quarta-feira, 26 de outubro de 2011

KCNA repudia declarações do Secretário de Defesa dos Estados Unidos


As acusações dos Estados Unidos contra a RPDC sobre a questão dos “direitos humanos” são constantes, nunca cessam. O chefe diplomático norte-americano levantou recentemente a declaração segundo a qual a RPDC estaria “violando os direitos de seus cidadãos” e que os Estados Unidos continuariam a “censurar fortemente as ameaças da Coreia do Norte”. Tais declarações não passam, como sempre, de um ataque à soberania e à dignidade da RPDC e é, por si só, uma enorme de falta de respeito à democracia e aos direitos humanos.

Os direitos humanos são direitos de uma nação soberana, e vice versa. Portanto, constitui uma grande violação aos direitos humanos o não-reconhecimento - por parte dos Estados Unidos - do caminho socialista escolhido de forma soberana pelo povo coreano e suas constantes sabotagens ao nosso país por conta da escolha desse mesmo sistema.

Não existem quaisquer “violações” aos direitos humanos por nossa parte. Tais violações não podem existir à base de um sistema socialista que serve ao povo e o põe no centro de tudo. Entretanto, a acusação de violar os direitos humanos é perfeitamente cabível aos próprios acusadores: os imperialistas norte-americanos.

As manifestações que tiveram lugar em Wall Street representam a indignação do povo dos Estados Unidos frente às violações dos direitos humanos por parte do governo de seu país. No momento atual, um sem número de pessoas está sendo jogado às ruas, deixado sem-teto e tendo suas casas como objeto de especulação. Na última semana, mais 403 mil cidadãos norte-americanos perderam seus empregos – tal fato é um indicativo gigantesco do problema do desemprego.

O número de cidadãos vivendo pobreza total alcançou 46,2 milhões de pessoas, 2,6 milhões a mais do que no ano anterior. O padrão de vida é o pior no país desde há décadas.

Somado a tudo isso, um aumento enorme de crimes como assaltos a mão armada, estupros, furtos etc. caracteriza os Estados Unidos como uma sociedade que não respeita os direitos humanos e viola o direito à existência de seus cidadãos a cada momento.

A cada dia que passa, mais inocentes são vítimas de violências por parte das forças norte-americanas no Afeganistão, no Iraque e no Paquistão. Na parte sul de nosso país, recrutas norte-americanos estupram e roubam garotas estudantes, causando grande revolta entre nossos compatriotas sul-coreanos.

Os Estados Unidos violam constantemente acordos internacionais e centenas de milhares de inocentes são presos e mortos sob o pretexto de serem “terroristas”. Sob o pretexto também de “combater o terrorismo” e “defender os direitos humanos”, os Estados Unidos violam a soberania de vários países, destroem-nos para depois transformarem-nos em Estados satélites.

O governo norte-americano deve analisar seus próprios atos, antes de acusar qualquer outro governo de “violar os direitos humanos”. Com os constantes ataques contra nosso país e a nosso governo, as conversações bilaterais jamais conseguirão prosseguir.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Realizada em São Paulo abertura de exposição sobre a Coreia do Norte

No dia 04 de outubro de 2011, às 19h00, foi realizada, na Câmara Municipal de São Paulo, a abertura da exposição de quadros, fotos e livros sobre a República Popular Democrática da Coréia. O evento, realizado pela Secretária de Relações Internacionais do PCdoB, contou com a presença de figuras de relevo na política nacional, como o embaixador da RPD da Coréia no Brasil, Ri Hwa Gun, o secretário de Relações Internacionais da Prefeitura de São Paulo, Alfredo Cotait Neto, o vereador de São Paulo pelo PCdoB, Jamil Murad, o Secretário de Relações Internacionais do PCdoB, Ricardo Abreu, e o Secretário de Comunicações do PCdoB, José Reinaldo Carvalho.

Durante a realização do evento, Alfredo Cotait lembrou que, a despeito dos mais de dez anos de desenvolvimento das relações bilaterais entre Brasil e RPD da Coréia nos campos diplomático, político e comercial (com um comércio bilateral em torno de US$180 milhões), a segunda ainda é profundamente desconhecida no Brasil, mesmo pelos seus representantes. Por meio da exposição de fotos, livros e arquitetura, o secretário da prefeitura mostrou-se bastante impressionado com a indústria norte-coreana e esperava que a exposição – que ficará aberta até o dia 7 de outubro – contribuísse para aprofundar relações com a RPD da Coréia e para que os cidadãos de São Paulo conhecessem mais sobre a história e cultura coreanas.
Ao pronunciar suas palavras, o embaixador Ri Hwa Gun se disse bastante feliz e satisfeito com as mensagens de solidariedade e com o grande número de pessoas interessado em conhecer melhor o seu país. Comentando sobre os pontos altos dos dez anos do início das relações de seu país com o Brasil, fez conhecer ao público a escola norte-coreana em Santa Catarina de arte a bordado, e também destacou que o governo norte-coreano tem a intenção de enviar mais especialistas em bordado para montar mais escolas no Brasil, assim como fez o convite para que mais brasileiros visitassem a Coréia do Norte. Lembrou da ajuda do Brasil de 16 mil toneladas de alimentos para seu país no ano passado, após desastres ambientais que prejudicaram a agricultura norte-coreana.

Depois dos discursos, foi exibido um documentário de vinte minutos que retratava a sociedade norte-coreana hoje. O documentário destacou, no início, o contraste entre as palavras pronunciadas pelo secretário de Estado norte-americano logo após o fim da Guerra da Coréia, Foster Dulles, segundo as quais “a Coréia não se levantará nem em cem anos”, e o colossal desenvolvimento econômico e social realizado pela RPD da Coréia em questão de vinte a trinta anos. Foram mostrados também grandes parques industriais, cooperativas agrícolas, escolas, hospitais, e meios de transporte norte-coreanos. Após a exibição do documentário, o vereador Jamil Murad se disse bastante impressionado com o aspecto desenvolvido da RPD da Coréia e com a felicidade de seu povo.
Ao final, Ri Hwa Gun fez os últimos agradecimentos e cumprimentou a todos.


Da redação

sábado, 1 de outubro de 2011

Nota: Aumento de crimes norte-americanos na Coreia do sul

Os últimos meses registraram um grande aumento de crimes cometidos por soldados norte-americanos estacionados na Coreia do sul. De acordo com os arquivos liberados pela Agência de Polícia sul-coreana, registraram-se mais de 370 ocorrências como furtos, assaltos, estupros etc. cometidos por norte-americanos – mais do que o dobro registrado em 2005. Foram registradas também, em 2010, 24 ocorrências de assassinatos cometidos por também por norte-americanos.

Recentemente, no dia 30 de setembro de 2011, um soldado norte-americano pertencente à Segunda Divisão do exército agressor, foi acusado de estuprar uma estudante sul-coreana de dezoito anos em Tongduchon, na província de Kyonggi. Apesar disso, o criminoso não será julgado por tribunal da República da Coreia, mas sim um tribunal norte-americano.
Tal quadro deplorável ainda é marcado pela impunidade. Embora milhares de casos de crimes tenham sido registrados de 2005 a 2010, somente dois recrutas criminosos foram condenados neste mesmo intervalo de tempo.

