terça-feira, 13 de março de 2018

História das Relações Diplomáticas entre Brasil e RPDC


As relações diplomáticas entre a República Federativa do Brasil e a República Popular Democrática da Coreia estabelecidas de forma oficial são recentes, datam 2001, contudo já houveram pequenos contatos por outros meios.

Na Guerra da Coreia foi motivo de discussão sobre o envio ou não de tropas em apoio aos Estados Unidos, e a opção brasileira foi de apenas colaborar enviando alimentos.

Anos mais tarde, a politica brasileira de "Politica Externa Independente" mesmo em meio a Guerra Fria, causou bastante confusão, mas o restabelecimento de relações diplomáticas com a União Soviética, por Jânio Quadros, deu uma perspectiva de uma possível relação também com a Coreia, mas em tempos sombrios, o que era difícil se tornou ainda mais nos anos seguintes e qualquer relação foi vetada.

Na época da ditadura militar burguesa, estabelecida após golpe de Estado em 1964, a República Popular Democrática da Coreia ofereceu treinamento de guerrilhas a grupos de esquerda que estavam na ilegalidade no Brasil como a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR). Este foi basicamente o primeiro contato Brasil-RPDC, de forma nem um pouco diplomática.

Após o restabelecimento da "democracia" no Brasil, os contatos com países socialistas retornaram, assim como com a Coreia Popular, porém demoraria cerca de 16 anos para o Brasil se convencer de que era importante estabelecer uma relação oficial com o governo norte coreano.

O Brasil buscando se consolidar como uma liderança politica mundial, no início dos anos 2000 passou a buscar usar de sua neutralidade para tratar de questões importantes no cenário mundial e com a Coreia não era diferente, todavia, nunca exitou quando pressionado em condenar a RPDC direta ou indiretamente por questões como direitos humanos e desenvolvimento do programa nuclear.

No segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso o Brasil se aproximou de forma oficial e estabeleceu as relações com a RPDC. Uma das importâncias vistas pelo governo brasileiro é que a RPDC na America tinha poucos contatos diplomáticos e como uma país emergente, sua importância para âmbito internacional era\é grande se tratando de um país severamente acusado por boa parte do mundo.

Embora já estabelecido os contatos, a Embaixada da República Popular Democrática da Coreia só foi estabelecida no Brasil no primeiro mandato do Presidente Lula que em seu governo estabeleceu embaixadas de diversas nações. Oficialmente em 9 de setembro de 2005 ocorreu a abertura oficial da República Popular Democrática da Coreia do Brasil em dia especial, o Dia da Fundação da RPDC. A embaixada brasileira em Pyongyang, todavia só foi inaugurada e estabelecida em 2009.

O primeiro embaixador do Brasil na RPDC foi Arnaldo Carrilho que ficou por lá até 2012 quando saiu para a entrada de Roberto Colin que segue até hoje.

A RPDC já teve 4 embaixadores diferentes: De 2005 a 2009, Pak Hyok, de 2010 a 2013, Ri Hwa Gun, de outubro de 2013 a 2014, Kim Tae Jong, e por fim, Kim Chol Hak que é embaixador da RPDC de 2015 até a presente data.

Em 2009, pouco antes de Arnaldo Carilho assumir como embaixador na RPDC, ocorreu um teste de míssil que pegou a "comunidade internacional" de surpresa e acabou adiando sua chegada à Pyongyang, passando alguns dias na China.

Antes disso, em 2008 o governo brasileiro em relações bilaterais com a Coreia atingiu a marca de 381 milhões de dólares

O governo norte coreano por meio de sua embaixada expressou apoio ao Brasil para a realização da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos do RIO.

Em 2010, o governo brasileiro ofereceu carne à RPDC por meio da FRIBOI\JBS que viajou à Pyongyang mas o acordo entre os países acabou não sendo oficializado.

O Governo do Brasil, ofereceu ajudas humanitárias tais como 16 mil toneladas de milho em 2011 e 5,600 toneladas de feijão em 2013, por meio da FAO.

Foram realizadas visitas de delegações partidárias, parlamentares e diplomáticos dos Ministro das Relações Exteriores de ambos países.

De 2010 a 2011, em Santa Catarina, norte coreanos médicos, bordadores e agricultores passaram por curso de 6 meses de duração

Com as recentes sanções as relações de cooperação diminuíram de forma radical e as perspectivas no cenário atual não são de grandes mudanças.

Em 2016, aproveitando a oportunidade dos Jogos Olímpicos, Choe Ryong Hae, Vice Presidente do Comitê de Estado e Vice Presidente do Comitê Central do PTC teve a oportunidade de conversar com o Presidente Michel Temer que garantiu que as relações de amizade e cooperação entre ambas nações são importantes e que seguirão.

Do A Voz do Povo de 1945

segunda-feira, 12 de março de 2018

30 dias que tranquilizaram o mundo? a vitória diplomática de Kim Jong Un e da paz no xadrez global


A imprensa ocidental vem divulgando nas últimas semanas (desde a participação conjunta das "duas Coreias" nas Olimpíadas de Inverno - que começaram em 09 de fevereiro) com grande ar de espanto a "aproximação" entre Coreia do Norte e Coreia do Sul e a consequente proposta de desnuclearização da península e distensionamento com os Estados Unidos da América; se esforçando, paralelamente para encaixar os atuais fatos à sua frequente narrativa de demonização da Coreia Popular paradoxando a realidade.

A mais nova cartada dos grandes meios de comunicação, alinhados à política internacional estadunidense, foi apresentar supostos passaportes brasileiros de Kim Jong Un e seu pai Kim Jong Il para acusá-los de um exótico interesse que, na narrativa midiática, fica entre "conhecer a Disney" e "fugir do próprio país". Todo esse circo sensacionalista, assim como dezenas de outras "notícias" que a precederam, tem como objetivos: a) desviar o foco das atenções referentes à península coreana, eclipsando a, ainda em curso, vitória diplomática da Coreia Popular na reaproximação com o governo sul-coreano (comentada a seguir) ; e b) sujar a imagem desse país numa conjuntura em que se mostraram nitidamente os verdadeiros defensores da paz.

