quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Uma viagem ao belo país de Kim Il Sung e Kim Zong Il (3)


É comovente como o povo considera Kim Il Sung um dos seus, como um integrante da família – e, portanto, como a própria nação tem para eles um caráter familiar


CARLOS LOPES

Não se conhece, ou nós não conhecemos, outra ocupação de um país em que todas as pessoas de um povo tenham sido proibidas de usar o próprio nome, senão a da Coreia pelo Japão. Os coreanos eram obrigados a trocar o seu por um nome japonês. E isso não aconteceu em priscas eras, como se dizia antigamente, mas no século XX.

Não há registro de que os assírios tenham sequer pensado nessa forma de humilhar os povos que oprimiam – e eles eram especialistas em humilhações. Os romanos, muito menos: as línguas neolatinas são uma criação histórica, o francês não surgiu porque forçaram os gauleses a trocarem Asterix por Asterium, e, se conhecemos apenas as versões latinas dos nomes de antigos lusos e bretões, não é porque eles fossem obrigados a trocar seus nomes, mas porque não tinham escrita, ou esta era tão primitiva, que somente chegou a nós o que os romanos consignaram.
É verdade que nos séculos XVIII e XIX - como Napoleão anotou em seu exemplar de "O Príncipe" - os franceses impuseram seu idioma ao, até então, território de língua italiana da Córsega. Mas o próprio Napoleão, ele mesmo um corso, preservou o sobrenome italiano: Bonaparte é uma corruptela de Buonaparte. Além disso, até hoje, quase 250 anos depois, a assimilação francesa da Córsega não deu muito certo.
Na Coreia, a partir de 1910, a população foi obrigada a usar nomes próprios estranhos de uma língua estranha – que está longe de guardar semelhança com a sua. Não há parentesco entre a língua falada coreana e o japonês (ou com as línguas faladas na China) e também não existe semelhança na escrita, porque, desde o ano de 1443, o coreano possui um alfabeto – ao contrário do mandarim, cantonês e japonês, que usam ideogramas.
Se o leitor nos permite outro interlúdio, neste relato que está repleto deles, é muito interessante a fundamentação do rei Sejong, ao instituir o alfabeto, no século XV: a escrita até então utilizada pelos coreanos, os ideogramas chineses, que os japoneses adotaram, dificultava ao homem comum o aprendizado da escrita, tornando-a um privilégio dos aristocratas. A ideia de Sejong era estabelecer uma escrita que pudesse ser aprendida por todos, literalmente por todos, não somente de todas as classes sociais, mas até mesmo de todos os níveis de inteligência: "Um sábio pode aprender a escrever em uma manhã; um estúpido pode aprender em dez dias", considera um documento coreano de 1446, sobre o aprendizado da escrita alfabética.
Ainda que seja difícil – senão impossível – falar de democracia no século XV em qualquer parte do mundo, a escrita alfabética coreana tinha esse fundamento democrático. Por isso, desde então, foi uma das bases mais sólidas da unidade nacional coreana.
O RETRATO
Um tio de Kim Il Sung tornou-se famoso por recusar-se a mudar de nome. Kim Hyong Rok era um homem modesto, um homem do povo, que não pôde ir à escola, pois lhe faltavam sapatos, conhecido por seu temperamento suave. Não era - como o sobrinho lembra em suas memórias - um militante ou ativista organizado. Mas não aceitava trocar o seu próprio nome coreano por um estranho nome japonês.
Por isso, ele era constantemente preso e espancado pelos esbirros japoneses – que sempre fracassavam. "Seu nome não é mais Kim Hyong Rok!", diziam, depois de espancá-lo, os japoneses. "Diga qual é o seu nome agora!". E o tio de Kim Il Sung respondia: "‘meu nome é Kim Hyong Rok’, depois do que os policiais espancavam-no outra vez e repetiam o processo; a cada recusa, os policiais japoneses tornavam-se mais raivosos e mais cruéis no espancamento do meu pobre tio. Porém, meu tio não se entregava" (Kim Il Sung, "No Transcurso do Século", 1.1, "Minha Família").
O tio de Kim Il Sung continuou a recusar a troca de nome até a sua morte, relativamente - e compreensivelmente - ainda jovem. Olhando para trás, não foi uma pequena contribuição à resistência coreana – ele recusava-se a deixar de existir enquanto coreano, porque não era possível, para ele, outra forma de existir. Hoje, seu retrato pode ser visto na parede da casa natal de Kim Il Sung, em Mankyongdae.
