terça-feira, 2 de maio de 2017

Relatório de Viagem à República Popular Democrática da Coreia



No dia 12 de abril de 2017 o Centro de Estudos da Ideia Juche do Brasil enviou uma delegação composta de dois representantes à Pyongyang, capital da República Popular Democrática da Coreia. A delegação estava formada por Gabriel Gonçalves Martinez, Presidente do Centro de Estudos da Ideia Juche e Guilherme Carvalho, membro do respectivo do Centro. Os dois membros da delegação também são militantes da União Reconstrução Comunista.


O trem número K27, que cumpre o trajeto de Beijing até Pyongyang, saiu da Estação Central de Beijing às 17:20 em ponto. A composição do trem era divida entre vagões chineses e norte-coreanos. A maioria dos passageiros chineses, desciam nas estações anteriores a cidade de Dangong, que faz fronteira com a RPDC. Em nosso vagão, havia norte-coreanos e algumas delegações estrangeiras que estavam indo para a RPDC participar das comemorações do 105º aniversário do Presidente Kim Il Sung. A duração total da viagem é de aproximadamente vinte e seis horas, com diversas paradas curtas na China e já dentro do território da RPDC. A parada mais demorada se dá em Dangong, pois todos os passageiros precisam sair do trem para passar pelo processo de imigração. Depois, já em Sinuiju, também é necessário fazer outra parada, onde os oficiais norte-coreanos fazem uma inspeção do trem e checam nossas documentações, como visto e passaporte. A viagem, apesar de longa, é bastante tranquila, com cabines confortáveis, serviço de bordo, restaurante, banheiro, etc. A passagem do território chinês para o território norte-coreano se dá por meio da Ponte de Amizade China-Coreia, que atravessa o Rio Yalu (Amrok). Esta ponte é considerada um símbolo histórico da amizade entre o povo chinês e o povo coreano, que lutaram juntos na Guerra da Libertação da Pátria (Guerra da Coreia).

Ao chegarmos em território norte-coreano é possível observar as diferenças gritantes que existem entre China e RPDC. Dandong é uma cidade relativamente grande, com diversas construções modernas, arranha-céus, parecida com outras grandes cidades chinesas. Já Sinuiju, é uma cidade bem menor, com um forte aspecto de cidade industrial. É possível observar em Sinuiju a tentativa por parte do governo em reformar os estabelecimentos públicos, ao mesmo tempo que é possível também observar o aspecto obsoleto de algumas instalações industriais.

No entanto, ao avançar dentro da cidade, se vê diversos tipos de conjuntos habitacionais, centros culturais, museus, escolas e depósitos industriais. Como qualquer outra cidade da RPDC, para onde quer que se olhe é possível ver cartazes de propaganda revolucionária exaltando o Partido do Trabalho da Coreia, a Comissão Nacional de Defesa, as liderenças revolucionárias e a ideologia do que os coreanos chamam de Kimilsunismo-Kimjongilismo. Ainda dentro da cidade, vê-se plantações e instalações agrícolas. O que salta aos olhos é a maneira como os coreanos aproveitam cada palmo de terra para plantação. O espaço do campo é aproveitado entre as estruturas de plantação, a irrigação e a própria linha ferroviária encarregada de escoar a produção agrícola. Observamos que os camponeses ainda estavam preparando a terra para a plantação. Utilizavam formas rudimentares de arado, como o arado a boi, mesclado com a utilização de alguns tratores. Algo que chamou bastante foi de que praticamente todo o trajeto pelo interior da RPDC era destinado à produção agrícola. Se via extensões gigantescas de terra, sem cercas, onde os camponeses trabalham de forma coletivizada, preparando a terra para o período de plantio. Ao redor do campo vimos alguns vilarejos, compostos de pequenas casas, algumas em estado deteriorado e outras sendo reformadas. De qualquer forma, apesar de ser visível a dificuldade que os coreanos enfrentam para superar os problemas na agricultura, não vimos miséria extrema e muito menos pessoas morrendo de fome nas beiras do trilho do trem.

Ao terminarmos o trajeto no interior do país, chegamos em uma região mais urbanizada, mas que ainda assim possuía um certo aspecto rural, já próximo da cidade de Pyongyang. Chegando em Pyongyang é possível observar a diferença que existe entre a cidade e o campo na RPDC. Pyongyang é uma cidade belíssima, com infraestrutura em crescente processo de modernização. Se vê um número grande de prédios com apartamentos populares, ruas asfaltadas, maior tráfego de automóveis, parques, aeroporto, instalações militares, hospitais e grandes avenidas. É uma cidade relativamente grande, que não deve nada a muitas cidades de países capitalistas, com a diferença de que ela é mais bonita, planejada e organizada.

