segunda-feira, 15 de abril de 2013

A classe operária deve ser a unidade medular na luta pela transformação de toda sociedade segundo a ideia Juche



A classe operária deve ser a unidade medular na luta pela transformação de toda sociedade segundo a ideia Juche *

 
Discurso pronunciado pelo Marechal Kim Il Sung no VI Congresso da Federação Geral dos Sindicatos da Coreia

30 de novembro de 1981


Camaradas: 



O VI Congresso da Federação Geral dos Sindicatos da Coreia efetua com êxito seu trabalho, despertando uma imensa esperança e interesse na classe operária e no resto das massas trabalhadoras de nosso país. O Partido e o povo lhes felicitam efusivamente desejando-lhes êxitos de todo o coração.

Este Congresso é um conclave de significação histórica na batalha por impulsionar a construção socialista do país e transformar toda a sociedade de acordo com a ideia Juche. Demonstrará em ampla escala, perante o mundo inteiro, o poderio da classe operária coreana, unida com solidez em torno do Partido, e seu elevado espírito revolucionário, assim como exortará a ela e ao resto das massas trabalhadoras a incorpora-se com entusiasmo a obra pela transformação de toda a sociedade em consonância com a ideia Juche.

Estou muito satisfeito de que os trabalhos do Congresso se efetuam com êxito graças ao elevado entusiasmo político e a participação ativa dos companheiros delegados; permitam-me saudar calorosamente o VI Congresso da Federação Geral dos Sindicatos da Coreia.

Até agora, sob a acertada direção de nosso Partido, a Federação tem cumprido com honra a nobre missão e as difíceis tarefas assumidas perante este e a revolução. Como poderosa organização educadora das massas, dirigida por nosso Partido, formou na consciência revolucionária aos seus membros, os aglutinou com firmeza em torno deste e os mobilizou com pujança para o cumprimento das tarefas revolucionárias que lhes indicara o Partido.

Graças a seus incansáveis esforços para criar uma maior consciência revolucionária e de classe operária nas massas trabalhadoras, se produziu uma mudança transcendental nos aspectos ideológico e espiritual dos operários e dos membros da Federação. Todos tem por sua fé inabalável a ideologia revolucionária de nosso Partido, a ideia Juche, e, com elevados sentimentos de lealdade ao Partido, se dedicam com todo seu ser ao trabalho de levar ao triunfo a causa revolucionária do Juche. Hoje em nossa classe operária reina o ambiente de apreciação maior dos interesses da sociedade e do coletivo que os individuais, de trabalhar e viver de maneira revolucionária como corresponde a um país revolucionário, em uma época de luta.

No período transcorrido a Federação tem sustentado bem alta a tocha do Movimento Chollima, acendida pelos operários de Kangson, e o levou a cabo com dinamismo entre as massas trabalhadoras trazendo um relevante aporte a construção socialista do país. Com elevada fidelidade ao Partido e a revolução, nossa classe operária avançou dinamicamente com o ímpeto de Chollima redobrado pela batalha da velocidade, logrando vitória após vitória na revolução e na construção em seu conjunto. Em virtude dos abnegados esforços da nossa heroica classe operária, em todos os rincões da terra pátria se registraram prodígios e inovações, se ergueram obras monumentais, e o poderio do país ganhou mais força.

Valorizo em alto grau as sobressalentes proezas realizadas por nossa classe operária e os integrantes da Federação perante a Pátria e o povo; permitam-me expressa-los meu mais cálido agradecimento por seu abnegado empenho e trabalho criador com que tem consolidado e desenvolvido o regime socialista de nosso país e tem dado prova da potência combativa da classe operária coreana e da honra da Coreia do Juche.

Camaradas:

Hoje em dia, a construção socialista de nosso país se desenvolve a muito elevado ritmo e nossa revolução entra em uma nova etapa de seu desenvolvimento.

O VI Congresso do Partido do Trabalho da Coreia apresentou o grandioso programa de transformar toda sociedade em correspondência com a ideia Juche.

Esta é a tarefa geral da nossa revolução, a obra histórica que a classe operária deve levar a cabo com responsabilidade. Poderá cumprir sua histórica missão, só quando emancipe as massas do povo trabalhador de todo tipo de dominação e subjugação e lhes garanta de fato a independência, mediante a transformação de toda a sociedade segundo a ideia Juche.

A classe operária é a classe dirigente de nossa revolução e seu contingente medular destinado a levar adiante a causa da transformação de toda a sociedade segundo a ideia Juche. A margem de seu papel diretor e suas atividades como contingente medular não é possível fazer progredir nossa revolução nem lograr que esta causa chegue a triunfar.

Totalmente consciente de sua missão histórica, a classe operária deverá esforçar-se com ousadia para dar culminância a empresa de transformar toda sociedade em correspondência com a ideia Juche.

Com o fim de conquistar esses objetivos é indispensável impulsionar com vigor as três revoluções: ideológica, técnica e cultural. Só assim poderemos conquistar com êxito as fortalezas ideológica e material do comunismo, convertendo a todos os membros da sociedade em comunistas de tipo Juche e imprimindo o modo de ser da classe operária em todos os âmbitos da vida social.

Impulsionar com dinamismo as três revoluções é a tarefa principal da Federação. Erguendo a bandeira destas revoluções temos que desenvolvê-las de modo enérgico para produzir um crescimento ininterrupto em todos os setores da construção socialista.

A Federação deve lograr cabalmente que seus membros e demais operários adquiram uma maior consciência revolucionária mediante a intensificação da revolução ideológica.

O fundamental nesta revolução é dota-los solidamente com a ideia revolucionária de nosso Partido, com a ideia Juche.

Ela é a invencível ideia revolucionária, criada e corroborada sua justeza na batalha por garantir a soberania das massas do povo trabalhador; é a guia diretriz que tem de ser mantida de modo invariável na obra por transformar toda a sociedade de acordo com a ideia Juche. A classe operária deverá adota-la sempre como a única ideia diretora na luta revolucionária e no trabalho construtivo, pensar e atuar conforme a seus postulados.

Intensificando o estudo da ideia Juche, a política do Partido e as tradições revolucionárias, deve assimilar até a perfeição a concepção jucheana da revolução e lutar com abnegação por defender a pureza desta ideologia e por sua vitória total. Os operários e os membros da Federação, com a atitude de encarregados da revolução, deveram manter de modo invariável a posição independente e criadora e cumprir com responsabilidade suas tarefas revolucionárias demonstrando a plenitude o espírito revolucionário de apoiar-se nos próprias esforças.

Os operários devem possuir uma firme consciência de classe revolucionária.

A realidade de hoje, quando pela mudança de gerações o grosso das fileiras da classe operária é constituída pela nova geração, que não experimentaram provas revolucionárias, exige desenvolver com mais energia o trabalho para elevar a consciência de classe e revolucionária dos operários. Sem eleva-la de forma sistemática não é possível seguir fazendo avançar a revolução nem defender suas conquistas.

A classe operária, bem consciente de sua missão classista e seu dever fundamental, tem de odiar de modo implacável a classe e o regime exploradores e manter com firmeza sua posição classista e seus princípios revolucionários em qualquer circunstancia por difícil e complicada que seja.

A situação atual da revolução é muito complicada; os imperialistas e os inimigos de classe intensificam cada dia mais as manobras subversivas e de sabotagem. Os operários e os membros da Federação devem fortalecer ainda mais a vigilância revolucionária, lutar com decisão contra a penetração ideológica e cultural dos imperialistas e seus atos subversivos e de sabotagem, trabalhar e viver de modo combativo mantendo-se em um estado de alerta e mobilização permanente.

Os operários e os membros da Federação devem amar o trabalho e participar nele conscientemente.

O amor ao trabalho é uma das qualidades mais importantes do comunista. Só quem trabalhe de modo consciente para a sociedade e o coletivo e se forje de maneira revolucionária neste trajeto pode ser um verdadeiro comunista. Os operários e os membros da Federação, considerando o trabalho como algo digno e honroso, devem participar nele com entusiasmo, observar com consciência a disciplina do trabalho e trabalhar com afã para cumprir pontualmente todas as tarefas produtivas que lhes foram atribuídas.

Os bens comuns do Estado e da sociedade são valiosos patrimônios criados a custa do sangue e do suor das massas do povo trabalhador e precioso recurso para a prosperidade da Pátria e a felicidade do povo. Os operários e os membros da Federação, com a elevada consciência de que são os encarregados da economia do país, tem que manter com esmero suas máquinas, oficinas e fábricas, apreciar e cuidar o melhor possível de todos os recursos do país, sejam grandes ou pequenos. E combater com rigor as tendências a negligenciar e defraudar os bens comuns do Estado e da sociedade.

Que todos os integrantes da sociedade se ajudem e guiem uns aos outros no trabalho, no estudo e na vida, sobre a base do principio coletivista comunista “Um por todos e todos por um!”, é uma exigência inerente a sociedade socialista e comunista. Os operários e membros da Federação devem eliminar de conjunto o individualismo e o egoísmo, vestígios da velha sociedade, e adquirir o hábito comunista de amar e ter em estima a organização e o coletivo, trabalhar com total abnegação em proveito dos interesses da sociedade e do povo, do Partido e da revolução.

A Federação deve mobilizar com vigor a seus filiados e aos demais operários frente à revolução técnica.

Dar um forte impulso à revolução técnica criadora a possibilidade de assegurar melhores condições para uma vida independente e criadora dos trabalhadores, já emancipados da exploração e da opressão, e levar a feliz termo a obra de transformação de toda a sociedade segundo a ideia Juche. Representa, ademais, uma importante garantia para a adequação da econômica as características nacionais, sua modernização e fundamentação científica e a conquista com rapidez das 10 metas da perspectiva da construção econômica socialista.

A revolução técnica é uma obra para e das massas produtoras. Nossos operários, técnicos e filiados aos sindicatos, com alta consciência de que são seus encarregados diretos, devem desenvolver com vigor o movimento de inovação técnica e de invenção. Aplicando sem reserva seus conhecimentos e talentos tem que modificar tecnicamente as máquinas e equipamentos existentes, inventar e produzir muitos outros modernos para elevar de modo sistemático o nível de desenvolvimento técnico da economia nacional, assim como introduzir em ampla escala as últimas conquistas da ciência e da tecnologia para dar um forte impulso à mecanização, automatização e a aplicação do controle remoto nos processos produtivos.

Na revolução técnica é importante fortalecer a cooperação criadora entre os operários, cientistas e técnicos. A combinação adequada das abundantes experiências das grandes massas produtoras e os conhecimentos dos cientistas e técnicos permite obter relevantes êxitos no desenvolvimento tecnológico. Os operários, cientistas e técnicos, com elevado espírito de colaboração e camaradagem, devem realizar inovações técnicas coletivas em todos os setores da economia nacional.

Assim mesmo, devem combater com energia o misticismo perante a técnica, o conservadorismo e o empirismo que freiam o progresso tecnológico, pensar e atuar com audácia na renovação técnica. Desta maneira, romper com as caducas normas técnicas e capacidades nominais e criar sem cessar novas normas e recordes em todos os ramos da econômica nacional.