A inexistência de uma situação de guerra de facto – apesar dos constantes desequilíbrios e tensões entre o Norte e Sul da Coreia – e a demanda comum de todo o povo coreano pela reunificação pacífica da Coreia não coaduna com a ocupação do sul da Coreia pelas tropas agressoras norte-americanas e exige a retirada imediata das mesmas, assim como uma devida indenização ao povo coreano por todos os crimes lá cometidos.


Da Redação, com Agências KCNA e Yonhap

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

A guerra da Coreia e os perigos actuais na Península Coreana

Publicamos a seguir um texto sobre a Guerra da Coréia, retirado da edição nº 33 de O Militante, revista teórica do Partido Comunista Português.


A guerra da Coreia e os perigos actuais na Península Coreana


Seis décadas após a terrível guerra da Coreia, os ventos da agressão e guerra imperialistas continuam a soprar de forma perigosa em torno da Península Coreana. A tensão alimentada pelo imperialismo serve de pretexto para que os EUA continuem a manter, 65 anos após o fim da II Guerra Mundial, milhares de soldados, bases militares e armas nucleares no Japão e na Coreia do Sul, no âmbito da sua política de dominação planetária. Essa presença, que desde há décadas limita a soberania e independência dessas potências asiáticas, tem hoje – como há 60 anos – um outro alvo: o gigante chinês, cuja importância mundial é cada vez maior e decisiva.
Os planos de ataque de Clinton e Bush

«Oito anos antes da Administração Bush ter decretado a sua estratégia de defesa nacional,  proclamando a doutrina [do ataque] preemptivo, os Estados Unidos estiveram à beira de iniciar uma guerra para impedir a Coreia do Norte de vir a ter armas nucleares. […] Nós os dois, então no Pentágono, preparámos os planos para atacar as instalações nucleares da Coreia do Norte e para preparar centenas de milhar de tropas americanas para a guerra que provavelmente se teria seguido». Estas palavras foram escritas em Outubro de 2002 (1). Os seus autores foram o Ministro e Vice-Ministro da «Defesa» dos EUA, no primeiro Governo do Presidente Clinton. A confissão é elucidativa, porque os seus autores estão orgulhosamente conscientes da natureza totalmente criminosa dos seus planos: «Passámos boa parte do primeiro semestre de 1994 a preparar a guerra na Península Coreana. […] Preparámos um plano pormenorizado de ataque [à central de produção de energia atómica de] Yongbyon, com bombas guiadas de precisão. Estávamos muito confiantes de que a poderíamos destruir sem provocar uma fusão [do reactor] que libertasse radioactividade para a atmosfera. […] Mas um ataque a Yongbyon, embora cirúrgico em si mesmo, dificilmente seria cirúrgico no seu efeito global. O resultado provável desse ataque seria um surto das forças militares, antiquadas mas numerosas e fanáticas, da Coreia do Norte, que atravessariam a Zona Desmilitarizada que separa a Coreia do Norte e a Coreia do Sul. […] Na eventualidade dum ataque [?!?] norte-coreano, as forças dos EUA, trabalhando lado a lado com o exército sul-coreano e utilizando bases no Japão, rapidamente destruiriam o exército e o regime norte-coreano. Mas ao contrário da Tempestade no Deserto (2), que foi combatida nos desertos árabes, os combates noutra guerra da Coreia teriam lugar nos subúrbios densamente povoados de Seul. […] Milhares de tropas dos EUA e dezenas de milhar de tropas sul-coreanas morreriam e milhões de refugiados encheriam as estradas. As baixas norte-coreanas seriam ainda maiores. A intensidade dos combates seria a maior a que o mundo já teria assistido desde a última Guerra da Coreia».

É difícil saber o que é mais criminoso nestas declarações dos Ministros do anterior Presidente «democrata» dos EUA. À arrogância imperial (no seu auge em 2002) de considerar que os EUA têm o direito de atacar militarmente qualquer país que não se submeta aos seus ditames, soma-se a criminosa convicção de que bombardear uma central nuclear não traz consequências catastróficas – ou, mais provavelmente, a total indiferença perante um tal desenlace. Repare-se como nas macabras contabilizações de baixas resultantes duma guerra desencadeada pelo ataque dos EUA, estão ausentes as baixas civis. Em 2003, outro artigo, no New York Times, afirma que planos idênticos estavam a ser preparados pela Administração Bush, e que «poderão ser usadas armas nucleares tácticas» contra a Coreia do Norte (3).

É importante relembrar estas confissões dos senhores da guerra de Washington, porque quando se trata de falar da Península Coreana, ou da República Democrática e Popular da Coreia (RDPC), a quase totalidade da comunicação social afina por um único diapasão. Ao unilateralismo de regime no relato (ou omissão) dos factos contemporâneos, junta-se a falsificação da realidade histórica que nos trouxe à situação actual. E que é indispensável para a compreensão da natureza das forças envolvidas na questão coreana. Por discutíveis que possam ser aspectos da realidade ou das acções norte-coreanas, é indesmentível que a principal responsabilidade pela tensão e os perigos para a paz que emanam da Península Coreana recai sobre o imperialismo norte-americano. Como prova o seu macabro historial de agressões naquela martirizada região do globo.


A guerra de 1950-53


Faz sessenta anos, a Península Coreana estava a ferro e fogo, na primeira das grandes guerras do imperialismo dos EUA após a II Guerra Mundial. Soldados norte-americanos e chineses chegaram a enfrentar-se directamente nos campos de batalha da Coreia. A Guerra da Coreia foi de uma brutalidade extrema. Escreve o jornalista norte-americano Gregory Elich: «No primeiro ano da guerra, a 5 de Novembro de 1950, o General Douglas MacArthur (4) ordenou a destruição de “todos os meios de comunicação, todas as instalações, fábricas, cidades ou aldeias” numa região que se estendia do Rio Yalu (5) até à frente de combate. A primeira cidade a ser arrasada foi Sinuiju, e rapidamente se começou a usar o napalm nos raides aéreos contra civis. Mais de [8700 litros] (6) de napalm foram lançados sobre Pyongyang num único raide, em Julho de 1952. Bombardeamentos massivos arrasaram sistematicamente vila após vila, e os aviões dos EUA também alvejaram estações de energia eléctrica e barragens de irrigação que davam apoio aos campos de arroz. Com a destruição das barragens, as aldeias a jusante eram varridas pelas águas, espalhando a morte e destruição em larga escala. Por várias vezes durante a guerra, os EUA consideraram a utilização de armas nucleares. […] De acordo com o General Curtis LeMay, “arrasámos praticamente todas as cidades, quer na Coreia do Norte, quer na Coreia do Sul”, “matámos mais de um milhão de civis coreanos e expulsámos vários milhões dos seus lares”» (7). O relato de Elich é confirmado pelo Professor de História da Universidade de Chicago, Bruce Cumings, no seu recente livro «The Korean War» (8). Afirmando que a guerra provocou mais de 4 milhões de baixas, pelo menos metade das quais civis, Cumings cita um jornalista que «testemunhou “uma devastação completa entre o Rio Yalu e a capital” Pyongyang. Pura e simplesmente “não havia mais cidades na Coreia do Norte”» (p. 154). «No fim [da guerra], o nível de destruição urbana excedia tudo o que se verificou na Alemanha e Japão, de acordo com as estimativas da Força Aérea dos EUA» escreve Cumings (p. 159), acrescentando  que a Convenção da ONU contra o Genocídio «foi aprovada em 1948 e entrou em vigor em 1951 – precisamente quando a Força Aérea dos EUA estava a cometer um genocídio, ao abrigo da definição [da Convenção] e sob a alçada do Comando das Nações Unidas (9), contra os cidadãos da Coreia do Norte» (p. 161).