Ao chegarmos na estação de trem de Pyongyang, fomos recebidos pelo nosso guia, Paek Tae Bong. Paek aprendeu a falar espanhol em Cuba, país onde viveu por 4 anos, mas nos contou que estava praticamente há 15 anos sem praticar o idioma. Isso não nos impediu que nos comunicássemos perfeitamente, pois o seu nível de espanhol era realmente bom. Ele também nos contou que aquela era a sua primeira vez que estava trabalhando como guia para uma delegação estrangeira, confessando-nos que estava um pouco nervoso. Da estação de trem nos dirigimos para o Hotel Koryo, lugar que iríamos ficar durante os próximos sete dias e onde a maioria das delegações estrangeiras de grupos de estudo da ideia Juche estavam hospedadas. No caminho até o Hotel, vimos uma van com uma equipe da brigada de agitação do Partido do Trabalho da Coreia, onde uma companheira coreana lia mensagens no sistema de som da van, exortando para que o povo seguisse as orientações do Partido contra as manobras do imperialismo norte-americano e se preparasse para as comemorações do aniversário de Kim Il Sung.

Chegando no Hotel Koryo, encontramos companheiros de outras delegações e depois nos dirigimos para o nosso quarto. Ficamos hospedados em um quarto no 33º andar, um dos últimos andares do hotel. Neste dia não tivemos nenhuma atividade especial e aproveitamos o resto da noite para descansar da longa viagem que fizemos e nos preparamos para o dia seguinte. 

No outro dia, logo pela manhã, nos dirigimos ao Palácio de Cultura do Povo, onde participamos do Seminário Internacional da Ideia Juche e camaradas de diversos centros de estudos da Ideia Juche do mundo, bem como membros da Academia Coreana de Cientistas Sociais, fizeram os seus discursos falando sobre a importância da ideia Juche e os desdobramentos da luta anti-imperialista no mundo. Foi uma importante ocasião para debatermos as experiências de cada grupo de estudos e traçarmos linhas de atuação comum para o próximo período. Ainda no dia 14, pela tarde, fomos ao Centro de Exposições de Pyongyang para participarmos da tradicional exposição das flores Kimilsungia. A Kimilsungia é um tipo de orquídea que recebeu este nome por iniciativa de Sukarno, ex-presidente da Indonésia, que presenteou Kim Il Sung com esta flor quando o Presidente da RPDC visitou o país. No pavilhão da exposição era possível ver diversos arranjos florais enviados por fábricas, empresas, instituições culturais, escolas e universidades de toda a RPDC. Depois, ao voltarmos para o Hotel, participamos de um banquete em homenagem ao aniversário do Presidente Kim Il Sung, que contou com a presença de Kim Ki Nam, Vice-Presidente do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia e da Associação de Cientistas Sociais da Coreia. Kim Ki Nam é um dos dirigentes mais importantes do Partido e do governo da RPDC. Ainda durante o banquete, foi confirmado pelos diretores da Associação Coreana de Cientistas Sociais, que no próximo dia, pela manhã, participaríamos do aguardado desfile militar na Praça Kim Il Sung.
No dia seguinte, todas as delegações estrangeiras se dirigiram para a Praça Kim Il Sung para assistir ao desfile. É importante ressaltar que o desfile foi realizado em meio ao agravamento da tensão militar entre a RPDC e os Estados Unidos. A imprensa ocidental, em seu alarde típico, previa um ataque preventivo iminente à RPDC, por parte dos Estados Unidos, da mesma maneira que este tinha feito na Síria alguns dias antes. Durante o desfile, pudemos presenciar com nossos próprios olhos o poderio do Exército Popular Coreano e a unidade do povo entornam da direção do Partido e de Kim Jong Un. Durante aproximadamente duas horas, diversas unidades do Exército desfilaram pela praça. Depois do desfile militar, houve um gigantesco desfile de massas, que contou com a presença de inúmeros destacamentos de trabalhadores das mais diversas áreas, como operários, camponeses, estudantes, cientistas, esportistas, que carregavam estandartes que correspondiam as palavras de ordem emanadas pelo 7º Congresso do Partido do Trabalho da Coreia, realizado em 2016. Um dos momentos altos do desfile foi o aparecimento de Kim Jong Un na tribuna, saudando as delegações estrangeiras que assistiam ao desfile. Na parte da tarde, visitamos o Palácio do Sol, lugar onde repousam os corpos de Kim Il Sung e Kim Jong Il. No palácio, há diversas galerias que exibem medalhas, prêmios e presentes dados para os dois dirigentes, por organizações políticas, governos, empresas e personalidades de diversos países. Também pudemos um painel que mostra os lugares que ambos dirigentes visitaram durante suas vidas.

 Pela noite, retornamos a Praça Kim Il Sung para participarmos do espetáculo cultural artístico de massas. Neste espetáculo houve apresentações de música e dança, executadas por grupos de estudantes das várias universidades da RPDC.

No dia 16 pela manhã, visitamos a região de Mangyongdae e a casa onde nasceu Kim Il Sung. Mangyongdae é um lugar muito visitado pelos norte-coreanos, pois é considerado o berço da revolução coreana. Nesta casa, Kim Il Sung viveu junto com seus pais, avós e primos. A casa ficava dentro de uma fazenda de propriedade de um latifundiário. A família de Kim Il Sung era uma família de camponeses pobres que arrendavam a terra para poder viver e trabalhar. Aos 13 anos, Kim Il Sung sai de Mangyongdae e se dirige à China, para estudar e militar pela independência de seu país contra o domínio colonial japonês. Na antiga casa de Kim Il Sung podemos ver os instrumentos de trabalho utilizado por sua família, bem como outros tipos de utensílios domésticos.

