domingo, 12 de fevereiro de 2012

Kim Jong Il estará sempre com o povo coreano e com os povos progressistas do mundo


Kim Jong Il nasceu no dia 16 de Fevereiro de 1942, no Monte Paektu, antigo cenário principal da Luta Armada Anti-japonesa e dirigida pelo futuro Presidente Kim Il Sung no período em que a Coreia se encontraba sob a ocupação militar do Japão.

Desde tempos remotos, a Nação coreana se refere ao monte Paektu como seu monte sagrado.

A grande cordilheira Paektu atravessa longitudinalmente a Península Coreana desde o monte Paektu até Kujae, na costa meridional da Coreia.

O fundador da Coreia Socialista, Presidente Kim Il Sung, levou a cabo a Luta Armada Antijaponesa tendo o monte Paektu como cenário principal de tal luta. Na época, o Quartel General do Exército Popular da Coreia ficava localizado num acampamento secreto no Monte Paektu, onde nasceu Kim Jong Il. 

Sua casa natal está localizada no vale Sobaeksu, no monte Paektu.

Logo em frente à sua casa, está localizado um cristalino riacho de mesmo nome. Ao redor da casa, há um pico com as palabras “Pico Jong Il” cravadas, em homenagem ao respeitável nome de Kim Jong Il.

Á esquerda, casa de nascimento de Kim Jong Il
À direita, Pico Jong Il

Os coreanos veneram e enaltecem Kim Jong Il, e sempre visitam sua casa natal no Monte Paektu, cujo pátio é cenário de solenes atos festivos por ocasião do dia de seu nascimento. As músicas temáticas de sua casa natal são as favoritas das pessoas.

Muitas pessoas dos cinco continentes visitam sua casa natal.

Dianta da sua casa, muitas personalidades de diversos círculos políticos e sociais, procedentes de varios países, efetuaram, em vésperas de 16 de fevereiro de 2002, um ato para saudar o Sol do Século XXI. Na cerimônia, foram lançados fogos de artifício, foram feitas varias músicas em homenagem a este grande homem. A Canção ao General Kim Jong Il foi definida como canção máxima do povo coreano. 

Entregando-se de corpo e alma à edificação de um próspero e poderoso país socialista, prosseguiu em melhorar a vida da população. Continuou, sem descansos ou treguas, a marcha forçada realizando intensas viagens de orientação. Faleceu no dia 17 de dezembro de 2011, dentro de um trem, cumprindo seu deber. Entre as causas de sua norte, encontra-se o acumulado esgotamento físico e mental.

Ainda que o Dirigente Kim Jong Il tenha falecido, ele estará vivo eternamente no coração do povo coreano e dos povos progressistas do mundo e, sob a máxima direção do Dirigente Kim Jong Un, o povo coreano construirá uma próspera potência socialista, custe o que custar.


Kim Jong Il


A causa da independencia da humanidade avança, independente das adversidades, sob as orientações do dirigente Kim Jong Il, Dirigente da República Popular Democrática da Coreia.

                       Extraordinárias atividades ideológico-teóricas

Kim Jong Il desenvolveu a ideología revolucionária do Presidente Kim Il Sung (1912-1994) como integridade de uma ideologia, teoría e metodología originais, a qual um passo sem igual para a realização da causa da independencia da humanidade.

Escreveu a obra Sobre a Ideia Juche (março de 1982) e muitas outras obras para enriquecer, desenvolver, sintetizar e sistematizar a Ideia Juche, teorizada pelo Presidente Kim Il Sung, a qual foi propagada com rapidez por todo o mundo, sendo reconhecida amplamente como ideologia diretriz da causa independência e chegando a ser uma poderosa arma teórico-ideológica para os povos progressistas em busca da construção de uma nova sociedade, libre da opressão, da dominação e da subjugação. 

Kim Jong Il formulou impecavelmente as ideias e as teorías do socialismo.

A fins do século pasado, quando os imperialistas, aproveitando a queda de varios países socialistas e falavam abertamente no “fim do socialismo”, o camarada Kim Jong Il publicou varias obras, entre as quais “Lições históricas da construção socialista e a linha geral de nosso Partido” (janeiro de 1992), “A difamação do socialismo não será tolerada” (março de 1993) “O Socialismo é uma Ciência” (Novembro de 1994), “Priorizar o trabalho ideológico é requisito indispensável para a vitória da causa socialista (junho de 1995)”, nas quais evidenciou a veracidade e a justeza do socialismo, assim como a inevitabilidade de sua vitória, e esclareceu universalmente problemas de orden teórica e ideológica na realização da causa da independencia da humanidade.

A original linha política

Depois do término da Guerra Fria, os Estados Unidos se autoproclamaram a “única superpotencia do mundo”, e outras forças imperialistas, aproveitando o desequilibrio de forças existente no planeta, trataram de tentar acabar com a causa da independencia da humanidade.
 
Exerceram a arbitrariedade e o despotismo na arena internacional, e levaram a cabo abertamente agressões e intervensões contra varios países. 

Particularmente, lançaram de forma articulada uma ofensiva geral contra a Coreia que, com a bandeira antimperialista e da independencia, marchava firmemente pelo campinho do socialismo, nos planos político, militar, económico, cultural, diplomático.

Frente a tal situação, Kim Jong Il teorizou o Songun como a política fundamental do socialismo.
O Songun fortaleceu extraordinariamente a capacidade de defesa da Coreia, que se tornou um poderoso país que inimigo algum ousou tocar.

Defendeu a soberanía e o socialismo da Coreia e garantiu dignamente a paz e a segurança na Península Coreana, assim como no Nordeste e, em menor escala, no resto do mundo.
O povo coreano está disposto a enaltecer eternamente o grande Dirigente Kim Jong Il e, sob a direção do máximo Dirigente Kim Jong Un, ser a fiel à sua causa e à sua ideologia por séculos e séculos.


Da Redação, com Embaixada da RPD da Coreia no Brasil.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Coreia Popular institui a nomeação "Ordem Kim Jong Il"


A Ordem Kim Jong Il foi instituída na RPDC por ocasião do aniversário de setenta anos do líder Kim Jong Il. Na última sexta-feira, a Presidência da Suprema Assembleia Popular da RPDC liberou um decreto instituindo tal nomeação. Esta instituição terá o direito a recomendar tal nomeação a oficiais, serviçais, operários, unidades militares, órgãos, empresas e organizações sociais ou cooperativas que fizeram grandes esforços para levar a cabo a vitória da causa revolucionária do Juche, a causa de construir uma próspera nação socialista.



A Ordem Kim Jong Il, assim como a Ordem Kim Il Sung, é a maior nomeação (ordem) do país. Feita de ouro, possui um retrato do líder Kim Jong Il no centro, com o arroz dourado ao lado. Na parte de cima, está o emblema do Partido do Trabalho da Coreia, e na parte de baixo está a bandeira nacional da RPDC. Na parte de trás, há os escritos “Ordem Kim Jong Il”, junto com um número serial.