A Federação estimulará com entusiasmo a revolução cultural entre seus membros e os operários.

A revolução cultural é uma das missões principais da classe operária e das organizações sindicais. Só levando-a a cabo será possível erradicar o atraso cultural, legado pela velha sociedade, criar uma sociedade socialista e comunista e formar os trabalhadores como comunistas integralmente preparados.

Hoje, uma importante tarefa da revolução cultural é elevar de modo sensível o nível técnico e cultural dos trabalhadores. A época atual é uma época da ciência e da tecnologia e todos os processos da produção moderna são precisamente processos tecnológicos. A menos que se conheça a ciência e a tecnologia modernas será impossível aumentar com rapidez a produção e impulsionar com vigor a revolução técnica.

Os operários e os membros da Federação devem ser aplicados no estudo sem se importar com momento e lugar, considerando-o seu primeiro dever revolucionário, elevar o nível técnico e de qualificação mediante ao melhoramento da divulgação dos conhecimentos científico-técnicos e de cursos de capacitação e assimilar a perfeição os conhecimentos específicos e técnicos do seu setor. Fieis a orientação do Partido com respeito à intelectualização de toda a sociedade, devem incorporar-se nos institutos superiores de fábricas ou outros centros pertencentes ao sistema de ensino sem separar-se do trabalho e estudar com afã para adquirir em um futuro próximo conhecimentos gerais, assim como científicos e técnicos modernos similares aos graduados da escola superior especializada ou da universidade.

É preciso implantar uma perfeita cultura produtiva e de vida em todos os setores. Os operários e os membros da Federação devem pôr grande empenho em criar um ambiente de higiene da produção nas fábricas, implantar uma rigorosa disciplina e ordem na produção e melhorar a qualidade e a apresentação dos produtos. Têm que melhorar as condições culturais e higiênicas das ruas, bairros, vivendas e instalações culturais e mantê-las de forma adequada, assim como livrar-se dos hábitos de vida atrasados e levar uma vida sã com elevada preparação cultural e moral.

Para cumprir eficazmente sua missão histórica, a classe operária tem que fortalecer a aliança com o campesinato e imprimir-lhes de forma consequente seu modo de ser.

O campesinato é um aliado digno de confiança da classe operária e um dos destacamentos principais da nossa revolução. A vitória total do socialismo será factível só quando a classe operária intensificar sua direção e ajuda ao campesinato e o transmita suas características inerentes e assim culmine este processo em toda a sociedade.

A classe operária deve preparar de maneira firme ao campesinato com sua ideologia revolucionária e elevar-lhes com rapidez o nível técnico e cultural mediante a ampla divulgação de sua avançada cultura em áreas rurais. Ademais, tem que prestar maior assistência material e liberar o campesinato das tarefas difíceis. Desta maneira, tirar o campo do atraso ideológico, técnico e cultural, suprimir todas as diferenças classistas e construir uma sociedade sem classes, uma sociedade onde a vitória do socialismo seja total.

A Federação Geral dos Sindicatos da Coreia é um assistente digno da confiança de nosso Partido, que defende a este no político e ideológico e luta por pôr em prática sua linha revolucionária.

O princípio supremo das atividades da Federação é ser fiel sem limites a nosso Partido e apoiar com firmeza sua ideologia e direção.

Deve implantar de forma cabal em suas fileiras o sistema de ideologia única do Partido, ser fiel a direção deste e estabelecer de modo consequente um regime de trabalho e um clima revolucionário de executar incondicionalmente e até o fim sua linha e orientações.

Assim mesmo, tem que aglutinar com força as amplas massas trabalhadoras de diversas classes e setores em torno do Partido através da elevação de sua preparação político-ideológica, e orienta-las a segui-lo até o fim e defende-lo resolutamente contra vento e maré.

As organizações sindicais devem intensificar a direção sobre a atividade orgânica de seus membros. Só por esta via pode faze-lhes conservar com dignidade a vida política. Devem implantar um estrito sistema para dirigi-la, assim como regulariza-la e procurar que todos os integrantes da Federação participem nela de forma honesta, com elevada concepção de organização, forjando-se de modo revolucionário.

Uma tarefa importante da Federação é desenvolver com dinamismo movimentos massivos sob a direção do Partido. Incorporando amplamente a seus militantes em diversas formas destes movimentos, as organizações sindicais têm que educa-loss e transforma-los em comunistas e mobiliza-los com energia para o cumprimento das tarefas políticas e econômicas planejadas pelo Partido.

O Movimento pela obtenção da bandeira vermelha das três revoluções é um poderoso movimento massivo tendente a transformar as pessoas em comunistas e impulsionar a um ritmo acelerado a construção econômica socialista por meio do desenvolvimento vigoroso das revoluções ideológicas, técnicas e científicas. As organizações sindicais devem conseguir que os operários e seus membros participem ativamente neste movimento e desempenhem um papel medular nas três revoluções, erguendo bem alto a consigna combativa: “Materializemos as exigências do Juche na ideologia, na técnica e na cultura!”.

Desenvolver com energia o Movimento para seguir o exemplo dos heróis no anonimato é uma importante orientação de nosso Partido na época atual. As organizações sindicais têm de libera-lo de modo substancial para que seus integrantes se consagrem a Pátria e ao povo com infinita fidelidade ao Partido e a revolução, com o espírito revolucionário de apoiar-se em suas próprias forças e de trabalhar com afã desafiando as dificuldades.

Devem desenvolver com dinamismo o movimento de emulação socialista e outros diversos movimentos para realizar trabalhos úteis de modo que os operários e os membros da Federação trabalham sempre com um elevado entusiasmo revolucionário e aportem maiores benefícios a economia do país.

As organizações sindicais têm de incorporar de forma ativa a seus membros e aos operários, donos da economia socialista, à administração empresarial e estimula-los a preparar com ímpeto na magna obra pela construção socialista. Deste modo, conduzi-los a aplicar com maior eficiência o sistema de trabalho Dean em todos os ramos da economia nacional e produzir um novo auge revolucionário em todas as frentes da construção socialista.

Reunificar a Pátria dividida é o fim supremo de todo o povo coreano e a tarefa revolucionária mais importante que enfrentam hoje a classe operária e o resto das massas trabalhadoras de nosso país.

Devido à ocupação do Sul da Coreia pelo imperialismo ianque e as manobras dos divisionistas para fabricar “duas Coreias”, nosso país esta divido há 36 anos e o perigo de divisão permanente da nação se incremente cada dia mais. Devemos reunificar a Pátria, o mais rápido possível, para impedir a perpetuação da divisão nacional e garantir o desenvolvimento unificado do país.

Em apoio ao novo projeto de reunificação da Pátria, levantado pelo VI Congresso de nosso Partido, toda a classe operária e demais setores do povo da Coreia devem mobilizar-se em uníssono na sagrada luta por reunificar a Pátria através da fundação da República Confederada Democrática de Koryo.

O principal obstáculo para a reunificação da Pátria reside na ocupação da Coreia do Sul pelo imperialismo ianque e suas manobras para criar “duas Coreias”. A classe operária e o resto dos setores do povo coreano tem que combater ativamente para expulsar as agressoras tropas dos imperialistas ianques do Sul da Coreia, alcançar a libertação nacional a escala de todo país e frustrar as intrigas desses imperialistas direcionadas a fabricar “duas Coreias”.

Com a finalidade de alcançar a reunificação independente e pacifica da Pátria, é necessário erradicar a dominação militar fascista e levar a cabo a democratização da sociedade no Sul da Coreia. A classe operária sul-coreana deve alçar-se com ousadia na luta por alcançar este objetivo e, à vanguarda da luta antifascista pela democratização, conduzir com vigor as amplas massas populares à justa batalha patriótica.

Apoiar e respaldar esta patriótica luta da classe operária e da população da Coreia do Sul constitui um sagrado dever nacional de seus homólogos do Norte.  A classe operária desta parte da República não deve esquecer-se nem um momento da classe operária e patriotas da parte Sul que combatem sem dobrar-se, derramando seu sangue nas duras condições da despótica ditadura militar fascista, pela causa da democracia e a reunificação da Pátria, e fazer tudo o que esta a seu alcance para prestar-lhes um ativo apoio e respaldo em sua justa batalha.

A reunificação da Pátria é a causa comum da nação, que pode ser alcançada só com a união de suas forças. Todos os compatriotas coreanos residentes no Norte, no Sul e no ultramar, por cima das diferenças de ideologia, regime, filiação partidária e credo político, devem formar uma grande frente unida nacional e combater em uma apertada aliança sob a bandeira da reunificação da Pátria.

A causa revolucionária da classe operária é de caráter internacional e a revolução coreana forma parte da revolução mundial. Imprimir maior vigor as forças revolucionárias internacionais e proteger a solidariedade com elas representa uma garantia importante para adiantar a vitória da revolução coreana e fazer avançar triunfalmente a revolução mundial.

Nossa classe operária e a Federação dos Sindicatos devem esforçar-se por lograr uma firme unidade com a classe operária de todos os países que lutam pela paz, a democracia, a independência nacional e o socialismo, e fortalecer a solidariedade com as forças revolucionárias internacionais.

Ademais, devem apoiar e respaldar de forma ativa a sagrada causa dos povos dos países emergentes que se esforçam por construir uma nova sociedade, prosperar, levantando as bandeiras do anti-imperalismo e da independência, e seguir promovendo a cooperação, camaradagem e a solidariedade com classe operária dos países socialistas que lutam contra o imperialismo e pela construção do socialismo e do comunismo.

Devem estreitar a solidariedade com a classe operária dos países capitalistas que combatem a exploração e a opressão do capital e pelo direito a existência e a liberdade democrática, e apoiar e respaldar com energia aos povos de todos os países em sua batalha pela independência e a soberania nacional.

Levar adiante as relações de amizade e cooperação entre as organizações sindicais e os grêmios operários de distintos países do mundo reveste-se de suma importância para fazer avançar o movimento operário internacional e fortalecer as forças revolucionárias mundiais. A Federação Geral dos Sindicatos da Coreia deve promover visitas e intercâmbios e estreitar os laços de amizade com os sindicatos, grêmios operários de diferentes nações e as organizações internacionais da classe operária para dar um ativo aporte ao desenvolvimento do movimento operário internacional e a revolução mundial fazendo ainda mais forte o apoio e a solidariedade internacionais com nossa revolução.

Camaradas:

Hoje nosso Partido e nosso povo enfrentam a histórica tarefa de dar um vigoroso impulso à revolução e a construção para conquistar, quanto antes, a vitória total do socialismo e a reunificação da Pátria e culminar a causa revolucionária do Juche.

Nossa causa revolucionária do Juche é justa, e lutar com abnegação por seu triunfo é a missão gloriosa da classe operária. Nosso Partido e nosso povo depositam uma imensa esperança na classe operária para ergue-la. Os operários e os membros da Federação têm de lutar com tenacidade, consagrando todo seu entusiasmo, a causa da culminação da luta revolucionária do Juche, e avançar com maior rapidez vencendo todas as dificuldades.

