após a derrubada pelos fantoches do avião que conduziria o ministro das Relações Exteriores ao Japão, o que seria atribuído ao Norte, que foi discutido no ano anterior entre os generais dos EUA e a ditadura, e acabou sendo abandonado.

Tomada a decisão, a ditadura foi em busca dos biombos para a operação, os “Hachyia”, que não sabiam de nada, e viviam de contrabando do Japão para o sul, e os atraíram. A bomba foi colocada por um agente da Agência de Planejamento de Segurança Nacional da Coreia do Sul, e em Abu Dhabi desembarcaram 11 funcionários do governo de Seul, nove tripulantes, esse agente e os dois. No avião, praticamente só ficaram trabalhadores sul-coreanos que voltavam do Oriente Médio e os tripulantes escalados para morrer. Agentes do sul acompanharam todos os movimentos dos “Hachyia” e, logo após o atentado, foram até o Regency Hotel, e os ameaçaram, fazendo com que deixassem o Hotel. A cigarreira do velho foi trocada por outra com cigarros com cianeto, que ele acabou fumando e morrendo, um detalhe importante para apresentá-lo como “agente do norte”.

Quando há um crime, a pergunta que é feita há centenas de anos é “quem se beneficiou”. A Coreia Popular, num momento em que a luta democrática e pela reunificação no sul tomava um alcance sem precedentes, e em que Pyongyang propunha drástica redução mútua das tropas e uma Conferência Norte-Sul, não tinha nada a ganhar com um atentado que serviria, ao contrário, para dividir a nação coreana e dar votos aos fantoches. Antes do atentado, era dificílima a situação da ditadura sul-coreana; depois dele, e da histeria que se seguiu, o detestado general Roh Tae Woo acabou eleito.

ANTONIO PIMENTA