Com KCNA

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Nota da KCNA: EEUU e Coreia do Sul farão novas provocações

    Pyongyang, 27 de janeiro - Os imperialistas norte-americanos, junto com as forças militares fantoches sul-coreanas, farão em conjunto os exercícios militares Key Resolve e Foal Eagle, mesmo sabendo que tais exercícios são uma clara simulação de guerra contra a Coreia Popular. Tais provocações serão feitas de 27 de fevereiro até o dia 30 de abril.                 

Tal ordem foi dada por um homem à frente das tropas agressoras norte-americanas na Coreia do Sul, no dia 26 de janeiro.

Segundo foi anunciado, participarão de tais manobras mais de dez mil soldados norte-americanos, incluindo tropas ultramar, centenas de milhares de tropas fantoches sul-coreanas e a maior máquina de guerra (o que inclui o uso de armas de destruição em massa) já usada num exercício militar desse tipo.

Os belicistas planejam fazer manobras de guerra em larga escala, numa simulação de invasão contra a RPDC em terra, mar e ar. O exercício militar conjunto planejado é uma continuação do exercício Team Spirit, que levou a Península Coreana à beira de uma guerra por conta de sua natureza e dimensões.

Os agressores dizem que tais provocações são “medidas defensivas”. Ao contrário, tais provocações têm como objetivo desrespeitar a soberania da nação coreana e levar as relações inter-coreanas ao colapso, mas jamais poderão lograr seu objetivo de invadir a RPDC.

Com KCNA

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Na Coreia do sul, Lei de Segurança Nacional continua fazendo suas vítimas


As tentativas que o governo títere sul-coreano tem feito de tentar censurar materiais da RPD da Coreia sob os olhos e ouvidos de seus cidadãos estão se tornando cada vez maiores. E, à medida que o governo vai censurando cada vez mais sítios de Internet sobre a Coreia do Norte, alguns órgãos da imprensa internacional passam a noticiar tal fato. A prisão sumária de cidadãos simplesmente por postarem músicas norte-coreanas foi coberta pela Associated Press dos Estados Unidos e, mais recentemente, pelo próprio New York Times. Numa entrevista concedida à agência de notícias National Public Radio (1), o ditador da Coreia do Sul, Lee Myung Bak, defendeu a Lei de Segurança Nacional (2) como essencial para manter o “modo de vida sul-coreano”. Segundo ele: “Nos últimos 60 anos, temos enfrentado um dos países mais bem-armados e perigosos do mundo. Considerando esse fato, e se você é alguém que vive nesse país todos os dias, você entenderá a necessidade de leis para manterem nosso modo de vida”.

Pak Jong Kun, sul-coreano de 24 anos, preso e interrogado
sob a acusação de propaganda pró-RPDC em seu Twitter

Sob o governo de Lee Myung Bak, o número de censuras contra postagens na Internet disparou. Para efeitos de comparação, houveram 80.449 requisições por parte da polícia ao Centro de Comunicações da Coreia para a remoção de postagens online em 2010, contra apenas 14.430 em 2009 e 1.793 em 2008, o que representa um aumento de 45 vezes nos últimos dois anos. Os conteúdos pró-Coreia do Norte continuavam a ser constantemente deletados na última década, na faixa de 1000 a 1500 por ano. Dispararam em 2009 quando a administração reacionária de Lee Myung Bak entrou no poder.(3) Segundo jornal Dong-A Ilbo, a maioria das postagens tinham como conteúdo a refutação das mentiras do suposto afundamento da corveia sul-coreana Cheonan pelo exército do Norte e denunciar os graves retrocessos nas relações intercoreanas.

As investigações contra os tais “crimes cibernéticos” também aumentaram, na média de 58 anualmente, para 91 no ano de 2010. Tais investigações também atingiram o seu pico em 2011, com 150 investigações até agosto desse mesmo ano, de acordo com as estimativas da agência de notícias NPR.

A Associated Press mostrou o caso de Kim Seung Kyu (4), interrogado por postar artigos, canções e outras informações sobre a RPDC no seu blog. O New York Times noticiou o caso de Kim Myung So (5), que foi preso sob a acusação de “ajudar o inimigo”, vendendo livros na Internet, supostamente simpáticos à Coreia do Norte.

“Alguns países ergueram barreiras eletrônicas para impedirem as próprias populações de terem acesso a certas parcelas da Internet, censurando palavras, nomes e frases em sítios de buscas. Eles violaram a privacidade de seus cidadãos engajados no discurso político não baseado na força. Tais ações são contrarias à Declaração Universal dos Direitos Humanos, que diz que os povos devem “procurar, receber e veicular quaisquer informações ou ideias por qualquer forma de veículo de imprensa independente das fronteiras nacionais”. Com o aumento de tais práticas restritivas, uma nova cortina sobre a informação está sendo criada no mundo” – Hillary Clinton




(2)    Lei fascista feita na Coreia do Sul em 1948, que reprime as liberdades democráticas acusando como criminosa quaisquer organizações de oposição independente contra o governo, organizações democráticas, comunistas, pró-Coreia do Norte ou que apoiem a reunificação pacífica da Coreia.





Da Redação

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Vá com honra, camarada!





Por Cristiano Alves 

Nos últimos dias de 2011 despediu-se de seu povo Kim Jong Il, filho do famoso revolucionário Kim Il Sung, Presidente da Comissão de Defesa Nacional e Secretário do Partido dos Trabalhadores da Coréia.

Kim Jong Il liderou a Coréia em tempos difíceis, em que o país perdeu o apoio do antes existente "Bloco Socialista" e se viu à mercê de uma invasão pelo USMC1. A fim de impedir a invasão e o genocídio do povo coreano no que seria uma "nova Guerra do Vietnã", a Coréia Democrática decidiu construir armas nucleares e empreender testes de mísseis capazes de atingir os Estados Unidos. Essa medida, que abdicou do conforto do povo coreano, conforme bem colocado pelo porta-voz do governo coreano Alejandro Cao de Benós, foi um "seguro de vida do povo coreano", que impediu que uma nova chacina ocorresse naquele país. O preço pago por isso, entratanto, não foi pequeno. Nos anos 90 a penínsual coreana sofreu uma série de chuvas torrenciais e furacões que atingiram as duas Coréias, especialmente a setentrional, que tem menos de 25% de seu território cultivável, sendo formado em sua maior parte por montanhas, o que provocou enchentes e a fome no país, tornando o país dependente da ajuda humanitária. Ainda, o país sofreu pressão internacional e sanções econômicas dos Estados Unidos, agravando o estado econômico do país, prejudicando a sua economia e contribuindo para crises energéticas no país. O país americano também listou a Coréia do Norte no chamado "Eixo do Mal" e em não mais de uma oportunidade classificou-o como "Estado terrorista".


Apesar da imensa pressão exercida pelo mais poderoso país do globo, o sistema coreano, liderado por Kim Jong, não se dobrou a Washington, recuperando em parte a sua prosperidade na década de 2000 e mesmo voltando a se destacar em áreas enfraquecidas durante os anos 90, chegando a colocar uma seleção de futebol para competir na África do Sul em 2010.