Sempre triunfará nossa classe operária que convencida da justeza revolucionária de sua causa, marchará com passos firmes sob a correta direção do nosso Partido.

Espero que nossa heroica classe operária e os membros da Federação, levantando a bandeira revolucionária da ideia Juche e unidos compactamente ao redor do Comitê Central do Partido, avancem com mais energia face à vitória definitiva desta causa.




* Tradução baseada na edição em espanhol do volume 36 das Obras de Kim Il Sung publicado, em 1990, em Pyongyang.

domingo, 14 de abril de 2013

Instituto Internacional da Ideia Juche realiza sua XIV Reunião Executiva


Foi realizada, neste domingo, a XIV Reunião Executiva do Instituto Internacional da Ideia Juche, em Pyongyang, capital da República Popular e Democrática da Coreia. Na reunião estavam presentes o diretor-geral do IIIJ, Vishwanath, o secretário-geral do IIIJ, Kenichi Ogami, o secretário-geral do Instituto Latino-Americano da Ideia Juche, Eleazar Rubio Aldara, Ri Kil Song, vice-presidente da Associação de Cientistas Sociais da Coreia, e delegados observadores de diversos outros países.

Na reunião, foram discutidos os progressos feitos pelas organizações de estudo da Ideia Juche após a XIII Reunião do Comitê Executivo do IIIJ. Foi decidido um plano de trabalho para o ano de 2013 a ser aplicado pelas organizações que estudam a Ideia Juche em todos os países.

Um apelo foi feito na ocasião, dedicado aos Jucheanos de todo o mundo: “O desenvolvimento de armas nucleares por parte da RPDC foi um justo direito para defender seu sistema socialista e seu povo. Conclamamos os jucheanos de todos os países a denunciar os EUA e seus lacaios em suas monstruosas manobras para iniciar uma guerra nuclear contra a RPDC.”

O apelo, que manifestava também o apoio à nova linha estratégica do Partido do Trabalho da Coreia, de levar a cabo a construção econômica de maneira simultânea ao desenvolvimento de armas nucleares, colocou-a como a garantia única para a vitória da causa da independência e do socialismo.

O apelo disse também que as manobras doS imperialistas serão rechaçadas, e que a justa luta do povo coreano avançaria vigorosamente pelo caminho da independência e do socialismo.

sábado, 13 de abril de 2013

Vitória norte-coreana: EUA cedem novamente

Por André Ortega

Washington dispõe-se a retomar ajuda a Coreia do Norte se o país "realizar ações importantes" para abandonar seu projeto nuclear, disse o secretário de Estado dos EUA, John Kerry (via RT). Em viagem pela Coreia do Sul e com Pequim na agenda, o diplomata declarou que seu país está disposto a voltar a mesa de negociação.

"Seguiremos tentando convencer a Coreia do Norte a tomar a decisão correta. Se o fizer, estaremos dispostos a cumprir com nossas obrigações" foi o que disse John Kerry. As "obrigações" referidas aqui são as estabelecidas na declaração de 2005, quando Pyongyang recebeu a garantia  de ajuda energética em troca da redução gradual de seu programa nuclear. Com o descumprimento dessas obrigações, a República Popular retomou seu programa. Após recuar em suas provocações aéreas, os Estados Unidos cedem novamente com essa declaração. Não é a primeira vez que isso ocorre. O "Agreed Framework" de 1994 e a declaração de 2005 foram conquistados por vias parecidas - primeiro os Estados Unidos tentam sufocar a  Coreia com sanções, mas depois o fantasma atômico os faz negociar. É provável que a preocupação norte-americana tenha crescido com a ultima conferência do Comitê Central do Partido do Trabalho, onde se deu ênfase na ideia de que o projeto atômico não deve servir de moeda de troca com o imperialismo.

O que alguns chamaram de "ameaças insignificantes" surtiram um efeito devastador na política norte-americana, que mudou completamente o tom. O meu último artigo sobre o fato dessas "ameaças" terem dissuadido os EUA de seguir com suas provocações foi recebido com um ódio irracional e violento por parte de algumas pessoas. Com linguagem adequada a desentendimentos ginasiais, escandalosamente diziam que "o gordinho [líder norte-coreano] só está ameaçando", que "se os EUA quiserem, não deixarão um coreano vivo sequer". Me acusaram de ter invertido a realidade, mas os fatos falam a meu favor - pelo jeito a "vontade" dos EUA é ceder a "provocações vazias". Diz o provérbio legal romano: "Allegatio contra factum non est admittenda" , uma alegação contrária aos fatos não deve ser ouvida. Por isso, devemos ignorar o choro estridente daqueles falam sem investigar.

"A intenção norte-coreana é bem clara: forçar os EUA, recentemente prostrado arrogante em seu pedestal cuspindo sanções, a sentar na mesa de negociações. Kim Jong-il demonstrou genialidade diplomática ao forçar com seu projeto nuclear os americanos a negociarem num momento em que eles esperavam sufocar completamente a República Popular. Kim Jong-un está emulando a astúcia diplomática de seu antecessor, forçando a negociação está fazendo o melhor para a República Popular que é o combate as sanções. Não é de forma alguma "suicídio", é sim pragmaticamente a melhor opção frente as provocações militares e sanções econômicas - sem ferro não há pão, e assim faz sentido a política norte-coreana." ("O que a Coreia do Norte está fazendo?", 1/04/2013)


Kim Jong Il iniciou o projeto nuclear justamente com fins diplomáticos e de dissuasão. Tal estratégia fez Washington ceder diversas vezes (1994, 2005, 2013) e trouxe uma série de benefícios ao país (além da segurança externa; a ajuda energética, por exemplo). A Coreia ofereceu, diversas vezes, o seu projeto nuclear em troca de um tratado de paz (mais recentemente o fez em 2010, 2011 e 2012). Sua exigência segue sendo a mesma: um tratado de paz e a retirada das tropas norte-americanas do sul da península.  Kim Jong Un repetiu com sucesso a coragem de seu antecessor e novamente os Estados Unidos vão de uma postura agressiva para um tom mais conciliador (com seus interesses, claro). A história se repete e confirma o acerto da política norte-coreana: essa é a única abordagem capaz de forçar os Estados Unidos a sentar na mesa de negociação. provando errados aqueles que pensam que a potência pode fazer o que bem entende em sua política externa. A República Popular vem a uma década oferecendo seu programa nuclear em troca da paz, agora, depois do que aconteceu com o Iraque e com a Líbia, pode ser tarde demais.

Quer entender melhor a situação? Leia: http://www.realismopolitico.blogspot.com.br/2013/04/o-que-coreia-do-norte-esta-fazendo.html

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Encenação e hipocrisia da mídia sobre a questão nuclear

Encenação e hipocrisia da mídia sobre a questão nuclear

Por José Reinaldo Carvalho

Camarada José Reinaldo Carvalho

As agências internacionais noticiaram nesta quarta-feira (10) e as redações que
trabalham pelo método “copia e cola” reproduziram com discrição nas suas páginas de internet, que o Paquistão anunciou ter testado "com sucesso" uma versão melhorada do míssil balístico Hatf IV, com alcance de 900 km e capacidade para levar ogivas nucleares.
De acordo com um comunicado oficial, o míssil atingiu as águas do Mar Arábico.
Segundo o comunicado, emitido também na quarta-feira pelas forças armadas paquistanesas, com essa versão que melhora "seu alcance e seus parâmetros técnicos", o Hatf IV "consolida a capacidade de dissuasão do Paquistão".
O teste paquistanês foi realizado apenas três dias depois de as Forças Armadas da Índia terem provado o míssil balístico terra-terra Agni II, com capacidade nuclear e alcance de mais de 2.000 km.
Como se sabe, Paquistão e Índia são países rivais que já travaram três guerras desde sua independência em 1947. Ambos os países possuem armas nucleares e intermitentemente a rivalidade torna-se aguda, levando instabilidade ao conjunto da região asiática, com graves repercussões na segurança internacional.
Nota bene: o argumento usado é o aperfeiçoamento tecnológico para fins de “dissuasão”, ou seja, defensivos. Nenhuma diferença da argumentação exaustivamente usada pela República Popular Democrática da Coreia em sua tentativa de justificar não somente as suas provas nucleares e com mísseis de lançamento, como os preparativos de guerra em curso na Península Coreana.
Observe-se que, independentemente da opinião que se tenha sobre o conflito da Península Coreana, a situação ali se afigura bem mais perigosa para a Coreia Popular do que para - ao menos momentaneamente - o conflito entre a Índia e o Paquistão.
Mais de uma vez por ano, a Coreia do Sul e os Estados Unidos realizam na península manobras militares conjuntas em que se mobilizam dezenas de milhares de soldados e armas sofisticadas, inclusive os bombardeiros B-52 e B-2, com capacidade nuclear. O território da Coreia do Sul é uma base militar dos Estados Unidos e do seu território estão apontadas para o Norte ogivas nucleares.
É preciso então esclarecer por que se admite a legitimidade do argumento dissuasório do Paquistão e da Índia e não o da República Popular Democrática da Coreia. O anúncio dos novos testes de mísseis na Ásia Central não mereceu críticas, nem campanhas alarmistas carregadas de conteúdo ideológico e interesse político, nem muito menos consta que esteja sendo redigido qualquer projeto de resolução na ONU para sancionar os mencionados países.
No Jornal Nacional da quarta-feira, a Rede Globo noticiou os testes do Paquistão e da Índia, com absoluta discrição, sem um ricto facial sequer que demonstrasse a mínima reação do apresentador, por vezes tão teatral quando convém buscar um efeito emocional para a notícia.
O que causou maior espécie, porém, foi o noticiário seguinte – que não alterou o meu humor após a convincente vitória corintiana minutos antes – ter dedicado alentado espaço para fazer uma mal ajambrada agitação política em torno de um manifesto de solidariedade ao povo coreano assinado por representações de partidos políticos e movimentos sociais no Distrito Federal, que teria sido, segundo o telejornal, motivo de crises e desmentidos entre partidos da esquerda brasileira.
No caso em tela, a Globo deu luzes, microfones e câmeras a parlamentares que, sem saber onde o galo cantava, e no afã de se distanciarem do aludido manifesto, deitaram falação sobre a paz mundial e a autodeterminação dos povos, sem mencionar que os fautores de guerra da época atual são as potências imperialistas, nomeadamente o imperialismo estadunidense e os seus aliados.
Por trás do dedo acusador da mídia às forças solidárias da luta anti-imperialista está um roteiro enganador e hipócrita, uma encenação que nos casos da ex-Iugoslávia, do Afeganistão, Iraque, Líbano, Palestina, Líbia, Mali e tantos outros não raro encobriu crimes de lesa-humanidade.
Combater esses crimes ou posar de inocentes úteis é uma escolha de trincheira em que lutar.



terça-feira, 9 de abril de 2013

Líder norte-coreano faz EUA recuarem


Líder norte-coreano faz EUA recuarem

Por André Ortega - Realismo Político

O líder norte-coreano Kim Jong Un conquistou uma vitória em sua luta contra os Estados Unidos no recente momento de tensão na Península Coreana. Após chocante demonstração de força, a Casa Branca recuou em sua postura agressiva temendo que isto poderia "inadvertidamente" desencadear uma crise ainda mais profunda, segundo o "The Wall Street Journal".  Retirando os aviões F-22, B-2 e os temidos B-52 (capazes de transportar armas atômicas) dos céus coreanos, os EUA voltaram atrás em seu roteiro pré-estabelecido de exercícios militares na Coreia do Sul, mostrando a eficiência da estratégia norte-coreana e sua capacidade de dissuadir a grande potência. É certo que os avisos da Coreia do Norte ecoaram em Washington e é provável que tal postura tenha sido influenciada pelos recentes encontros do Comitê Central do PTC (Partidos dos Trabalhadores da Coreia), encontros onde se deu ênfase em avançar ainda mais o projeto atômico.