Toda essa narrativa da imprensa parte, aliás, de um pressuposto equivocado e com fins de distorção, ignorando que a Coreia é e sempre foi uma só nação. A divisão entre uma Coreia "do Norte" e outra "do Sul" é resultado direto da invasão estadunidense na parte sul da península no término da Segunda Guerra Mundial, quando se sufocou os conselhos populares (surgidos na luta contra o Japão e que, no norte, se tornaram Estado - como os sovietes na Rússia socialista) e instalou-se no poder uma ditadura militar liderada por Syngman Rhee (que vivera até então metade de sua vida nos EUA), responsável por ordenar o assassinato de 100 mil comunistas e partidários da reunificação em um só golpe (incluindo crianças de dez anos de idade). A nação coreana, em nível étnico, cultural e territorial tem cerca de cinco milênios de história; um Estado unificado, entendido como "Coreia", mais de mil anos. A Coreia é uma só nação e quem se comporta como elemento estranho e alienígena, mantendo a divisão desde o final da II Guerra Mundial, é o Estado sul-coreano construído com a intervenção do imperialismo estadunidense.

Dessa forma, ao contrário do que o tom da imprensa hegemônica dá a entender, não deveria haver nenhum ar de surpresa diante do atual processo de reaproximação. E, muito menos, espanto com a Coreia do Norte por sua postura favorável ao processo. Há décadas, desde seu fundador Kim Il Sung, que os coreanos do norte trabalham ardorosamente pela reunificação da nação coreana, propondo, inclusive, um regime de tipo federativo em que possa prevalecer o esquema de "um país, dois sistemas"; aceitando, portanto, até mesmo o direito do Sul manter sua estrutura básica numa futura pátria reunificada (ao mesmo tempo que, no Norte, não abrem, corretamente, mão do socialismo).

Portanto, é fundamental considerar que a Coreia Popular sempre trabalhou, de todas as formas possíveis, pela paz e pela reunificação da nação coreana. O elemento novo na conjuntura não vem, então, de nenhuma mudança "surpreendente" numa suposta "belicosidade" do Norte, mas sim da correlação de forças na Coreia do Sul após a derrubada da presidenta Park Geun Hye e da extrema direita nacional. A imprensa, demais setores da direita e papagaios mal ou bem intencionados repetem insistentemente que a Coreia Popular é uma ameaça à paz por conta de sua firmeza política e seu programa nuclear. Nada, então, melhor do que a prática para mostrar quem tem de fato razão. E a prática mostrou, num período de poucos anos, como o governo norte-coreano está correto ao se cacifar de forma política e militar para negociar de igual para igual com qualquer força no mundo; conquistando, assim, os elementos necessários para caminhar no rumo da paz e da reunificação da nação coreana sem fazer qualquer concessão à ingerência imperialista. Kim Jong Un, em pouco tempo de governo, cumpriu sua promessa de "domar com fogo o maníaco estadunidense" e deu um xeque no imperialismo e seus adversários. Como um mestre de xadrez, fez da Coreia Popular uma fiadora da paz ao colocar no adversário a responsabilidade de responder à altura. A questão que fica agora é: responderão, estes, à altura em prol da paz? Trump aceitará o convite para discutir o fim das hostilidades contra o povo coreano? Se não, até quando os "bem intencionados" perpetuarão a hipocrisia e continuarão a atacar a Coreia Popular e seus apoiadores? No xadrez não existe cinza. É preciso ter um lado.

Por Diego Grossi, Mestre em História (PPGHC-UFRJ)

domingo, 11 de março de 2018

Para tornar realidade o desejo dos camponeses: a reforma agrária na RPDC


Passaram-se 72 anos desde que o grande Líder camarada Kim Il Sung promulgou a histórica "Lei da Reforma Agrária na Coreia do Norte".

Fazer seus cultivos em sua própria terra era um desejo secular dos camponeses coreanos

Logo após a libertação da pátria (15 de agosto de 1945), o estado da propriedade da terra era péssimo. Um punhado de latifundiários que representava 4% da população rural controlava o 58,2 % de todas as terras cultiváveis, enquanto o 56,7 % da população camponesa, possuía apenas 5,4 % de terras.

Para emancipar os camponeses que constituíam a maioria absoluta da população da exploração e opressão dos latifundiários e agitá-los para construção de uma nova pátria, era indispensável resolver o problema da terra.

Sob a base do programa da reforma agrária apresentado na base guerrilheira liberada durante a Luta Armada Anti-Japonesa e a experiência adquirida em sua prática, o grande Líder lançou o lema "A terra para os camponeses que trabalham!".

Na Resolução enquanto ao Problema da Terra aprovada em 16 de outubro de 1945 na primeira Reunião Ampliada do Comitê Executivo do Comitê Central Organizador do Partido Comunista da Coreia do Norte, elucidou todos os pormenores referentes a solução do problema da terra, entre outros os objetivos de confiscação da terra e o trato sobre elas, o regulamento sobre a distribuição da terra e o pagamento de três décimos da colheita ao dono da terra. Logo, visitou várias localidades, entre outras o distrito de Taedong da província de Phyongan Sul, e se interessou em conhecer em detalhes a situação do campo e a exigência dos camponeses pela terra e amadureceu o pensamento enquanto aos objetivos de sua confiscação, o método de distribuição e a vida para abolir el sistema de arrendamento.

Baseado nestes preparativos, em 4 de março de 1946 convocou a 5ª Reunião Ampliada do Comitê Executivo do Comitê Central Organizador do PCCN, em que explicou claramente suas ideias sobre a aplicação da reforma agrária e no dia 5 do mesmo mês publicou a" Lei da Reforma Agraria na Coreia do Norte".

Uma vez publicada esta lei de abolir o sistema de propriedade de terras dos japoneses e latifundiários coreanos e de arrendamento e de distribuir gratuitamente gratuitamente aos camponeses as terras confiscadas de graça, desfrutou de um absoluto apoio dos habitantes de diversos setores.

O Líder, ao aplicar a reforma agraria, traçou a política classista de se apoiar firmemente nos trabalhadores do campo e camponeses pobres, se aliar aos camponeses médios e isolar os ricos.

E orientou a organizar 11 500 comitês rurais integrados por camponeses pobres, para que se encarregassem de todas as tarefas para aplicar em prática a Lei de Reforma Agrária. Ademais, enviou ao campo grupos de ajuda constituídos por estudantes e trabalhadores para apoiar o trabalho dos ditos comitês.

Assim mesmo, promulgou a Lei sobre medidas provisórias para sua aplicação, fortaleceu a função ditatorial do Poder popular (ditadura do proletário) e visitou os distritos de Taedong e Kangso da província Phyongan Sul e outras regiões para corrigir desvios em sua aplicação.

