terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Estados Unidos e Coreia do Sul realizarão exercício militar "Key Resolve": A paz, mais uma vez, é ameaçada

O Comando de Forças Conjuntas EUA-Coréia do Sul anunciaram no dia 15 de fevereiro que os exércitos sul-coreano e norte-americano realizarão exercícios militares conjuntos denominados “Key Resolve” por todo o território sul-coreano de 28 de fevereiro a 10 de março. Parte do exercício militar “Foal Eagle” será realizado também em conjunto pelos dois exércitos até o final de abril.



EUA e Coréia do Sul realizam
exercício militar "Key Resolve" em 2008

O exercício militar contará com a presença de um gigantesco porta aviões, um contingente de mais de 12.800 tropas militares norte-americanas, além de 200 mil soldados do exército títere da Coréia do Sul que estarão armados até os dentes. Tais ameaças militares são exercícios de guerra para invadir a RPD da Coréia.

 As ameaças militares são uma clara evidência da política hostil contra a RPD da Coréia e da política de confronto contra as relações inter-coreanas levada a cabo pelos Estados Unidos e pelo regime sul-coreano. Tais ameaças pioraram de uma maneira catastrófica as relações inter-coreanas e futuramente agravarão as tensões militares na península, pondo em risco não só a paz e a segurança do mundo como também ameaçando a paz em todo o Nordeste asiático. Os perigos e as conseqüências de tais manobras monstruosas poderão ser mais sérias do que se encontram nos dias de hoje, principalmente nos tempos recentes em que as iniciativas positivas da RPD da Coréia para melhorar as relações inter-coreanas foram rejeitadas pelo regime títere e ditatorial sul-coreano.


Sul-coreanos protestam contra ameaças

A realidade de hoje mostra que as forças belicistas dos EUA e da Coréia do Sul nunca se botam ao lado da paz e ao lado do melhoramento das relações inter-coreanas. Os mesmos não querem nada além do conflito e da guerra.

Os belicistas norte-americanos e sul-coreanos devem parar de uma vez por todas com suas provocações de guerra, levando em conta as catastróficas conseqüências que tais manobras contra a RPDC podem trazer.

Nesse momento, o povo sul-coreano leva a cabo sua luta pela causa antiimperialista, pela paz, pela independência e pela democracia. Condena os planos dos EUA e do governo títere sul-coreano de realizar os exercícios militares conjuntos.

Expressamos aqui nossa maior solidariedade ao povo coreano em sua luta pela paz, e contra as ameaças do imperialismo na Península Coreana.


Com Frente Democrática Nacional Antiimperialista, equipe do blog Solidariedade à Coreia Popular

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Admiração africana por Kim Jong Il


Disponibilizamos agora um vídeo falando sobre reuniões que foram feitas em solidariedade à Coreia Socialista em países como Tanzânia e Uganda, além do seminário da Ideia Juche feito em Kampala e Uganda. A parte final do vídeo mostra grande admiração dos soldados de Uganda por Kim Jong Il e pela RDPC, além de uma escola construída com a parceria entre a Uganda e RDPC, na qual estudantes africanos e coreanos cantam a Canção ao General Kim Jong Il.

Da redação, equipe do blog Solidariedade à Coreia Popular.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

As massas e sua liderança


Monumento dedicado à Idéia Juche


No processo histórico concreto são as massas em luta por seus mais genuínos interesses que forjam suas nações. Para que este fenômeno seja possível é necessária uma liderança que expresse estes sentimentos e objetivos e que possa conduzi-la através de mil e um laços e interações. É o que vem ocorrendo na República Popular Democrática da Coréia, sob a liderança do Partido do Trabalho da Coréia e seu dirigente Kim Jong Il.

A partir de julho de 1994 – quando do súbito falecimento do construtor da nação coreana, Kim Il Sung, que conduziu o Partido do Trabalho por quase 50 anos – Kim Jong Il assumiu o comando do país garantindo a permanência das idéias revolucionárias na defesa da nação e de seu povo contra a ação imperialista permanente dos Estados Unidos e de seus prepostos instalados na parte sul da península coreana.

Desde o final da chamada Guerra da Coréia no início da década de 1950, ao contrário do Governo títere de Seul, a República Popular Democrática da Coréia vem se esforçando diuturnamente em levantar a bandeira da paz e da desnuclearização da península coreana, enfrentando todo o tipo de provocações e cerco promovidos pelas forças imperialistas. Agora mesmo, recentemente, por iniciativa de Pyongyang foram retomadas as conversações que na verdade não foram levadas a sério pelo governo de Seul.

A reconstrução do país conduzida por Kim Il Sung e as iniciativas do governo e do povo da Republica Popular Democrática da Coréia para organizar um país próspero, industrializado, moderno e avançado estão em curso dirigidas pelo líder Kim Jong Il que em 16 de fevereiro comemora mais um aniversário de nascimento. Ao assumir suas responsabilidades em Outubro de 1995, Kim Jong Il Il Sung e que dá o rumo da luta ao Partido do Trabalho da Coréia assegurou que o povo coreano iria constantemente aderir ao pensamento da Idéia Juche, orientação filosófica adotada por Kim desde então.

Contribuição de Pedro Oliveira

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Kim Jong Il completa 69 anos de idade

Uma das canções favoritas dos coreanos diz:

Deixando as primeiras pegadas sobre a neve da selva milenar,
O General herdou a vontade da família guerrilheira,
Nosso General é filho da guerrilha,
Que, no Monte Paektu, leva a cabo a bandeira vermelha do Comandante Kim.

... ... ...


O jovem Kim Jong Il junto a seus pais,
 Kim Il Sung e Kim Jong Suk


Esta é uma canção chamada “O General é filho da Guerrilha”. A letra exalta o dirigente Kim Jong Il como um General exatamente igual ao Presidente Kim Il Sung, que foi o comandante-chefe da Guerrilha Antijaponesa.

Como diz a canção, Kim Jong Il aparece como um filho da Guerrilha Antijaponesa. Nasceu em 16 de fevereiro de 1942, no Monte Paektu, principal cenário da luta armada para libertar a Coréia da dominação militar do imperialismo japonês. As primeiras lembranças de sua infância aparecem como o amor de sua mãe vestida em uniformes militares. Seus amigos mais próximos eram guerrilheiros. Não existe qualquer outra grande personalidade que tenha nascido e crescido sob circunstâncias tão extraordinárias, numa família de guerrilheiros.