Figura reverenciada pela população em geral, Kim Jong Un certamente se reafirmou como líder frente os alto dirigentes de seu país. Vítima de dúvidas no exterior devido sua pouca idade e subida ao poder aparentemente frágil, Kim Jong Un frustrou as expectativas daqueles que esperavam um líder fraco ou reformador. Invulnerável perante a pressão americana, Kim Jong Un mostrou a força da própria liderança e mostrou sua "vocação de sangue", já que seu avô, Kim Il Sung, combateu a invasão japonesa desde os 15 anos de idade, também muito jovem. Apesar da abordagem norte-coreana ter sido correta, em muitos aspectos Kim Jong Un somente emulou o gênio diplomático de seu antecessor, Kim Jong Il, que no passado forçou os EUA a mesa de negociação através de sua política nuclear. Esse acontecimento derruba o mito da "invencibilidade" e "liberdade total" da política externa norte-americana, assim como refuta as mentes simples que falaram a "loucura norte-coreana" ou que zombaram das "ameaças" de Kim Jong Un como provocações infantis. A política norte-coreana de louca não tem nada, é muito racional, responde a imperativos pragmáticos e é um movimento calculado.

As recentes tensões na península coreana vem preocupando o mundo com o fantasma de um novo embate militar. O conflito vem desde a década de 50' e se deve a ocupação militar norte-americana na Coreia do Sul, necessária para a manutenção dos interesses econômicos e geopolíticos dos EUA na região. Do outro lado, a Coreia do Norte é governada por um regime socialista que em sua fundação tomou uma série medidas de caráter popular, como a reforma agrária, a nacionalização de propriedades dos antigos invasores japoneses e a reorganização da vida política em linhas democráticas através das forças que libertaram o país e de organizações de massa como sindicatos. No entanto, o país passou por duras dificuldades por causa da guerra e sanções, com uma disciplina rígida que se mantém graças a mobilização de massas e a direção do Partido dos Trabalhadores da Coreia. Se o país fosse dividido e o povo desorganizado, sem esse sistema político e tendo que se basear exclusivamente na repressão militar, o regime provavelmente não sobreviveria a estas dificuldades.

Essa é certamente uma ótima notícia para os amantes da paz de todo o mundo e para todos aqueles que temiam a explosão de um novo conflito militar. É claro que isso não é a paz, mas se os Estados Unidos realmente querem a paz, então deveriam retirar suas tropas da península e acabar essa guera que já vem sendo travada a mais de meio século.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Elias Jabbour: O que quer a Coreia do Norte?


Elias Jabbour: O que quer a Coreia do Norte? 

Nem sempre imagens têm mais valor do que mil palavras. No caso em questão, as imagens e o retorcimento da retórica explanada pelo governo da Coreia do Norte são parte de um grande jogo de ridicularização de um regime cujo único objetivo é a autodefesa. Também existe uma ponta de luta pela sobrevivência. Sobrevivência que significa a própria sobrevida de uma nação milenar. E para mim isso basta.

Por Elias Jabbour*

Perguntemos a qualquer letrado, ou especialista. Você sabia que enquanto a Europa se ensanguentava em guerras religiosas, a Coreia já era uma nação com todos os traços que poderiam a classificar como um Estado Nacional precoce e anterior ao nascimento de Cristo?

Você sabia que houve uma guerra entre os lados norte e sul da península coreana entre os anos de 1950 e 1953? Você sabia que foi a primeira vez, desde a independência dos EUA (1776) que os norteamericanos assinaram um armistício, ou seja, foram derrotados pela primeira vez em quase 200 anos? Você sabia que desde 1776 os EUA nunca ficaram longe de uma guerra, fora dos seus domínios, por mais de dez anos? Você sabia que na Guerra da Coreia caiu, sobre o lado norte da península, o correspondente a dez bombas nucleares testadas em Hiroshima e Nagasaki? Você sabia que, desde 2001, estão apontadas, à capital da Coreia do Norte (Pionguiangue), cerca de 60 mísseis carregados de ogivas nucleares?

Mais perguntas: Você tem notícia acerca da invasão de um algum país por parte da Coreia do Norte? Você sabia que o país mais bloqueado, cercado e difamado no mundo é a Coreia do Norte? Será que essa difamação tem alguma relação com a derrota dos EUA na já referida guerra? Será que querem condenar a Coreia do Norte ao retorno à Idade da Pedra? Será que a Coreia do Norte há 60 anos não é o espinho na garganta dos EUA? Diante dos fatos e da história, você acha que os EUA fariam com a Coreia do Norte o mesmo que fizeram com o Iraque, o Afeganistão e outros? A Coreia do Norte tem ou não o direito de se defender? Você tem alguma dúvida sobre o destino de Kim Jong Un: seria recebido com festa num exílio na Europa ou teria o mesmo destino, com os mesmos requintes de crueldade, reservado a Muamar Kadafi?

Responder estas questões não é uma tarefa complicada. Um mínimo de honestidade já bastaria para saber o que está em jogo nesta guerra psicológica em curso na península coreana. De imediato sugiro qualquer julgamento moral sobre a natureza do regime nortecoreano, se é socialista ou não, se é democrático ou ditatorial, bonito ou feio, rude ou sofisticado. Tem gosto para tudo. Também não seria muito legal tomar a máxima do chanceler brasileiro (Antonio Patriota), segundo quem esperava uma “atitude mais ocidentalizada do líder nortecoreano”.

Talvez Antonio Patriota esteja levando a sério demais o conselho de Huntington sobre um Choque de Civilizações, quando na verdade tanto Huntington quanto Patriota não passam de vítimas de um verdadeiro “choque de ignorância”. Meu parêntese continua para externar algo mais de fundo. É chocante imaginar que o chefe de nossa chancelaria nunca tenha lido Edward Said (“Orientalismo: O Oriente como invenção do Ocidente”), nem tampouco Barrington Moore Jr. (“As Origens Sociais da Ditadura e da Democracia – Senhores e Camponeses na Construção do Mundo Moderno”). De forma explicita em ambos os livros ficam claras as evidências, na Ásia, de práticas democráticas ao nível da aldeia que remontam ao menos 3.000 anos.

O que quer de fato a Coreia do Norte, partindo de um julgamento mais pautado pela história? É evidente que o regime busca sobrevida e para isso nega a lógica da rendição incondicional tão cara a outras experiências, entre elas as da URSS, Leste Europeu e recentemente da Líbia.

Uma nação que historicamente teve seu território sob a cobiça estrangeira, cercada de grandes potências por todos os lados, passando por uma sanguinária ocupação japonesa e que sabe do que são capazes os EUA, não pode se dar ao luxo de esperar o bonde da história passar. O bonde da história derrotou as experiências socialistas da URSS e Europa, levando quase a nocaute por asfixia o governo da Coreia do Norte na década de 1990. Os últimos 25 anos foram marcados por privações de todo tipo, levando inclusive a fome para o outro lado do rio Yalu. O bloqueio, a fome imposta de fora para dentro e as inúmeras ameaças militares e provocações (Coreia do Norte como parte do “Eixo do Mal”, segundo Bush) só fez restar ao governo nortecoreano a opção de se “armar até os dentes” diante do que ocorria em Belgrado sob as hostes das chamadas “intervenções humanitárias”.

Poucos regimes no mundo tem uma noção da política como uma ciência que leva em conta não somente a correlação de forças, mas também o chamado tempo e espaço. Asiáticos e milenares que são os coreanos dão mostras de ter ido além de Maquiavel, aproximando-se de Lênin acrescido de alguma sabedoria confuciana e espírito de rebeldia herdado pelos ensinamentos de Laotsé. Somente gente preparada poderia manter em pé um país cercado, humilhado e ameaçado desde seu nascedouro e com um cenário recrudescido nas últimas duas décadas.

O conceito de ditadura não serve de explicação. Mais pobre ainda é levar à sério certas conversas do tipo “governo que se mantém às custas da fome do povo e do não cumprimento dos direitos humanos”, quando na verdade a soberania nacional está acima de qualquer direito humano. Ou se acredita ser possível algum direito humano sob ameaça ou intervenção estrangeira? O único direito humano universal é o direito à vida. E o direito a vida naquela parte do planeta se confunde e se entrelaça com o direito de ser nação soberana. É simples, sem ser simplista: a Coreia do Norte não está de brincadeira, pois sabem com quem estão lidando e do que são capazes os EUA.

Os nortecoreanos querem ter o direito de ser o que eles decidiram ser desde a explosão das primeiras revoltas camponesas contra a ocupação japonesa, ainda na década de 1910 do século passado. Ao invés de buscarmos dar lições de democracia, civilidade e de governo para uma nação milenar, seria mais interessante entender como um país exposto àquelas condições pode alcançar um nível de desenvolvimento tecnológico capaz de projetar e lançar satélites artificiais, mísseis intercontinentais e mesmo bombas nucleares, algo que nem nossos amigos do Irã e seus imensos recursos petrolíferos conseguiram até hoje.

Acho que se decifrarmos a formação social que forjou um povo capaz de expulsar Gengis Khan de seus domínios, no auge do poderio militar do Império Mongol, chegaremos a explicações mais plausíveis e próximas da realidade.

*Elias Jabbour é doutor em Geografia Humana pela FFLCH-USP. Autor de “China Hoje: Projeto Nacional, Desenvolvimento e Socialismo de Mercado” (Anita Garibaldi/ EDUEPB, 2006). 

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Editorial do Portal Vermelho: É o imperialismo que ameaça a paz, não a Coreia Popular


É o imperialismo que ameaça a paz, não a Coreia Popular

Uma escalada de tensão militar e perigo de guerra desenvolve-se há várias semanas na Península Coreana. Sobre os fatos em desenvolvimento, a mídia privada e monopolizada a serviço do imperialismo estadunidense exercita as artes em que é mais adestrada: tergiversar, distorcer, desinformar e mentir.