O LUGAR
Mankyongdae é local sagrado para os coreanos. Ali nasceu Kim Il Sung, em 1912, dois anos após a anexação da Coreia, como ele relembra no início de suas memórias:
"Minha vida começou nos anos 10, quando a Coreia sofrera a pior das mais trágicas calamidades. Na época em que nasci, a Coreia já estava sob o domínio colonial japonês. Através de um mandado de anexação Japão-Coreia, o país estava sob o tacão do imperador do Japão. Os coreanos tornaram-se escravos do Governador Geral japonês. A Coreia, com sua longa e brilhante história, com seus abundantes recursos naturais e claras vias navegáveis, tinha se tornado o chão duramente pisado pelas botas japonesas e sulcado pelas rodas das carretas de canhões. O povo coreano fervia de raiva e chorava a tristeza da perda de sua condição de nação. Inúmeros patriotas, não podendo suportar o drama que acontecera na Coreia, optaram por terminar suas vidas, em vez de viver sob o jugo japonês. Escolheram a morte honrosa, ao invés da submissão vergonhosa aos muito desprezados japoneses."
Apesar de nascer nesse momento amargo, o sorriso de Kim Il Sung pode hoje ser visto em painéis e cartazes por toda a Coreia Popular. O fundamento de sua obra extraordinária está, certamente, nessa serenidade, nessa ausência de rancor ou ressentimento, embora não de ódio pela opressão, vale dizer, na recusa a ser esmagado por uma situação dificílima, pelo opressor, como outros o foram - o que levou o jovem Kim Sung Ju (depois chamado, sucessivamente, pelos companheiros da resistência guerrilheira, pelo povo coreano, e pelo mundo, Kim Il Sung, ou seja, Kim "o Sol") a liderar e levantar um povo mais do que humilhado, massacrado e ofendido.
Seu relato da mudança de nome é característico de sua personalidade:
"Por volta dessa época [1930], a canção ‘Estrela da Coreia’ tornou-se conhecida amplamente e meus camaradas mudaram meu nome, começando a chamar-me Han Byol, que significava ‘Uma Estrela", apesar dos meus protestos. Foi Pyon Dae U e outros ativistas em Wujiazi, jovens comunistas como Choe Il Chon, que propuseram mudar meu nome para Kim Il Sung. Passei a ser chamado por três nomes, Sung Ju, Han Byol e Il Sung. (…) Como eu era muito apegado ao nome que meu pai me deu, não gostava de ser chamado por outro. Ainda menos tolerava pessoas exaltando-me, comparando-me a uma estrela ou ao sol; não se encaixava em um jovem. Mas os meus camaradas não me ouviam, não importava quão firmemente eu os repreendesse ou argumentasse contra isso. Eles se acostumaram a chamar-me Kim Il Sung, apesar de saberem que eu não gostava. Foi na primavera de 1931, quando passei três semanas na prisão, detido pelos senhores da guerra em Guyushu, que o nome Kim Il Sung apareceu pela primeira vez na imprensa. Mas até essa época, a maioria dos meus conhecidos me chamava pelo nome verdadeiro, Sung Ju" (Kim Il Sung, op. cit., 4.6, "O poeta Kim Hyok e como eu me tornei ‘Kim Il Sung’").
Kim Il Sung formulou a estratégia da revolução nacional coreana no Encontro de Kalun, na Manchúria, a 30 de junho de 1930, para o qual convocou os principais dirigentes da Liga da Juventude Comunista e da Liga da Juventude Anti-imperialista.
Seu informe nesse encontro, "O Caminho da Revolução Coreana", é, também, um primor de síntese e estilo literário. Até o centenário de Kim Il Sung, no próximo ano, em abril, nós publicaremos em português, e na íntegra, esse informe. Aqui, apenas três parágrafos, fora de ordem, para que o leitor avalie, não tanto a estratégia – até porque ela já foi avaliada e aprovada pela História –, mas a têmpera do homem:
"Os imperialistas japoneses, agarrados pela crise econômica mundial, no momento estão tentando achar uma saída pela aceleração dos preparativos de guerra para invadir o Continente Asiático, e, ao mesmo tempo, intensificando outra vez a repressão colonial e a pilhagem da Coreia.
"Tomando as indústrias-chave da Coreia, os imperialistas japoneses estão pondo um freio no desenvolvimento da indústria nacional e estão roubando sem qualquer limite as nossas riquezas naturais, inclusive o ouro, a prata, o carvão e o ferro. Especialmente, esses agressores estão fazendo esforços desesperados para explorar impiedosamente a mão-de-obra barata na Coreia. Como consequência, os trabalhadores coreanos são levados a uma vida desgraçada, com remuneração de escravos, como escravos coloniais.