O dirigente Kim Jong Il cresceu familiarizando-se com os métodos de combate dos guerrilheiros. Durante a Guerra da Coréia (1950-1953), quando tinha apenas dez anos, sentava-se junto à mesa de operações dos Comandantes Supremos ao lado do Presidente Kim Il Sung. Aprendia as táticas de guerra do Presidente Kim Il Sung que causavam duras baixas ao exército estadunidense. Lembrando, a “supremacia militar” estadunidense viu-se derrotada pela primeira vez na história durante a Guerra da Coréia.


Levando adiante as tradições da família guerrilheira, iniciou a direção do método Songun no início da década de 1960. Junto ao Presidente Kim Il Sung, aplicou táticas de guerrilhas nos principais incidentes ocasionados por provocações dos Estados Unidos, como a captura do navio “Pueblo” em janeiro de 1968 e na questão de Panmunjom em agosto de 1976.

Nós, comunistas brasileiros, damos nossa maior saudação por ocasião do seu aniversário, excelentíssimo camarada Kim Jong Il. Que você tenha todos os sucessos do mundo na brilhante tarefa de levar a cabo a construção socialista na parte norte da Coréia.

 
Da Redação, equipe do blog Solidariedade à Coreia Popular

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Internacionalismo: Coreia Democrática apóia as causas do povo cubano


Os cinco anti-terroristas cubanos, presos injustamente pelo Estado pseudo-democrático dos Estados Unidos

Pyongyang, 12 de fevereiro. Coréia Democrática ratificou sua solidariedade com Cuba na luta pela libertação dos cinco antiterroristas cubanos injustamente presos nos Estados Unidos, e contra o bloqueio desse país a nação caribenha.

O chanceler, Pak Ui Chun, reiterou essa posição em um encontro na embaixada cubana em ocasião de festividades coreanas.

Park agradeceu as múltiplas atividades organizadas por Cuba com motivo do 50ª aniversário de relações entre os dois países, celebrados no ano passado, e destacou os importantes intercâmbios de visitas realizadas.

Também reafirmou a invariável posição das autoridades da República Popular Democrática da Coréia (RPDC) em consolidar constantemente estes vínculos de amizade e cooperação.

O chanceler norte-coreano se interessou pelos preparatórios do VI Congresso do Partido Comunista de Cuba e expressou a convicção de que seu povo obterá novos êxitos em 2011.

Por sua parte, o Embaixador José Manuel Galego Montano se referiu às fraternais ligações e datas históricas que compartilham ambos os povos, incluindo a celebração do 35º aniversário, em junho, do Comitê Cubano pela Reunificação da Coréia.
O diplomata agradeceu o apoio da RPDC à luta dos cubanos contra o bloqueio e pela libertação de René González, Ramón Labañino, Fernando González, Antonio Guerrero e Gerardo Hernández, presos por combater ações terroristas contra seu país, organizadas nos Estados Unidos.

Fonte: Blog Civilización Socialista
Tradução: Blog de Solidariedade à Coréia Popular

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Coréia Socialista é líder mundial no uso de tecnologia 3G em celulares


Dados da TeleGeography’s GlobalComms mostram que existe meia dúzia de países no mundo onde usuários da tecnologia 3G [1] em celulares constituem mais de metade dos usuários desse meio de comunicação. No fim de setembro de 2010, a RDP da Coréia já liderava o uso – onde 99,9% dos 301 mil usuários de celulares (chamados de Koryolink) estavam conectados à tecnologia 3G, a qual foi lançada através do joint-venture entre o governo da RDPC e uma empresa egípcia chamada CHEO Technology em dezembro de 2008. No segundo lugar do ranking, aparece o Japão (com 94,6% dos usuários de celulares usando a tecnologia 3G) e, em terceiro lugar, aparece a Coréia do Sul com 71,7% dos usuários conectados à tecnologia 3G. Logo depois, aparecem respectivamente Austrália (64,6%) e Taiwan, com 58,1%.


Dados concretos mostram a Coréia do Norte como líder mundial no uso da tecnologia


Tais dados refutam categoricamente as mentiras que a  imprensa reacionária levanta agressivamente contra a RDP da Coréia. A imprensa reacionária falsifica grosseiramente sobre toda a situação do país. Meios de comunicação como a Revista Veja ou a Folha de São Paulo freqüentemente dão alaridos em forma de notícias do tipo "norte-coreanos são fuzilados por serem descobertos com celulares" ou "celulares foram banidos". Porém, dados concretos mostram que os coreanos do norte tem acesso em larga escala a celulares de qualidade e, por sinal, estão à frente de todos os países capitalistas em tal quesito.

A realidade mostra a superioridade do socialismo sobre o capitalismo, ainda que a RDPC, por ousar construir o socialismo, esteja submetida ao maior bloqueio do mundo que prejudica em grande parte seu desenvolvimento.


[1] - A tecnologia 3G ou "Terceira Geração" refere-se ao tipo de celular que cumpre as especificações da União Internacional de Telecomunicação. Celulares com tecnologia 3G possuem viva-vozes, acesso à Internet (por conta do bloqueio, no caso norte-coreano o acesso se dá à Intranet, tecnologia semelhante à Internet porém limitada aos domínios do país), chamadas de vídeo e acesso à televisão.
 
Fonte: TeleGeography's Global Communication

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Recentes avanços na saúde da RDP da Coréia

Desde sua independência, a República Democrática Popular da Coréia (RDPC) passou por diversos estágios de desenvolvimento, incluindo a reconstrução e a industrialização. O país teve várias conquistas, incluindo a educação universal e gratuita, 100% de alfabetização, serviços médicos gratuitos e expectativa de vida relativamente longa.

Nas primeiras décadas da existência do país, um grande crescimento econômico foi conquistado. Os indicadores de saúde, assim como os de expectativa de vida e mortalidade infantil eram, na época, os melhores da região. Infelizmente, desde o início dos anos 90, tais indicadores entraram num processo de agudo declínio por conta de sucessivos desastres naturais, somado à perda de mercados, comércios, auxílios e investimentos, o que acentuou-se também por conta da queda da URSS e do bloco socialista do Leste Europeu, além da intensificação das sanções econômicas à RDPC que duram há seis décadas.



Desastres e recuperações



A República Democrática Popular da Coréia localiza-se na parte norte da Península, onde as montanhas cobrem cerca de 85% da área total, o que faz com que apenas 15% da área total seja cultivável. Nos anos recentes, o país foi afetado por cheias, erosões, tufões e outros tipos de desastres naturais como tempestades de vento.