Os noticiários e editoriais são confeccionados a partir de imagens e frases pinçadas e descontextualizadas, com o deliberado objetivo de apresentar a República Popular Democrática da Coreia (RPDC) – um país socialista e revolucionário que se empenha em construir a economia e consolidar o poder nacional com base nas próprias forças e no pleno exercício da sua soberania – como um regime “excêntrico”, “totalitário” e “ameaçador”.

A paz e a segurança internacional são objetivos permanentes dos povos e nações soberanas, bandeira indeclinável dos países socialistas no quadro de relações diplomáticas realizadas sob os princípios do Direito Internacional e da Carta das Nações Unidas. Isto contrasta com as práticas unilaterais, imperialistas, hegemonistas dos Estados Unidos e seus aliados, cuja política externa é baseada em ameaças à soberania nacional dos povos e nações, no militarismo, no monopólio das armas nucleares, no saque das riquezas nacionais, na realização das guerras de agressão.

A República Popular Democrática da Coreia é um dos alvos preferenciais do imperialismo estadunidense, que usa o território da vizinha Coreia do Sul como base militar, onde acantona tropas, armamento convencional e nuclear. O estado de guerra na Península Coreana não é resultado de uma proclamação do governo da RPDC. É, antes, um estado permanente, cuja principal expressão é a realização frequente de manobras militares conjuntas das forças armadas norte-americanas e sul-coreanas, nas quais se mobilizam dezenas de milhares de soldados, navios de guerra, aviões de combate, artilharia pesada e armas nucleares.

A República Popular Democrática da Coreia tem estilo e linguagem próprios, mas não está nas suas decisões e na sua retórica a causa da tensão na Península Coreana.

A Coreia Popular, na sequência da publicação dos seus comunicados, responsabilizou, com toda a razão, os Estados Unidos e a Coreia do Sul pelas crescentes tensões, ressaltou a ameaça representada pelas manobras militares de grande escala que os Estados Unidos fazem em conjunto com a Coreia do Sul, que constituem explícita provocação e põem em risco a sua soberania.

Os Estados Unidos, por sua vez, além de manter a realização dos exercícios militares conjuntos, ordenaram a instalação de um radar de defesa antimísseis na ilha de Guam, situada no Pacífico, enviaram para a região o destróier USS Fitzgerald, capaz de derrubar mísseis, nas proximidades das costas da Coreia Popular. Para agravar ainda mais a situação, Washington enviou à região seus bombardeiros B-52 e B-2, com capacidade nuclear, e caças furtivos F-22. E os porta-vozes da Casa Branca, do Pentágono e do Departamento de Estado elevaram o tom das suas declarações, assinalando que a Coreia Popular é uma “grave ameaça” para o mundo.

A verdadeira ameaça emana das políticas militaristas e belicistas do imperialismo estadunidense e seus aliados. Enfrentá-las e combatê-las faz parte das lutas dos povos de todo o mundo.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Brasil: Partidos e movimentos solidarizam-se com a Coreia Popular


Movimentos, partidos e meios de comunicação progressistas e anti-imperialistas enviaram nesta teça-feira (2) uma declaração de solidariedade e apoio à embaixada da República Popular e Democrática da Coreia em Brasília.

A escalada da tensão na Península Coreana, com a participação direta dos Estados Unidos, tem aumentado a pressão e a preocupação com um possível conflito internacional, apesar dos pedidos reiterados por diálogo enquanto a Coreia do Sul, apoiada pelos EUA, toma medidas belicistas.

Neste contexto, movimentos e partidos brasileiros que lutam contra o imperialismo belicista e pela manutenção da paz e da soberania das nações enviaram a seguinte declaração à embaixada da Coreia Popular:

Senhor Embaixador da República Popular e Democrática da Coreia;

A campanha de uma guerra nuclear desenvolvida pelos Estados Unidos contra a República Democrática Popular da Coreia passou dos limites e chegou à perigosa fase de combate real.
Apesar de repetidos avisos da RDP da Coréia, os Estados Unidos tem enviado para a Coréia do Sul os bombardeios nucleares estratégicos B-52 e, em seguida, outros meios sofisticados como aeronaves Stealth B-2, dentre outras armas.

Os exercícios com esses bombardeios contra a RDP da Coréia são ações que servem para desafiar e provocar uma reação nunca antes vista e torna a situação intolerável.

As atuais situações criadas na península coreana e as maquinações de guerra nuclear dos EUA e sua fantoche aliada Coréia do Sul além de seus parceiros que ameaçam a paz no mundo e da região, nos levam a afirmar:

1. Nosso total, irrestrito e absoluto apoio e solidariedade à luta do povo coreano para defender a soberania e a dignidade nacional do país;

2. Lutaremos para que o mundo se mobilize para que os Estados Unidos e Coréia do Sul devem cessar imediatamente os exercícios de guerra nuclear contra a RDP da Coréia;

3. Incentivaremos a humanidade e os povos progressistas de todo o mundo e que se opõem a guerra, que se manifestem com o objetivo de manter a Paz contra a coerção e as arbitrariedades do terrorismo dos EUA.

Conscientes de estarmos contribuindo e promovendo um ato de fé revolucionária pela paz mundial, as entidades abaixo manifestam esse apoio e solidariedade.

Brasília, 02 de abril de 2013.
PCdoB, PT, PSB, Cebrapaz, CUT, MST, MDD, UJS, UNE, Unegro, Unipop, CDRI, CDR/DF, MPS, CMP, CPB, Telesur, TV Comunitária de Brasília, Jornal Revolução Socialista.

Com informações do Cebrapaz - DF

Entrevista com Alejandro Cao de Benós


Nos últimos dias a península coreana tem vivido uma situação de crise inaudita. Toda a imprensa burguesa lança uma enxurrada de panfletária política da pior espécie que tenta apresentar toda a crise como sendo motivada pela inconsequência de um pequeno “ditador”. Apresentam-nos a crise coreana dissociada de todo seu contexto histórico e político. Mesmo alguns meios de comunicação que se pretendem “alternativos” esquivam-se da questão central no caso em foco apontando para o suposto caráter “caricatural” do socialismo coreano, e vão ao cumulo de condenar aquele país por suas expressões artísticas agitarem emblemas anti-imperialistas. Em meio a essa torrente de desinformação poucos antídotos são tão eficientes quando as entrevistas do camarada Alejandro Cao de Benós. Único ocidental a trabalhar para o governo norte-coreano e profundo conhecedor de sua realidade, Cao de Benós apresenta com sua argumentação precisa, inexorável, uma completa refutação da coletânea de mentiras da “democracia ocidental” contra o “espirito belicoso” e “anti-democrático” do governo do Norte da Coreia, nessa entrevista publicada em espanhol no site La Marea na manha de hoje e que agora disponibilizamos em português.


“Se na Coreia do Norte mostrássemos debilidade, EUA iniciaria um ataque ao estilo da Líbia”. 


Cada vez que a situação na península da Coreia entra em crise, os meios europeus e americanos geralmente batem a porta de Alejandro Cao de Benós, o único representante ocidental da Coreia do Norte, natural de Tarragona. Funcionário do país asiático na qualidade de delegado especial no estrangeiro, Cao de Benós viaja hoje a Pyongyang, onde pretende permanecer até finais de abril, “desde que não comece a guerra, caso no qual ficaria lá se assim me pedissem”, assegurou. Esses dias, os olhos de todo o mundo se voltaram sobre o país comunista depois de sua decisão de declarar estado de guerra e de ameaçar a EUA e seu vizinho do sul com o começo de uma “guerra total” caso este dispare ou avance sobre o território norte-coreano. “Sem Coreia do Norte não existirá o mundo”, adverte.

Qual é a situação agora mesmo na península da Coreia? É provável que estale um enfrentamento iminente? 

A situação é muito crítica porque os Estados Unidos tem mobilizado submarinos nucleares e porta-aviões, que estão realizando manobras de fogo reais na fronteira. Portanto, pode estalar o conflito a qualquer momento, já que o Exército Popular está à espera e temos a experiência de qual é a política imperialista dos Estados Unidos.

Por que se produzem tantas tensões já históricas entre Coreia do Norte e do Sul e EUA?

Principalmente se dão porque, ao final da Segunda Guerra Mundial, EUA ocupou a Coreia do Sul, estabeleceu suas bases, assim como uma ditadura militar sob o seu controle, que tem durado até nossos dias. O exército sul-coreano não tem controle sobre suas próprias tropas, pelo contrario, são os EUA os que mandam e os que usam deste exército para que se enfrentem com seus próprios irmãos do Norte.  Por isso, enquanto não abandonem os Estados Unidos seu controle sobre a península coreana, não poderá haver nunca uma paz definitiva e uma reunificação do país.

No mês passado, a Coreia do Norte ameaçou com o lançamento de um ataque preventivo contra EUA, por quê? 

Isto se deve a perseguição sistemática, tanto pelo bloqueio econômico como pelas sanções da ONU como, volto a dizer, pelo assunto militar, as manobras militares que se estão efetuando em nossa fronteira, que tem levado nosso exército a estar em total alerta para que, em qualquer momento em que os EUA cruzem a linha que separa as duas Coreias ou lancem um míssil contra o território norte-coreano, se produza uma resposta imediata, não só contra as tropas, senão contra as bases americanas, tanto em Guam, como no Hawai, Okinawa no Japão, ou, inclusive, sobre o território estado-unidense.

Não crê que esta linguagem bélica que se está utilizando pode contribuir para esquentar as coisas cada vez mais e levar a situação a um ponto irreversível?

O que está claro é que deve se dizer as coisas muito claramente. Como prevenção, devemos dizer aos EUA que, se tentar atacar, isto é o que lhe vai acontecer. Usamos uma linguagem forte precisamente porque os imperialistas norte-americanos usarão nossa debilidade para iniciar um ataque ao estilo do Iraque, Afeganistão ou Líbia. Por tanto, é necessário dizer as coisas claramente quando é preciso dizer para prevenir males maiores. A Coreia do Norte se queixa, sobretudo, das manobras com submarinos nucleares por parte dos EUA. É uma das causas principais da crise. Se estamos em um momento tão crítico é precisamente por isto, por que os EUA estão utilizando todo o seu arsenal na fronteira. Se, agora mesmo, a França, ou o Reino Unido com Gibraltar, mobilizasse todo seu arsenal nuclear e se pusessem a fazer manobras militares na fronteria, disparando com fogo real, o exército espanhol, que é supostamente um exército aliado, estaria em alerta e poderia se desencadear um conflito. Na verdade, existiram casos como barcos de pesca. É preciso dizer que encontramos porta-aviões e submarinos nucleares realizando provas.

Que condições seriam necessárias para que fosse possível a paz entre as duas Coreias?

A Coreia do Norte sempre deseja a paz, porém, não mentirá, nunca mudou ou renunciou a soberania ou ao sistema político que escolheu sua nação, e que decidiu seu povo. Portanto, a única solução para uma distensão ou para chegar a acordos é que parem essas manobras ou que se mudem, pelo menos, para 200 quilômetros ao sul, em vez de se faze-las na fronteira. Têm muito território para efetua-las. Inclusive, qualquer falha técnica pode desencadear um conflito armado total.