"A nação coreana defronta-se hoje com uma questão de vida ou morte – se perece para sempre sob o jugo colonial dos imperialistas japoneses ou se levanta numa luta para sobreviver. Se, simplesmente, se lamenta sobre sua terra arruinada e tolera a inaudita tirania japonesa, nossa nação nunca se levantará outra vez. Mas se ela inteira se levanta e luta, desafiando a morte, saudará a alvorada da libertação."
Isso foi escrito – e pronunciado – por um jovem de 20 anos, muito pobre, que para estudar tinha de fazer um esforço titânico, perseguido, na clandestinidade, obrigado a viver em território chinês sob 45º C negativos no inverno, numa situação em que o Partido Comunista da Coreia, devido aos divisionistas, dissolvera-se dois anos antes - e a única possibilidade de construí-lo outra vez dependia agora, exatamente, da Juventude.
Quando o fundador do HP, Cláudio Campos, fez sua primeira viagem à Coreia, e conheceu pessoalmente Kim Il Sung, nós, aqui, publicamos uma de suas frases como manchete: "Mesmo que o céu desabe, encontraremos a saída" - e, realmente, ele sempre a encontrou, em momentos onde outros teriam desistido, ou, pior ainda, capitulado.
Um amigo de Kim Il Sung e da Coreia Popular, o príncipe Norodom Sihanouk, rei do Cambodja ("príncipe", naquele país, é condição de nascimento, e "rei" é um cargo), descreveu em um de seus livros – ele é um escritor razoavelmente prolífico, e, por sinal, bastante bom – a figura do "grande líder" dos coreanos de forma inesquecível. Sihanouk, exilado após a intervenção da CIA no seu país, viveu algum tempo na Coreia. O que mais o impressionou em Kim Il Sung foi o modo simples de tratar as pessoas, em especial os trabalhadores – talvez por ser um príncipe e um rei, Sihanouk tem um olhar agudo para acontecimentos que nos passariam, normalmente, despercebidos: ele nota, por exemplo, como, ao visitar uma fábrica, ao ver que não tinha mais cigarros, Kim Il Sung pediu um ao operário mais próximo, como se fosse um amigo e um igual – e, da mesma forma natural, sem timidez, agiu o trabalhador, estendendo seu maço ao fundador, governante máximo do país e líder de seu povo. Realmente, enquanto fumantes, trabalhadores e, sobretudo, coreanos, eles eram amigos e iguais.
Longe de nós, evidentemente, negar o papel que os grandes homens têm na História. Sobretudo um que faz parte dos poucos homens (nunca são muitos, mas são suficientes) que condensaram a luta dos povos no século XX: no mesmo patamar, lembramo-nos de Lenin, Gandhi, Stalin, Dimitrov, Mao, Ho e Che - talvez tenhamos esquecido algum gigante, ou alguns, mas não muitos.
A CASA
Em Mankyongdae, ainda com as roupas da cerimônia, recém-casados têm o hábito de visitar a casa natal de Kim Il Sung. É como se fossem pedir a bênção, antes de partir para a nova vida conjunta. Vi algo semelhante na URSS, em outubro ou novembro de 1990, quando visitei Gorky (não a cidade, mas o distrito de Moscou onde Lenin passou seus últimos dias, também chamado Gorky Leníinskie), com noivas e noivos chegando, os carros com dois círculos entrelaçados em cima, representando as alianças, para percorrer o museu - e a casa onde viveu por algum tempo o líder soviético (durante o czarismo, a propriedade, esplendorosamente grande e bela, pertencia a um nobre, chefe da polícia de Moscou; Lenin preferiu morar nas dependências que antes eram reservadas aos criados).
Mas o que nós vimos em Mankyongdae, não sei por quê, talvez pela situação da URSS em 1990, comparada à da Coreia Popular de hoje, parece mais profundo – além disso, os vestidos das noivas são muito mais bonitos. Diante deles, o invariável branco ocidental torna-se muito monótono. São roupas tradicionais coreanas, mas especialmente, e detalhadamente, ataviadas. E nem vou falar da beleza das moças – vou deixar isso, se ela quiser fazê-lo, para a minha mulher...
No Brasil, de uma forma ou de outra, há muita gente que pede a bênção aos pais, antes, durante ou logo depois de casar – é isso, como sabemos, o que representa, por exemplo, a entrada da noiva na igreja acompanhada pelo pai. No casamento católico, a própria presença de um sacerdote denominado "padre", que não tem experiência de casamento mas nem por isso deixa de proferir conselhos a rodo, tem, mais ou menos, o mesmo sentido.
Visitar Mankyongdae após a solenidade de casamento, portanto, parece ser uma forma de obter as bênçãos do pai da nação, assim como muita gente aqui pede a bênção dos pais. Provavelmente, os coreanos (e, sobretudo, as coreanas) que se casam devem fazer as duas coisas. Porém, é comovente como o povo considera Kim Il Sung um dos seus, como um integrante da família – e, portanto, como a própria nação tem para eles um caráter familiar.