Camaradas da KFA no berçário Kim Jong Suk

Seguindo tais desastres, nesse período verificou-se o crescimento da desnutrição, das doenças e da mortalidade. O bloqueio norte-americano e o colapso da URSS causou uma escassez de drogas necessárias, vacinas, equipamentos médicos e outros equipamentos de transplantes necessários, o que fez com que o país buscasse ajuda através de organismos internacionais como a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Contudo, a infraestrutura estabelecida durante os primeiros anos da construção socialista cumpriu um papel importante na recente e rápida recuperação vista no sistema de saúde da RDP da Coréia. Em 2001, o diretor-geral da OMS, Dr. Gro Harlem Brundtland, disse que o sistema de saúde da RDP da Coréia estava à beira do colapso. Tal impressão contrasta radicalmente com a impressão da atual diretora-geral da OMS, Dra. Margharet Chan, que visitou o país em abril de 2010 e descreveu o sistema de saúde do país como um exemplo que os países desenvolvidos devem seguir.

A princípio, a Dra. Chan destacou a impressionante quantidade de médicos por pessoal, a forte infraestrutura médica (centrado no sistema no qual os médicos atendem os pacientes em suas respectivas casas), o atendimento universal, o estabelecimento da “telemedicina”, o dado de 90% das crianças vacinadas, o efetivo estabelecimento de maternidades, um bem-observado tratamento para a tuberculose e o sucesso no controle do recente surto de malária no país.

A Dra. Chan se deparou com conquistas que foram alcançadas sob circunstâncias muito difíceis e adversas.



Focando na saúde pública



A RDPC possui um extensivo sistema de infraestrutura médica, e todos os serviços são gratuitos para o povo. Sob a adminsitração do Ministério da Saúde Pública, o foco da política da saúde pública sempre foi a medicina preventiva e a promoção de uma boa saúde.

Políticas focadas na medicina preventiva foram adotadas em larga escala no período da construção socialista nos anos 1950, com foco na educação sobre a saúde, higiene em casa e no trabalho, a prevenção á poluição ambiental, a imunização contra doenças infantis e exercícios físicos diários.

Avanços na saúde pública foram conquistados através da disseminação em larga escala da ajuda para a saúde pública, através da condução do trabalho de saúde pública como um movimento de massa, e evitando implementar políticas que possam ter um efeito negativo para a saúde da população. Entre 2003-2004, 23,3% do PIB foram destinados ao desenvolvimento econômico e 40,5% do mesmo eram dedicados à saúde pública, educação, previdência social e à seguridade social.



A infraestrutura da saúde da RDPC



A infraestrutura da saúde é geograficamente dividida em nove províncias e um município da capital. Existem 210 distritos, que mais tarde foram subdivididas em pequenas unidades administrativas chamadas Ri (áreas rurais) e Dong (áreas urbanas). Existe uma vasta e igual distribuição de mais de 800 hospitais gerais ou especializados a níveis centrais, provinciais e distritais, e cerca de 1000 hospitais e 6500 clínicas a níveis rurais e urbanos, com um contingente humano estimado em cerca de 300 mil pessoas.


Berçário Kim Jong Suk em Pyongyang


A base da infraestrutura é o sistema no qual os pacientes são atendidos em casa. Os “médicos casuais”, ou “médicos casuais” (como são conhecidos os médicos que vão às casas dos pacientes) são encarregados de tomarem conta de 150 lares. Este tipo de médico é especializado em levar serviços medicinais (de caráter curativo, de reabilitação ou de prevenção) diretamente aos lares dos quais é encarregado. Porém, o mesmo recebe o auxílio de sistemas de saúde de maior nível.

O abismo entre a qualidade do atendimento entre as áreas urbanas e rurais, entre as áreas de planalto e montanhosas foram resolvidas através de apropriadas realocações de trabalhadores da saúde. Esse exemplo de planejamento centralizado resultou numa diferença quase nula entre o atendimento médico em áreas urbanas ou rurais em termos de médicos ou enfermeiras por lar – algo praticamente inexistente no mundo capitalista.

Os hospitais e clínicas rurais são postos para servirem aos “médicos casuais” dentre uma distância de 30 minutos a pé dos lares de responsabilidade de tais profissionais. Hospitais urbanos, distritais ou municipais são instalados de forma a dar tratamento especializado aos pacientes, alojados no máximo com uma hora de distância por carro dos lares dos pacientes.

A abertura de um complexo medicinal entre 2008-2009 representou um desenvolvimento muito importante e faz uso da tecnologia da informação e da comunicação para estender o acesso à saúde e melhorar sua qualidade, principalmente em regiões remotas. O mesmo complexo também melhorou o treinamento do contingente médico e proveu melhor vigilância às doenças.

O governo da RDPC deu prioridade ao treinamento do contingente médico apesar das condições econômicas adversas. Existem 100 instituições para o treinamento de contingente médico, incluindo universidades de medicina, universidades de reeducação, escolas de enfermagem, escolas de dentistas, massagem terapêutica e radiografia.

Uma mistura prática medicinal tradicional e ocidental tem sido adotada. Porém, todos os anos, médicos, pesquisadores, pós-graduados e estagiários são mandados para diversos países para se manterem a par dos avanços da medicina baseada em evidências. Em adição, centenas de outros trabalhadores da saúde vão ao exterior todos os anos para dar assistência a outros países em desenvolvimento.

Em 2003, o número de médicos na Coréia do Norte era 74.597, com 87.330 enfermeiras e 6.084 parteiras, o que representa 32 médicos, 37 enfermeiras e 3 parteiras para 10000 pessoas.

A saúde das mulheres e das crianças na RDPC tem sido gradualmente melhorada desde que a República foi estabelecida há seis décadas. Planos de saúde familiares estiveram disponíveis desde meados dos anos 1970. Unidades pediátricas, maternidades e hospitais especializados foram reconstruídos, melhorados e grupos médicos móveis foram treinados para atender a áreas remotas.

Em 2002, 98% das mulheres grávidas registraram que o estavam e tiveram suas situações supervisionadas por trabalhadores médicos. Na última década, tanto a mortalidade infantil quanto a mortalidade materna mostraram sinais de recuperação. A mortalidade infantil, que era de 21 crianças para cada 1000 nascidas vivas em 2002, caiu para 19 para por 1000 crianças nascidas vivas em 2008. Da mesma maneira, a mortalidade materna, que de 97 mulheres para 100000 nascimentos em 2002, caiu para 77 para 100000 nascimentos em 2008.