A pressão coreanófoba e anticomunista não partiu apenas de governos nacionais, mas também de conglomerados da grande imprensa. No Brasil, a Rede Globo de Televisão não perdeu a oportunidade para atacar a Coréia Democrática mesmo nos momentos supostamente amistosos e de descontração como durante a Copa do Mundo, quando, conforme denunciado por "A Página Vermelha", a Globo, FSP e Editora Abril tentaram de todas as formas mostrar que os jogos da Coréia do Norte "estavam proibidos na Coréia por lei imposta pelo próprio Kim Jong", tentando passar a idéia de que se tratava na verdade de um "King John". Curiosamente, a tal "lei coreana" jamais foi exibida, aliás, a única coisa exibida foram os jogos da seleção coreana, mesmo com a derrota, o que contraria a versão midiática de que "a Coréia Popular até mostraria os jogos, mas somente os que o país vencesse". Não menos cínica é a forma como os jornais direitistas se referem ao chefe de Estado coreano, referindo-se sempre ao seu governo como o "regime de Kim Jong", atribuindo a ele um caráter pessoal, como se fose uma "bodega". Curiosamente, nunca se fala do "regime de Obama", do "regime de Bush", "regime de Gordon Brown" ou de Tony Blair, ou do "regime de Berlusconi". De fato, há que se reconhecer que realmente existia um "regime de Kim Jong", a julgar pelo fato de que este se preocupava com a saúde durante sua dieta. Há que ser lembrado que no Jornal Nacional, edição desta quarta-feira(28) de dezembro de 2011, os apresentadores do jornal, teleguiados por seu diretor, fizeram questão de contestar a "sinceridade dos prantos durante a despedida de Kim". Curiosamente, nunca se questiona a sinceridade dos prantos pela morte de nomes como Amy Winehouse, que levava uma vida cheia de vícios sem qualquer exemplo positivo para a juventude. Nunca foi questionada a "sinceridade dos prantos" pelo falecimento de nomes como Pinochet, Ronald Reagan, Borís Yeltsin ou outros nomes queridos da imprensa burguesa. E o que é pior, pisoteando qualquer senso de ética, o Jornal da Globo, encabeçado por um agente de Washington já denunciado pelo sítio Wikileaks, William Wack, que atua sem qualquer repreensão da ABIN, anunciou que "o regime coreano tem cheiro de naftalina".

O grande legado de Kim Jong, além de garantido a sobrevivência do modelo adotado por seu país sob a doutrina Juche e, principalmente, a doutrina Songun, criada para situações extraordinárias que põem em risco a segurança nacional do país, foi sem dúvidas ter impedido que seu povo fosse chacinado e fuzilado por projéteis de urânio empobrecido e bombas nefastas de napalm, fósforo branco e agente laranja, destino conferido a milhões de irmãos asiáticos na Guerra do Vietnã. Não há limites para a sanha assassina do imperialismo, ideologia e prática reacionária e genocida, não é nenhum exagero alegar que pudessem criar 50 mil "Vietnãs", eles o fariam sem dó nem piedade em nome do lucro e do luxo dos magnatas do setor armamentista e bancário. Por essas razões, aqueles que não se deixam iludir por mentiras, a despeito de toda calúnia e difamação, como já dizia uma velha canção norte-coreana, "o seguirá sempre".

Vá com honra, camarada!



1- USMC: Corpo de Fuzileiros dos Estados Unidos, principal força de elite dos Estados Unidos da América, utilizada para atacar outros países de modo ultramarino. São transportados em navios da Marinha Americana(US Navy), em porta-aviões com as mais avançadas tecnologias e por enormes helicópteros. Foi responsável pela devastação do Vietnã e do Iraque em duas oportunidades, utiliza alguns dos mais modernos equipamentos militares do planeta, inclusive acessórios robóticos que facilitam o transporte de equipamentos individuais, e tem o seu efetivo numérico superior ao do Exército Brasileiro.

Alguém disse: são lágrimas fingidas?





Por Paulo Vinícius 


Lembro de mim, criança, lá na avenida C do Nova Assunção, em Fortaleza, chorando - e todo mundo nas calçadas - a morte do Tancredo Neves. Lembro do respeito ao choro de ACM pela morte de seu filho. Lembro de Dona Ruth, e nos dois casos, a tentativa malograda de criar uma comoção nacional foi descarada. Aliás, quem se lembra do Bonner chorando no JN a morte do Roberto Marinho? 


Mas coreano, no Norte, não pode chorar. Ainda mais em massa. Afinal, dia após dia, ironizou-se Kim Jong Il por ser denominado de "querido líder". Como poderiam aceitar ser ele de fato querido? E as piadas sobre suas viagens pelo país? Como poderiam aceitar a referência construída pelo líder coreano, que visitava todo canteiro de obra, escolas, conversando com a população que agora lhe pranteia? Como poderiam entender, ridicularizando a roupa e a aparência de Kim Jong Il, que seu "uniforme militar", na verdade era como uma guayabera coreana, um traje exatamente oposto à imponência, sem uma insignia sequer. Um fato meio óbvio, já que os uniformes militares estavam sempre à vista, ao lado dele, mas o nosso jornalismo golpista é de uma pobreza analítica desconcertante, não fosse a má-fé que a move. Como entender que o governante alcunhado de esquisito é um dos fenótipos mais comuns de coreanos? Ou seja, como entender a identificação do povo da RPDC com seu líder, sem ter de negar tudo o que dele se disse, com racismo até?

E esse negócio das mulheres militares? Armadas! Aliás, esse tal exército com mais de 5% da população, um exército político e forjado na luta contra o imperialismo? Será que é absurdo pensar na admiração popular pelas suas forças armadas, pela sua capacidade de defender seu país contra o Japão e os EUA, depois de todas as atrocidades por eles cometidas? Será que os coreanos não sabem o que houve no Afeganistão, no Iraque, na Líbia? E, sabendo, por que é tão absurdo entender o engajamento nacional na construção da capacidade defensiva que impede o que houve naqueles países? E por que negar-lhes o orgulho por poderem se defender?

Não. Aos coreanos no Norte não se admite mérito nenhum, muito menos que chorem, porque o choro humaniza. Uma vez, numa viagem internacional, vi um coreano meio derretido, olhando um brinquedo. Quando inquiri, soube que pensava nos filhos, procurava algo pra eles...

São pessoas. Não podemos calar quando vez após outra se justificam guerras mentirosas para matar as pessoas em suas casas, invadindo países, massacrando crianças, mulheres, idosos... Na verdade é disso que se trata. E é para impedir essa empatia com as pessoas, que a imprensa do imperialismo não nos deixa vê-las como seres humanos, e demoniza para isso.

Por isso os coreanos no norte precisam ser pintados à luz da caricatura do imperialismo, enquanto os que vivem no Sul são incensados todo dia pela Míriam Leitão. Ninguém fala das sucessivas ditaduras militares na Coreia do Sul, dos 30 mil soldados ianques em seu território, das ogivas nucleares, do apoio econômico e da blindagem estadunidense como parte do "milagre coreano"...

Quanto ao Norte, não se os retrata como cercados, mas sim "um dos regimes mais fechados do mundo". Tem de ser vistos como miseráveis, e não com aquelas que eles mesmo fazem, marca da elegância coreana que observamos no 16º Festival Mundial da Juventude, em 2005, em Caracas. Também não se fala da beleza de Pionguiangue, uma cidade monumento, nem da maneira como se tratam as crianças naquele país, ou de sua educação.