É usual ouvir-se dizer que a guerra da Coreia começou no dia 25 de Junho de 1950, a partir duma incursão de tropas da Coreia do Norte em território do Sul. Escusando-se a tirar conclusões categóricas sobre os acontecimentos da noite de 24-25 de Junho («há ainda muito para saber sobre o que se passou nesse fim-de-semana» e «informações iniciais dos serviços secretos foram inconclusivas sobre quem os teria iniciado», p. 9), o Professor Cumings chama a atenção para o facto de que incidentes de fronteira tinham sido frequentes nos meses anteriores e que «muitos dos intensos combates ao longo da fronteira que decorreram entre Maio e Dezembro de 1949 foram, segundo informações internas Americanas, iniciados pelas forças do Sul» [sob ocupação dos EUA] (p. 139). Num desse confrontos fronteiriços, «iniciado pelo Sul» em 4 de Maio de 1949, morreram «400 soldados norte-coreanos e 22 soldados sul-coreanos» (p. 140).
Noutro incidente, no Verão de 1949 «vários navios sul-coreanos invadiram as águas territoriais [do Norte] e bombardearam um pequeno porto». Cumings assinala que o então chefe fantoche da Coreia do Sul, Syngman Rhee, era fervoroso partidário dum ataque militar ao Norte (10) e que John Foster Dulles, irmão do Director da CIA e mais tarde Ministro dos Negócios Estrangeiros dos EUA sob Eisenhower, visitou a Coreia e o paralelo 38 (fronteira das duas Coreias) uma semana antes do início da guerra (p. 6). Mas Cumings aborda outros aspectos mais de fundo da questão.


Da ocupação japonesa à partição americana


Em 1910 a Coreia foi anexada pelo Japão. A ocupação japonesa durou várias décadas, até ao final da II Guerra Mundial. Cumings assinala que «a ocupação japonesa da Coreia de 1910 a 1945 é semelhante à ocupação Nazi da França, pela forma como afectou e penetrou na consciência nacional coreana» (p. 45). A resistência coreana à ocupação foi intensa e teve um papel importante na própria China, após a invasão e ocupação japonesa do nordeste chinês, que deu origem ao Estado fantoche de Manchukuo. Segundo Cumings, coreanos desempenharam um papel de enorme importância na resistência («cerca de 80% da guerrilha anti-japonesa em Manchukuo», p. 52), incluindo no seio do próprio Partido Comunista Chinês. «Em meados dos anos 30, o homem que assumiu o nome de guerra Kim Il Sung era um chefe da guerrilha bem conhecido e formidável» (p. 44). No final da II Guerra Mundial, com tropas soviéticas a entrar na Coreia ocupada pelos japoneses a partir do Norte (que faz uma pequena fronteira com a Rússia), e os EUA ainda não presentes em território coreano, estes últimos decretaram unilateralmente o paralelo 38 como linha divisória das zonas da responsabilidade da URSS e dos EUA. Na zona sul, a ocupação dos EUA «instaurou um governo militar que durou três anos e influenciou profundamente a história da Coreia no pós-guerra» (Cumings, p. 104). Durante esses anos, os EUA recorreram aos coreanos colaboracionistas com a ocupação japonesa para formar os quadros dirigentes do futuro Estado sul-coreano. Uma semana após o desembarque de forças norte-americanas, um chefe dos serviços secretos militares dos EUA «havia descoberto “algumas centenas de conservadores” que poderiam ser bons dirigentes da Coreia no pós-guerra. A maioria tinha colaborado com o imperialismo japonês, escreveu, mas estava esperançoso de que essa mácula viesse a desaparecer. Neste grupo de pessoas estavam a maioria dos dirigentes que mais tarde viriam a gerir a política sul-coreana» (Cumings, p. 106). Em 1950, no início da guerra «quase todos os comandantes de topo do exército sul-coreano haviam servido os japoneses» (p. 44).

Os anos que antecederam a guerra foram anos de resistência e revolta da população do Sul contra a ocupação dos EUA e seus fantoches. «Uma revolta de grande dimensão abalou a ocupação americana até aos alicerces em Outubro e Novembro de 1946, e foi o culminar de numerosos conflitos, nos meses precedentes, com comités populares poderosos. Em Outubro de 1948 uma nova grande revolta verifica-se na região do porto sudoriental de Yosu, no rescaldo da qual se desenvolveu rapidamente uma resistência de guerrilhas, no fundamental baseada no Sul» (p. 111). A repressão destas revoltas pelas forças ao serviço da ocupação foi feroz e sangrenta. Cumings afirma que terão sido mortos cerca de 60 mil dos 300 mil habitantes da ilha de Cheju (p. 121) e mais de 100 mil coreanos da zona sul terão sido vítimas da violência repressiva antes do início da guerra (p. 138). Não espanta que Cumings tire a conclusão que a guerra da Coreia começou nos anos 30 e ainda não terminou (p. 65).

A divisão da Península Coreana foi formalmente consagrada com a criação em Agosto de 1948, na zona sul ocupada pelos EUA, duma República da Coreia. Um mês mais tarde é criada a RDPC, a norte do paralelo 38. O poder a Norte ficou nas mãos das forças que protagonizaram a guerra de libertação nacional contra a ocupação japonesa e a resistência à ocupação pelo imperialismo norte-americano. No Sul, como já se viu, os ocupantes colocaram no poder os colaboracionistas das duas ocupações imperialistas, tendo-se estabelecido uma feroz ditadura que apenas viria a ser abalada pelas revoltas populares dos anos 80.


Os contextos internacionais de 1950 e 2011

O conflito de 1950-53 na Coreia é inseparável do contexto internacional de então. No rescaldo da II Guerra Mundial e do papel crucial da URSS e dos comunistas na derrota do nazi-fascismo, os povos de todo o planeta davam passos enormes no sentido da sua libertação social e nacional. Em Outubro de 1949 triunfava a grande revolução chinesa, sob a direcção do Partido Comunista Chinês. Povos asiáticos colonizados pelas potências «liberal-democráticas» europeias alcançavam pela luta a sua independência (a Índia libertava-se do domínio inglês em 1947, e a Indonésia da colonização holandesa, em 1949). Nos próprios centros do imperialismo europeu, partidos comunistas que haviam contribuído decisivamente para a derrota do fascismo eram forças de enorme importância.  É neste contexto que o imperialismo norte-americano se transforma na ponta de lança da reacção mundial, para desencadear uma contra-ofensiva política, económica, social e militar, que ficou para a História com o nome de Guerra Fria. Em numerosos locais do globo essa contra-ofensiva foi tudo menos «fria». Apoiando as potências coloniais de outrora (como no Vietname, ou na Malásia), ou os fascistas e seus colaboracionistas (como na Grécia, ou na Coreia), o imperialismo recorreu a todos os meios possíveis para travar e fazer recuar a luta de libertação dos povos. A guerra da Coreia e a divisão da Península Coreana são inseparáveis desta realidade central.