O Estado tem se esforçado para a produção de drogas essenciais assim como as medicinas tradicionais ou preventivas. Drogas licenciadas são distribuídas através de um sistema organizado de estações de suprimento instaladas a níveis centrais, provinciais, municipais e distritais. Em 2003, 100% da população urbana e 97,1% da população rural tinha acesso a drogas dentro de um raio de 8 quilômetros.



Desafios



O sistema de saúde da Coréia do Norte continua a enfrentar muitos desafios. Épocas de escassez de comida (e conseqüentemente doenças relacionadas à desnutrição), medicamentos e equipamentos médicos nos anos recentes continuam a afetar a saúde da população, o que é exacerbado pelo bloqueio cada vez mais estrangulador. Dificuldades no acesso a combustíveis fósseis também afetam o acesso a serviços de saúde de maior qualidade. Tais dificuldades foram destacas num documento extremamente parcial da Anistia Internacional do ano de 2010. [1]

Da feita que não houve acesso ao país por parte da Anistia Internacional, o método usado para escrever o documento foi basicamente a entrevista com 40 norte-coreanos que moravam no estrangeiro entre 2004-2009 e cuja a maioria morava na região pobre e remota da província de Hamgyong do Norte.

O documento da Anistia dá a entender que a culpa das dificuldades se dão por culpa do modelo econômico da Coréia do Norte e quer dar a entender, também, que a RDP da Coréia seria um estado “falido” e também, por extensão, “falida” seria a forma de governo socialista. De qualquer maneira, o documento omite boa parte das causas da fome: Desastres naturais periódicos no país, a perda dos mercados socialistas e o apoio da URSS, a redução da ajuda alimentar da Coréia do Sul e muitos outros fatores. Também, na prática, o documento omite todos os impactos que as sanções externas tiveram no país.

O Comitê da Organização das Nações Unidas sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais reconheceu em 1997 que as sanções “freqüentemente causavam interrupções na distribuição de alimentos, põe em perigo a qualidade da comida e na disponibilidade de água limpa e prejudica severamente o funcionamento dos sistemas de saúde básica e educacionais”.

O presidente estadunidense George W. Bush [2] comentou certa vez que a Coréia do Norte seria “a nação mais sancionada do mundo”. Os 60 anos de sanções dos EUA incluem limites na exportação de alimentos e equipamentos médicos à RDPC e o bloqueio de quaisquer empréstimos ou financiamentos através de instituições financeiras internacionais. Um dos poucos exemplos sobre como o bloqueio afeta o desenvolvimento sócio-econômico norte-coreano.

Citando outro exemplo, a implementação das sanções norte-americanas cumpriram um papel de relevo para destruir o sistema de saúde iraquiano nos anos 90. Não é necessário dizer isso, mas, atualmente, as sanções possuem impactos muito menos destruidores na saúde da RDPC em relação aos anos 90. De fato, a Anistia Internacional cumpre o papel de fantoche da propaganda ocidental. Tudo isso, somado à péssima metodologia para analisar a realidade do país, apenas nos deixa com um “documento” sem qualquer valor científico ou humanitário.

De fato, o que salta à vista quando se analisa a RDPC não é o fato de lá existirem problemas, mas sim os incríveis avanços feitos á base do regime de sanções que foi totalmente designado para destroçar o sistema de saúde da nação. A diferença entre o Iraque (onde o regime de sanções obteve sucesso em destruir o sistema de saúde outrora avançado) e a Coréia do Norte (onde o regime de sanções falhou em destruir o sistema de saúde), é que no segundo existe o sistema socialista na produção e na distribuição. Na Coréia do Norte, apesar dos reveses iniciais, os recursos foram bem alocados e todos os desafios mais complexos foram derrubados porque o bem-estar dos trabalhadores, ao contrário do lucro, é a prioridade máxima do Estado.

Tudo isso entra em ressonância com as opiniões de pessoas que puderam ver com seus próprios olhos o sistema de saúde da RDPC, incluindo a atual diretora-geral da OMS e a delegação do Partido Comunista da Grã-Bretanha – Marxista-Leninista, dos quais dois eram médicos com um total de dezesseis anos de experiência no sistema nacional de saúde do Reino Unido. Os depoimentos de tais testemunhas demonstram um sistema de saúde em constante avanço, apesar das condições adversas.

Os 13 hospitais recentemente visitados pelos delegados do PCML britânico eram de grande tamanho, bem pintados, limpos e com um grande contingente humano para melhorar os serviços. Apesar das quedas na disponibilidade de materiais de ponta, equipamentos médicos essenciais como máquinas de raio-X, máquinas de ultra-som, incubadoras pré-natal, máquinas de ECG e endoscópios estavam em bom estado e totalmente disponíveis para pacientes.

Longe de estar à beira do colapso, o sistema de saúde da RDPC tem feito grandes avanços e algo do qual os norte-coreanos se orgulham.


[1] - A equipe do Solidariedade à Coreia Popular publicou uma nota referente a tal documento em http://solidariedadecoreiapopular.blogspot.com/2010/07/anistia-internacional-mente-sobre.html.

[2] - No caso, o documento refere-se ao ex-presidente George Bush.


Fonte: Partido Comunista Marxista-Leninista da Grã-Bretanha
Tradução: Solidariedade à Coreia Popular

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Residentes sul-coreanos nos Estados Unidos protestam contra lei repressora

Coreanos moradores dos Estados Unidos fizeram uma demonstração em frente ao consulado-geral sul-coreano em Los Angeles no dia 24 de janeiro, tendo como demanda o fim da “Lei de Segurança Nacional” [1] da Coréia do Sul.


Tais coreanos eram membros de uma organização que apoiava um comitê de medidas contra a supressão da liberdade de expressão, de atividades políticas e de pensamento na Coréia do Sul e organizações progressistas norte-americanas.

Os manifestantes destacaram que as autoridades sul-coreanas estão pondo em julgamento final sete membros da Federação Socialista dos Trabalhadores, incluindo O Se Chol, líder da Federação e professor honorário da Universidade de Yonsei.

As autoridades estão tentando punir os membros da Federação enquadrando-os na Lei de Segurança Nacional. Uma lei fascista, segundo eles.