Não se os reconhece como ameaçados e bombardeados, são tratados como os agressivos... E o seu desabastecimento, em vez de resultado de bloqueio, sanções, catástrofes naturais, seria culpa deles mesmos... Mas o pior de tudo, o mais repugnante é ver, mesmo na esquerda, concessões ao imperialismo que busca legitimar mais uma guerra, mais um genocídio, desta vez, outra vez, contra a RPDC.

E o Partido Comunista do Brasil denuncia isso, não se cala ante a ânsia bushista, que se fortalece graças à propaganda anticomunista descarada e à covardia de parte da esquerda que, liberal, não pode fugir de seus pressupostos.

Che Guevara alertou no passado, que ao imperialismo não devemos conceder um tantinho assim, nada! Que tencionava dizer El Che? Que não devemos, por exemplo, fingir que não é conosco quando o imperialismo joga todo o peso ao açular uma campanha de linchamento midiático contra um país bloqueado, ainda mais depois do que se fez nos últimos anos. Primeiro vem a mídia, depois as sanções, e enfim os bombardeios e o genocídio. Chega!

É nessa hora que o internacionalismo proletário se deve expressar em alto e bom som, como fez o camarada Renato Rabelo em corajoso artigo que ensina uma característica indispensável num Partido Comunista que não se vendeu nem se rende: pensar com a própria cabeça. Não ser pautado pela imprensa sabuja do imperialismo. Não conceder em princípios, como o internacionalismo proletário, a solidariedade internacionalista e a defesa da autodeterminação dos povos. O assombro não é estar o PIG onde sempre esteve. O assombro é ver quem denuncia a imprensa golpista, aceitar sua orientação quanto a democracia e geopolítica, fingindo desconhecer as consequências de uma postura pusilânime.

Alejandro Cao de Benós no programa de televisão espanhol "Al Rojo Vivo"

Compartilhamos com os leitores do blog, entrevista realizada pelo programa espanhol "Al Rojo Vivo" com Alejandro Cao de Benós, delegado especial do Comitê de Relações Culturais com o Exterior, do governo da República Popular Democrática da Coreia. Alejandro Cao de Benós também é presidente da Associação de Amizade com a Coreia. No começo do ano o blog Solidariedade à Coreia Popular teve oportunidade de entrevistar Alejandro. Cliquem aqui para lerem a entrevista feita pelo blog.


quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Manuela D`Ávila contraria o próprio partido e faz coro com a imprensa burguesa ao atacar a Coréia socialista


A morte do dirigente socialista coreano, Kim Jong-Il, foi recebida com muitos pesares pelas forças revolucionárias e progressistas em todo o mundo, inclusive no Brasil. O Partido Comunista Marxista-Leninista (PCML-Brasil) e o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), lançaram notas de solidariedade ao povo coreano pela morte de seu principal dirigente, desencadeando uma onda de ataques da burguesia, que através da mídia, lançam acusações de todo o tipo, buscando desacreditar tanto os socialistas brasileiros quanto os coreanos. Entre os comunistas que sofreram ataques diretos está a Deputada Federal e pré-candidata à prefeitura de Porto Alegre, Manuela D`Ávila, que, ao invés de assumir o seu compromisso com o socialismo e com o partido no qual milita (PCdoB), tomou uma posição covarde e lançou uma nota que, além de descredibilizar o próprio partido, faz coro com a mídia burguesa pró-imperialista e suas mentiras sobre a suposta "ditadura comunista hereditária norte-coreana". A nota foi divulgada em seu perfil no Twitter e republicada em seu site. Eis a mesma na íntegra:

1) Partidos também são espaços em que militantes divergem. Me parece absolutamente natural.
2) Eu não concordo com a integralidade da nota de meu partido sobre a Coréia.
3) Respeito a auto-determinação dos povos e suas culturas. Mas não tolero hereditariedade no poder e defendo a irrestrita liberdade dos povos
3) Há dois dias (19) me manifestei sobre isso aqui no twitter.
4) Espero, sinceramente, o mesmo tratamento a todos os políticos de Porto Alegre e a seus partidos. Acompanharei atenta.


Dep. Manuela D`Ávila



O conteúdo da nota

"1) Partidos também são espaços em que militantes divergem. Me parece absolutamente natural.
2) Eu não concordo com a integralidade da nota de meu partido sobre a Coréia."

A deputada tem todo o direito de pensar diferente do seu próprio partido, no entanto, o lugar de apresentar essas divergências não é em público. Já diz aquele velho ditado que "roupa suja a gente lava em casa". O próprio estatuto do partido deixa isso bem claro ao falar dos direitos de seus militantes (Artigo 6º, parágrafo 1º):

"a) participar, expressando livremente as suas opiniões, da elaboração da linha política do Partido e das discussões acerca das questões políticas, teóricas e práticas nas instâncias partidárias de que fizer parte; manter suas opiniões, se divergentes, sem deixar de aplicar, defender e difundir as decisões do Partido."

"3) Respeito a auto-determinação dos povos e suas culturas. Mas não tolero hereditariedade no poder e defendo a irrestrita liberdade dos povos"

Ao dizer para os quatro cantos do mundo que é socialista e ter crescido na política (até o ponto de ser deputada) dentro de um partido comunista, não faz mais do que a obrigação ao respeitar a auto-determinação dos povos. O contraditório é conhecer estes povos através das imagens distorcidas criadas pelos seus inimigos imperialistas e reproduzidas pelos lacaios nacionais (Globo, Folha de SP, etc.), compartilhando em público o mesmo discurso liberal dos nossos inimigos de classe.

A lei coreana não prevê nenhum tipo de hereditariedade no poder estatal do país. Kim Jong-Un, assume o posto máximo da nação coreana do mesmo jeito que seu pai (Kim Jong-Il) assumiu depois da morte de Kim Il Sung (pai de Kim Jong-Il), por meio de manobras políticas perfeitamente aceitáveis no jogo democrático.

Além disso, todos os representantes do poder na Coréia socialista são eleitos de forma direta ou indireta. Basicamente o povo elege os parlamentares, membros da Assembléia Popular Suprema, e essa Assembléia elege e supervisiona os principais cargos políticos da nação, entre eles o chefe do Comitê de Defesa Nacional (cargo antes ocupado por Kim Jong-Il), que junto do premier e do próprio presidente da APS, constituem o triunvirato do poder na Coréia socialista.

Dentro até mesmo dos moldes liberais, não há nada que indique qualquer tipo de ausência de liberdade popular por causa da forma de escolha dos dirigentes do país. Boa parte das nações européias, apontadas pela mídia como exemplos de democracia, escolhem seus dirigentes máximos de forma indireta, através de eleições dos orgãos legislativos. Kim Jong-Il e agora Kim Jong-Un, são apenas integrantes (escolhidos pelo povo) da imensa estrutura de poder e ganham toda essa importância por causa da política Songun e do constante estado de guerra imposto pelos países imperialistas à nação socialista. A grande diferença entre as monarquias parlamentares ocidentais (nessas sim, a hereditariedade tem força de acordo com a lei) e o Estado socialista coreano é que no último a democracia é verdadeira, vai além das formalidade e é garantida através das bases populares de trabalhadores e camponeses, alicerces do poder popular.