Em virtude dele, a reforma agrária na Coreia foi cumprida em um curto tempo, ou seja, um pouco menos que um mês.

Foram confiscadas sem compensação mais de um milhões de hectares de terra, de propriedade do imperialismo japonês e latifundiários, as quais se repartiram gratuitamente entre as mais de 720 mil famílias campesinas ou se quase nenhuma terra.

Ao aplicar a reforma agrária, foram eliminadas as relações feudais de propriedade de terra e exploração que perduravam a milhares de anos na Coreia e o campesinato, tornou-se dono da terra e do país, poderia então contribuir de modo ativo na construção de uma nova pátria com os esforços pelo aumento da produção de cereais e a campanha patriótica de entrega de cereais ao Estado.

Hoje em dia, os trabalhadores agrícolas da Coreia socialista recordam com grande respeito ao grande Líder que realizou o desejo secular dos camponeses por terra e tornou dinâmico o trabalho agrícola com ardente determinação de alcançar uma elevada meta de produção de cereais e impulsionar a construção de uma potência socialista.

Da página do Facebook "A Verdadeira Coreia Popular"

sexta-feira, 9 de março de 2018

Trump aceita convite de Kim Jong-un e deve encontrar líder norte-coreano em maio


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aceitou um convite do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, para uma reunião sobre a "desnuclearização" da Península Coreana. O encontro deve acontecer em maio.

O anúncio foi feito na noite desta quinta-feira (08/03) - sexta-feira no horário de Seul -, pelo conselheiro para Segurança Nacional da Coreia do Sul, Chung Eui-yong, que, no início da semana, chefiara uma missão diplomática em Pyongyang e se reunira pessoalmente com Kim.

Se acontecer, esta será a primeira reunião na história entre um presidente dos Estados Unidos no exercício do cargo e um líder norte-coreano - Bill Clinton chegou a se encontrar com o pai de Kim Jong-un, Kim Jong-il, em 2009, quando já havia deixado o poder.

Em breve pronunciamento à imprensa, Chung disse que o líder norte-coreano propôs se reunir com Trump "o mais rápido possível", além de ter prometido uma moratória em suas atividades nucleares e balísticas. "O presidente Trump disse que se encontraria com Kim Jong-un em maio, para obter a desnuclearização permanente [da Península]", acrescentou o conselheiro.

Ele não detalhou onde acontecerá a reunião nem se ela será bilateral ou envolverá também o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, mas a notícia representa um ponto de virada significativo após um ano de ofensas e ameaças de destruição mútua entre Washington e Pyongyang.

Ao longo de 2017, a Coreia do Norte avançou em seu programa militar e testou, com sucesso, mísseis intercontinentais capazes de atingir o território dos Estados Unidos, além de ter realizado a detonação nuclear mais potente de sua história, supostamente com uma bomba de hidrogênio.

 Em resposta, Trump patrocinou uma série de sanções econômicas das Nações Unidas contra a Coreia do Norte, que podem ter abalado ainda mais uma economia já fragilizada. Além disso, se envolveu em uma batalha retórica com Kim, chamando o norte-coreano de "pequeno homem foguete" e ameaçando atacar o país asiático com "fogo e fúria nunca antes vistos".

Por sua vez, o líder da Coreia do Norte prometera bombardear Guam, território ultramarino dos EUA no Oceano Pacífico, levantando ventos de guerra na região. Recorrentes exercícios militares e o envio de submarinos nucleares dos Estados Unidos também aumentaram os temores sobre um conflito iminente.

Diálogo
O clima de tensão na península coreana só arrefeceu no início de 2018, quando Kim desejou boa sorte para o Sul na realização dos Jogos de Inverno de PyeongChang, entre 9 e 25 de fevereiro. A declaração abriu as portas para a reaproximação entre Seul e Pyongyang, que culminou na participação de atletas do Norte nas Olimpíadas.

Na última segunda-feira (5), Kim recebeu uma delegação enviada por Seul pela primeira vez desde sua ascensão ao poder, em 2011. A reabertura do diálogo chega no momento em que a Coreia do Norte já atingiu um estágio avançado em seu programa armamentista, mas também em meio às sanções da ONU, aprovadas inclusive com o apoio da China, principal parceira comercial de Pyongyang.

Do Opera Mundi

terça-feira, 6 de março de 2018

"Coreia Popular, anti-imperialismo e reunificação"


Neste ano, a RPDC tomou algumas medidas para a reaproximação com o governo da Coreia do Sul, incluindo a participação da delegação do país nas Olimpíadas de Inverno em Pyeongchang no sul da Península.

Um passo importante para a normalização das relações entre os países e o avanço do processo rumo a reunificação da Península Coreana, como demonstrou a cena nos desfiles com as delegações dos dois lados marchando conjuntamente sob a mesma bandeira.

Obviamente, o imperialismo estadunidense, o principal obstáculo da reunificação, segue manobrando para evitar o processo e ampliar as tensões na região.

Faremos um debate sobre estas questões atuais que envolvem a Coreia Popular e sua luta contra o imperialismo norte-americano e a reunificação do país.

O Centro de Estudos da Ideia Juche - Brasil fará sua primeira atividade no ano de 2018, no dia 13 de março, a partir das 19h, no Espaço Cultural Latino-americano (ECLA), que fica na Rua da Abolição, 244, no centro de São Paulo.

Todos estão convidados a participar e debater conosco.


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Pyongyang diz querer escrever história de unificação das Coreias


Pouco depois de Kim Jong-un dar um jantar para uma delegação de funcionários do governo da Coreia do Sul em Pyongyang, a mídia estatal do país divulgou uma nota afirmando que a intenção do líder norte-coreano é fazer avançar o diálogo bilateral e escrever uma nova história, de reunificação nacional.

"Ele [Kim] esclareceu que é a nossa posição consistente e de princípios, e sua firme vontade, fazer avançar vigorosamente as relações norte-sul e escrever um nova história de reunificação nacional pelos esforços concertados de nossa nação", disse a agência KCNA.

Ainda de acordo com a imprensa oficial, Kim Jong-un concordou com a possibilidade de um encontro com o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, de quem recebeu um convite através do seu enviado especial, Jong Ui Yong.

"Ele teve uma conversa de coração aberto com a delegação do enviado especial do lado sul sobre as questões relativas a melhorar ativamente as relações norte-sul e garantir a paz e a estabilidade na península da Coreia", diz o comunicado. "Ele também fez uma troca de pontos de vista aprofundados sobre as questões para aliviar as tensões militares agudas na península coreana e ativar o diálogo versátil, o contato, a cooperação e o intercâmbio".