As seis décadas decorridas desde a Guerra da Coreia registaram numerosas e profundas alterações na península, na região e no planeta. Mas a Península Coreana continua dividida. A luta pela sua reunificação pacífica e desnuclearização – objectivos de sempre da RDPC – permanece na ordem do dia. O fim dos combates em Julho de 1953 foi siglado por um Armistício, que nunca até hoje foi transformado em Tratado de Paz que pusesse formalmente fim à guerra e reconhecesse a existência da RDPC. A divisão da Coreia continua a servir de pretexto para a presença de dezenas de milhar de soldados dos EUA no Pacífico que, com os seus arsenais nucleares, representam um enorme e permanente perigo para a paz.
A actual e profunda crise do capitalismo mundial, a incapacidade dos centros dirigentes das potências imperialistas lhe darem resposta, a natureza particularmente grave da crise na principal – e mais fortemente armada – potência imperialista do planeta, bem como os reveses que a sua política de hegemonismo e agressão tem vindo a sofrer, são factores que tornam prementes os perigos de que o imperialismo procure fugir à crise através dum aventureiro conflito militar de grandes proporções. Quem se esquecer deste aspecto crucial não poderá compreender de onde vem o perigo de guerra fundamental nos nossos dias. E corre o risco de se vir a encontrar do lado errado da barricada.


Notas

(1) O artigo Back to the Brink, de Ashton B. Carter e William J. Perry, foi publicado em 20.10.02 no Washington Post.
(2) A primeira Guerra do Golfo, de 1991.
(3) Secret, scary plans, de Nicholas D. Kristof, New York Times, 28.2.03.
(4) Comandante das forças militares dos EUA na Coreia até à sua destituição pelo Presidente Truman em Abril de 1951.
(5) O Rio Yalu faz a fronteira entre a Coreia e a China.
(6) No original, «2300 galões».
(7) Targeting North Korea, de Gregory Elich, disponível em http://www.globalresearch.ca/articles/ELI212A.html
(8) The Korean War, de Bruce Cumings, 2010, Modern Library Edition.
(9) O Conselho de Segurança da ONU deu a sua chancela à intervenção militar dos EUA em 25 de Junho de 1950, aproveitando a ausência da URSS que, desde Janeiro desse ano, boicotava as reuniões do Conselho de Segurança, em protesto pelo facto de que após a Revolução Chinesa de 1949, o lugar da China nesse órgão (e o respectivo direito de veto) ter sido entregue ao governo fantoche de Taiwan – situação incrível que se manteve até 1971.
(10) Veja-se também o livro do jornalista australiano Wilfred Burchett «Novamente a Coreia?», edições Seara Nova, 1969, p. 237.


quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Rodong Sinmun* exige retirada das tropas norte-americanas da Coreia do sul

Com a intenção de realizar a unânime demanda da nação coreana pela independência, pela paz e pela reunificação, é imperativo por um fim à política norte-americana de ocupação militar sobre a Coreia do sul o mais rápido possível, para dessa forma mais rápido realizar tal demanda.


A presença dos Estados Unidos na Coreia do sul é um ato criminoso que desrespeita a vontade e o direito da nação coreana pelo desenvolvimento independente. A presença dos Estados Unidos na Coreia do sul é um empecilho ao caminho pela reconciliação nacional, pela unidade e pela reunificação.


Os Estados Unidos dão contínuos ímpetos à manutenção das forças norte-americanas estacionadas na Coreia do sul, ignorando as vozes dos coreanos, que possuem como grande demanda a retirada das tropas de agressão sobre o país, que tem como objetivo desencadear uma guerra de agressão contra o sistema socialista do norte da Coreia.


Olhando mais atrás para a história, os Estados Unidos encorajaram diversas manobras que prejudicaram as relações inter-coreanas, que prejudicaram a reconciliação, a cooperação e a reunificação entre as duas partes do país. Os Estados Unidos ainda possuem dezenas de milhares de tropas na Coreia do sul: Tais tropas representam um grande empecilho para estabilizar as tensões na Península Coreana, garantir a paz e desenvolver as relações inter-coreanas.


Dar um fim à presença militar norte-americana e à tirania da mesma sobre a Coreia do sul é uma urgente tarefa histórica da nação coreana. Não existem quaisquer motivos ou desculpas para as forças norte-americanas permanecerem estacionadas sobre o sul da Península.


Fonte: Rodong Sinmun
* Orgão central do Partido dos Trabalhadores da Coreia

sábado, 3 de setembro de 2011

A centralidade dos assuntos militares na construção do socialismo coreano: o que é a Política Songun?



A República Popular Democrática da Coreia dede sua fundação sofre constantemente com as inúmeras provocações e ameaças de agressão do imperialismo. Logo depois de fundada sofreu com uma gigantesca guerra promovida pelos Estados Unidos, os governantes títeres sul-coreanos e mais uma série de países imperialistas. A guerra foi iniciada em 25 de Junho de 1950, após soldados do “Exército de Defesa Nacional” da Coréia do Sul, dirigidos e orientados por oficiais norte-americanos, promoverem ataques surpresas na região do Paralelo 38, avançando na região norte da Coréia (RPDC). A guerra, além de ter custado a vida de milhões de coreanos, causou também a destruição completa da infra-estrutura de suas principais cidades. Naquela época, a vitória do socialismo em diversos países europeus e também em uma das maiores nações do planeta – a República Popular da China – havia impulsionado a luta de libertação dos povos de terceiro mundo.

Com a ajuda da República Popular da China e da União Soviética, os comunistas coreanos conseguiram impor ao imperialismo norte-americano a primeira derrota de sua história. Durante o período pós-guerra da Coreia, os norte-coreanos optaram por começar a construir as bases econômicas do socialismo. Para reconstruir a economia destruída pela guerra, o governo coreano lança o Plano Trienal (1954-1956). Em 1957 iniciam a etapa de cumprimento do Plano Quinquenal da Economia Nacional, inicio da industrialização socialista. Após Kim Il Sung ter lançado a consigna “Avancemos com a velocidade de Chollima!” a sociedade norte-coreana viu surgir um movimento de mobilização popular para a construção socialista chamado “Movimento Chollima”. Chollima é um cavalo alado legendário do folclore coreano, que percorre 400 km em um só dia.

Os feitos econômicos norte-coreanos possibilitaram que o país se industrializasse criando uma economia socialista relativamente desenvolvida. Em poucos anos o país construiu milhares de fábricas, mecanizou sua agricultura, edificou bonitos prédios residenciais, universidades e construiu modernas cidades. Após a crise que culminou com a queda do socialismo no Leste Europeu a Coreia do Norte sofreu duras provas, enfrentando uma situação crítica que assolou os anos 90, que ficou conhecido como “Árdua Marcha”, parecido com o chamado “Período Especial” cubano. Durante esse período o nível de desenvolvimento das forças produtivas regrediu, principalmente na agricultura. O país que era dotado de uma agricultura intensiva e altamente mecanizada, e que exportava grãos para os países socialistas – era o segundo maior exportador de arroz para a União Soviética – passou a sofrer grandes dificuldades neste setor de sua economia. A queda dos países socialistas provocou uma escassez de fertilizantes no país, assim como a dificuldade de obtenção de divisas e petróleo, essenciais para agricultura intensiva e mecanizada da Coréia do Norte

Aproveitando-se da queda do socialismo nos países do Leste-Europeu, os Estados Unidos endureceu e reforçou sua política de provocação, através de movimentações e exercícios militares conjuntos com o exército sul-coreano, e o aprofundamento do bloqueio econômico ao país, que passou a ter um efeito muito devastador, pois a Coreia do Norte havia perdido os seus principais parceiros econômicos representados pelo campo socialista. Estavam criadas as condições objetivas que culminaram na formulação e aplicação da chamada Política Songun, desenvolvida pelo Dirigente Kim Jong Il. A Ideia Songun é uma concepção que defende a centralidade dos assuntos militares na construção do socialismo coreano. Sua formulação e aplicação é o reflexo das condições históricas criadas por uma realidade onde o imperialismo intensifica suas agressões aos povos, principalmente aqueles que escolheram um caminho de desenvolvimento contrário aos seus interesses.