"3) Há dois dias (19) me manifestei sobre isso aqui no twitter." (na verdade 4)

Como membro do comite central do PCdoB deveria ter se manifestado junto ao partido e não numa rede social. Como comunista, deveria ter estudado a questão antes de reproduzir as mentiras da mídia burguesa. Como representande eleita pelo povo brasileiro, deveria estar preocupada com a solidariedade aos povos vítimas do imperialismo e não com as críticas da imprensa burguesa sobre a sua pessoa.

Perdeu uma boa oportunidade de não digitar nada...

"4) Espero, sinceramente, o mesmo tratamento a todos os políticos de Porto Alegre e a seus partidos. Acompanharei atenta." (na verdade 5)

Bom, essa é a parte mais preocupante, na qual a máscara cai. Nessas poucas linhas não há qualquer tipo de sentimento de solidariedade à liberdade dos povos, mas sim uma justificativa diante dos ataques da imprensa. Uma clara concessão de princípios para garantir um cargo político em 2012. Essa mesma atenção dada aos ataques da imprensa à imagem da deputada poderia ser deslocada para o estudo do marxismo-leninismo e dos países socialistas.

A responsabilidade dos partidos diante dos seus militantes
Sobre essa questão deveriam refletir os membros do PCdoB e os comunistas brasileiros de diversas organizações. Sempre haverá problemas referentes à disciplina revolucionária, por mais forte e ideológica que seja a organização (nem a Revolução de Outubro foi consensual entre os comunistas russos), mas esse não foi um caso isolado, é reflexo de uma situação maior que precisa ser discutida de maneira sincera enquanto há tempo para corrigir os erros. Não é a primeira vez que um membro do PCdoB vai contra a história do partido. O próprio Aldo Rebelo, hoje ministro dos esportes, foi contra a criação da Comissão da Verdade, responsável por investigar os crimes cometidos durante a Ditadura Militar. O PC do Chile também foi vítima de "quinta-colunismo" por parte de uma figura pública (clique aqui para mais informações), o que comprova que nesse momento de crise do sistema capitalista e avanço da esquerda na América Latina, muitos dos que estão ao nosso lado sucumbirão diante da pressão dos inimigos do povo, que será cada vez mais constante diante da "ameaça comunista".

Muitas organizações com passado revolucionário caíram diante do "canto da sereia do capital" justamente por abrir mão de seus princípios em pról de pequenos avanços pragmáticos, geralmente voltados para as eleições. Isso torna imperativa uma revisão interna por parte dos partidos comunistas que estão tendo problemas com suas figuras públicas. Como os quadros são formados? Qual o poder que os mesmos ganham ao se tornarem figuras públicas? Vale apena abrir mão da sua essência para adquirir pequenos avanços táticos? Muitas perguntas que precisam ser respondidas...

Não sou um membro do PCdoB e por mais discordâncias que eu possa ter, sou daqueles que preferem construir o seu ao falar mal dos outros, principalmente quando esse "falar mal" representa o aprofundamento da divisão entre os comunistas e o fortalecimento da mídia, que faz de tudo para satanizar qualquer luta popular, porém, a Deputada Manuela, enquanto figura comunista pública (assim como qualquer outro que chame para si a bandeira vermelha), não deve explicações apenas aos membros do seu partido, mas sim a todos os brasileiros que sempre foram solidários com a sua luta e aos comunistas de todo o mundo.

A declaração da Manuela, assim como da Camila (do PC do Chile) vieram em péssimos momentos, pois ambos os partidos têm sido alvos de constantes ataques em seus países. Esperávamos, sinceramente, outras posturas das "camaradas"...

Que a deputada tenha a honra de fazer uma autocrítica e reflita sobre algumas palavras escritas pelos pais do socialismo científico:

"Os comunistas não se rebaixam a dissimular suas opiniões e seus fins." (MARX, Karl e. ENGELS, Friederich. Manifesto Comunista. 1848)


Pela união dos comunistas do Brasil e do mundo, principalmente através dos princípios da revolução e da solidariedade entre os povos!

Aos socialistas a união, aos traídores a depuração!
Abaixo o "quinta-colunismo"!
Abaixo a mídia pró-imperialista!
Viva a Revolução Coreana!
Camarada Kim Jong-Il, presente!


Diego Grossi, colaborador do blog.

Resposta do PCdoB ao editorial da Folha de SP

Publicamos nesta postagem a resposta do Presidente Nacional do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Renato Rabelo, ao editorial do jornal Folha de SP, que na edição de hoje destilou todo o seu veneno reacionário contra o partido e sua nota de condolências enviadas ao Partido do Trabalho da Coreia e ao povo norte-coreano. A Folha de SP, a exemplo de outros lixos ideológicos da burguesia, voltou a manifestar o seu anti-comunismo primário, com piadas e ironias que só poderiam ser proferidas por asnos, demonstrando mais uma vez o baixo nível intelectual das classes dominantes brasileiras e seus serviçais bem pagos. Gostaríamos de lembrar aos leitores do blog que a Folha de SP, há não muito tempo, escreveu um editorial onde dizia que a ditadura civil-militar brasileira na verdade teria sido uma "ditabranda" o que revela que todo o palavreado do jornal sobre "democracia" não passa de mera falácia. Entre os diversos crimes cometidos contra o povo brasileiro por este panfleto reacionário consta o crime de ter emprestado peruas C-14 para a repressão transportar presos políticos. Um editorial como o publicado pela Folha de SP só poderia ter sido escrito por um jornal decadente.

Aviso: O blog Solidariedade á Coreia Popular não pertence a nenhum partido. É um espaço que busca divulgar informações sobre a realidade norte-coreana, abrindo espaço para todas as organizações políticas e personalidades solidárias à luta do povo norte-coreano pelo seu direito a auto-determinação sem intervenção imperialista. 

Equipe do blog Solidariedade à Coreia Popular


Renato Rabelo: Folha de SP se esmera em ironias contra o PCdoB


A magra edição de hoje (28) do jornal paulista Folha de S.Paulo dedica um de seus principais editoriais a um exercício de provocações e ironias pobres. Talvez por falta do que dizer – nestes dias de comemorações e festas de final de ano -- seus editores resolveram atacar o PCdoB tendo como mote o falecimento, na semana passada, do líder da República Popular Democrática da Coréia, Kim Jong Il.

Por Renato Rabelo, em seu blog


Seus leitores mais atentos deverão, a esta altura do campeonato, se perguntar como pode um país -- cercado desde a década de 50 pelo maior exército do Planeta (as forças armadas dos EUA atualmente acantonados na Coréia do Sul possuem uma base com mais de 30 mil homens, armados com mísseis balísticos nucleares) -- resistir a todo o tipo de provocações e ações de contra-insurgência? Os fatos, entretanto, estão gravados na história dos povos daquela região da Ásia. Antes dos colonialistas japoneses empreenderem a dominação da península coreana, em 1905, mais exatamente em 1866, um navio pirata norte-americano, o “Sherman”, tentou tomar posse de Pyongyang, mas acabou afundado. Dois anos depois, em 1868, o “Shenandoah”, equipado com canhões, também procurou causar dano àquela cidade e foi rechaçado pelas defesas coreanas que o perseguiu pelo rio Taedong.