Do Sputnik News

segunda-feira, 5 de março de 2018

Coreanos de luto pela morte de Stalin, em 1953


Neste próximo 5 de Março, os povos revolucionários do mundo lembrarão em luto os 60 anos do falecimento de Stálin, grande líder do proletariado internacional, da Revolução Socialista de Outubro, do Partido Comunista e dos povos da União Soviética. Em coerência com a ideia da página Solidariedade à Coreia Popular de se publicar anedotas, crônicas e artigos sobre a Guerra de Libertação da Pátria e a fundação da República democrática e popular, compartilhamos com os leitores um vídeo de luto do povo coreano pela morte do líder soviético. Stalin faleceu em 1953, em meio aos ardorosos acontecimentos da Guerra da Coreia. Mesmo ocupados com os combates de morte contra o imperialismo norte-americano e seus exércitos fantoches, os soldados do Exército Popular da Coreia e o povo coreano prestam seus respeitos a Stalin, grande amigo do povo coreano.

sábado, 3 de março de 2018

RPDC rechaça "rumor de fabricação de armas químicas" na Síria


Em entrevista exclusiva à KCNA concedida por ocasião do atual "boato de cooperação na fabricação de armas químicas" entre a Coreia do Norte e a Síria, o Diretor de Informação do Instituto para assuntos americanos do Ministério dos Relações Exteriores da República Popular Democrática da Coreia deu a seguinte resposta:

Os EUA relançam a campanha demagógica contra a RPDC com dados inventados.

Nestes momentos em que o "rumor do uso de armas químicas" contra civis na região oriental da Síria se espalha, os propagandistas venais dos EUA absurdamente insistem que a RPDC "cooperou na fabricação de armas químicas da Síria", citando a relatório de investigação do comitê de sanção anti-RPDC do Conselho de Segurança da ONU.

Assim que essas notícias foram publicadas, o Departamento de Estado dos EUA formou o grito sobre isso dizendo que denuncia esse "evento", o que significa um insulto ao direito internacional. Este fato facilita assumir que este país está por trás do "boato de cooperação" acima mencionado.

Como todos sabem bem, os EUA inventam em plena luz do dia os rumores falsos que serviram de pretexto para atacar outros Estados soberanos.

Ao criar, desta vez através do comitê de sanções anti-RPDC do Conselho de Segurança da ONU, o "boato de cooperação" Coreia do Norte-Síria, os EUA procuram fortalecer o clima de sanções e pressão sobre a RPDC e implementar a todo custo o bloqueio naval total, descrevendo-o como "um país que possui e prolifera armas químicas" e, ao mesmo tempo, justifica a intervenção militar na Síria.

Como já esclarecemos em diversas ocasiões, a RPDC jamais desenvolveu ou produziu ou armazenou armas químicas e rejeitou a existência delas.

A sociedade internacional deve ter em mente que os EUA são o país que causa danos pela paz mundial, que usou armas nucleares pela primeira vez no mundo e que, durante a Guerra da Coreia nos anos 1950, matou massivamente e brutalmente os habitantes pacíficos da RPDC, usando muitas armas bioquímicas de extermínio em massa, e atualmente, é o primeiro negociante de armas do nosso planeta.

Da KCNA

quinta-feira, 1 de março de 2018

"A difamação do socialismo não será tolerada": 25 anos da obra de Kim Jong Il


O diário Rodong Sinmun publicou no primeiro dia de março um artigo dedicado ao 25º aniversário da publicação da obra de Kim Jong Il: "A difamação do socialismo não será tolerada".

O trabalho, impresso em 1º de março de 82 (1993) da Era Juche, refuta a natureza absurda e reacionária do sofisma dos traidores da revolução que caluniou o socialismo como “totalitarismo”, “ditadura militar” e “sistema de administração tirânico”.

Diluíram os problemas teóricos e práticos que surgem na construção do socialismo, entre outros, o de ter fé e moral sobre o socialismo, o de manifestar plenamente a superioridade deste modelo social e de concretizar estritamente o princípio coletivista. E apresenta a ideia de que todas as pessoas devem ter uma firme confiança no socialismo.

No período que data da publicação do trabalho, o espírito revolucionário inquebrável do exército coreano e as pessoas que consideram o socialismo como sua vida foi expressa sem reservas, continua o artigo:

Neste período, as manobras dos imperialistas visando isolar, sufocar, corromper e desintegrar o socialismo de estilo coreano tornaram-se mais sinistra do que nunca e o perigo de guerra no território coreano não desaparece um só dia.

No dilema da independência e do socialismo ou da subjugação e do capitalismo, o povo coreano conseguiu superar todas as vicissitudes da história ao invariavelmente hasteado a bandeira vermelha da revolução por se terem armado com uma convicção férrea.

Graças aos militares e civis coreanos decididos a defender a pátria firmemente, o socialismo de estilo coreano é inabalável.

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Baixe e leia a obra
KIM JONG IL: A Difamação do Socialismo não será tolerada | goo.gl/VvvDtd

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

A vontade da RPDC de defender a paz permanece inalterada


O Partido do Trabalho da Coreia e o governo da República Popular Democrática da Coreia mantêm a posição e a vontade invariáveis de frustrar os esforços de guerra dos EUA e preservar a paz com o poderoso dissuasor da guerra, criar um ambiente pacífico através do aperfeiçoamento das relações inter-coreanas e alcançar a reunificação da pátria que todos os coreanos querem.

O jornal Rodong Sinmun avança assim em um artigo publicado nesta quarta-feira e continua:

A RPDC aumentou o fervor da nação para a reintegração territorial por ocasião dos Jogos Olímpicos de Inverno.

A curto prazo, relaxou as relações entre os dois partidos coreanos, que estavam na situação de congelamento, e preparou o ambiente favorável para a reconciliação e o diálogo.

Ninguém pode censurar ou desconsiderar agora os esforços e medidas sinceras e pacifistas do nosso Estado para estabelecer a atmosfera pacífica na Península da Coreia.

Até o momento, fizemos todo o possível para aliviar a tensão aguda entre os dois partidos coreanos e criar o clima pacífico na Península Coreana, dando os máximos sinais de autocontrole.

O mesmo acontece agora na Península Coreana.

Graças à orientação do líder supremo Kim Jong Un, o futuro da nação coreana é promissor e o desejo nacional de reunificar o país será cumprido sem falhas.