Os manifestantes se dirigiram às autoridades sul-coreanas para acabar com a repressão à Federação, levantando a palavra de ordem “Pelo fim da Lei de Segurança Nacional”.



[1] A “Lei de Segurança Nacional” foi decretada logo após o início da ocupação da parte sul da Coréia pelos Estados Unidos. Tal lei estabelece que não são permitidas quaisquer “manifestações organizadas contra as ordens estabelecidas” e põe como pena mínima para a sua transgressão dois anos de prisão.

Fonte: Agência Coreana Central de Notícias (KCNA)

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Informe da Embaixada: MINREX reitera la posición de la RPDC sobre la desnuclearización

Pyongyang, 26 de enero, Agencia Telegráfica Central de Corea (ATCC) -- El portavoz del Ministerio de Relaciones Exteriores de la República Popular Democrática de Corea(RPDC) publicó el día 26 la siguiente declaración:
Ahora, gracias a los esfuerzos sinceros de la RPDC, se crean en la Península Coreana algunas posibilidades de relajar la tensión que se aproximaba a la guerra y de reanudar el proceso de desnuclearización.

Se dinamizan también en los países vecinos los esfuerzos por fomentar y estimular eso.

Asegurar la paz y la estabilidad de la Península Coreana e impulsar la desnuclearización mediante el diálogo y negociaciones constituye hoy la aspiración comun de la sociedad internacional y la prioridad de la época.

Pero, se tornan cada vez más astutas las acciones de las fuerzas, que quieren alcanzar sus objetivos egoistas mediante el agravamiento de tensión y enfrentamiento, para obstaculizar el diálogo.

Para prevenir el círculo vicioso de tensiones en la Península Coreana donde están enmaranadas dos y tres veces las relaciones hostiles debido al inestable estado de armisticio existente durante más de medio siglo, es importante fomentar el ambiente de diálogo sin perder la oportunidad difícilmente dada.

Hay que tomar precaución de los criterios de poner condiciones unilateralmente y fijar artificialmente el orden de varios diálogos.

Discutir en los diálogos de diferentes vías los temas apropiados y desatar uno tras otro los nudos en el principio de buscar los puntos comunes dejando atras las diferencias, he aquí la verdadera actitud de conversar.

El problema nuclear de la Península Coreana fue surgido por la amenaza de guerra nuclear y la política hostil de EE.UU. contra la RPDC.

Por eso, resulta indispensable un método de diálogo que posibilite erradicar la causa de ese problema.

Es invariable la posición de la RPDC de desnuclearizar toda la Península Coreana.

También sigue inalterable la voluntad de la RPDC de implementar en todos los aspectos la Declaración Conjunta del 19 de Septiembre en el principio de igualdad y de acción simultanea.

Mientras continuen en la Península Coreana las relaciones hostiles entre la RPDC y EE.UU. y entre la primera y el Sur de Corea, la acción de una parte será vista por la contraparte como provocación.

La posición de la RPDC consiste en crear la fé mediante el diálogo y negociaciones para acabar con las acciones considerables como provocación y ella está dispuesta a esforzarse en conjunto en ese sentido.

La situación actual de la Península Coreana, que está en el dilema de distensión o tensión, demanda a los países interesados que tomen la valiente decisión de aprovechar la oportunidad de dialogar con la visión de potencias y la misión de la época.




sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Informe da embaixada: Kim Jong Il dirige en el terreno el Parque Zoologico Nacional


Pyongyang, 19 de enero (ATCC) -- El Dirigente Kim Jong Il, Secretario General del Partido del Trabajo de Corea y Presidente del Comité de Defensa Nacional de la República Popular Democrática de Corea, realizó la visita de orientacion al Parque Zoológico Nacional.

Ante todo, recorrió el monumento a la direccion en el terreno del Presidente Kim Il Sung construido nuevamente a la entrada del parque.

Al recordar con emoción la orgullosa trayectoria del zoo-parque, dijo que este lugar es un producto del gran amor del Presidente por el pueblo y agregó que se registrarán para siempre en los anales de la patria las imborrables proezas revolucionarias de el que vivió toda su vida para el pueblo.

Acto seguido, estuvo en varios lugares como el hospital veterinario nuevamente construido, el acuario y el establo de muestra de las habilidades de animales, donde averiguó en detalles el estado de administración y operación.

Se mostró muy complacido de que los funcionarios y empleados del zoológico dieran educación cultural a muchos visitantes protegiendo bien a los animales y organizando esmeradamente el programa de visita.

Luego, presentó las tareas programáticas que servirán de guía en la administración del parque zoológico.
Para acondicionar mejor este parque con vistas al futuro, hay que aumentar las especies de animales y consolidar la base material y técnica, apuntó.

Es preciso acondicionar el interior y el exterior de las jaulas con el fin de facilitar la visita y construir suficientes establecimientos de descanso, de modo que mayor número de trabajadores, jóvenes y niños puedan pasar aquí los ratos de vida cultural, enseñó.

Finalmente, expuso la esperanza y convicción de que los empleados del parque cumplirán magníficamente su honrosa misión y deber como servidores al pueblo.

Acompanaron al Dirigente en esta ocasión Mun Kyong Dok, miembro suplente del Buró Político y secretario del CC del Partido del Trabajo de Corea(PTC) y secretario responsable del Comité del PTC en la Ciudad de Pyongyang, Choe Thae Bok, miembro del BP y secretario del CC del PTC, y Thae Jong Su, miembro suplente del BP y secretario del CC del PTC.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Cidadão sul-coreano é processado por se posicionar a favor da Coréia do Norte

Mais uma vez, um cidadão sul-coreano foi processado por apoiar o governo socialista da Coréia do Norte.
Há alguns meses assistimos perplexos um caso semelhante, que terminou com a condenação por quatro anos de prisão à uma cidadã da Coréia do Sul que possuía músicas norte-coreanas em seu Pendrive USB.
Pelo viso, o crime cometido por este cidadão de 54 anos, apelidado de Cho, foi ter publicado imagens e vídeos em seu blog Uriminzokkiri defendendo o líder norte-coreano Kim Jong Il. Também o acusam de utilizar um perfil da rede social Twitter para enviar mensagens exaltando o governo do norte.
Em agosto do ano passado foram divulgadas diversas notícias que diziam que o blog Uriminzokkire era dirigido pelo governo norte-coreano. Imediatamente o governo da Coréia do Sul deu a ordem para se proibir o acesso o blog de dentro do país.
Porém, essas notícias careciam de fundamento. Na verdade não era o governo norte-coreano que controlava o blog, mas sim um dissidente residente em seu próprio país, como demonstra esta última notícia.