Na República Popular Democrática da Coreia,
 o Exército Popular é força decisiva na construção do socialismo

Origem e contexto sócio-histórico do surgimento da “Política Songun”
Oficialmente os comunistas norte-coreanos consideram Kim Il Sung o criador da Ideia Songun. O surgimento de tal concepção teria se dado na época da Luta Revolucionária Antijaponesa, onde o Exército Revolucionário Popular da Coreia era a principal organização revolucionária do país. A Política Songun é aplicada desde a década de 60, mas se tornou central e mais importante na década de 90.

Com o fim da União Soviética os Estados Unidos intensifica sua política militarista contra a Coreia do Norte aumentando o efetivo militar presente no Sul da península, bem como a deslocação de armamento nuclear para a região. Observando tais movimentações Kim Jong Il analisou a situação nacional e internacional e percebeu a urgência de fazer frente ao imperialismo dando maior importância a assuntos militares e defesa durante a construção do socialismo em um contexto onde o movimento comunista internacional encontrava-se em plena crise.

Fundamentos da Política Songun
Os princípios teóricos da ideia Songun são os mesmos da Ideia Juche, assim como seus objetivos finais: “O homem é dono do mundo e decide tudo”, “Conquistar a independência das massas populares”. Sendo uma ideia política que prioriza os assuntos militares, segundo a ideia Songun a revolução se forja, avança e se concretiza mediante o fuzil. O fuzil (exército, força militar) é o fator decisivo na construção do socialismo coreano, pois durante toda sua história ele foi construído em confrontação com o imperialismo. Poderíamos lembrar a máxima do Presidente Mao Tsé-tung para quem “Todo o poder político nasce da ponta do fuzil”. Obviamente, não se trata de uma concepção que advoga que apenas a aplicação dos métodos militares contra o inimigo de classe bastaria para manter as massas populares coreanas como classe dirigente do país. Na Coreia do Norte, o consenso da sociedade em torno da direção do Partido do Trabalho da Coreia e o seu Secretário Geral, Kim Jong Il, materializa-se principalmente através do anti-imperialismo e se dá uma elevada importância a formação ideológica do cidadão, a fim de garantir uma hegemonia ideológica anti-imperialista e comunista.

A Política Songun confere ao Exército Revolucionário o papel de força mais importante durante a construção socialista. Segundo os comunistas norte-coreanos o Exército Revolucionário, dirigido pelo Partido, a serviço da classe trabalhadora, é a força mais dotada de consciência ideológica revolucionária. A importância atribuída ao Exército Revolucionário na construção socialista também engloba a participação decisiva e principal desta força na construção econômica do país. Praticamente todas as construções relacionadas à infra-estrutura, por exemplo, são levadas a cabo pelo Exército Popular Revolucionário, principalmente em atividades mais perigosas, como no caso da construção da hidrelétrica de Huichon.

Importante ressaltar que a idéia Songun foi elaborada para responder aos problemas impostos a prática da revolução coreana. Não se trata de uma política que todos os países que constroem o socialismo devem passar, apesar de muitos de seus elementos constituintes serem passíveis de uma universalização, como, por exemplo, a importância de uma força armada revolucionária forte, que garanta a ordem socialista e defenda os países da ameaça imperialista.

A guerra de agressão contra a Líbia e a Política Songun
A atual guerra de agressão promovida pela OTAN contra a Líbia é uma clara demonstração de que os comunistas norte-coreanos estão certos em não confiarem no imperialismo. Uma vez mais as principais potências capitalistas demonstram o seu caráter agressor. São nesses episódios que os fatos dão razão aos comunistas coreanos que optaram pelo fortalecimento da defesa nacional e pela política de prioridade aos assuntos militares.

Após a queda da União Soviética o coronel líbio Muamar Kadafi operou mudanças em seu governo que apontavam para uma tentativa de reconciliação com países que outrora eram seus inimigos mortais. Tal mudança de atitude, longe de ter sido feita em uma situação de igualdade entre as partes, apenas refletiam a tentativa de um dirigente em tentar se reposicionar em um mundo onde já não existia mais a guerra fria. As ilusões de Kadaffi levaram o líder líbio ao encerramento do Projeto Nuclear Líbio.

Por suas mudanças Kadaffi chegou ser amplamente elogiado por alguns dirigentes políticos burgueses, como, por exemplo, o primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, de quem se declarava amigo. Os Estados Unidos também elogiavam o modo como a Líbia renunciou o seu projeto nuclear dizendo que países como Coréia do Norte e Irã deveriam seguir o mesmo caminho. Como bem lembrou o Ministério de Relações Exteriores da Coréia do Norte, tais atitudes por parte dos Estados Unidos significavam uma tentativa de desarmar o rival utilizando palavras agradáveis, para depois o atacarem com armas.

Se aproveitando das rebeliões populares que tomaram conta de países como o Egito e Tunísia e derrubaram os líderes pró-imperialistas que comandavam estas nações, o imperialismo aproveita para fomentar e financiar um movimento de oposição ao líder líbio. O imperialismo não mede esforços em dar apoio armado aos chamados “rebeldes”, mostra na prática a sua disposição interventora, atitude que não tomaram em relação aos manifestantes do Bahrein, que protestavam contra a ditadura pró-imperialista do rei Hamad Bin Isa Al-Khalil, pois se tratava de uma ditadura que sempre fora servil aos seus interesses.

Óbvio que a situação da Coreia do Norte e Líbia são diferentes, mas os atuais episódios no país africano servem de alerta a todas as nações que estão situadas no campo do anti-imperialismo. No caso norte-coreano, frente as ameaças reais contra o país, dar prioridade aos assuntos militares, elevando o papel de seu Exército, é fundamental para preservar o seu sistema socialista.

Por Gabriel Martinez – Editor do Blog de Solidariedade á Coréia Popular

RPDC celebra o Dia da Juventude


quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Coreia: Ditadura x Democracia

Tendo viajado para a República Popular Democrática da Coreia, a Coreia do Norte (abril/2011), as pessoas sempre fazem perguntas sobre este peculiar país que visitei e sempre estudei(e estudo) muito material a respeito. Decidi escrever alguns textos com base nas perguntas mais frequentes e nesse caso vou abordar os problemas relacionados a política, ao Estado norte-coreano, usando de algumas discussões que tenho registradas e abordando tudo de uma forma mais geral. Vale observar que no texto falo mais nos tons do positivismo, não do marxismo.