Da KCNA

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

A nação coreana é o autor da reunificação da pátria, diz Rodong Sinmun


Para alcançar o novo desenvolvimento das relações inter-coreanas, é imperativo manter firmemente a posição de resolver este problema entre os nacionais e o princípio da independência nacional.

O sujeito da reunificação da pátria é precisamente a nação coreana.

O jornal Rodong Sinmun ratifica assim um artigo publicado ontem e continua:

A nação coreana tem interesses vitais na reunificação do país e é capaz de realizá-la. Quando une as almas e as forças, ela poderá resolver sem complicações os problemas que surgem nessa causa de acordo com sua vontade e seus interesses.

Se ambas as partes coreanas mantêm a firme posição independente, todas as tentativas anti-reunificação das forças estrangeiras serão derrotadas e a nova conjuntura para a melhoria das relações N-S será aberta sem falhas.

Todos os compatriotas do Norte, do Sul e do exterior devem revitalizar a luta para conseguir a reunificação independente sob a bandeira de "Entre nós, concidadãos" frustrando os atos intervencionistas e obstrutivos das forças estrangeiras.

Da KCNA

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

RPDC aberta ao diálogo com EUA, Coreia do Sul apoia


A República Popular Democrática da Coreia (RPDC) afirmou hoje que está disposta a se sentar em uma mesa de diálogo com os Estados Unidos, e Coreia do Sul apoiou esse passo e chamou Washington a cooperar para concretizá-lo.

Kim Yong-chol, chefe do Departamento da Frente Unida do governamental Partido dos Trabalhadores, fez essa proposta em Seul durante uma reunião com o assessor de Segurança da presidência sul-coreana, Chung Eui-yong.

Segundo declarações de uma fonte oficial feitas sob anonimato à imprensa local, o alto funcionário de Pyongyang declarou que 'as portas estão abertas ao diálogo com os Estados Unidos'.

Kim, que lidera uma delegação de oito membros, reiterou assim a postura pacífica de seu país, depois de fazê-la ontem em um encontro com o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in.

Por isso, o mandatário exortou nesta segunda-feira a Casa Branca a fazer a sua parte para efetuar as conversas.

'Estados Unidos precisa também demonstrar sua vontade em avançar nos diálogos bilaterais com o Norte e para a desnuclearização', comentou ao receber a vice-primeira ministra da China, Liu Yandong.

Moon considerou 'importantíssimo' que ambos países se sentem frente a frente e cumprimentou a disposição da RPDC para conseguir tal propósito.

Também pediu o respaldo da China para marcar esse encontro o mais rápido possível.

Ambos lados da Península Coreana estabeleceram uma aproximação desde janeiro depois que o líder da RPDC, Kim Jong Un, anunciou no início do ano disposição em enviar uma representação de seu país aos recentes Jogos Olímpicos de Inverno PyeongChang 2018, considerados os jogos da paz.

Como resultado, funcionários dos dois Estados sustentaram três reuniões, fizeram viagens recíprocas e voltarão a se sentar à mesa amanhã na fronteira comum a fim de acertar detalhes sobre a participação do Norte nas paraolimpíadas (9-18 de março).

Da Prensa Latina

sábado, 24 de fevereiro de 2018

Ilusão sobre a "ajuda" dos imperialistas significa a própria ruína




A ideia de se beneficiar da "ajuda" dos imperialistas é tão tola como cair na própria armadilha.

A "ajuda" dos imperialistas é o jugo de pilhagem e subjugação para arrebatar cem vezes o que eles oferecem e o aparelho para implementar sua estratégia para dominar o mundo.

Por esse motivo, dizer estar entusiasmado com essa ajuda significa autodestruição.

O jornal Rodong Sinmun adverte assim em um artigo publicado neste sábado e continua:

A história ensina a verdade e a lição de que nenhuma esperança ou ilusão deve ser abrigada sobre a "ajuda" dos imperialistas.

Mantendo firmemente o espírito e a nacionalidade Juche é o remédio para defender e tornar o país próspero e promover a construção de um novo mundo independente.

Se eles construírem a economia dependente de outros países, o desenvolvimento independente do país e da nação não pode ser garantido.

As experiências práticas da Revolução Coreana mostram que quando a economia nacional independente é construída mantendo o espírito e a nacionalidade Juche, será possível defender a soberania do país e preservar a dignidade e a honra da nação.

No passado, o povo coreano construiu a economia autárquica nacional sempre mantendo a linha autóctone sem se render à pressão dos outros.

Graças a tal antecedente, avançamos hoje para a vitória final da construção do poder socialista, sem qualquer hesitação, mesmo no meio da brutal campanha de sanção e bloqueio dos imperialistas.

Da KCNA


quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

A luta do Partido do Trabalho da Coreia contra o Revisionismo


“O povo da Coreia defenderá e preservará os princípios revolucionários do PTC (Partido do Trabalho da Coreia). Formando na Ideia Juche, o PTC fortalecerá o povo coreano através das linhas políticas revolucionárias do partido, de alto orgulho e dignidade nacional, colocando em marcha nosso espírito revolucionário de autossuficiência e nosso afeto revolucionário pelo nosso princípio “Vivamos ao nosso estilo”.

Tal como fora exposto pela dirigente comunista russa Ninva Andreeva no seminário sobre a Ideia Juche celebrado em 1995, em Copenhagen, ao contrário da conhecida posição albanesa e chinesa acerca do revisionismo, se desconhece totalmente a minuciosa crítica feita contra o revisionismo moderno pelo Partido do Trabalho da Coreia.

O Partido do Trabalho da Coreia levou a cabo a luta contra o revisionismo a partir de uma posição própria. A posição do PTC parte da analise do famoso XX Congresso do PCUS, como o início do revisionismo moderno, ao contrário da visão daqueles que consideram o revisionismo como um fenômeno nascido na década de 80 e diretamente associado à figura de Gorbachev.

O novo secretário geral do PTC, camarada Kim Jong Il, afirmou em 1995 que “o processo de degeneração e colapso começou com a aparição do revisionismo moderno que denegriu o líder e a vanguarda revolucionária e distorceu e vilipendiou as ideias revolucionárias da classe operária”.

O PTC define o revisionismo como a negação da figura dirigente do partido marxista-leninista no processo revolucionário, assim como a renuncia da ditadura do proletariado e também uma veemente oposição ao fenômeno da luta de classes.