No início do século XX, entretanto, o Império Japonês invadiu a Coréia e dominou o país. Mais de 6 milhões de jovens e homens de meia-idade foram obrigados a trabalhos forçados, sendo que um milhão acabou morrendo. Cerca de 200 mil mulheres coreanas foram feitas escravas sexuais dos militares japoneses. Somente em 15 de agosto de 1945 termina a guerra de libertação da Pátria coreana. A República Popular e Democrática da Coréia foi proclamada em 1948, um ano antes da República Popular da China. Foi, então, que os setores mais reacionários dos EUA resolveram invadir a península coreana e interferir nos assuntos internos daquele país.

Com a deflagração da Guerra da Coréia, os norte-americanos sob o comando do General MacArthur, arrasaram Pyongyang em três anos de duros combates. A capital sofreu 1.431 ataques aéreos, quando 428 mil e 700 bombas desabaram sobre seus defensores, o que significou mais de uma bomba para cada habitante. O Exército americano acabou derrotado no campo de batalha e teve que recuar além da linha do Paralelo 38 N. Três milhões e meio de pessoas foram mortas nesta guerra. Os norte-coreanos, por sua vez, contaram nestas batalhas com a ajuda decisiva de 600 mil voluntários do Exército chinês e também com o apoio de vários outros países progressistas e socialistas daquela época, inclusive do movimento contra a Guerra da Coréia e pela paz realizado no Brasil. Por sua incúria guerreira, o general MacArhur foi demitido de suas funções, substituido pelo general Ridgway e os EUA foram obrigados a assinar um armistício.

Hoje, Pyongyang é uma cidade única no mundo, majestosa, com grandes avenidas arborizadas, pontuada por museus e coberta por uma rede moderna de metrô e ônibus elétricos. A atividade cultural, artística e esportiva é intensa. E, mais importante, a Coréia do Norte tem um projeto nacional que colocou em prática, com suas características próprias. Construiu uma indústria pesada e desenvolveu sua defesa nacional, chegando a montar mísseis balísticos nucleares de longo alcance. Não fosse este aparato e o poderoso Exército certamente seu destino teria sido outro, parecido com o imposto pelos EUA ao Iraque, ao Afeganistão e -- mais recentemente -- à Líbia.

Ao contrário do que sugere a Folha, na última reunião do Comitê Central do PCdoB, procuramos fazer uma avaliação da nova situação mundial com o desenvolvimento da terceira grande crise sistêmica do capitalismo e consideramos como positivo, em suas linhas gerais, o ciclo político aberto com a posse de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, e continuado com a eleição de Dilma Rousseff, em 2010. Duas tarefas principais se colocam agora diante do povo brasileiro: avançar na defesa da economia do país para o enfrentamento da crise externa e o fortalecimento do mercado interno brasileiro, e lutar para que nosso povo tenha o direito a exprimir seu pensamento de forma democrática contra o monopólio exclusivo da mídia, capitaneada -- entre outros órgãos -- por esta mesma Folha de S.Paulo que nos ataca impunemente. Esta grande mídia, reacionária e conservadora, vem escolhendo o PCdoB como alvo de ataque, demonstrando com isso que este Partido a incomoda. Porém, como sempre, sem podermos ter o direito de defesa.

Fonte: Blog do Renato Rabelo

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

O luto de Pyongyang e a agressividade cínica do imperialismo


Paulo Vinícius
*



Impressionante o linchamento promovido pela imprensa oligopolista contra a isolada, combatida e altiva República Democrática e Popular da Coreia, por ocasião da morte de seu líder, Kim Jong Il. Como disse Bertolt Brecht: "Do rio que tudo arrasta se diz que é violento, mas ninguém diz violentas as margens que o oprimem".


A linda Pionguiangue tem, desde a década de 1950 do século passado, mais de 100 ogivas nucleares apontadas contra si. Também desde então, há módicos 30 mil militares estadunidenses instalados na Coréia do Sul, de armas e provocações em riste. Tal arsenal e contingente só estão ausentes na mais agressiva e sistemática campanha de publicidade negativa promovida contra um país. A quem atacaram os cidadãos da Coréia popular? Que ato de agressividade eles cometeram contra qualquer país no mundo? Nenhum.

Seu perigo é o tal do exemplo, que desde a criação do coreano enquanto idioma os notabiliza como campeões da luta por sua autodeterminação. Por isso a agressividade imperialista sequer lhes admite o luto. Seu crime é terem enfrentado e vencido o imperialismo japonês, que impôs até seu idioma para tentar matar o coreano nas cabeças das crianças nas escolas. O fascismo japonês sequestrou milhares de mulheres coreanas e as obrigou a serem prostitutas de suas tropas Segunda Guerra Mundial.

Com a Guerra da Coreia - o Vietnã estadunidense dos anos 50 -, confrontados com a natureza indômita daquele povo, os ianques se viram até tentados a aplicar os conselhos psicóticos do General MacArthur que propunha um cinturão de cobalto, apelando ao lixo nuclear para separar a Coreia para sempre. Tal foi o ódio de que foi merecedor Kim Il Sung, por ter liderado o povo coreano na expulsão das tropas estadunidenses de metade do território pátrio.

Para os coreanos que vivem no Norte, o oxigênio é sua autodeterminação. Pionguiangue foi construída a partir de uma determinação industrial que navegou nas condições favoráveis do campo socialista soviético, mas contra a opinião dos russos. Coreanos e chineses partilham laços seculares, e o sangue chinês e coreano se fundiram nos campos de batalha da Guerra da Coreia. Ainda assim, Pionguiangue jamais aceitou tutelas que delimitassem seu projeto de independência, chegando ao desenvolvimento de uma indústria de base, da siderurgia, da química, e da sua defesa. Confrontados com vizinhos e inimigos tão poderosos, o povo coreano sobrevive, apesar das adversidades de toda natureza.

São de uma cultura muito diferente da nossa, marcada pelo confucionismo e por uma multissecular luta por sua soberania. E em meio aos problemas concretos de sua sobrevivência, com uma história peculiar e sempre marcada pela busca da autonomia, armados por uma filosofia nacional, o Juche, essa Esparta dos dias de hoje persiste a desafiar os olhares ocidentais com a mesma sintonia dos gestos de seu Arirang. Decidem seu próprio destino sob olhares poderosos e descrentes, porque impotentes diante do desejo de independência que nutre aquele povo. E a despeito de tamanhas adversidades, da natureza que castiga sua produção de alimentos, e de tanto bloqueio, foram capazes de construir uma capacidade de dissuasão que se manifestou com seus mísseis balísticos e seu poder nuclear.

A propaganda contra o extinto líder coreano esgrimiu sempre implacável caricatura racista. Mas não foi a esquisitice imputada pela eurocêntria mirada, e sim a ousadia e altivez, os crimes de Kim Jong Il.