Depois de visitarmos Mangyongdae, as delegações estrangeiras se dirigiram novamente ao Palácio de Cultura do Povo, onde foi realizado o segundo dia de atividades do Seminário Internacional da Ideia Juche. Neste dia outros delegados estrangeiros fizeram suas exposições, descrevendo suas experiências no trabalho de divulgação da ideia Juche em seus respectivos países. Entre os delegados, havia representações da Rússia, Espanha, Inglaterra, Índia, Nepal, Paquistão, Japão, México, etc. Após o seminário, ao final do dia, fomos às estátuas de Kim Il Sung e Kim Jong Il, localizadas ao pé da colina Moran, para fazermos uma oferenda de flores em memória dos dois dirigentes máximos da Revolução Coreana.

O dia 17 de abril teve um caráter mais recreativo. Foi um dia de confraternização entre as delegações e os diretores e acadêmicos da Academia Coreana de Cientistas Sociais. Participamos de atividades esportivas e desfrutamos de um almoço com churrasco ao estilo coreano. A atividade foi realizada nos arredores do Estádio Primeiro de Maio, o maior estádio do mundo. Durante a confraternização, realizada dentro de um campo de futebol, cada delegação teve que preparar uma canção do seu país e uma canção coreana. De nossa parte, cantamos a canção coreana Vamos defender o Socialismo!, que apareceu pela primeira vez na RPDC durante a chamada Árdua Marcha, período onde a Coreia enfrentou uma grave crise, decorrente do desaparecimento da União Soviética e dos países do Leste Europeu, ao mesmo tempo em que enfrentava severos desastres naturais que prejudicaram enormemente a economia do país.

O dia 18 amanheceu chuvoso e com fortes ventos. Mesmo assim, não podíamos cancelar nossas atividades diárias. Para este dia, estava programada uma visita ao gigantesco Museu da Guerra de Libertação da Pátria, que mostra a história de luta do povo coreano contra a agressão japonesa e principalmente norte-americana. O museu conta com diversas galerias que apresentam as várias etapas da luta do povo coreano contra o imperialismo. É possível ver diversos aviões, helicópteros, tanques, mísseis submarinos capturados pelo Exército Popular Coreano durante a guerra. Chama à atenção o barco norte-americano USS Pueblo, capturado em 23 de janeiro de 1969, durante uma tentativa de incursão do exército imperialista norte-americano em águas territoriais da RPDC. Este navio é exibido como um troféu de guerra. Dentro dele pudemos ver diversos equipamentos de espionagem utilizados pelo exército imperialista. Foram capturados pelo Exército Popular Coreano 83 membros da tripulação, entre eles seis oficiais, sendo um deles morto no conflito da captura. O USS Pueblo era um navio de espionagem, dedicado a obter informações de inteligência para o exército estadunidense. Ao entrarmos no museu nos apresentaram um pequeno documentário sobre os antecedentes históricos da Guerra da Coreia. Também pudemos ver uma galeria dedicada aos lutadores internacionais que participaram na luta de libertação da Coreia, entre eles soldados e oficiais soviéticos e chineses.

Após a visita ao Museu de Guerra de Libertação da Pátria, nos dirigimos ao Grande Palácio de Estudos do Povo. Esta enorme construção foi inaugurada em abril de 1982, para comemorar o 70º aniversário de Kim Il Sung. Esta biblioteca é considerada como o centro nacional para o estudo da ideia Juche e foi construída pelo governo da RPDC como uma forma de incentivar a intelectualização de toda a sociedade. A biblioteca conta com salas de computação, aprendizagem de línguas estrangeiras, literatura revolucionária, literatura estrangeira, música e conta com um acervo de mais de 30 milhões de livros. Também assistimos dois documentários sobre a atuação do Partido do Trabalho da Coreia, produzido pela Academia Coreana de Cientistas Sociais e participamos de um ato de lançamento do livro de um camarada nepalês, membro da Associação Nepalesa de Jornalistas Amigos da RPDC e do Partido Comunista do Nepal – Maoísta.

A última atividade do dia foi a visita do Movimento da Juventude. Neste museu recém-reformado, pudemos ver toda a trajetória dos movimentos revolucionários da juventude coreana, desde o período da fundação de organizações como a União para Derrotar o Imperialismo, a União da Juventude Anti-Imperialista e a União da Juventude Comunista. O museu também apresenta a atividade de Kim Il Sung, Kim Jong Il e Kim Jong Un, no processo de liderança do movimento revolucionário da juventude já no período de construção da sociedade socialista.

Na manhã do dia 19, visitamos o Complexo de Ciência e Tecnologia, uma gigantesca construção que visa ser um centro de difusão de conhecimento científico básico. O complexo conta com uma imensa livraria eletrônica, onde os visitantes e usuários dos computadores podem acessar o banco de dados dos principais centros educacionais de nível superior do país, assim como submeter artigos e trabalhos online por meio da rede intranet. Algumas salas são dedicadas para usuários portadores de necessidades especiais. Tivemos oportunidade de ver uma sala equipada com computadores com teclado especial e impressoras em Braille. Os usuários do complexo também podem ter aulas com importantes professores universitários. Há um espaço dedicado às crianças chamado Salão dos Sonhos das Crianças, onde elas podem interagir com diversos experimentos científicos, como o funcionamento da órbita dos planetas, a composição geográfica da Coreia, força cinética, etc.