O caso reflete a repressão que sofre a população coreana por parte de seu governo e nos faz ver como se aplicam a liberdade de expressão na Coréia das liberdades capitalistas. Na Coréia do Sul, como em todos os estados capitalistas do mundo, os inimigos são os que apóiam uma alternativa popular e/ou socialista-comunista ao capitalismo.    

Este cidadão sofrerá em sua própria carne a denominada “Lei de Segurança Nacional”, que contempla amplas penas de prisão para todo aquele que difundir propaganda favorável à Coréia do Norte e o comunismo.

Por mais que se empenhem, a Coréia democrática é a do Norte e a Coréia repressora é a do Sul, para as classes populares, é claro.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Publicada proposta importante da RPDC para melhorar as relações Norte-Sul


Pyongyang, 6 de Janeiro (ATCC) -- O governo, os partidos políticos e as entidades da República Popular Democrática da Coréia convocaram uma reunião conjunta sobre a grave situação existente na Península Coreana e entre as relações inter-coreanas.

Nesta ocasião debateram os importantes problemas para superar as dificuldades atuais e abrir uma nova fase para a paz e para a reunificação, publicando no dia 5 uma declaração conjunta.

Através desta nota, partindo da decisão patriótica de dar início a uma nova década de reunificação independente, paz e prosperidade conforme a vontade de todos os cidadãos coreanos, o governo, os partidos políticos e as entidades da RPDC propuseram as autoridades, aos partidos políticos e as entidades da Coréia do Sul os seguintes pontos importantes:

1.      Propomos apoiar amplamente o diálogo e as negociações com os partidos políticos e entidades do Sul, incluindo as autoridades sul-coreanas.

Com o enfrentamento não se pode resolver jamais o problema das relações intercoreanas e nem conquistar nada além de conflitos armados e guerra. Esta é a conclusão tirada dos 3 anos passados.
Para melhorarmos as relações inter-coreanas que se encontram em seu pior estado, conversaremos e negociaremos ativamente com as autoridades, os partidos políticos e as entidades do Sul, sejam autoridades civis, partido no poder ou opositor, progressistas ou conservadores.
Em particular, insistimos em iniciar imediatamente e incondicionalmente as conversações entre as autoridades que deteem o poder e as responsabilidades.

2.      Estamos dispostos a nos reunirmos em qualquer momento e qualquer lugar com os que desejam apertar as mãos da RPDC sem questionar seus antecedentes.
Para a grande causa da nação, vale mais o presente do que o passado e importa mais o futuro do que o presente.
Quando toda nação unir suas vozes e mobilizar sua inteligência e forças, se eliminará o perigo de guerra e se aproximará o dia da paz, da reunificação e da prosperidade.

3.      Discutiremos e resolveremos todos os assuntos importantes da nação, incluindo o abrandamento da tensão, a paz, a reconciliação, a unidade e cooperação, nos diálogos, negociações e contatos.

O Norte e o Sul da Coréria deverão tomar uma posição sincera nestes debates abandonando os interesses, estratégias e doutrinas fracionalistas e esforçar-se ativamente e buscar “na medida do possível” pontos de consenso.

4.      De imediato, propomos que ambas as partes cessem a difamação mútua e não pratiquem ações que provoquem a outra parte, a fim de criar um ambiente a favor do melhoramento das relações Norte-Sul.

Em meio a troca de difamações, calunias e ações provocativas, não se pode sustentar o dialogo nem as negociações, nem debater bem a agenda ainda que se sentem na mesa de dialogo.
Exortamos a não cometer desde agora calúnias e ações provocativas que aprofundem o mal entendido e a desconfiança e fomentam a confrontação e a hostilidade entre o Norte e o Sul.

A nossa posição mantém-se inalterada para melhorar as relações inter-coreanas, promover a reconciliação e a unidade da nação e abrir a fase transcendental da paz e da reunificação da Península Coreana através do diálogo e das negociações.  

O governo, os partidos políticos e as entidades da RPDC expressam a esperança de que sua proposta para superar a crise na Península Coreana nas relações Norte-Sul obtenham uma resposta ativa das autoridades, dos partidos políticos e das entidades da Coréia do Sul e sejam apoiadas e respaldadas por todos os coreanos dentro e fora do país, os governos, os partidos políticos, as entidades de todos os países do mundo, as organizações internacionais e os povos progressistas que amam a justiça, a verdade e a paz.

Tradução: Blog de Solidariedade à Coréia Popular
Fonte: Embaixada da República Popular Democrática da Coréia no Brasil

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Entrevista com Alejandro Cao de Benós


Levamos ao ar agora nossa segunda das várias entrevistas que realizaremos com personalidades que puderam visitar a RDP da Coréia. Caso não tenham acompanhado, nossa primeira entrevista foi feita com o camarada Elias Jabbour, geógrafo que visitou a RDP da Coréia em 2009, que pode ser visualizada clicando no primeiro link da parte direita da página do blog, no tópico ENTREVISTAS.

A entrevista desse momento é feita com o camarada Alejandro Cao de Benós y Perez. Alejandro é um espanhol e único estrangeiro que compõe o governo da Coréia Democrática Popular. No ano 2000, criou a Associação de Amizade com a Coréia (KFA) que promove intercâmbios culturais com o país. Viaja regularmente a Pyongyang a trabalho, é visto pelos coreanos como melhor amigo estrangeiro e está na vanguarda do movimento internacional de solidariedade à RDP da Coréia. Representa uma ponte entre a RDPC e o resto dos países do mundo.

Como fizemos questão de ressaltar na primeira entrevista com o camarada Elias Jabbour, as opiniões do entrevistado não refletem necessariamente as opiniões dos editores do blog. Compreendemos que a diversidade de opiniões das pessoas que viram de perto a realidade da RDPC pode ajudar o leitor a tirar conclusões próprias acerca do país.

Boa leitura a todos.

Assinado: Equipe do Solidariedade à Coréia Popular.
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Solidariedade à Coréia Popular: Você é o único estrangeiro trabalhando no governo coreano. Você poderia nos falar de forma sucinta como você entrou em contato com o marxismo-leninismo e, mais especificamente, com a RDP da Coréia? Quando você visitou a RDPC pela primeira vez e qual foi sua impressão do país na época?