Isso significa na prática o abandono da luta contra o imperialismo e, portanto, representa um compromisso com ele. O revisionismo alimentou uma fictícia ilusão em relação ao imperialismo e freou o processo de libertação social e nacional dos povos revolucionários em todos os sentidos.  O PTC afirma que, com o propósito de alcançar o seu odioso objetivo, o revisionismo se concentra em atacar a figura do líder, figura máxima do processo revolucionário, tentando minar sua autoridade e danificar o seu prestígio.

O PTC lançou o seu ataque contra o revisionismo em 1955. O PTC advertiu que a luta contra o revisionismo estava intimamente ligada à defesa da independência, evitando a tentativa de outras nações de assumir como próprias os princípios Juche.

Neste sentido, o camarada Kim Il Sung afirmou em sua obra Nossa Revolução Juche: “Em 1955 o nosso partido estava decidido e capacitado para estabelecer os princípios jucheanos, em um persistente e enérgico impulso de oposição como nunca antes havia realizado. O ano de 1955 representou o ponto de partida do nosso partido na luta contra o dogmatismo. Se inicia nesse ano, de fato, nossa própria luta contra o revisionismo moderno que estava emergindo no campo socialista. Nossa luta contra o dogmatismo está relacionada com a luta contra o revisionismo moderno”.

O camarada Kim Il Sung, em seu famoso e célebre trabalho “A eliminação do dogmatismo e do formalismo e a implantação da Ideia Juche nas tarefas ideológicas”, de 23 de dezembro de 1955, afirma que uma facção do PTC, depois de uma visita a URSS, havia proposto que a RPDC diminuísse suas consignas contra o imperialismo norte-americano do mesmo modo que a URSS estava fazendo para diminuir a tensão internacional. Era uma manifestação inicial da intenção de uma facção dentro do PTC de propagar o revisionismo no seio do Partido.

Foi em 1956 quando as questões comentadas alcançaram o seu auge. Kruschev se mostrou no XX Congresso do PCUS como o campeão do revisionismo moderno – a partir desse momento o revisionismo aflorou em um grande número de partidos comunistas – e o imperialismo lançou uma feroz campanha anticomunista a nível internacional.

Na Coreia do Sul, o regime títere de Synghman Rhee começava seus ataques com a chamada “Marcha ao Norte”, no momento em que o PTC já havia alcançado o objetivo de reconstrução econômica após a devastação causada pela guerra. Dentro do Partido, a facção revisionista que estava
esperando uma oportunidade para derrocar o líder com apoio exterior de movimentos revisionistas.

De fato a “organização irmã” do PCUS no Terceiro Congresso do PTC – que estava encabeçada por L.I. Brezhnev – realizou um velado ataque contra o líder do PTC. Isso ocorreu no começo de Agosto, quando a camarilha tentava concretizar seu golpe com consignas chauvinistas e revisionistas. Seu desejo era renegar o papel da liderança do Partido e acabar com a ditadura do proletariado. Pretendiam eliminar os pressupostos do PTC que foram forjados na luta contra o imperialismo japonês. Em suma, sua intenção era declarar a RPDC como uma “nação neutra” pró-americana.

Porém, o camarada Kim Il Sung conduziu o golpe do povo contra a camarilha antirrevolucionária. O camarada Kim Il Sung atacou os fraccionistas e revisionistas na Conferência do Partido no dia 6 de Março de 1958. Sobre os fraccionistas, afirmou: “Nenhuma facção é melhor que outra. Todas foram forjadas a partir do mesmo molde; são produtos da influencia do capitalismo no proletariado da Coreia”.

Falando sobre o revisionismo, o camarada Kim Il Sung afirmou: “O imperialismo e seus servos revisionistas estão estendendo o revisionismo em oposição ao marxismo-leninismo e ao movimento comunista internacional. Isso está sendo produzido também em nosso país, por grupos contrários ao nosso partido, que utilizam tais ideias para seus próprios fins, rechaçando a liderança do Partido com o objetivo de renunciar a revolução e render-se ao capitalismo. Porém, não somente temos a necessidade de lutar contra o revisionismo por ele rechaçar o papel da liderança do Partido, mas também devemos combater de maneira consciente todos aqueles que preparam o terreno para o revisionismo”.

Dirigindo-se aos soldados da 109º Divisão do Exército Popular da Coreia no dia 25 de agosto de 1969, o camarada Kim Il sung diz: “O revisionismo pretende ‘atualizar’ o marxismo-leninismo. Se consideram marxistas mais audazes que Marx e Lenin. Em muitos países se está instalando esta tendência. Afirmam a necessidade de chegar a uma coexistência pacífica com o imperialismo norte-americano”.

No começo da década de 60, o camarada Kim Il Sung sustentou que a luta contra o revisionismo moderno era a prioridade do partido, tal como afirmou o 4º Congresso do PTC. No dia 8 de Março de 1962, na terceira reunião plenária do Comitê Central do PTC, o camarada Kim Il Sung afirma que a luta contra o revisionismo a tarefa chave no trabalho do Partido. De maneira clara expos a verdadeira natureza do revisionismo moderno: as origens do revisionismo estão na aceitação da influência burguesa na vida cotidiana e a rendição frente as pressões externas de caráter imperialista. Tanto o revisionismo clássico como o contemporâneo possuem a mesma essência e os mesmos fins. Ambos renegam os princípios do marxismo-leninismo e pregam a renuncia aos esforços revolucionários com o pretexto de que os tempos mudaram.

Nessa época, o jornal Rodong Sinmun, órgão do PTC, publicou vários artigos que atacavam o revisionismo – destaque para o artigo “Apoiemos a libertação nacional” de 1962 e “Defendamos o campo socialista”, publicado em Outubro de 1962. Esses dois artigos foram traduzidos em diferentes idiomar e circularam por toda Coreia.

Na Coreia foi levada a cabo uma campanha de luta contra o revisionismo contemporâneio. O camarada Kim Il Sung alertou aos soldados da Infantaria sobre os perigos do revisionismo, e fez o mesmo com a Liga Socialista de Jovens Trabalhadores e outras organizações de massas.

No decorrer da década de 60, o revisionismo havia se convertido em motivo para sérios enfrentamentos dentro do movimento comunista internacional. O camarada Kim Il Sung e o Partido do Trabalho da Coreia se opuseram firmemente contra o revisionismo, ao mesmo tempo que mantinha sua defesa da necessária unidade do movimento comunista internacional. Em Outubro de 1966 ocorre uma conferência especial do PTC. Na dita conferência o Camarada Kim Il Sung atacou o revisionismo: “O revisionismo contemporâneo modifica substancialmente o marxismo-leninismo e paralisa seus princípios revolucionários com a desculpa de uma “mudança de situação” e “desenvolvimento criativo”. O revisionismo rechaça a luta de classes e a ditadura do proletariado. Reivindica que a classe operária lute contra o imperialismo, enquanto cria uma falsa imagem do imperialismo para obstaculizar o processo revolucionário do povo em prol da libertação nacional”.