Após a visita ao Complexo de Ciência e Tecnologia nos dirigimos ao novo Hospital Infantil Okryu. O hospital está localizado na região de Munsu e conta com uma moderna estrutura hospitalar, onde as crianças realizam todos os tipos de exames e medicina preventiva. Como em todos os hospitais da Coreia, também no Hospital Infantil de Okryu, as crianças e as famílias que usam o hospital não arcam com nenhum custo financeiro para utilizá-lo. Dentro do hospital, fomos convidados por repórteres da Rádio Voz da Coreia para concedermos uma entrevista relatando nossas impressões da visita à RPDC. Na ocasião, tivemos oportunidade de denunciarmos as manobras do imperialismo estadunidense, bem como demonstrar nosso completo apoio a causa de construção do socialismo na Coreia.

Por fim, nossa última visita oficial na RPDC foi à ida ao recém-reformado Zoológico Central de Pyongyang. Para chegarmos nele, passamos pela Avenida Mirae, inaugurada em Novembro de 2015. Esta rua possui seis faixas e conta com diversos prédios modernos e apartamentos para os cientistas e funcionários da Universidade Kim Chaek. Também tivemos a oportunidade de ver a recém-inaugurado bairro de Ryomyong. A nova região conta com mais de 40 novos condomínios, sendo 33 deles reformados. Além disso, ainda conta com 36 áreas públicas, como parques, lojas, restaurantes, bares; 6 escolas, 3 jardins de infância e 3 creches.

Considerações finais
Visitar a República Popular Democrática da Coreia consiste em uma experiência única para qualquer pessoa. Em nossa opinião, o que podemos observar é que o povo coreano segue em seu caminho de construção da sociedade socialista. Evidente que, como todo processo, também este não está isento de suas contradições, o que não inválida a experiência de construção socialista em sua totalidade, como querem os liberais e revisionistas, que clamam para que os norte-coreanos sigam o chamado caminho das “reformas”, a exemplo de alguns países que se dizem socialistas. A economia da RPDC segue sendo formada por dois setores básicos, que são o setor estatal de todo o povo e o setor cooperativo. O governo da RPDC busca promover o desenvolvimento da economia, sem sacrificar os fundamentos básicos de que devem reger qualquer economia socialista. Ao invés de apontarem para uma suposta necessidade de se “abrir para o mundo exterior” e para o mercado (leia-se, restaurar o capitalismo), a linha atual dá ênfase a necessidade do país caminha sobre suas próprias pernas, aplicando o que eles sempre defenderam como ideia Juche, uma ideia que se apoia no conceito de soberania, independência e autossuficiência. Dada as circunstâncias onde a RPDC não pode contar com ajuda externa e devido a um criminoso bloqueio econômico contra o país (agora aplicado até por supostos aliados).

No aspecto das relações sociais e humanas, também vemos que na RPDC a materialização dos valores básicos do coletivismo e do humanismo são postos em prática. Ainda que existam fortes resquícios da velha sociedade, o que é normal em um país com pesada herança e tradição feudal e cercado pelo mundo imperialista, é visível a construção de uma sociedade que se baseia em valores qualitativamente superiores aos valores vigentes nas sociedades burguesas. O individualismo, por exemplo, longe de ser apresentado como uma condição natural e inexorável do comportamento e da natureza humana, é apresentado pelo povo coreano como algo a ser superado, e no lugar, construir uma sociedade coletivista onde as relações humanas não se guiam apenas pelos aspectos financeiros, mas por valores como o do companheirismo, solidariedade, que é resumido no princípio de “um por todos e todos por um”. Ou seja, o que sabe mais, ajuda o que sabe menos, e o mais experiente, ajuda o menos experiente. Ao contrário do capitalismo, onde os homens se digladiam em busca de conquistas mesquinhas e vazias e onde não há lugar para todos.

A construção da sociedade socialista é uma tarefa complexa. O povo que se engaja neste caminho, enfrentará inevitavelmente todos os tipos de provocações, ataques e manobras de desestabilização política e ideológica por parte do imperialismo. Sem uma correta direção revolucionária, que aponte para as massas o correto caminho a ser seguido, é impossível que uma revolução se defenda e triunfe. A República Popular Democrática da Coreia, apesar de ser um pequeno país asiático, mostra ao mundo que o socialismo libera aquilo que existe de mais avançado no interior de cada povo e cada cultura. Mesmo um pequeno país tem muito ao que ensinar aos povos do mundo. Nesse sentido, é fundamental que ao analisarmos a experiência de construção do socialismo na Coreia, nos distanciemos de certos preconceitos inculcados na mente de muitas pessoas, mesmo algumas que se consideram de esquerda. A situação de isolamento, bloqueio e provocações vividas pelo povo coreano, nos faz sermos mais tolerantes com os seus eventuais erros ou medidas que podem ser consideradas “polêmicas”.