No mês passado, a ONU implementou novas sanções contra a Coreia do Norte, com o apoio da China, um de seus poucos aliados. Está a China dando respaldo ao país?

A China é um país capitalista desde os anos 90, já abandonou seu sistema socialista e, neste sentido, olha pelos seus próprios interesses. Por um lado é vizinha da Coreia do Norte e tem investimentos de centenas de milhões de dólares num novo parque industrial que acabamos de abrir na fronteira, porém, por outro, quer também fazer o jogo dos EUA, porque como membro do comércio internacional globalizado, ou capitalista, deve cortejar o império. Podemos dizer que a China é um país de muitas faces, que olha por seus interesses, e que tenta sempre manter um pouco deste status quo com todas as nações.

Na imprensa se tem falado, sobretudo, do complexo industrial na fronteira com o sul, onde, segundo esta informa, as condições trabalhistas dos operários norte-coreanos são extremamente precárias. 

É totalmente falso. Todos os trabalhadores norte-coreanos que operam ali – existem umas 123 empresas e uns 50.000 trabalhadores do norte – estão sob supervisão norte-coreana e isto é precisamente o que nos está ajudando a conseguir muitos dólares e euros como fonte de financiamento de divisa externa. Por ser um sistema socialista e fechado, por não depender das flutuações bancárias internacionais, a Coreia do Norte deve se suprir de dólares e euros para realizar importações mediante outros meios. Pode fazer transações com seus próprios recursos naturais, ou recebendo dólares ou euros de empresas sul-coreanas. Em qualquer caso, todos os trabalhadores na Coreia do Norte seguem os mesmos princípios e têm os mesmos direitos trabalhistas. Com efeito, esses insultos são os que levaram nosso governo a declarar, faz apenas dois ou três dias, que, se continuarem, não teremos nenhuma inconveniência em fechar e expulsar a todas as empresas sul-coreanas imediatamente. Assim, devém saber medir suas palavras e saber que este é um projeto de reunificação, não um projeto que nos obrigue a beijar os pés do capitalismo.

Esse processo de reunificação é possível em curto prazo? O que deveria acontecer para isso? 

Tivemos um avanço muito significativo no sentido da reunificação do ano 2000 ao ano 2008, durante as duas legislaturas do presidente [sul-coreano] Kim Dae-Jung. Recordemos que este presidente ganhou o premio Nobel da Paz. Se estabeleceram as bases deste processo em dois acordos no ano de 2000 e 2007, para se chegar a paz, e a distensão que desembocará numa reunificação. Estavam baseados na ideia de um país dois sistemas diferentes. A reunificação não se produziria jamais a maneira alemã, senão que, se respeitariam os sistemas existentes, vigentes em cada uma das partes: comunismo no norte e capitalismo no sul, porém, sob uma mesma bandeira. Esta é a premissa com a qual estão de acordo tanto a maioria dos povos norte-coreanos como sul-coreanos e seus governos. Em 2008 chegou um novo presidente, Lee Myung-bak, que foi um presidente ultraconservador e pró-norte-americano, destruiu todos esses acordos formados durantes esses anos, e voltamos à situação de inicio, de enfrentamento. Desses remanescentes do progresso pela reunificação ao largo desses oito anos só restou este centro industrial na zona de Kaesong, de que havíamos falado. Agora precisamos saber se a nova presidenta, Park Geun-hye, é capaz de ser independente e de obrigar aos norte-americanos que fiquem em seu canto e deixem que a Coreia seja governada pelos coreanos.

Por que a Coreia do Norte é um dos países mais afastados do mundo? Em caso de guerra, crês que algum país poderia entrar na guerra em apoio ao norte? 

Em caso de guerra não esperamos o apoio de ninguém. A Coreia é autossuficiente em arsenal militar. Temos assistido casos como o do Iraque, onde seus irmãos muçulmanos não acudiram em sua ajuda, nem dos irmãos iraquianos, nem dos líbios. Portanto, todas essas alianças políticas, tradicionais, etc., na hora da verdade contam pouco, assim, a Coreia se basta por si mesmo para obter uma vitória sobre o exército norte-americano, em caso de que houvesse uma guerra. Quanto à definição que fazem, de que a Coreia é um país fechado, não o é. A propaganda, a manipulação ocidental e o bloqueio tem levado a que se forme está visão do país, quando Coreia tem estado sempre aberta a qualquer pessoa que se aproxime com respeito e que simplesmente entenda que existem outras formas de vida e outros sistemas políticos. Coreia sempre tem os braços abertos e, de fato, tem relações diplomáticas com a maioria dos países. No caso da Espanha, desde o ano de 2001.

Em que consistem, em termos gerais, as sanções implementadas sobre o território norte-coreano? Que consequências têm? 

O bloqueio logicamente influí muitíssimo porque não se pode fazer transações monetárias nem podemos fazer comércio internacional livremente. De fato, não podemos praticamente nem fazer transportes marítimos, porque as tropas norte-americanas bloquearem qualquer cargueiro civil. O objetivo é asfixiar nossa economia para obrigar-nos a converter nosso sistema em outro, capitalista, porém, isso não vai acontecer. Na Coreia, desde 9 de setembro de 1948, estamos sob as sanções norte-americanas. Ainda que isto dificulte muitíssimo o fator econômico, temos formulas para saltar esse bloqueio. Portanto, não vai funcionar, nem vai obrigar a Coreia do Norte a se ajoelhar. O bloqueio tem causado alguns efeitos graves, como a fome que houve dos anos de 1995 ao ano 2000, que foi potencializada, por desgraça, pelos destres naturais que assolaram o país. Na Coreia do Norte, apenas 15% do território é cultivável. Essa conjunção de terríveis fatores, unida ao desaparecimento do socialismo a nível mundial, depois do qual nós ficamos sem aliados, submergiu ao país em uma crise a nível econômica total, na qual também havia uma crise de alimentos. Afortunadamente, desde o ano 2000, a econômica começa a recuperar-se. No último ano tem crescido mais de 10% e atualmente não há ninguém, absolutamente ninguém, que passe fome na Coreia. Provavelmente há mais gente, agora mesmo, que passe fome na Espanha que na Coreia do Norte.

Esses 15% de terreno cultivável os converte em importadores de alimentos? 

Sim, a Coreia do Norte é um país importador de alimentos. O trigo se importa da Rússia, o arroz da Tailândia e, como sabemos, os alimentos estão cada dia mais caros porque seu preço está manipulado pelas bolsas de Chicago e por interesses capitalistas. Estão fazendo crescer o preço do alimento básico a um nível tal que estão gerando muito mais disparidade, diferenças de classes no mundo e mais sofrimento e mais pobreza. Como Coreia do Norte tem que importar do estrangeiro o grão e tem que pagá-lo em dólares ou euros, que logicamente não tem, porque não é um país capitalista, sua moeda não é convertível, se criam todas estas complicações na hora de ajustar todas as rações necessárias para alimentar aos 24 milhões de habitantes que temos.

Que país, além dos EUA, exerce este bloqueio? 

A China aprovou os últimos bloqueios no Conselho de Segurança, pelo que está forçando a nossas empresas a se limitarem a Coreia e não poderem comerciar no exterior.  Mas isso do lado de uma lei pela qual os estados fantoches dos EUA, como o Canadá, não podem negociar livremente conosco, pois é considerado o comércio com o inimigo. Deste modo, se um senhor no Canadá quer importar dois guarda-roupas da Coreia do Norte, porque é muito barato e de muito boa qualidade, não pode fazê-lo por causa dessa lei que o impõe os EUA. Portanto, se trata de uma asfixia múltipla que, de novo, tem o objetivo de destruir o sistema político soberano da república.

Em caso de estalar a guerra, Coreia do Norte se veria enfrentando grandes potências, como o Japão, os EUA e a própria Coreia do Sul. Não há medo de que este enfrentamento possa causa graves danos ao país e, em caso de que se usem armas nucleares, seu desaparecimento? 

De maneira nenhuma, pelo contrario. Já declarei que sem Coreia do Norte não existirá o mundo. Estamos falando de um dos exércitos mais numerosos de todo o planeta, com mais de um milhão de soldados e mais de sete milhões de milicianos, a Guarda Vermelha Operário-Camponesa, que dispõe ainda de misseis intercontinentais e ogivas nucleares, que podem alcançar qualquer ponto do continente norte-americano. Portanto, não temos medo. Foram 15 as nações que lutaram contra a Coreia do Norte nos anos 50, incluindo Grécia, Colômbia ou Austrália. Ao contrario de então, quando tínhamos um país recém nascido, agora levamos 60 anos de criação armamentista e de defensa dissuasória, pela qual não podem imaginar a capacidade de golpear que tem agora mesmo a Coreia do Norte contra EUA. O primeiro seria destruir todas as suas bases no Pacífico, não só na Coreia do Sul, senão também no Japão, nas ilhas de Guam e Hawai.

A margem das relações internacionais, a ONU e vários observadores internacionais acusam a Coreia do Norte de ser o cenário de violações sistemáticas dos direitos humanos.  

Isto é parte da manipulação propagandística. De fato, os direitos humanos são ter uma casa, ter educação, ter direito a uma saúde digna, e isto é o que não se cumpre na maioria dos países capitalistas, o primeiro deles é os EUA. Isto são os direitos humanos para nós. Estamos criando uma sociedade igualitária, os meios de produção pertencem ao povo e não a uma oligarquia. Portanto, são as típicas etiquetas que usam o capitalismo para lavar o cérebro das pessoas através dos meios de comunicação. Na Coreia não há abusos contra os direitos humanos, há uma grande união, uma grande harmonia e felicidade entre as pessoas, o que mostra precisamente essa capacidade que tem o país para enfrentar a primeira potencia nuclear, que são os Estados Unidos.

Porém, existem outros direitos igualmente importantes, como o de expressão e as liberdades políticas.
A diferença basicamente é que na Coreia do Norte somos todos por um, é uma sociedade comunista, na qual os interesses comuns primam sobre os individualistas. A forma de expressar suas ideias é diferente, porém, qualquer pessoa tem capacidade, tem a possibilidade de expor suas ideias e suas opiniões políticas e, inclusive, podem apresentar-se as eleições para presidente da república, se é capaz de convencer as sues compatriotas.

Também se acusa a Coreia do Norte de ter campos de concentração no seu território. 

É mais uma maneira da propaganda tentar equiparar a Coreia com o nazismo ou com outros regimes que haviam existido. É completamente falso. De fato, as fotografias difundidas pela imprensa ocidental, feitas a muitos quilômetros de altura, através de satélites, a única coisa que mostram são granjas cooperativas e minas. Aí não existe nem uma só evidência da existência destes campos de concentração. O que ocorre é que, como sempre, é aplicado o duplo padrão. Para difamar e insultar a Coreia do Norte, tudo vale. Por outro lado, EUA, que realmente tem esses cárceres, comete esses abusos em Abu Grahib, em Guantánamo, e, em muitos outros países, sai totalmente impune. Na Coreia do Norte não existe esses campos de concentração e, se existisse, o sistema cairia por seu próprio peso, como ocorreu com outras repúblicas socialistas.