Porém, Kim Il Sung reflete também sobre o fenômeno do oportunismo de esquerda surgido no movimento comunista internacional: “Devemos lutar contra o oportunismo de esquerda e contra o movimento oportunismo. Pretende reformar o movimento comunista acusando de dogmatismo ao marxismo-leninismo e tirando de contexto seus ensinamentos. Leva a cabo rações radicais sob slogans “ultra-revolucionários”. Isso provoca de fato o divórcio do partido em relação as massas, dividindo as forças e possibilitando o ataque do nosso principal inimigo”.

Da mesma forma, Kim Il Sung assinala que a luta contra o oportunismo tanto de esquerda como de direita está intimamente ligado a luta pela unidade do campo socialista e pela coesão do movimento comunista internacional, advertindo ao mesmo tempo em que a luta contra o revisionismo contemporâneo está ligada a defesa da independência nacional, devido ao perigo inerente que o revisionismo representa para a manutenção da independência nacional. Assim, afirmou, “se carecemos de independência e identidade e nos equivoquemos no rumo nesse momento, nossas políticas não perdurarão e perderemos nossos princípios básicos. Não se trataria de um problema temporário, mas sim um dano irreparável para a nossa revolução e sua construção, e se infligiria um grave dano ao movimento comunista internacional.

O camarada Kim Il Sung combinou a luta contra o revisionismo com o combate contra o imperialismo norte-americano. Muitos dos escritos do camarada Kim Il Sung tratam o problema do imperialismo dos Estados Unidos.

No começo da década de 70, o PTC renovou seu compromisso na luta contra o revisionismo contemporâneo. No Vº Congresso do PTC celebrado em Novembro de 1970, o camarada Kim Il Sung diz: “Devemos continuar intensificando nosso trabalho ideológico de luta contra o revisionismo, através dos membros do partido e dos trabalhadores”.

Se levou a cabo uma enérgica campanha contra o revisionismo. Em Fevereiro de 1971 o jornal Rodong Sinmun, assim como outros periódicos da República Popular Democrática da Coreia, publicaram um artigo chamado “Apoiemos a ditadura do proletariado e a democracia proletária”. Dito artigo foi editado pelo serviço de publicações em língua inglesa da RPDC e retransmitido através do serviço de língua inglesa da Rádio Pyongyang.

Entre outras questões, o citado artigo comentava recentes acontecimentos ocorridos em certos países socialistas em que o povo se voltou contra o partido e seus governantes, ficando comprovado o abando em ditos países da ditadura do proletariado. O artigo apresenta a ditadura do proletariado como uma questão chave: “Se assume ou se renuncia a ditadura do proletariado, se apoia a ditadura do proletariado ou pelo contrário a abandona, se aplica critérios para distinguir o marxismo-leninismo do revisionismo: está é a diferencia entre apoiar a revolução ou apoiar a contra-revolução”.

Aponta o imperialismo como inimigo declarado da classe operária, enquanto o oportunismo encobre o inimigo da classe operária e espera poder atacar a ditadura do proletariado. O artigo segue dizendo: “O inimigo mais perigoso do marxismo-leninismo, da ditadura do proletariado, do trabalho do movimento comunista internacional, é o revisionismo que vive oculto sob a máscara do marxismo-leninismo. Os revisionistas que são inimigos da causa da classe operária tentam reconstruir a democracia burguesa frente a democracia do proletariado, opondo-se a ditadura do proletariado. A ditadura do proletariado e a democracia são historicamente o ponto de enfrentamento entre o revisionismo e o marxismo-leninismo.

Desse modo, tal como explicava o camarada Kim Il Sung em finais de 1971, ainda que o revisionismo fora multilado graças aos esforços empreendidos pelos partidos marxistas-leninistas em todo o mundo, o perigo ainda existe dentro do movimento comunista internacional, pelo que o PTC se manteve vigilante na década de 70 e oitenta contra o revisionismo

O camarada Kim Jong Il é atualmente o novo Secretário-Geral do PTC, que já vê despontava na década de 70 como um grande líder do PTC pelo seu especial afinco na necessidade de preservar a luta contra o revisionismo. Na sua intervenção ante os resposáveis da Comissão de Agitação e Propaganda do Comitê Central do PTC no dia 25 de Dezembro de 1978 manifestava: “O revisionismo é um reflexo da ideologia capitalista que foi introduzida dentro do movimento comunista internacional. Se trata de um perigoso movimento contra-revolucionário. É necessário que aportemos elementos de reflexão para compreender a essência do revisionismo, quais são suas teorias econômicas, políticas e ideológicas de caráter errôneo, para podermos lutar contra ele com maior vigor.

Em meados e finais da década de 80 apareceu a mais perigiosa e destrutiva forma de revisionismo contemporâneo na figura do “gorbachovismo”. El camarada Kim Il Sung, o grande líder da Revolução Coreana, foi um dos primeiros líderes do mundo socialista em adverti-lo e denunciá-lo. Em Dezembro de 1986, na Assembléia Suprema do Povo, afirmou: “O governo do povo deve preservar-se das venenosas ideias do capitalismo e do revisionismo e lutar de maneira decidida contra as agressões que se querem afligir ao nosso sistema socialista”. O camarada Kim Il Sung elaborou o conceito da vitória definitiva do socialismo como via para assentar um golpe contra o revisionismo.

Durante um encontro com oficiais da seção econômica, em 3 de Janeiro de 1987, o camarada Kim Il Sung realizou a seguinte analise da posição da RPDC frente o conjunto do mundo socialista: “O revisionismo contemporâneo surgiu no seio do movimento comunista internacional e trouxe enormes dificuldades para nossa revolução. Com o pretexto de “reforma” e “reorganização do socialismo”, o revisionismo moderno segue o caminho do capitalismo e abandona os princípios do internacionalismo. Isto representa, na verdade, uma dificuldade em nossas expectativas de cooperação baseadas no internacionalismo e na construção do socialismo. Isto é ruim, pois exerce sobre nós uma perniciosa pressão pelo fato de não seguirmos uma linha equivocada, uma linha política revisionista”.