Construir o socialismo nas condições em que os coreanos se encontram, não é algo simples. Que a RPDC ainda exista como país socialista e independente, que defende a bandeira vermelha revolucionária, já é um fato que por si só é extremamente positivo, e que deveria atrair a simpatia e a solidariedade de todos aqueles que se dizem ao menos anti-imperialistas. Por isso, não colocamos “poréns” na defesa que fazemos do país. Na luta real contra o imperialismo, não existe espaço para vacilações, principalmente quando essas vacilações são frutos das pressões ideológicas do imperialismo, que a todo o momento tenta pautar o que nós, os comunistas e revolucionários, devemos considerar como correto ou não.

Esperamos que o nosso relato de viagem sirva como um estímulo para que mais companheiros se interessem em conhecer a realidade e a história da RPDC, rompendo com a rede de difamações e mentiras levantadas pelo imperialismo e os meios de comunicação que atuam ao seu serviço.

Pequim, 02 de Maio de 2017.



quarta-feira, 26 de abril de 2017

RPDC defenderá o socialismo por sua própria conta


Torna-se cada vez mais virulenta a campanha dos EUA para esmagar a República Popular Democrática da Coreia.

A atual administração norte-americana definiu há pouco a “máxima pressão e intervenção” como sua política sobre a RPDC e ordenou o envio das propriedades estratégicas, incluso a flotilha de ataque de porta-aviões nucleares, à zona operacional da Península Coreana. E disse sem escrúpulos disparates provocativos como “o Norte da Coreia não deve julgar mal a vontade dos EUA” e “terminou o tempo de paciência estratégica”.

Tais atos provocadores, que levam a situação da Península Coreana a beira da guerra nuclear, devém da continuação e expressão coerente da política hostil dos Estados Unidos que pretendem derrubar a todo custo a RPDC, a fortaleza do socialismo e a primeira defensora da paz mundial.

A história demonstra que a confrontação RPDC-EUA é mais o enfrentamento de ideologias e ideias do que o físico e militar.

Quanto ao problema coreano, a administração Trump diz que “não deseja mudar o regime do Norte” para ocultar a essência da sua política de esmagamento da RPDC e criar um clima de “colaboração” com a sociedade internacional para pressioná-la.

De fato, os EUA anunciaram publicamente que suas ações militares contra a RPDC se realização de modo de “ataque preventivo” com o objetivo de “eliminar a Direção Suprema do Norte” e “atacar suas bases nucleares e de mísseis”.

Talvez seja frutífera no caso de outros países a “máxima pressão” de que fala o novo executivo dos EUA.

Contudo, não sairá nunca vencedora na Coreia socialista onde a Direção Suprema da revolução, a unidade monolítica e o socialismo formam um ente de mesmo destino e todos os militares e civis apoiam com fidelidade a direção do grande Partido.

Tanto na passada guerra coreana da década de 1950, conhecida como luta entre o fuzil e a bomba atômica, como nos posteriores incidentes como o do barco espião “Pueblo” e do avião de reconhecimento “EC-121” da década de 1960, o de Phanmunjom da década de 1970 e a confrontação nuclear com os EUA, a Coreia heroica defendeu com forças própria a pátria socialista infligindo derrota aos estadunidenses.

Nos últimos anos, os Estados Unidos recorreram a ameaça dura e a brutal sanção e bloqueio contra a RPDC.

Contudo, ficaram cansados os mesmos imperialistas que sofreram fracassos repetidos e triunfou o Estado socialista que superou todos os desafios.

Os esforços desesperados dos EUA e outras forças hostis testemunharam claramente que o socialismo coreano avança e triunfa.

A RPDC, país socialista e pacifista, ama a paz mais do que ninguém, mas não teme a guerra nem a evita.

O exército e povo coreanos não vacilaram em tomar a opção especial para defender o socialismo considerado como sua vida e preservar a paz da Península Coreana e o resto da região.

Responderão a guerra total na mesma moeda e a guerra nuclear, com o ataque nuclear ao estilo coreano, e defenderão por sua própria conta o socialismo e a paz e estabilidade do mundo.

Da KCNA

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Entrevista com brasileiro membro do Centro de Estudos da Ideia Juche na RPDC


Nas últimas semanas a tensão na península coreana chegou a um nível assustador, no qual os analistas e o noticiário previam uma guerra nuclear a qualquer momento.

Entretanto, após o desfile militar do último dia 15 de abril, como parte das comemorações do aniversário de 105 anos do nascimento de Kim Il Sung, fundador do país, a Coreia do Norte testou novos mísseis intercontinentais, mesmo sob ameaça de um ataque dos EUA. O teste, em vez de levar a uma intervenção americana, fez com que o presidente Donald Trump recuasse de seu discurso belicista contra Pyongyang.

Os norte-coreanos, porém, continuam em alerta, da mesma maneira como permanecem há mais de 60 anos, uma vez que os EUA mantêm tropas estacionadas na Coreia do Sul e no Japão desde o final da Segunda Guerra Mundial.