"O que você acha do regime norte-coreano? E do regime da Coreia do Sul? Você apoia a ditadura?"
A pergunta, no final, está carregada de ideologia. Ambos os regimes se consideram os defensores da democracia frente a um regime ditatorial. Os dois estão submetidos a rigidez de uma guerra, a Coreia do Sul em menor escala(presença militar norte-americana, ambiente internacional favorável), e mesmo sendo uma democracia liberal possui uma legislação de segurança nacional extremamente rígida, o Partido Comunista é proibido assim como protestos "vermelhos"(inclua aqui greves e manifestações pro-reunificação). Na Coreia do Sul, a "Coreia democrática", existe um Partido único, no sentido de monolitismo ideológico, hegemonia e conservação do sistema - a mídia e os partidos podem discordar entre sí questões secundárias, mas o sistema é intocável.

Na Coreia do Sul os partidos lançam candidatos a nível distrital e depois estes vão votar em nome do povo nos outros níveis. A forma é realmente "democrática e republicana", mas enquanto o norte surgiu de uma luta popular, o sul surgiu de uma invasão estrangeira, da supressão dos comitês populares e das guerrilhas de resistência. No norte da península o povo não está reduzido a "opções" de meia dúzia de partidos, qualquer um pode ser candidato com a indicação dos seus de seus concidadãos. A afirmação de Caio Prado Júnior de que no "Mundo Socialista" a escolha dos candidatos é a parte mais importante de uma eleição e a votação somente uma ratificação dos mesmos é válida para a República Popular Democrática da Coreia. Além disso, no ambiente de trabalho existem os comitês de trabalhadores que deliberam sobre as mais diversas questões, cuidando de toda a gestão da fábrica/cooperativa. A sociedade, através das organizações populares, assume diversas funções estatais, desde policiamento à brigadas de construção - inclusive existe um texto de uma conversa de Kim Il Sung com o Politburo do Partido em que ele fala de certos comitês populares criando hospitais, por exemplo, e não sabendo administrar. A reunião constante das assembleias e o agrupamento da sociedade civil em diversas organizações torna o debate e a política coisas muito comuns na vida de um habitante da RPDC, enquanto no sul a "cidadania" consiste em votar e pessoas se vêem desumanizadas por um ambiente econômico selvagem. Além do mais, na Coreia do Sul a o sistema funciona por grupos de eleitores, grupos frágeis e passageiros sem uma vontade única de fato, enquanto na Coreia do Norte a força política se concentra em organizações de grupos sociais solidamente estabelecidos, com interesses claros e não "coincidências eleitorais".

As organizações de massa, na Coreia do Norte, suprimem manifestações puramente individuais assim como direcionam as coletivas - eis o segredo da estabilidade norte-coreana. Isso é muito mais eficiente do que uma Lei de Segurança Nacional. Enquanto no sul eles precisam entrar em contradição com o discurso liberal através da repressão nua e crua, como em vários casos de greves e manifestações populares, no norte isso simplesmente não existe - uns chamam isso de "enquadramento", eu chamo de organização. Enquadramento é o que a polícia sul-coreana faz com os movimentos populares de seu país. Veja bem, do ponto vista liberal tanto a Coreia do Norte quanto os governos que vigoraram no sul até 1980 são governos "autoritários", "ditatoriais" e "opressivos"(num sentido estrito, proibitivo mesmo). Opressão gera resistência, o que de fato ocorreu na Coreia do Sul de forma muito clara, onde houveram grandes confrontos entre o povo e o governo - não importa se eram movimentos controlados pelos comunistas do norte ou não, o fato é que existiram de forma ampla. O caso mais claro é a "Comuna de Paris" asiática que foi Gwangju, a sexta maior cidade sul coreana. Muitos falam de meia dúzia de estudantes que se rebelaram em Pequim(capital de um país onde a maior parte da população vivia no campo), o "Massacre de Tiananmen", mas não falam da sublevação de uma cidade inteira e o massacre que ocorreu depois dessa insurreição, em 1980, o Massacre de Gwanju. Isso para não falar das "Jornadas de Abril" em 1960. Agora em 2009 houve uma grande greve dos trabalhadores da Ssangyong Motors, esta que foi não foi reprimida com a tropa de choque e sim com comandos invadindo a fábrica através de helicópteros. Acredito que a Coreia do Sul tenha a melhor tropa anti-distúrbio do mundo ou pelo menos a mais experiente.

Nada sequer parecido com isso ocorreu no norte da península, quando o povo se mobilizou foi para apoiar o governo, não para derruba-lo. Até os anos '70 a parte norte era mais desenvolvida, mas até ai tivemos uma dura crise acompanhada por fome no fim dos anos '90 e mesmo assim não houve um ensaio de rebelião na República Popular, onde a polícia, aliás, anda desarmada. O regime é hegemônico, a sua ideologia está penetrada nas mentes da sociedade. O ocidente pode achar o que quiser, chamar isso de "alienação" e "lavagem cerebral" enquanto se envenenam com publicidade desde que não decida "democratizar" o norte com seus bombardeios como fazem com a Líbia e já fizeram com a Coreia no passado.


"Mas Kim Jong Il não é um ditador? Alguns dizem que o regime é monárquico argumentando que Kim Jong Il herdou o poder do pai."
A Coreia do Norte é uma sociedade governada pela força da lei que nasce do principio de soberania de povo. É uma sociedade governada pelo direito - civil e político - e onde os cargos de comando são todos delegados através da soberania popular e não da soberania individual. Kim Jong Il não ocupa nenhuma posição acima do resto do Estado. Kim Jong Il é Presidente da Comissão de Defesa Nacional, cargo indicado pela Assembleia Popular Suprema(eleita por voto popular) e que faz parte do triunvirato fundamental que forma o poder executivo, antes concentrado no cargo de Presidente ocupado por Kim Il Sung, o pai de Kim Jong Il. Todos os poderes dele são estipulados pela Constituição e são amplos devido a situação de guerra - relações internacionais, infraestrutura e até questões culturais passam pelo setor de defesa. Se ele dispõe de outro tipo de influência ou auctoritas, seja por carisma, tradição ou experiência, é outro assunto, ditador é quem não tem limitações legais ao seu poder, que é legislador, juíz e executor ao mesmo tempo. Se de alguma forma a lei não está sendo cumprida isso compete as autoridades e ao povo norte-coreano.

"E o culto à personalidade? Kim Il Sung, o líder, é um tratado como um deus pelo Estado? E Kim Jong Il? O cristianismo é perseguido?"
O "culto à personalidade" existe, porém mais a Kim Il Sung. Você não vê muita coisa do Kim Jong Il; estátua nem pensar. Quando falamos de "culto à personalidade" na Coreia do Norte temos que ter em conta duas coisas: o processo histórico - não estamos falando do Michael Jackson e sim de um homem que liderou uma Revolução, lutou contra dois invasores estrangeiros e dirigiu a reconstrução do país - e a cultura norte coreana, as raízes confucianas e tradicionais do culto. E claro, Kim Il Sung morreu só em 1994, é recente. De forma alguma existe um "elemento religioso" no "culto". Kim Il Sung é tratado como um homem, sim, um grande homem, porém como um homem. Falam dele com respeito, mas nada de "não usarás o nome de Deus em vão", não ficam necessariamente graves ao falar dele - apesar que se emocionam ao ver algo relacionado a morte do líder. Quanto a Kim Jong Il, falam do "camarada" tranquilamente como se fosse um vizinho.