Se o país está “limpo” nesse sentido, por que não se deixa que entrem as comissões de direitos humanos da 
ONU para que confirmem isto no próprio território? 

Porque são precisamente peças dessa mesma propaganda. EUA controla esses organismos. De fato, os pagam. A maioria do financiamento da ONU vem do próprio congresso norte-americano. O que não vamos permitir é que um grupo de pessoas que tem difamado, acusando, colaborando com o bloqueio econômico para que tenhamos problemas com alimentação nos examinem. Graças a esses senhores que supostamente defendem os direitos humanos EUA tem podido justificar seu bloqueio económico. Quer dizer, graças a esses defensores dos direitos humanos estão impedindo que possamos importar comida. São fanfarronadas de pessoas pagas, e muito bem pagas, que supostamente, com seu trabalho voluntário vão a examinar os direitos humanos e que em realidade não fazem mais que propaganda barata. Nossa opinião é que o cão ladra, porém, o trem avança. Não importa quanto difamem, já que logicamente vamos seguir nosso caminho. Desde logo, o que não vamos fazer é convidar para jantar a um senhor que nos está insultando a cada dia e que ademais nos põe em condições difíceis.

Kim Jong-Un é já o terceiro da mesma linhagem sucessória no poder, não é isto uma clara evidência da ausência de democracia na Coreia do Norte? 

Esta é outra das etiquetas falseadas. A democracia significa dar o poder ao povo, e é o que existe realmente na Coreia, onde o povo é dono dos meios de produção. O caso de Kim Jong-Un é necessário entender como o de uma figura paternal, de união entre as pessoas, que não se pode entender se não se conhece a cultura coreana, se não se estuda um pouco de confucionismo, budismo, e, sobre tudo, a ideia juche [filosofia tipicamente coreana]. Basicamente, o poder reside no povo através da Assembleia Popular Suprema, que está formada por 687 deputados, na qual temos um presidente eleito. A figura de Kim Jong-Un é para manter certa continuidade, para que todo mundo siga com os ideais socialistas. Não é que ele decida tudo o que queira ou quando queira, já que também temos primeiro-ministro, um gabinete e o poder popular que é realmente quem manda.

Porém, em última estancia, recai o poder sobre Kim Jong-Un. 

Só a nível militar. Na última decisão foi votada de forma unánime por essa Assembleia Popular Suprema. Não herdou o poder, senão que foi eleito por estes quase 700 deputados, que são por sua vez eleitos a cada 5 anos por qualquer maior de idade, a partir dos 17 anos. Se podem apresentar quem queira, de forma independente, ou como membro de qualquer dos três partidos existentes: o Partido do Trabalho, o Partido Socialdemocrata da Coreia e o Partido Chondoísta Chong-u.

Original em espanhol disponível in www.lamarea.com

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Discurso de Fidel Castro em Pyongyang


Compartilhamos com os leitores do Blog de Solidariedade à Coreia Popular a versão traduzida para o português de um importante discurso pronunciado pelo comandante Fidel Castro, em sua visita à Pyongyang, em 1986. 




DISCURSO PRONUNCIADO PELO COMANDANTE EM CHEFE FIDEL CASTRO RUZ, PRIMEIRO SECRETÁRIO DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA E PRESIDENTE DOS CONSELHOS DE ESTADO E DE MINISTROS, NO BANQUETE OFERECIDO EM HONRA DA DELEGAÇÃO DO PARTIDO E DO GOVERNO DA REPÚBLICA DE CUBA, PELO MARECHAL KIM IL SUNG, SECRETÁRIO GERAL DO PARTIDO DO TRABALHO E PRESIDENTE DA REPÚBLICA POPULAR DEMOCRÁTICA DA COREIA, EM 8 DE MARÇO DE 1986, “ANO DO XXX ANIVERSÁRIO DO DESEMBARQUE DO GRANMA”.

(VERSÃO TAQUIGRÁFICA – CONSELHO DE ESTADO)

Querido companheiro Kim Il Sung;

Queridos companheiros do Partido e do Governo da República Popular Democrática da Coreia:

Tudo parece distanciar a Coreia e a Cuba. Nos separam milhares de quilômetros. Quando em nosso país começa o dia, na Coreia reina já a noite; quando este país amigo esta coberto de neve, verdeia perenemente nossa terra e, entretanto, Coreia e Cuba estão profundamente irmanados (APLAUSOS). Nos unem, queridos companheiros, nossos sonhos comuns e nos unem também o cerco e a ameaça de um inimigo comum.

Quería dizer, antes de mais, que visitar este heroico e revolucionário país, conhecer pessoalmente seu grande líder, o presidente Kim Il Sung, a quem nos unem tão estreitos laços de afeto e admiração, entrar em contato direto com o abnegado e fraterno povo coreano, era um proposito firmemente sustentado por largo tempo. Em meio a tensa luta em que estava absorto nosso pátria, durante muitos anos temos esperado esta oportunidade.

Devo expressar que as impressões recebidas hoje serão indeléveis.

Eu não tenho realmente palavras para descrever os sentimentos que experimentamos em nossa chegada a Pyongyang, ante a calorosa recepção e a extraordinária demonstração popular no aeroporto e nas ruas (APLAUSOS).

Não venho para receber homenagens: venho para render homenagem ao povo da Coreia e a sua gloriosa e combativa história.

Venho de muito longe para conhecer e expressar nossos mais calorosos sentimentos de admiração e solidariedade a um povo que ao longo de toda a sua história jamais fraquejou na batalha por sua independência, contra a opressão estrangeira e a exploração (APLAUSOS). Rendo tributo aos heróis que se levantaram heroicamente com armas em punho, sob a liderança do companheiro Kim Il Sung frente à ocupação do militarismo japonês

(APLAUSOS). Rendo tributo ao povo que resistiu mais tarde a bárbara agressão do imperialismo yanque, reconstruindo a pátria em ruinas, forjando uma nova sociedade e a mantendo erguida, durante mais de 30 anos, nas condições de um país cruelmente dividido, com a parte sul da península convertida em uma agressiva base militar dos Estados Unidos, as dignas e inflexíveis bandeiras da revolução e do socialismo (APLAUSOS).

O gesto heroico do povo coreano constitui sem dúvida um dos grandes acontecimentos revolucionários da nossa época, e uma fonte permanente de inspiração para os lutadores e os povos de todo mundo (APLAUSOS).

Foi essa luta, unida a luta do povo cubano, a que fez possível que entre nossos dois países, tão distantes, se tenha desenvolvido exemplares laços de colaboração e profundos sentimentos de irmandade e de solidariedade
(APLAUSOS).

Jamais falta a nossa pátria, nos momentos mais difíceis, a mão cálida e generosa do povo coreano. Da mesma forma, a justa posição do Partido, do povo e do Governo coreanos, em favor da reunificação pacifica de seu país, a resoluta posição frente às manobras e provocações do imperialismo e de seus aliados na região, tem podido contar sempre com nossa mais vigorosa e decidida solidariedade (APLAUSOS).

Vivemos hoje tempos difíceis nos quais é preciso fortalecer como nunca antes a unidade de ação entre todas as forças da independência, da paz e do progresso dos povos. A irresponsável política armamentista, de confrontação e de força, aplicada pelo governo dos Estados Unidos, tem incrementado até limites intoleráveis o perigo de uma guerra devastadora, da qual o mundo não poderia se recuperar. A escala local, o imperialismo utiliza igualmente o ingerencismo, a agressão e o terror. Só nossa mais enérgica determinação de resistência e nossa inquebrantável decisão de não ceder ante a chantagem, poderão fazer frustrar tais desígnios reacionários (APLAUSOS).

Porém, não só agride o imperialismo aos povos com a força das armas. Nossa época é testemunha do recrudescimento mais implacável do saque econômico e da exploração dos povos, muito especialmente dos do Terceiro Mundo. A crise econômica chega a muitos países a uma situação desesperada de fome, atraso e miséria. A implacável divida externa se associam em nossos dias as práticas criminosas do dumping, do intercambio desigual e do protecionismo, que privam aos países subdesenvolvidos e neocolonizados da América Latina, Ásia e África das mais elementares esperanças ante o futuro. Por isso temos dito e reiteramos que a decisiva batalha pela paz resulta inseparável na atualidade da batalha pelo repudio da divida externa e o estabelecimento da nova ordem econômica internacional que reclamam nossos países. (APLAUSOS).

Chegamos a Coreia movidos por um profundo interesse político; Desejamos também apreciar sua original e milenar cultura, e aspiramos conhecer ao máximo as admiráveis realizações deste povo e suas experiências revolucionárias. Ainda que o tempo de que dispomos, por razões alheias a nossa vontade, não seja todo o que havíamos desejado, estamos seguros de que nossos contatos, nossas conversações com o querido presidente Kim Il Sung e com nossos irmãos coreanos, darão um novo impulso a nossa amizade, a nosso conhecimento reciproco, a cooperação e a solidariedade entre ambos os partidos, Estados e povos (APLAUSOS).

É certo que atravessamos uma época convulsiva e perigosa. É certo que nós enfrentamos colossais desafios. Porém, quando entre os povos se podem desenvolver vínculos como os que hoje unem a Coreia e a Cuba tão distantes geográficamente, quando o espírito internacionalista que anuncia o futuro da humanidade pode se manifestar com está intensidade que hoje temos presenciado aqui, não temos a menor dúvida de que a vitória estará do nosso lado (APLAUSOS).

E nessa ocasião, querido companheiro Kim Il Sung, queridos irmãos coreanos, permitam-me repetir aqui, como se estivesse em minha própria pátria, a consigna que nos tem acompanhado ao largo de todos estes anos de luta, triunfos e esperanças: Pátria ou Morte, venceremos!

Queridos amigos: permitam-me brindar pelo grande líder, companheiro Kim Il Sung, para que goze de uma larga vida e uma excelente saúde, de modo que possa continuar enriquecendo com sua experiência, os conhecimentos revolucionários do socialismo e do movimento comunista internacional (APLAUSOS). Brindo pelos irmãos do Partido coreano, e brindo por todos os irmãos coreanos. Obrigado.

(OVAÇÃO)

Original em espanhol disponível in www.cuba.cu

Entrevista com Eduardo Artés, primeiro-secretário do Partido Comunista Chileno (Ação Proletária)


Eduardo Artés respalda a Coreia do Norte: “os beligerantes são os imperialistas ianques”

Publimetro (site de noticias chileno) falou com o secretário geral do Partido Comunista Chileno (Ação Proletária), que crítica à ação dos EUA e apoia o país asiático. Ademais foi pré-candidato presidencial independente para a eleição de 2009-2010.
Camarada Eduardo Artés


Por esses dias a Coreia do Norte aparece em uma posição bastante afastada em relação à comunidade internacional e a política guerreira e beligerante de seu governo é, sob uma visão simplória, a principal responsável. Porém, nem todos são contrários à postura norte-coreana, não no Chile, ao menos. Publimetro conversou com o secretário geral do Partido Comunista Chileno (Ação Proletária) – PC(AP), Eduardo Artés (61), quem fustiga a ação dos EUA e respalda a de Pyongyang.