Camarada Alejandro, junto a militares norte-coreanas


Alejandro Cao de Benós: Quando eu tinha 13 anos de idade, já estava consciente sobre as absurdas desigualdades no mundo, onde 20% da população acumula toda a riqueza e todos os recursos, enquanto 80% do resto da população vive em dificuldades. Queria fazer algo para mudar essa situação. Tudo isso me levou a estudar filosofia e política, a aprender os fundamentos do marxismo e as experiências de diferentes países que tentaram construir o sistema comunista. Com 16 anos conheci, pela primeira vez, camaradas norte-coreanos em Madrid e criei uma organização juvenil de apoio à RDPC. Encontrei-me completamente identificado com a Coréia do Norte não só por causa do socialismo Juche, mas também por sua cultura e pela personalidade de seu povo.

Eu visitei a RDPC antes da "árdua marcha" [*observação nossa no final da entrevista] e minha impressão foi de o país estar vivendo em um sonho. Dessa maneira, encontrei meu lar revolucionário, meu lugar onde meus camaradas queriam construir uma nova sociedade baseada nos ensinamentos de nosso grande líder Kim Il Sung.

S.C.P.: No ano 2000, você criou a Associação de Amizade com a Coréia (KFA) como uma maneira de as pessoas conhecerem mais sobre a RDPC e sobre a luta do povo coreano. Com quais partidos políticos a KFA tem contato? Quais foram as principais conquistas que a KFA teve desde 2000 até hoje? Quais foram as principais dificuldades que a organização enfrentou? Que sugestão você daria para nós do “Solidariedade à Coréia Popular” aumentar o número de leitores?

A.C.B.: A KFA é uma organização cultural, independente, apartidária e sem fins lucrativos. Dessa maneira, não possui contatos com partidos políticos. Temos membros de diferentes países, camadas sociais e visões políticas, desde que os mesmos respeitem a RDPC e estejam interessadas em apoiá-la e em construir a amizade com a mesma.
 
Nossas principais conquistas foram contar com mais de 9500 membros em mais de 120 países e de ser um “ponto de encontro internacional” ou uma “ponte” entre a RDP da Coréia e o resto do mundo.

Camarada Alejandro
Enfrentamos muitas dificuldades. Comecei a levar a cabo a KFA sozinho há 10 anos atrás na frente de um computador. Naquela época, era bastante difícil para mim encontrar tempo a altas horas da noite, depois de um dia inteiro trabalhando. Depois, começamos a ter muitos ataques pela Internet, nosso site foi censurado na Coréia do Sul e fizeram a nós ameaças de todo tipo, mas nunca demos um passo atrás: cada dificuldade era uma inspiração para continuar progredindo. A vida do grande líder Kim Il Sung sempre foi a inspiração da KFA.

Sugiro que vocês continuem adicionando conteúdos e não deixem boatos influenciarem seus trabalhos. Foquem em suas missões. Os comentários inúteis e sem base devem ser jogados ao vento, porém suas atividades devem permanecer e inspirar as outras pessoas. Dessa maneira, a cada dia vocês terão cada vez mais apoio.

S.C.P.: Qualquer pessoa pode viajar para a RDPC? Quais são os direitos e as restrições dados àqueles que visitam a RDPC como turistas?

A.C.B.: Qualquer pessoa pode visitar a RDPC, com exceção daquelas que tenham passaportes dos EUA, da Coréia do Sul ou do Japão, que precisarão de protocolos especiais para entrar no país. As principais restrições são equipamentos de radio e telefone, ou propagandas imprimidas que não são permitidas entrarem no país. Câmeras fotográficas, em certos lugares, também são restritas.

 De qualquer maneira, a RDPC é o país mais seguro do mundo, então não há nada com o que se preocupar desde que o visitante respeites as regras e os conselhos dos guias coreanos.

S.C.P.: Durante os anos 1953-1990, a RDPC era um dos países do mundo com maior desenvolvimento e progresso. Enquanto a RDPC seguia o caminho do desenvolvimento e do socialismo, a Coréia do Sul estava afundada nas trevas da repressão militar-fascista dos Estados Unidos e tinha uma economia atrasada em relação à Coréia do Norte. Em quase todos os campos, a produção da Coréia Socialista superava a produção sul-coreana. Porém, no começo dos anos 90, a RDPC caiu numa série crise motivada pela queda do mercado socialista, por adversidades geográficas e naturais e por conta do severo embargo econômico imposto pelos imperialistas norte-americanos, fatores estes que levaram a sérias dificuldades econômicas e à escassez em vários campos, incluindo o sério desabastecimento alimentar que causou duros danos ao país. Desde o começo do novo milênio, porém, a RDPC vem superando gradualmente a crise e retornando à estabilidade econômica. De acordo com sua experiência na RDPC, como o povo coreano via a crise? Quais foram as conseqüências da crise? Na época da crise, os coreanos ainda mantinham-se apoiando o socialismo? O que o governo coreano fez para superar essa situação? Como está a situação econômica na RDPC nos dias de hoje?

A.C.B.: Os coreanos lutaram durante a época da crise com grande coragem e sacrificando tudo, inclusive suas próprias vidas, pela Revolução Coreana. Vi pessoas morrerem de desnutrição nas fábricas porque não tinham comida e queriam continuar trabalhando, produzindo. A pior época para a Coréia foi quando os estabelecimentos de comida foram fechados e não havia luz ou água potável. Porém, todos avançaram orgulhosamente sob a direção do grande líder Kim Jong Il, e superaram todas as dificuldades. Ao longo da década de 2000, a economia começou a se recuperar e, atualmente, cresce a um ritmo acelerado. Nos dias de hoje, as lojas estão repletas de bens de consumo e novas construções estão sendo finalizadas, como a recente construção de 100 mil novos apartamentos que são distribuidos gratuitamente aos cidadãos.

O governo conseguiu superar essa situação reduzindo gastos com a moeda estrangeira e desenvolvendo a indústria nacional independente, como a produção de nosso próprio coque para a indústria de ferro, nossos próprios fertilizantes e nossas próprias fábricas têxteis.

Os coreanos sempre acreditaram no socialismo. Caso contrário, o país poderia render-se ao mercado capitalista como Vietnã e China fizeram.