Gabriel Gonçalves Martinez esteve no dia 15 de abril em Pyongyang, capital da República Popular Democrática da Coreia (RPDC), a Coreia do Norte. Ele foi a convite do governo norte-coreano, representando a União Reconstrução Comunista (URC) e o Centro de Estudos da Ideia Juche - Brasil.

O que você achou das comemorações do 105º aniversário do nascimento de Kim Il Sung, no último dia 15 de abril?
As comemorações foram impressionantes. No dia 15 tivemos a oportunidade de assistir ao desfile militar realizado em Pyongyang. Na ocasião, pudemos ver com nossos próprios olhos o poder do Exército Popular Coreano. Depois do desfile militar, nas ruas era possível ver o povo em clima de festa. Em todos os cantos da cidade havia grupos culturais e artísticos realizando apresentações, jovens pioneiros cantando. Enfim, uma situação totalmente diferente do que estava sendo apresentado pela mídia no Ocidente.

Qual o clima entre as autoridades e entre o povo norte-coreano em meio a essa nova escalada na tensão com os EUA?
Os norte-coreanos não nutrem nenhuma ilusão em relação ao imperialismo norte-americano. Eles sabem que muito da retórica agressiva de Trump também está ligado à sua tentativa de ganhar certa legitimidade entre os setores que realmente governam os Estados Unidos, a saber, o complexo industrial-militar. De qualquer forma, a política oficial da RPDC é de desenvolver o que eles chamam de "potência próspera socialista" e a posse de armamento nuclear não é algo que está aberto para negociação. A posse de armas nucleares por parte da RPDC já é um fato, gostem os Estados Unidos ou não.

Os norte-coreanos odeiam os EUA e são mesmo agressivos e perigosos, como dizem os meios de comunicação?
Os norte-coreanos odeiam o imperialismo norte-americano. Eles tiveram uma experiência traumatizante durante a década de 50 que foi a Guerra da Coreia. Sofreram na própria pele a destruição promovida pelos Estados Unidos, então eles possuem todos os motivos do mundo para terem raiva dos Estados Unidos. Agora, isso não significa que esse ódio ao imperialismo norte-americano se traduza em um ódio automático ao povo norte-americano. Os meios de comunicação dos países capitalistas demonizam a RPDC, mas é evidente que o país não representa ameaça alguma ao mundo. Eles representam uma ameaça aos imperialistas e aos seus anseios de dominação, pois eles ensinam que mesmo um país pequeno e bloqueado pode resistir.

Pelo que você viu na parada militar, a RPDC tem capacidade de enfrentar os EUA, caso haja uma guerra? Parece que Donald Trump recuou e diminuiu o tom das ameaças...
Sim, eles possuem total capacidade de enfrentar os EUA. Os Estados Unidos precisam levar em consideração que a RPDC não é a Líbia ou o Iraque. É um país que possui arsenal nuclear e um poderoso exército. Uma guerra com a RPDC não seria algo tão simples.

Qual a importância de Kim Il Sung, motivo das comemorações do dia 15, para a história norte-coreana?
Kim Il Sung foi a principal figura da luta de libertação do povo coreano contra o imperialismo japonês e o principal organizador do movimento comunista na Coreia. Ainda jovem ele fundou diversas organizações comunistas importantes, como a União para Derrotar o Imperialismo, a União da Juventude Comunista, a União da Juventude Anti-imperialista; no período após a guerra antijaponesa, fundou o Partido Comunista da Coreia do Norte, que depois veio dar origem ao Partido do Trabalho da Coreia. Também foi o principal fundador do Exército Popular Coreano, que é o Exército do Partido do Trabalho. Kim Il Sung esteve à frente do processo de construção socialista na RPDC até o final de sua vida, em 1994.

Para terminar. Essa não foi a primeira vez que você esteve na RPDC. O que você viu em suas visitas ao país? Viu diferenças em relação ao que é transmitido pela mídia? Alguma coisa mudou desde a sua visita anterior?
Essa foi a minha quarta vez na RPDC. A primeira foi em 2011, para participar das comemorações do 99º aniversário do Presidente Kim Il Sung. A realidade do país é totalmente diferente daquilo que é mostrado pela grande mídia. Ao contrário do que muitos podem pensar, a RPDC não é um país falido, miserável, prestes a ruir. Pyongyang, por exemplo, pode ser considerada facilmente uma das cidades mais bonitas da Ásia, repleta de parques, museus, monumentos, etc. Desde quando visitei o país pela primeira vez, pode-se observar em Pyongyang um rápido desenvolvimento econômico. Nesses últimos anos o governo está inaugurando diversas obras de infraestrutura, novos prédios com moradias populares, avenidas. Recentemente foi construída a Avenida Mirae, que é uma rua com enormes prédios, onde os apartamentos são dedicados aos cientistas que fizeram destacadas contribuições ao processo de construção socialista na Coreia. Nessa avenida residencial é possível encontrar diversos restaurantes, lojas, mercados populares, cinema, bares, etc. Há poucos dias foi inaugurada a Avenida Ryomyong, também com gigantescos prédios e apartamentos modernos. Também na Avenida Ryomyong é possível encontrar toda a infraestrutura que vemos na Avenida Mirae, com a diferença de que essa nova avenida é ainda mais moderna. Em Pyongyang, em todos os cantos da cidade, é possível vermos novas obras sendo construídas, prédios sendo reformados. Isso demonstra um certo desenvolvimento econômico.