Muitos ignoram o esforço feito pela RPDC em retomar as negociações de paz com a Coreia do Sul. Em 15 de junho de 2000, os líderes da Coreia, Kim Jong Il e Kim Dae Jung, assinaram uma Declaração Conjunta, defendendo que os coreanos, como mestres da Nação, decidiriam a reunificação. Aí é que complicou, afinal, para que os EUA manteriam 30 mil soldados e mais de 100 ogivas nucleares na Coreia do Sul? A partir de 2001, com a bem orquestrada "Guerra contra o terrorismo", os EUA proclamam sua agressividade infinita, preventiva, definindo um "eixo do mal" cuja regra era de uma definição simples: a favor dos EUA, beleza. Contra os crimes dos EUA, segure-se. E para que dúvida não restasse, haja bomba, haja massacre, haja genocídio, haja tortura... E os coreanos, outra vez, foram empurrados às difíceis escolhas que tem feito.

Foi num tal cenário que Kim Jong Il defendeu que a capacidade de dissuasão seria a única possibilidade de sobrevivência. É dura essa espécie de decisão. Todavia, nesses tempos de invasão do Iraque, Afeganistão e Líbia, tempos de magnicídio e sevícias, tempos de infiltração, tempos de Goebbels e de novas Gestapo, de Patriotic Act e de Guantânamo, como censurá-los? E o fato é que até aqui eles triunfaram em seu propósito de manter-se unidos e de construir com seus próprios esforços uma capacidade de dissuasão que lhes assegurou a paz. E tamanho desenvolvimento tecnológico e científico, sob bloqueio, não pode brotar do vácuo, da pobreza. Para vir a lume, carece de uma vontade nacional admirável.

Vendo as imagens dos provocadores militaristas e de direita, corajosos e viris graças às armas de uma potência estrangeira, zombando e escarnecendo por um lado, e o luto nacional dos coreanos pela perda de seu líder de outro, observo como a imprensa monopolista inverte as coisas. Os que pranteiam seus líderes mortos são agressivos, e os que chafurdam na provocação covarde são os pacíficos e sensatos. E penso na justa e fria análise que assegurou, até agora, a integridade do território da RPDC.

Observe-se, sempre que há um incidente com aquele país é o território que está em jogo. Às vezes umas jornalistas boazinhas dos EUA, quase coreanas, infiltrando-se pela fronteira - assim sem querer. Outra vez um cioso pregador que unicamente movido por sua fé, avança em território da Coréia Popular. Ou um ataque feito pelos EUA e que se atribui à Coreia Popular. Que tal um exercício militar com tropas estrangeiras? E o agressivo ainda é Kim Jong Il. Observem a Líbia, observem o Iraque, observem a Síria: são meras coincidências?

Como dizia Brecht, "também a luta contra injustiça torna a voz rouca". Há que diferenciar os contratempos e erros de quem resiste em desvantagem absoluta contra um inimigo mais forte, por décadas a fio, e a deformação intrínseca ao imperialismo que oprime, asfixia, aniquila, infiltra e bombardeia. Por que? Ao compactuar com o imperialismo em sua agressividade, manchamos as mãos com seus crimes, como alguns fizeram em relação à Guerra do Iraque, co-responsáveis pelo assassinato de centenas de milhares de iraquianos. Não se me convide a entrar no coro dos que legitimam o genocídio, a democracia dos bombardeios, o terrorismo de estado, os dardos envenenados da imprensa oligopolista como infantaria. Aos coreanos, iraquianos, afegãos, paquistaneses, sírios, libaneses, latino-americanos, só desejo que o tacão estadunidense se afaste de suas decisões, e que se lhes respeite o direito à soberania, porque a melhor garantia de paz é a justiça e o respeito à auto-determinação dos povos.



* Sociólogo e Bancário, Secretário Nacional de Juventude Trabalhadora da CTB.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Sobre o texto "Em Palácio, jovem Kim" de Pepe Escobar


Por André Ortega - editor do blog Solidariedade à Coreia Popular

Pepe Escobar. Extravagante, polêmico, espetacular; o inimigo da mídia corporativa, alternativa que escreve para Hamad bin Khalifa Al-Thami, ou melhor dizendo, para a Al Jazeera. Seus textos, repletos de poesia e ar irreverente, sempre tem um tom artístico, ou melhor dizendo, "enrolação artistica". Imagino que as exigências de um grande rede o levem a preencher textos com esses "recursos poéticos" que muitas vezes chegam ser parnasianos de tão prosaicos, de tão descomprometidos e limitados a estética - temos aqui um bardo no reino do Catar. Imagino também que essa exigência profissional faça leve-o a escrever sobre uma quimera como a Coreia do Norte, tema tão fácil de explorar. Aqui, a semelhança das vozes da imprensa corporativa, o escriba do rei abusa da mistificação e seus "recursos poéticos" passam a assumir conteúdo ideológico. No texto "Em palácio, o jovem Kim", Escobar abusa da logomaquia e se estende em belas ironias que, sem conteúdo, só dizem uma coisa: que o nosso bardo quer se unir ao coro de difamação da RPDC promovido pela grande mídia imperialista, talvez como tenor mais destacado à esquerda do coral, porém cantando a mesma música.

O texto inicia com uma declaração socrática:

"Ninguém sabe o que se passa hoje na República Popular Democrática da Coreia, além da continuada catarata de lágrimas – impostas pelo sistema, ou sinceras. A única certeza é que o terceiro filho do Querido Líder Kim Jong-il – o jovem Kim Jong-un, formado na Suíça – perpetuará a dinastia que governa a Coreia do Norte."

O autor reconhece sua total ignorância mas logo depois já nos presenteia com duas certezas: de que existe uma dinastia e que Kim Jong-un vai perpetua-la. Qualquer um que vá contra isso pelo visto vai contra "a verdade absoluta" - aliás, ele parece sustentar aqui e ao longo do texto um certo desprezo por dinastias, o que é estranho vindo de um empregado de uma. Logo depois já inicia por ironizar o papel da liderança no regime norte-coreano, e não hesita na hora de ridicularizar com factóides dignos de Forbes ao invés de ir direto ao que quer dizer(que analistas ocidentais se questionam etc):

"O penteado esquisito do Querido Líder, os sapatos de plataforma, a exótica coleção de carros, a fascinação por Hollywood são itens do folclore pop(...)"

Depois de um pouco mais de firula, Escobar prevê:

"Em primeiro lugar, que ninguém espere uma ‘primavera norte-coreana’. Assim como as massas sofrem como se vivessem em tempos medievais, e assim como alguns sonham com um comunismo que realmente beneficie os mais pobres, assim não acontecerá ‘primavera norte-coreana’ alguma, porque os militares norte-coreanos não permitirão que aconteça."

Escobar, antes ignorante declarado, nos presenteia com mais uma certeza, esta que faço questão de questionar diretamente já que possue um forte cerne ideológico. Grandes centros de estudo, a educação, a infraestrutura pública - tudo isso é desconsiderado para se dizer que "as massas sofrem como se vivessem em 'tempos medievais'". Nosso analista tem certeza que existem condições para uma "Primavera Norte-Coreana", afinal isso é tão óbvio quanto a Imaculada Conceição - tal Primavera só não ocorre, claro, porque é tão óbvio quanto que "os militares"(uma força aparentemente apartada das condições objetivas) não vão deixar que isso aconteça(Pepe Escobar pelo jeito acredita nos poderes sobrenaturais do regime, que magicamente detém a força da história). O autor aproveita e nos presenteia com mais "verdades" aleatórias, como a de que o "comunismo norte-coreano"(abstração metafisica) não benificia os pobres(tirando os palácios de estudo do povo, os palácios desportivos, as escolas, a extinção do analfabetismo, o racionamento contra a fome, etc etc...).