Falando com funcionários da industria química, em 20 de Março de 1987, Kim Il Sung afirmou: “Os funcionários devem opor-se energicamente ao revisionismo e estabelecer hábitos revolucionários em seu estilo de vida. Nós devemos viver ao nosso modo em todo momento, sem criar ilusões forjadas pelo revisionismo ou por reformas políticas que estão ocorrendo em outros países. Em especial, os funcionários em postos de responsabilidade, a medula de nosso Partido, não devem vacilar de nenhum modo. Eles não devem falhar, pois devemos viver ao nosso modo”.

Deste modo, o slogan “Vivamos ao nosso estilo” foi criado como forma de combater o revisionismo na década de 80. Kim Il Sung, com sabedoria e clareza, afirmou: “Para que nossos dirigentes nos livrem do revisionismo e do reformismo e possamos viver de acordo com o nosso próprio estilo, devem estar firmemente armados com a ideia juche de nosso partido”.

Assim, a poderosa campanha “Vivemos ao nosso estilo” para lutar contra o revisionismo foi apoiada pelo PTC em finais da década de 80. Especialmente importante foi a incidência de tal campanha no âmbito do desenvolvimento revolucionário da cultura nacional. Quando o socialismo desmoronou no Leste Europeu em 1989, o PTC permaneceu firme como uma rocha e foi capaz de desenvolver com êxito o XIII Festival da Juventude e dos Estudantes.

O PTC lutou contra o revisionismo contemporâneo, ao mesmo tempo em que trabalhava para estabelecera Ideia Juche com o objetivo de manter a independência. A Ideia Juche é uma ideologia própria baseada no conceito de que as massas são donas da revolução e da construção. Para que o povo possa assumir o papel de protagonista da revolucção, deve basear sua ação na criatividade e independência. O povo necessita de um partido revolucionário que não seja cópia de nenhum outro partido político, sem deixar os aspectos positivos de outras organizações e partidos estrangeiros. Kim Il Sung afirmou na época:

“Devemos estabelecer os princípios Juche no sentido de desenvolver e construir a revolução em um só país baseando-nos na atitude de sermos protagonistas – dominadores. Isto implica apoiarmo-nos na independência e abandonar a dependência, depender somente de nossas próprias mentes, de nossos esforços, e formamos um espírito de autosuficiencia, sendo capazes de resolver nossos problemas através de nossa própria capacidade e responsabilidade. Isto é, abandonar o dogmatismo e apoiarmo-nos na criatividade, nos baseando nos princípios universais do marxismo-leninismo junto com a experiência de outros países, porém tendo em conta as peculiaridades de cada um”.

“A Ideia Juche significa que o PTC se soma a linha de independência política, autosuficiência econômica e autodefesa. Desse modo, o PTC poderá resolver todos os problemas levando a cabo a revolução e construindo-a através de nossa ideologia e nossas crenças, sob nossa responsabilidade e sob os princípios de auto-confiança em nossa própria via para resolver todas as situações em prol do melhor interesse da revolução norte-coreana.

“O PTC é totalmente contrario a intervenção das grandes potencias, dogmas ou ideias relacionadas com forças estrangeiras, e rechaça categoricamente qualquer intervenção ou pressão estrangeira – seja dos grandes países socialistas, dos Estados Unidos e do Japão imperialista-. O PTC, guiado pelos princípios jucheanos, poderá estabelecer teorias e princípios construídos coletivamente e limpar o difícil e duro caminho da construção da revolução coreana.

“Assim, aderindo estritamente a ideia Juche a linha da independencia, o PTC e o povo coreano não vacilará em se armar contra o revisionismo defendendo e dando maiores glórias ao estilo socialista da Coreia”.

Dermot Hudson
Grupo de Estudos da Ideia Juche – Inglaterra, 8 de Dezembro de 1999

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Em marcha a maquinaria de guerra imperialista pós-Olimpíadas


Os Estados Unidos desafiam abertamente a atmosfera de apaziguamento da situação da Península Coreana que foi criada graças às medidas pacíficas e sinceras da República Popular Democrática da Coreia.

Há pouco tempo, a camarilha de Trump anunciou por meio do encarregado de negócios a.i. na Coreia do Sul que serão efetuados normalmente em nível habitual os exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul assim que terminar os Jogos Olímpicos de Inverno e que não se discute mais a possibilidade de o adiar novamente.

O reinicio do treinamento de guerra é um ato insano e provocativo para acabar com a paz na Península Coreana e obstruir os esforços ativos da RPDC e a aspiração da sociedade internacional pelo alivio da tensão e atmosfera pacífica.

Isso demonstra que a maquinaria de guerra dos EUA começou a se mover novamente.

É de conhecimento público que são ameaçadas gravemente a paz e a segurança de Península Coreana e é congelado em um instante o ambiente de reconciliação e cooperação Norte-Sul, cada vez que começam os exercícios militares conjuntos EUA-Coreia do Sul contra a RPDC.

O mais grave é que a camarilha de Trump anunciou a ampliação da possibilidade de usar as armas nucleares até mesmo em caso de uso de armas convencionais contra os EUA e seus países aliados, e ao mesmo tempo, introduz uma grande quantidade de equipamentos estratégicos nucleares na Península Coreana e em seu arredor.

Por esta razão, muitos meios de imprensa e especialistas do mundo expressam séria preocupação opinando que se os EUA põe em prática os exercícios militares conjuntos de grande envergadura depois do fim das Olimpíadas de Inverno, irritará sem dúvidas a RPDC, jogará água fria nas relações coreanas que mostram sinal positivo e colocará novamente no extremo a situação regional.

Já declaramos que responderemos aos atos que perturbam a paz e a segurança da Península Coreana.
Isto não é uma ameaça retórica.

Os EUA deve saber bem que embora sejam muito valiosos o melhoramento das relações intercoreanas e o ambiente pacífico, o exército e povo coreano não ficará de braços cruzados ante às ações encaminhadas a violar a plena luz do dia a segurança e os interesses de um Estado soberano e intervir em seus assuntos internos.

Responder a provocação com o contra-ataque imediato: esta é a posição de princípio e a vontade inabalável do exército e povo coreano.

A RPDC, que emergiu com um Estado estratégico, não dará nenhum passo atrás no caminho de defender a independência e a justiça.

Os companheiros de Trump terão que tomar uma opção responsável refletindo seriamente sobre as consequências catastróficas de suas ações belicosas.

da KCNA