A entrevista foi concedida ao pravda.ru, publicado em 23 de abril de 2017

sábado, 15 de abril de 2017

Kim Il Sung, o libertador da Coreia


Na primeira metade do século passado, a Coreia era uma colônia do imperialismo japonês (1905-1945), autor de vários crimes como o massacre de mais de um milhão de pessoas, mobilização compulsória de 8,4 milhões de jovens e adultos para trabalhos forçados e penosos, o sequestro de 200 mil mulheres para servirem de escravas sexuais aos soldados japoneses, o saque de recursos naturais, bens culturais e a imposição de que os coreanos não falassem e nem escrevessem em seu próprio idioma, e que adotassem nomes japoneses.

Em 1925, quando era uma criança de cerca de dez anos, abandonou a pátria com a firme decisão de não voltar a ela quanto não lograsse sua emancipação. E, em outubro do ano seguinte, organizou a União para Derrotar o Imperialismo, composta por comunistas coreanos da nova geração. O nascimento desse grupo, que tinha como tarefas imediatas aniquilar os imperialistas japoneses e lograr a libertação e a independência da Coreia, marcou um novo ponto de partida na luta de libertação nacional.

Em uma conferencia de revolucionários coreanos efetuada em junho de 1930, no nordeste da China, na Manchúria, Kim Il Sung pronunciou o histórico discurso O Caminho a ser seguido pela Revolução Coreana, no qual esclareceu o principio da Ideia Juche, e apresentou a linha da luta armada antijaponesa baseada na ideia Songun. Sua solene declaração de que a causa da libertação nacional jamais poderia ser conquistada se apoiando em forças estrangeiras, ou através de métodos pacíficos, mas sim através das próprias forças e mediante a luta armada, muniu os revolucionários coreanos com uma poderosa arma ideológica e espiritual. Graças a ele, foi fundado em 25 de abril de 1932 o Exército Popular Revolucionário da Coreia (antecedente do Exército Popular da Coreia), o qual deu maior impulso à luta de libertação do povo coreano.

Kim Il Sung prestou grande atenção a convocar toda a nação à guerra sagrada de libertação e para uni-la com uma só força. Em maio de 1936, criou a Associação para a Restauração da Pátria, com a qual logrou aglutinar sob uma só bandeira todos os setores patrióticos da Coreia, independente de ideias, opiniões políticas, classes ou crenças, na luta de libertação que se converteu numa grande luta patriótica a nível nacional.

A Luta Armada Antijaponesa na Coreia foi um enfrentamento de morte contra o poderoso exército japonês, que havia se aliado com a Alemanha fascista com o objetivo de dominar o mundo. Ao lado grande império japonês, que era incomparavelmente superior do ponto de vista numérico e técnico, a guerrilha coreana não contava com uma retaguarda estatal nem com o apoio de um exército regular. Era, como alardeavam os japoneses naquele tempo, “uma gota d’água no oceano”.  Com todas as desvantagens, o líder Kim Il Sung conseguiu a conduzir à vitória a Luta Armada Antijaponesa, que, segundo ele, duraria três décadas. Sua original ideia militar consistia em que, com o inimigo, numérica, militar e tecnicamente superior, enfrentar-se-ia com superioridade política, estratégica e tática.

Imbuídos com esse pensamento, os membros do EPRC chegaram a se convencer da justeza de sua causa, de possuir o inquebrável espírito de luta e professar uma inflexível ideologia, assim como se criaram estratégias e táticas acertas, com originais métodos de combate, adequados para cada etapa da Luta Armada Antijaponesa.

A definição do líder Kim Il Sung, segundo a qual a guerra guerrilheira é a forma principal de luta de libertação das nações colonizadas, se reveste de especial importância histórica. Foi uma acertada estratégia que possibilitava tomar a iniciativa para derrotar o inimigo com poucos efetivos, mesmo que sem retaguarda estatal ou ajuda do exército regular. Igualmente extraordinárias foram suas medidas para levar a cabo a luta armada, entre elas a combinação das atividades das grandes unidades com pequenas unidades, e com a criação de zonas guerrilheiras com zonas semiguerrilheiras.

Sob a liderança do General Kim Il Sung, que converteu a desgraça em felicidade e a circunstância adversa em favorável, o EPRC causou golpes contundentes contra as tropas japonesas em cada uma das batalhas, até o ponto em que circulavam entre coreanos e japoneses os mitos de que “o EPRC aparece e desaparece de forma misteriosa”, ou que “o General Kim Il Sung utiliza o método de encurtar distâncias”.

O povo coreano enalteceu o General como o sol e libertador da nação. A guerra antijaponesa foi conquistando vitórias, até no dia 15 de agosto foi lograda a completa libertação da Coreia. A partir de então, a Coreia foi libertada do jugo da escravidão colonial, se fez dona de seu próprio destino e empreendeu o caminho amplo da construção de um Estado independente e soberano. A façanha do Presidente Kim Il Sung como libertador da nação será lembrada por todos os tempos pelo povo coreano e outros povos progressistas do mundo.