O Partido Comunista Chileno (Ação Proletária) (PC(AP)) tem se comunicado com representantes do Partido do Trabalho da Coreia do Norte (PTC)?

- Entre o PC(AP) e o PTC existe uma relação fraternal, baseada no apoio mútuo. Frente à perseguição imperialista contra a República Popular Democrática da Coreia (RPDC), estamos em contato permanente.

Seu partido justifica a ofensiva beligerante da Coreia do Norte e suas ameaças nucleares? Por quê?

- Os beligerantes são os imperialistas ianques, que tem a dezenas de milhares

de soldados ocupando a parte sul da Coreia. EUA têm mais de 5.000 bombas atômicas com as que ameaçam aos povos e países independentes, eles com seu poderio bélico destruíram o Afeganistão, Iraque, Líbia, e hoje preparam a intervenção na Síria. A RPDC para evitar essa tragédia tem desenvolvido seu poderio militar e nuclear e estão em seu pleno direito.

É arriscada a posição norte-coreana, tendo em conta o poder militar dos EUA, principal aliado da Coreia do Sul? Não chegaram demasiado longe?

- EUA é o capataz da Coreia do Sul, não seu aliado. O risco é para os EUA. A RPDC conta com o poderio suficiente não só para enfrentar as provocações e agressões imperialistas, mas também para infringir a derrota aos agressores.

Que busca a Coreia do Norte com tudo isto? 

- Defender sua existência, sua soberania e o socialismo.

Está de acordo com denominar a Coreia do Norte como um “regime”? E, foi irresponsável o líder Kim Jong-Un em sua ofensiva ou está de acordo com suas políticas?

- Na RPDC há um regime que amplia a participação popular, se não fosse assim com todo o bloqueio econômico e diplomático do imperialismo e seus sócios já não existiria. Os irresponsáveis, os que estão em ofensiva bélica, são os EUA e seus títeres da Coreia do Sul. A direção da RPDC só está aplicando uma política de defesa, está fazendo o que muitos hoje não fazem, não se ajoelha frente aos órgãos opressores como são a OTAN e o FMI.

Finalmente, o governo do Chile instou a Coreia do Norte a depor “sua atitude beligerante”. Que opiniões têm?

- O governo do Chile está amarrado por milhares de fios econômicos, políticos, culturais e militares aos EUA, atua no campo internacional como uma caixa de ressonância deste. Nós do PC(AP) exigimos do governo ao menos sinal de dignidade, que entenda que quando um país independente se nega a ajoelhar-se frente ao imperialismo, a independência e a dignidade de todos os países – e portanto do Chile – se fortalece e, ao revés, quando um país entrega sua soberania, todos os demais perdemos.

Original em espanhol disponível in www.publimetro.cl

terça-feira, 2 de abril de 2013

Choe Yong Rim realiza balanço sobre a construção econômica da RPDC


Na VII Sessão da XII Assembléia Popular Suprema da RPDC, que teve lugar neste 1 de abril de 2013, o primeiro-ministro da Coreia socialista, Choe Yong Rim, deu um informe sobre os avanços da construção econômica socialista da República Popular Democrática da Coreia no ano de 2012, assim como as metas e desafios para a edificação socialista no ano de 2013. 


Camarada Choe Yong Rim discurda na VII Sessão da APS da RPDC

De acordo com o informe, em 2012 a produção carvoareira e de energia elétrica aumentou, graças aos esforços do país e do povo de levar adiante o avanço da economia nacional. A produção de vários bens de consumo industriais também aumentou. Choe Yong Rim continuou:

O Palácio do Sol Kumsusan foi reformado como o templo supremo do Juche. O Palácio de Exposição Nacional de Presentes, o Parque Folclórico de Pyongyang, a Avenida Changjon, o Parque de Recreação do Povo Rungna e outros enormes edifícios da era Songun foram construídos. Enormes projetos industriais como a Usina Hidroelétrica Huichon, o Porto Tanchon e a Fábrica Taedonggang de Materiais de Construção foram finalizados. As principais fábricas e empresas industriais do país nos setores metalúrgico, químico, maquinário e de bens de consumo foram modernizadas, consolidando a base material e técnica da economia nacional.

O satélite Kwangmyongsong 3-2 foi construído e lançado com sucesso, e o terceiro teste nuclear subterrâneo com uma bomba atômica menor e mais leve, embora com enorme poder explosivo, foi conduzido com igual sucesso.
As bases para a produção de tecnologia de ponta foram construídas, e vários projetos para o desenvolvimento de ciência e tecnologia foram levados a cabo com sucesso. Vários setores de informação e comunicação passaram também por processos de modernização.

Foi promulgada a lei para a educação compulsória, gratuita e universal de 12 anos. Tal fato abriu um enorme caminho para a consolidação do sistema educacional socialista e para o aumento da qualidade da educação.

Na área da saúde, o serviço de telemedicina foi introduzido com sucesso.

Os esportistas da RPDC honraram o país em grandes eventos esportivos internacional, como os XXX Jogos Olímpicos, e vários outros avanços significativos foram feitos no campo da construção cultural.

O informe disse ainda que as tarefas desse ano seriam realizar o mais pronto possível o desejo de toda a vida do Presidente Kim Il Sung e do dirigente Kim Jong Il, que dedicaram suas vidas inteiras para por a economia do país ao nível de um país próspero e poderoso, para que o povo coreano tivesse uma vida rica e feliz, como jamais teve qualquer outro povo neste mundo.

De acordo com o informe, o Ministério organizará a construção econômica desse ano pondo ênfase em resolver as questões pendentes relacionadas ao padrão de vida da população desenvolvendo os setores básicos da indústria, consolidando as bases para a construção de uma potência econômica, desenvolvendo a agricultura e a indústria leve.

É necessário aumentar a produção de carvão.

A modernização de plantas metalúrgicas será acompanhada da modernização, também, da produção de ferro Juche. Medidas cuidadosas para o abastecimento de combustível e materias primas serão tomadas, tendo como fim aumentar a produção de aço laminado em pelo menos 350% em relação a 2012.

O setor de transporte ferroviário deve reduzir os gastos com combustíveis através da consolidação das bases materiais e técnicas das ferrovias.

Será realizado um plano econômico para a produção cerealeira deste ano.

O país inteiro deve fazer esforços para a recuperação do planalto de Sepho e para a construção de bases pecuárias.

A produção deve ser aumentada grandemente nas principais fábricas químicas e a percentagem de matérias primas localmente disponíveis deve ser aumentada. A produção nas minas, fábricas e empresas na área de Tanchon deve ser aumentada. As exportações devem ser aumentada para aquisição de fundos para a melhoria da vida da população.

Grandes esforços devem ser direcionadas para a construção de moradias. A área de Wonsan deve ser transformada numa grande área turística.

O investimento estatal no setor de ciência e tecnologia deve ser aumentado, e a chama da revolução industrial do novo século deve ser aumentada para se dar saltos decisivos na construção de uma potência econômica, famosa pela ciência e tecnologia.

Tecnologias de ponta de alta competitividade devem ser desenvolvidas massivamente. Questões tecnológicas e científicas que apareçam no caminho da modernização da economia nacional devem ser resolvidas de maneira satisfatórias.

O investimento estatal será aumentado na educação e nas preparações para consolidar o sistema educacional compulsório de 12 anos. Grandes progressos na educação, saúde pública, literatura, artes e esportes devem ser conquistados na construção cultural.

Todos os setores e unidades da economia nacional devem construir planos básicos de exportação, para aumentar a competitividade dos produtos da RPDC nos mercados nacionais, sempre se apoiando nas próprias tecnologias e matérias primas. As conquistas científicas e tecnológicas de última geração devem ser introduzidas positivamente para a diversificação das exportações.

O comércio deve ser diversificado. As colaborações econômicas com outros países, assim como os estabelecimentos de joint-ventures nas zonas econômicas especiais devem também ser estimuladas.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Coreia Popular quer acelerar economia e revolução





Presidida por Kim Jong Un, primeiro secretário do Partido do Trabalho da Coreia, a plenária do Comitê Central, realizada em 31 de março, ocorreu em meio à crescente tensão imposta por Estados Unidos e seus satélites na Península Coreana.

A reunião foi realizada para debater as tarefas do partido sobre a demanda atual e possíveis mudanças no quadro da situação atual no cumprimento da causa revolucionária Juche, sobre os quadros que serão submetidos à consideração no sétimo período de sessões da 11ª Legislatura da Assembleia Popular Suprema e o tema da organização.

O encontro apresentou uma nova linha de estratégia, para desenvolver a economia e as forças armadas nucleares de acordo com as exigências legítimas da situação atual e a revolução coreana em desenvolvimento.

A diretiva é uma continuação, um aprofundamento e um desenvolvimento à uma nova etapa da diretiva original sobre o desenvolvimento paralelo da construção econômica e a defesa nacional, apresentada e executada pela direção do país.

O encontro apontou que a nova diretiva do PTC não é uma contramedida temporária para fazer frente à situação em mudança permanente, mas uma diretiva estratégica a ser mantida para defender os interesses maiores da revolução coreana.

As armas nucleares da Coreia do Songun não são uma mercadoria a ser trocada com o dólar estadunidense nem um regateio político ou econômico a ser discutido na mesa de diálogo com os que pretendem desarmar a República Popular Democrática da Coreia.

Segundo o Comitê Central, as armas nucleares da RPDC existem para defender a vida e a existência da nação e nunca serão trocadas nem renunciadas por dinheiro, enquanto existirem em nosso planeta o imperialismo e a ameaça nuclear.

Quando a nova diretiva de desenvolvimento paralelo, apresentada pelo PTC, se materializar, a RPDC se converterá em uma grande potência política, militar e econômica, tornando a Coreia em um país civilizado de tal maneira que orientará a independência da península coreana.

Os funcionários, os militantes do Partido e outros trabalhadores devem desenvolver, com firmeza e decisão estraordinárias, a campanha audaz e a batalha decisiva de todo o povo no sentido de obter avanços prodigiosos e renovação de todos os setores da economia nacional.

A plenária também discorreu sobre a necessidade de converter a economia nacional para uma base fundada na intelectualidade, de diversificar o comércio exterior e introduzir em grande medida os investivementos.

"É necessário melhorar radicalemente a direção econômica de acordo com as demandas da realidade em desenvolvimento e aperfeiçoar os métodos vantajosos de administração econômica no estilo coreano, baseado na ideia Juche.

Na reunião, foi aprovada por unanimidade a resolução sobre a agenda de "acelerar a vitória final da causa de construção de um Estado poderoso e próspero, socialista, desenvolvendo paralelamente a economia e as forças armadas".

Na última questão a ser discutida pela plenária, foram destituídos ou eleitos membros do Presidium do Birô Político do PTC

Com informações da Embaixada da RPDC no Brasil

Fonte: Portal Vermelho