"O Querido Líder escolheu o jovem Kim, preterindo seus dois irmãos mais velhos. Durante algum tempo, o favorito foi Kim Jong-nam, ex-playboy internacional, hoje residente em Macau. Mas Kim Jong-il nunca engoliu aquela queda pela vida loca."

Mais e mais certezas - Escobar conhece bem a vida pessoal dos Kim(uma pena que não saiba tanto assim da vida de seus empregadores)! O interessante é que a certeza inicial do texto, assim como a fundamental deste parágrafo(a de que Kim Jong-il escolheu Kim Jong-un, de que ele é sucessor certo), vai entrar em contradição com os esforços posteriores de avaliar a conjuntura norte-coreana, os jogos de poder, etc - a frente Escobar praticamente reconhece que a questão é muito mais complicada, não se tratando de uma natural linha de sucessão dinástica.

"Detalhe crucialmente importante, Kim Jong-un é general de quatro estrelas nomeado pelo Querido Líder. Na prática, nada significa: o nomeado não tem qualquer experiência militar, embora se diga que é especialista em artes e artimanhas da tecnologia de informação. Os generais que realmente contam na Coreia do Norte são revolucionários da velha guarda mais hardcore, já chegados aos 80 anos."

Antes de converterem a vontade de potência em ressentimento pela força alheia, levem em conta que a tal nomeação não constitui uma extravagância despótica e sim uma nomeação dentro dos poderes estabelecidos pela Constituição para a Comissão Nacional de Defesa. "Na prática" a posição de Kim Jong-un significa muita coisa: significa ter exércitos sob seu comando, algo bem longe de "nada", algo que realmente conta. Seria interessante que antes ele pensasse na trajetória "política" de seu chefe, que foi indicado a Comandante-em-Chefe das Forças Armas e desempenhou um papel importante na modernização das mesmas - ou ele poderia fazer uma de suas ironias, uma piadinha, um "assim como o manda-chuva do Catar", alguma coisa mais digna dele(porém arriscada demais para um bobo da corte).

"Como em tudo que tenha a ver com a dinastia Kim, os sobretons shakespeareanos são fascinantes. O jovem Kim terá de lidar com a poderosa esposa do Querido Líder, Kim Ok; com a mais complexa de suas tias, Kim Kyung-hui; e
com o marido dela, Jang Song-thaek, também corrupto."

Arenga poética para os inimigos do regime de Pyongyang. Escobar é estiloso e subversivo, não faz como a grande mídia que busca forjar evidências para suas afirmações - ele simplesmente afirma. Jang Song-thaek, "também corrupto", porque eu não sei, mas que ele, é! "Yo no credo en brujas, pero que las hay, las hay!" , parece nos declamar o autor ao longo de seu artigo.

"Jang é um dos apenas quatro vice-presidentes da Comissão de Defesa Nacional, o mais santificado dos santificados corpos da Coreia do Norte. O ex-presidente era – fácil adivinhar – o próprio Querido Líder em pessoa. Especialistas internacionais em Kimologia devem estar agora afiando seus microscópios, tentando adivinhar se o jovem Kim será ou o tubarão ou a sardinha, agora que terá de nadar sozinho por aquelas águas onde nadam, além da família, um bando de generais inconversáveis e o tio Jang, uma espécie de Darth Vader da Coreia do Norte. O que já é certo, sem sombra de qualquer dúvida, é que, para todas as finalidades práticas, haverá uma espécie de junta militar que regerá o show, por trás do jovem Kim. "

Escobar dá um tom de impressionante nisso. Porém não há nada de especial ai. A Constituição, republicana e efetiva(não absolutista e "provisória" de mais de 40 anos) reconhece este órgão, a Comissão Nacional de Defesa(que faz parte de um triunvirato executivo), é o mais importante do país, a mais alta instância. Não há revelação alguma aqui, conluio, camarilha, seja lá o que for. Os analistas ocidentais apresentam os membros da comissão como "manobristas" por trás poder, quando todo norte-coreano sabe que todo membro da comissão é extremamente importante e extremamente poderoso, fundamental peça do governo. Seria mais inteligente, por exempo, pensar no papel de um Kim Ki Nam, chefe do secretariado do Partido, em tal ocasião.

A seguir reconheço que o jornalista a soldo do Sheik é um pouco - um pouco - mais conciso, mais conteúdo menos forma. Até que eles no presenteia com mais uma pérola de sabedoria:

"Mas há também a desagradável questão econômica. A economia no norte muito teria a ganhar com um choque à Deng Xiaoping – um “socialismo com características coreanas”. Mas a dinastia Kim e o aparelho militarizado que a cerca tendem a preocupar-se, sobretudo, com as reverberações políticas e sociais de excesso de liberdade econômica."

Escobar não sabe do que está falando. O trocadilho que nosso bardo faz diz muito: socialismo com caracteristicas nacionais é socialismo feito sob condições nacionais. Reverberações políticas foram muito bem controladas pelos chineses, porque o "totalitarismo norte-coreano", capaz de impedir a tão eminente "Primavera Coreana"(segundo Escobar) seria incapaz? Os coreanos já consideraram as próprias reformas, possuem suas próprias ZEEs, isso para não falar de um amplo mercado que nasce desde os anos '90(que caminha entre os limites da legalidade - fora os mercados camponeses, "eternos" desde a fundação) e não causa problemas puramente políticos(tem a corrupção). Uma maior abertura demanda a condição sine qua non de fim do estado de guerra(e condiciona não só o comportamento político, como o próprio Escobar afirma, como o comportamento econômico) e retirada das tropas americanas. Uma "entente" com os EUA foi importante para as reformas chinesas... Agora, porque os ianques pensariam em apoiar qualquer reformismo ou um projeto de reintegração da península(que existe e pressupõe uma economia mais mista etc) se eles podem endossar uma política de agressividade, de anexação do norte pelo sul e ter duas Coreias a seu dispor(e não uma nova China)? Os norte-americanos não querem um novo "coquetel chinês" e sim um tesouro nacional para poder saquear como fizeram em 1998 na Coreia do Sul.

Sem mais comentários, creio que a pérola de Escobar teve uma utilidade: ótima fonte para rebatermos os clichês e vermos até onde vai "a esquerda que a direita gosta". O resto é só um solo no meio de coro anti-RPDC, onde todos tem que cantar os mesmos dogmas de sempre sem as mesmas provas de sempre - afinal, quem sofreu lavagem cerebral? Não quero terminar com essa pergunta retórica a estilo Pepe Escobar, quero perguntar algo mais concreto: qual é a posição do patrão da Al Jazeera e Sheik do Catar em relação a República Popular Democrática da Coreia mesmo?