Posters norte-coreanos


"Vamos construir um País próspero e fiel à causa do Presidente Kim Il Sung!"

segunda-feira, 10 de abril de 2017

O cinismo dos EUA manifestado no tema da reunião da ONU

 
Deixa consternada a comunidade internacional o cinismo dos ianques que tentam trocar o branco pelo preto.

Há pouco, a representante estadunidense na ONU disse que são irrealistas as negociações sobre o Convênio de Proibição de Armas Nucleares devido a “ameaça nuclear proveniente do Norte da Coreia”.

Ao acusar a RPDC para justificar a decisão dos EUA de não participar do Congresso da ONU para as negociações sobre o convênio de proibição de armas nucleares, ela disse que “quem pode acreditar que o Norte da Coreia se porá de acordo com a proibição de armas nucleares?” e “não se dirá que pode proteger ao povo ao proibir a possessão de armas nucleares aos EUA e outros países, que se esforçam para defender a paz e a segurança, e permitir a mesma dos países malvados”.

Este sofisma da sinistra tentativa dos EUA de ocultar seu crime de ter usado a arma nuclear no mundo e causado a corrida armamentista nuclear de alcance mundial com a ameaça e a chantagem nucleares.

Na história do desenvolvimento destes meios de destruição em massa, Estados Unidos e outras potências jogaram o papel de protagonista na fabricação dos convênios internacional para impedir a possessão de armas nucleares pelos Estados desnuclearizados e participaram ou não nos mesmos segundo suas conveniências.

É natural que a RPDC, convertida na potência nuclear do Oriente ante a ameaça de guerra nuclear dos Estados Unidos que perdura há várias décadas, não participe no referido Congresso da ONU que toma por premissa a renúncia nuclear.

Sendo caudilho da proliferação nuclear, os EUA não vacilam em impor os desastres nucleares à humanidade para realizar sua ambição de hegemonia mundial, infringem os tratados internacionais sobre a redução de armas nucleares e tolera e ajuda este desenvolvimento por seus satélites.

Agora, se escutam nos EUA, que insistia mais do que ninguém no “mundo sem armas nucleares”, opiniões tais como “as forças armadas nucleares dos EUA estão atrasadas em comparação com as de outros países” e “é necessário fortalece-las para manter a posição absolutamente vantajosa na capacidade militar”.

Os Estados Unidos impulsionam constantemente a modernização de armas nucleares que iniciou a administração anterior preconizando a “paz pela força” e custa um bilhão de dólares. E advoga sem escrúpulos para cancelar os tratados de redução de armas nucleares assinados com outra potência militar.

É ilógico e o cumulo do cinismo que tal diabo nuclear questione as forças armadas nucleares da RPDC, produto direto de sua chantagem nuclear.

Enquanto exista o possuidor de armas nucleares em relações hostis com a RPDC, a segurança estatal e a paz da Península Coreana serão defendidas somente com o fidedigno dissuasivo nuclear.

Os Estados Unidos devem conhecer bem esta firme posição da RPDC.

Enquanto prossigam a ameaça e a chantagem nucleares dos EUA e seus satélites, se ampliarão e se fortalecerão sem cessar a capacidade de autodefesa nacional e a de ataque preventivo da RPDC centradas nas forças armadas nucleares.

Da KCNA

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Títeres sul-coreanos difundem rumor de “provocação do Norte”

 
Há pouco, o presidente interino Hwang Kyo An instruiu a “preparar-se perfeitamente” falando tanto da “grave ameaça de armas nucleares e misseis do Norte”. O Ministro de Defesa Nacional, Han Min Gu, outros traidores da cúpula militar sul-coreana realizaram uma vistoria nos campos de treinamento para agressão ao Norte e as unidades da frente avançada dizendo palavras belicosas como “não tolerar nenhuma provocação”.

Em suas frequentes visitas ao estrangeiro, o chanceler títere Yun Pyong Se divulga o rumor da “provocação e ameaça nuclear do Norte” e tomando-o como pretexto, mendiga a cooperação na campanha de esmagamento anti-RPDC.

Em um artigo publicado hoje, o jornal Rodong Sinmun qualifica de sofisma a insistência dos títeres sul-coreanos, e prossegue:

Ninguém pode censurar as medidas da RPDC tomadas para o fortalecimento do dissuasivo nuclear de caráter auto defensivo porque este se origina do exercício do legitimo direito de defender a dignidade e a soberania do país frustrando a campanha de ameaça nuclear dos EUA.

Os Estados Unidos e os títeres sul-coreanos são os culpados que aumentam o perigo de guerra nuclear na Península Coreana.

Suas imprudentes ações em busca da guerra nuclear de agressão ao Norte são a causa fundamental que perturba a paz e a segurança da Península Coreana e ameaça o destino nacional. Por mais que os títeres circulem o rumor da “provocação e ameaça nuclear do Norte”, não poderão encobrir a natureza criminosa deles próprios que tratam de impor o desastre da guerra nuclear à nação em conivência com as forças estrangeiras.

Não convencerá nunca a ninguém tal rumor mentiroso.

 Da KCNA