A tradição é uma coisa muito presente na Coreia do Norte, visto que não houve a penetração estrangeira que ocorreu no sul. Diria que só é apropriado falar de civilização coreana(tradição, costumes, xamanismo, budismo, taoismo e confucionismo coreanos) no norte da península pois o espírito predominante do sul é o do protestantismo - estou falando não de religião propriamente dita e sim de cultura e ética. O Estado norte-coreano tem um papel importante na preservação dessa cultura, desse pedaço da pluralidade humana.

Existem alguns vídeos e "denúncias" simplesmente ridículas sobre a "perseguição religiosa" no norte da península. Falam de "mártires"(sem nome) que são obrigados a renegar a Jesus Cristo e acabam sendo esmagados publicamente por tratores e outras bizarrices obviamente sem apresentar uma vírgula de provas. Puro sensacionalismo, os vídeos são até engraçados porque colocam umas imagens de uns filmes trash orientais, estilo Bruxa de Blair. De qualquer forma, segundo dados do governo norte-coreano cerca de 2% da população é cristã (NÃO SÃO EXCLUÍDOS DO SENSO!), mas não me impressionaria de descobrir um estranhamento e até uma hostilidade a tal "seita". Temos que contextualizar as coisas, quando falamos de cristianismo no ocidente estamos falando de um dos pilares da nossa civilização(isso é uma constatação, não uma apologia), mas quando falamos de cristianismo na Coreia do Norte estamos falando de uma seita alheia a cultura coreana e que ainda por cima é a "religião dos imperialistas". Para nós é normal lidar com as partes mais brutais da Bíblia, para eles provavelmente muita coisa é repulsiva, isso para não falar "sem sentido" já que lá a ciência chegou na frente do cristianismo. E eles não são ignorantes quanto as inquisições, as perseguições, as guerras e o comportamento especial dos jesuítas colonizadores da América Latina. Não obstante ainda existe a perseguição religiosa CRISTÃ no sul da Península. Syngman Ree, o primeiro chefe do Estado títere da Coreia do Sul, lançou um campanha de perseguição aos budistas, enquanto o Park Chung Hee tentou juntar todos mecanicamente numa federação. No começo dos anos '90 havia um conflito entre os budistas e o governo junto dos cristãos, o que levou governo a acusar o budismo de "propagar a imoralidade" e incentivando missionários cristãos estrangeiros. Em alguns casos houve violência, inclusive a vandalização de estátuas de Buda e do Rei Dangun("fundador" da Coreia). Houveram templos queimados, budas decapitados e budistas sendo atacados em universidades para se converterem a Cristo. O triunfo de Lee Myung Bak é visto como um triunfo dos cristãos, visto que houve um expurgo de budistas substituídos por cristãos. Existe literalmente um combate às tradições coreanas e o termo cruzada não é inadequado, sendo que somente cerca de 30% da população sul-coreana é cristã. A submissão não é só econômica, não é só através de Tratado de Livre Comércio, é cultural.

Acho interessante como se preocupam com "os cristãos coreanos" porém ignoram questões bem mais amplas como os problemas dos ateus nos Estados Unidos ou dos mulçumanos neste país e na Europa.




"A RPDC não é um Estado agressivo?"
Muito pelo contrário. Agressivo é o imperialismo norte-americano que mantém suas bases no sul da península, violando o Tratado de Armísticio da Guerra da Coreia. Lembrando que os maiores possuidores de armas nucleares no mundo são os EUA e até hoje somente eles usaram o poder destas armas. A RPDC é um Estado soberano e tem o direito de desenvolver sua força militar, ou melhor, tem o dever na situação de ameaça na qual ela se encontra. Vale constar também que quem propõe uma reunificação pacífica num sistema de CONFEDERAÇÃO é a Coreia do Norte e não a Coreia do Sul que pretende suprimir a República Popular.

"Qual é a sua posição acerca da Coreia do Norte?"
A Coreia do Norte representa um foco de resistência numa ordem mundial hegemônica onde alguns proprietários de bancos e corporações enriquecem e os povos, especialmente do Terceiro Mundo, se deparam com o empobrecimento. A Coreia do Norte é um contrapeso numa ordem mundial já muito desequilibrada desde 1991, representando um exemplo de independência entre os povos. A Coreia do Norte representa uma alternativa de sociedade planificada frente ao caos da ditadura do mercado. Por isso, em defesa da soberania dos povos do mundo, eu apoio a República Popular Democrática da Coreia frente os agressores externos e o Estado títere sul-coreano.

Por André Ortega - Editor-chefe do Blog de Solidariedade à Coreia Popular

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Conversações entre Kim Jong Il e Medvedev

Pyongyang, 24 de agosto (ACNC) -- El Dirigente Kim Jong Il, Secretario General del Partido del Trabajo de Corea y Presidente del Comite de Defensa Nacional de la Republica Popular Democratica de Corea, se reunio el dia 24 con el Presidente de la Federacion Rusa, Dmitri Anatolievich Medvedev, en Ulan-Ude, capital de la Republica de Buryatia.

Tras intercambiar cordiales saludos, el departio con el mandatario ruso.
En nombre del gobierno y el pueblo rusos, Medvedev dio calida bienvenida a Kim Jong Il por haber visitado a Rusia a pesar de que esta muy ocupado de su direccion sobre la construccion de un Estado prospero en Corea.

Agrego que esta visita marcara un hito especial para desarrollar mas a la altura del nuevo siglo las relaciones de amistad entre Rusia y Corea.

La tercera visita del camarada Kim Jong Il a Rusia en el nuevo siglo corrobora que el concede suma importancia a la amistad Rusia-Corea, dijo y expreso su alta consideracion a el que hace gran aporte al fortalecimiento y al desarrollo de la amistad bilateral.

Kim Jong Il senalo que esta contento por el encuentro con Su Excelencia Presidente Medvedev y le agradecio por haberle acogido con amabilidad viajando hasta a Ulan-Ude.

Expreso la impresion que tuvo de su visita al Lejano Oriente y Siberia realizada bajo la gran atencion y trato hospitalario del gobierno y el pueblo de Rusia.

Las conversaciones transcurrieron en un clima cordial y amistoso.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Kim Jong Il visita região de Amur, Russia.

Pyongyang, 21 de agosto (ACNC) -- El Dirigente Kim Jong Il, Secretario General del Partido del Trabajo de Corea y Presidente del Comité de Defensa Nacional de la Republica Popular Democrática de Corea, visito el día 21 la region de Amur en el Lejano Oriente de la Federación Rusa.
El llego a esa región este día por la mañana.

En la estación ferroviaria de Bureya, flameaban a todo viento las banderas de Corea y Rusia y se veía una multitud con los banderines de ambos países en sus manos.

A la llegada del Dirigente, una banda militar comenzó a interpretar la música de bienvenida y los artistas del Conjunto de Canciones y Danzas Folclóricas de la región de Amur le recibieron hospitalariamente bailando al son de cantos populares divertidos y agitando los banderines de ambos países.

El intercambio saludos con los cuadros de la región, ciudad y municipio, tales como el gobernador de la región de Amur, Oleg Nikolayevich Kozhemyako, el presidente del consejo legislativo de la región de Amur, Aleksandr Bashun, el gobernador del municipio de Bureya, Pavel Shtein, y con el delegado plenipotenciario del presidente en la Zona Federal del Lejano Oriente, Viktor Ishayev, quien acompaña al Dirigente para guiar su visita al Lejano Oriente, y el embajador ruso en Corea, Valery E. Sukhinin.
Mujeres rusas en elegantes vestimentas nacionales le invitaron a probar el pan y sal según la costumbre nacional de Rusia.