A situação atualmente encontra-se num clima de otimismo para que no ano de 2012 sejam abertas as portas para declarar a RDPC como uma poderosa potência econômica que ultrapassará o padrão de vida de qualquer país capitalista e demonstrará a superioridade do socialismo Juche não só militar ou politicamente, mas também no campo econômico.

S.C.P.: Nos dias de hoje, muitos membros do Movimento Comunista Internacional concordam que não existe modelo de socialismo, e que cada país deve construir o socialismo de acordo com sua realidade. A RDP da Coréia construiu seu socialismo através da via do Juche, que significa ir através da via que acredita que o homem é o dono do mundo e forja seu próprio destino. Os comunistas coreanos, desde o início da revolução anti-japonesa, defenderam que a Coréia deveria construir o socialismo de acordo com sua realidade, e não importando modelos de outros países. Levando em conta esses fatos, que lições a RDPC pode dar aos comunistas do mundo?

A.C.B.: Muitas lições: A primeira, não desistir de suas idéias (manter sempre o sentimento anti-revisionista e anti-fracionista). Muitos ‘grandes comunistas’ ou ‘grandes guerrilheiros’ esqueceram-se de suas idéias no momento em que chegaram ao poder. Outros, mudaram de lado por conta dos tempos difíceis. Por exemplo, a Coréia perdeu vários “amigos” estrangeiros em seus tempos de dificuldade, e só os verdadeiros amigos permaneceram.

Nosso grande líder Kim Il Sung, certa vez, disse que a Idéia Juche não pode ser copiada mecanicamente da Coréia do Norte, mas cada país deve encontrar seu próprio caminho para o socialismo, de acordo com sua cultura e suas características.

S.C.P.: Kim Il Sung foi o principal líder da Revolução Coreana. Depois de sua morte, em 1994, a principal liderança do país passou a ser seu filho, Kim Jong Il. Existe uma grande especulação por parte da imprensa ocidental que, depois da morte de Kim Jong Il, um de seus filhos irá assumir o posto de principal líder da RDPC. Você acha que existe a possibilidade de isso acontecer ou são apenas boatos? Se puder, faça comentários sobre a questão do “culto à personalidade” aos líderes e no que influência isso possui na vida do povo. O “culto à personalidade” dificulta a construção socialista na RDPC?

A.C.B.: Isso apenas demonstra uma falta de conhecimento sobre a história da Coréia e sobre a personalidade do povo coreano. As pessoas não conseguirão visitar a Coréia ou conversar com seu povo sem entender a cultura coreana, incluindo o budismo, para entenderem seu socialismo.

Kim Jong Il nasceu num campo militar durante a Guerra anti-japonesa. Ele não cresceu sob os cuidados de seu pai, mas sim sob os cuidados dos soldados. Desde muito jovem ele acompanhava o grande líder Kim Il Sung e demonstrava grande inteligência, sagacidade nos assuntos militares e governamentais. Dessa maneira, o povo quis que ele continuasse o legado do Presidente Kim Il Sung. Na RDPC, costuma-se dizer que Kim Il Sung e Kim Jong Il, na prática, são a mesma pessoa.

Sobre a nova questão de quem será o próximo líder, não passa de boatos da imprensa ocidental. A mesma declarou em outubro de 2010 que Kim Jong Un seria apontado como o próximo líder. Porém, depois do congresso do Partido, Kim Jong Il foi reeleito como secretário-geral.

Não se pode nomear um líder arbitrariamente. O mesmo deve demonstrar capacidade para sê-lo durante muitos anos e ser amado pelo povo.

“Culto à personalidade” é uma palavra de fabricação ocidental, que demonstra a ignorância da realidade da RDPC onde todos se sentem como uma família una e indestrutível, onde o centro de tal família é o pai (ou, no caso, o Líder). Pelo fato de outros povos não amarem seus respectivos presidentes como seus próprios pais, eles não podem entender o amor do povo coreano por seu líder.

S.C.P.: Com quais países a RDPC possui relações econômicas, políticas e/ou diplomáticas? Como a RDPC enxerga o Movimento Comunista Internacional e o crescimento dos movimentos progressistas na Venezuela, na Bolívia e em outros países da América Latina? Qual é a opinião da RDPC sobre os países que ainda mantêm a perspectiva socialista (RP da China, República de Cuba, Laos e República Socialista do Vietnã)?

A.C.B.: A RDPC possui relações com a maioria dos países do mundo, mas existem países com os quais a mesma possui laços especiais por conta de identidades históricas, como China, Rússia ou Camboja.

A RDPC enxerga positivamente os países que seguem o rumo do socialismo, especialmente os países latino-americanos por conta do estreitamento de relações com tais países, que outrora foram muitos influenciados pelos EUA.

Os princípios da RDPC nas relações estrangeiras são: independência, não-interferência em assuntos internos, paz, amizade e benefício mútuo.

S.C.P.: No que consiste o embargo econômico imposto pelos imperialistas norte-americanos? Como o embargo econômico dificulta a RDPC a manter relações amistosas com outros países do mundo?

A.C.B.: O embargo econômico é uma forma de tentar isolar e destruir o sistema socialista da RDPC. Isso consiste no total bloqueio tecnológico (o que significa que o país não pode progredir cientificamente), o bloqueio de contas bancárias (o que faz com que o país não possa fazer transações internacionais ou vender seus produtos), bloqueio das linhas de envio (os barcos de envio podem se atrasar, serem saqueados ou seqüestrados por tropas norte-americanas e por seus lacaios), e outro exemplo é o preço das ligações telefônicas internacionais, posta pelos EUA como uma das maiores do mundo.

Com um embargo em vigor, não podemos cambiar nosso dinheiro pela moeda externa (dólares dos EUA ou euros), o que dificulta mandar pessoas para outros locais ou abrir embaixadas em países estrangeiros, afetando diretamente nossa capacidade de fazer intercâmbios e outras atividades com o resto das nações.


[*] A "Árdua Marcha" da qual Alejandro Cao de Benós fala, refere-se ao perído mais difícil da revolução anti-japonesa na Coréia, no qual o Exército Popular Revolucionário da Coréia, liderado pelo General Kim Il Sung, atravessava a àrea do Monte Paektu no inverno que, lembramos, trata-se de uma das regiões mais frias do mundo nessa estação, com temperaturas que podem atingir os -60°C. O povo coreano também usa o termo "Árdua Marcha" para se referir à dura crise sofrida nos anos 90, como uma forma de relacionar essa época com tal período da luta armada na Revolução Anti-Japonesa.