Le acompañan en la ocasión Kim Yong Chun, miembro del Buró Político del Comité Central del PTC y ministro de las Fuerzas Armadas Populares, Kang Sok Ju, miembro del BP del CC del PTC y viceprimer ministro del Consejo de Ministros, Jang Song Thaek, miembro suplente del BP del CC del PTC y vicepresidente del Comité de Defensa Nacional, Kim Yang Gon, Pak To Chun y Thae Jong Su, miembros suplentes del BP y secretarios del CC del PTC, Ju Kyu Chang, miembro suplente del BP y jefe de departamento del CC del PTC, Pak Pong Ju, primer subjefe de departamento del CC del PTC, O Su Yong, secretario responsable del Comité del PTC en la Provincia de Hamgyong del Norte, Kim Kye Gwan, primer viceministro de Relaciones Exteriores, Kim Yong Jae, embajador coreano en Rusia, y Sim Kuk Ryong, consul general coreano acreditado en Najodka.

Kim Jong Il visitó la Central Hidroeléctrica de Bureya, gran base de producción energética del Lejano Oriente.

Le acogieron en ese lugar el gerente Igori Koluptsov y otros funcionarios directivos de la central.

Tras escuchar el historial de la central, se informo en detalles del estado de construcción y generación eléctrica recorriendo varios puntos como la cabina de generadores.

Al disfrutar el majestuoso perfil de la central desde el observatorio, destaco que ella es una de las grandes creaciones a ser registradas en la historia de Rusia.

Evaluando altamente el hecho de que el valiente y talentoso pueblo ruso construyo esa moderna planta hidroeléctrica de gran dimensión luchando por décadas contra los fenómenos naturales desfavorables, expreso la esperanza de que los obreros de ella contribuyan al desarrollo económico del Lejano Oriente y al fomento del bienestar del pueblo mediante la normalización de producción eléctrica.

Luego, escribió en el libro de visitas: "Son inagotables las fuerzas del pueblo ruso que conquisto la naturaleza de Bureya. El 21 de agosto de 2011, Kim Jong Il".

El gerente le obsequio regalo preparado traduciendo el gran respeto y veneración de todos los empleados de la central.

Oleg Kozhemyako ofreció un almuerzo en honor del Dirigente.

En nombre del gobierno y habitantes de la región, Kozhemyako dio calida bienvenida al Dirigente, quien visito el Lejano Oriente para el fortalecimiento y desarrollo de la amistad Rusia-Corea. Y se mostró complacido por tener en su región al Dirigente saludable y vigoroso.
La recepción transcurrió en una atmósfera amistosa y amena.

Los artistas de la región ofrecieron una función para saludar al Dirigente.
En representación de la devoción de funcionarios y habitantes de Amur, Kozhemyako dirigió un presente al Dirigente como recuerdo de su histórica visita.

Kim Jong Il partió hacia su próximo destino recibiendo el hospitalario saludo de despedida de los cuadros de la región.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Portavoz del MINREX rechaza "Ulji Freedom Guardian"

Declaração do porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da República PopularDemocrática da Coreia, emitida no dia 17 de agosto de 2011.

"Pyongyang, 17 de agosto (ACNC) -- Con respecto a que Estados Unidos y las autoridades surcoreanas despliegan los ejercicios militares conjuntos "Ulji Freedom Guardian", el portavoz del Ministerio de Relaciones Exteriores de la Republica Popular Democratica de Corea hizo publica el dia 17 la siguiente declaracion:
Pese a nuestra reiterada advertencia, EE.UU. y las autoridades surcoreanas iniciaron por fin los ejercicios militares conjuntos "Ulji Freedom Guardian" de caracter muy provocativo y agresivo contra la Republica Popular Democratica de Corea.
Esta maniobra de guerra nuclear demuestra claramente el invariable sentimiento hostil de atropellar a la RPDC con las fuerzas armadas.
Como consecuencia, se rompe el clima de dialogo dificilmente preparado en contrasentido a la unanime aspiracion y demanda de los nacionales y extranjeros, que desean la paz y la estabilidad de la Peninsula Coreana, y se empeora mas la situacion.
La dualidad de EE.UU., que por una parte, presenta el cartel de dialogo, y por la otra, desarrolla los ejercicios belicos contra la contraparte de dialogo, hace sospechar mas de su sinceridad ante el dialogo.
Es muy absurdo que ellos demanden a la RPDC dejar de fortalecer el disuasivo nuclear necesario para frenar la guerra, afilando detras de la cortina de dialogo el sable de la guerra de agresion.
En particular, resulta muy sospechosa la participacion en dicha maniobra de la "unidad de accion especial" que tiene la mision de detectar y destruir las armas nucleares de la RPDC.
La situacion dada demuestra que EE.UU. no desea la desnuclearizacion de la Peninsula Coreana mediante el dialogo y negociaciones, sino acecha la oportunidad de despojar como bandido el disuasivo nuclear de la RPDC.
Es natural que demos mas impulso a la consolidacion cualitativa y cuantitativa de nuestro disuasivo nuclear de autodefensa para hacer frente a la situacion creada.
Es invariable la posicion de la RPDC de defender la paz y realizar la desnuclearizacion de la Peninsula Coreana mediante el dialogo y negociaciones.
Pero, cualquier intencion de atentarnos con la fuerza sera incompatible con el dialogo y se enfrentara con el implacable modo de respuesta a nuestro estilo."

Visita ao Complexo de Vinalon "Oito de Fevereiro"



El Dirigente Kim Jong Il, Secretario General del Partido del Trabajo de Corea y Presidente del Comité de Defensa Nacional de la RPD de Corea, realizó una visita de trabajo al Complejo de Vinalón 8 de Febrero.

Tras escuchar las explicaciones sobre la marcha de la obra de ampliación productiva observando su plano, hace un recorrido por varios lugares como los talleres de hilado vertical y corte por estirón, donde conoció detalles de la producción.

Expresó su gran satisfacción por el hecho de que los trabajadores habían preparado posibilidades de concluir en un corto tiempo una obra de ampliación que antes les hubiera costado varios años, e iniciar la producción.

Especialmente, evaluó altamente los méritos de los funcionarios, obreros y técnicos por haber aumentado considerablemente la producción de vinalón y elevado su calidad.

Observando muestras de diferentes productos, reconoció su calidad.

El mandatario presentó tareas para la entidad, destacando su importante papel como industria directamente vinculada con la vida de la población.

Su tarea más importante, recalcó, es normalizar la producción en un alto nivel apoyándose en la sólida base material y técnica ya preparada.

Subrayó la necesidad de mejorar constantemente la calidad de los productos y aumentar su variedad al profundizar la investigación científico-técnica destinada a obtener diversos productos químicos en el proceso de intermedio de vinalón, y para lograr este objetivo, continuó, es preciso terminar la obra de ampliación en el plazo previsto.

Reafirmó su convicción de que los trabajadores del Complejo, testigo de la sabia dirección y grandes esfuerzos del Presidente Kim Il Sung, demostrarían plenamente el potencial de su fábrica como referencia de la industria autóctona batallando con todo su talento y fervor por aumentar la producción.