A casa, em si, não é impressionante – ou, para ser preciso, o que nos impressiona é que a maior figura da História do país tenha vindo ao mundo em lar tão humilde.
Porque a casa natal de Kim Il Sung é muito modesta, poder-se-ia dizer, uma casa de camponeses – e dos mais pobres -, o que é, rigorosamente, a verdade. Tem-se, às vezes, a mesma sensação que tomou um dos nossos maiores escritores, Graciliano Ramos, ao visitar, em Gori, na Geórgia, a casa natal de Stalin:
"... é apenas uma casa miúda, de tijolos nus, sem reboco. (…) Mas queríamos vê-la na pequenez e na humildade, enquanto alinhávamos à pressa retalhos da sua história. (…) abeiramo-nos da casinha, subimos alguns degraus. São dois quartos apenas e nessas miudezas alojaram-se duas famílias. (…) A cama do casal, a mesa, quatro tamboretes, uma cômoda, uma arca enchiam quase a miserável toca. Havia, além disso, um candeeiro, uma bilha, um espelho, o samovar infalível e um bule. Dois armários embutiam-se nas paredes. Uma pergunta me ocorreu. Onde estava a cama do menino? Talvez houvesse levado sumiço entre 1879 e 1935. O mais certo era não ter existido nunca: seria realmente difícil arrumá-la no espaço atravancado em demasia. Com certeza a criança dormia com os pais. (…) Doze metros quadrados. E neles um garoto viveu os primeiros anos. Isto marca uma pessoa para a vida inteira. Impressões posteriores somem-se, a escola some-se; as probabilidades de existência tranquila desfalecem. Resta a miséria inicial, precisamos livrar-nos dela. Insuportável. Se conseguirmos afastá-la da vida, talvez ela desapareça da nossa lembrança. Urgente acabar com isso. Indispensável que os homens não comecem a viver num meio como este." (Graciliano Ramos, "Viagem", 16ª edição, Record, págs. 149/153).
Embora a análise seja válida também para Kim Il Sung (como ele diz em suas memórias: "Apesar de nosso extenuante trabalho, mal tínhamos o bastante para comer; havia dias em que não podíamos dispor senão de uma magra e famélica tigela de arroz"), por algum motivo a impressão causada por sua casa natal é mais alegre do que a deixada em Graciliano pela casa de Stalin. Pensei que a diferença poderia estar na situação da Coreia de então, na clareza de uma situação em que havia um inimigo externo ocupando o país, mas lembrei que a Geórgia, no século XIX, também estava ocupada - pela Rússia czarista. Portanto, não sei o por quê da diferença. Talvez seja apenas uma diferença de temperamento entre nós e o velho Graciliano.
A MÁQUINA
Kim Ung Woo, bisavô de Kim Il Sung, conseguiu a pequena casa porque empregou-se para cuidar do cemitério de uma família rica. O cemitério não mais existe. Mas a casinha lá está até hoje. Nela, em 1945, ao voltar à cidade após a expulsão dos japoneses, Kim Il Sung passou sua primeira noite em Pyongyang. Poderia ter escolhido um palácio deixado pelos antigos imperadores ou pelos japoneses – mas preferiu dormir na casa pobre onde nascera.
Percorrendo Mankyongdae, deparamo-nos, num dos pouquíssimos cômodos da casa, com um grande instrumento manual. Perguntei para que servia. Ali, naquela máquina doméstica de madeira, nosso tradutor esclareceu, a avó de Kim Il Sung fazia "espaguete" (acostumado com o uso europeu, nosso tradutor usou essa palavra para o que, no Brasil, chamaríamos genericamente de "macarrão" - o que é compreensível, pois o italiano "maccheroni" designa um prato específico).
Kim Hyong Jik, pai de Kim Il Sung, foi um dos líderes da resistência ao invasor. Professor e depois médico tradicional coreano, era um dos patriotas mais avançados do seu país. Como seu filho contaria depois:
"Não foi antes do outono desse ano [1919 – ano do Movimento de 1º de Março contra a ocupação japonesa, em que 2 milhões de coreanos foram às ruas; na repressão imediata, os japoneses assassinaram 7.509 pessoas, feriram 15.849 e prenderam 46.303 coreanos] que meu pai voltou para casa. Esteve fora por um ano. Durante sua ausência, meu pai esteve ocupado com a reconstrução da Associação do Povo Coreano; ele viajou para Yiju, Chang-sung, Byukdong, Chosan, Junggang e outras cidades na província de Pyongahn do Norte e Manchúria. (…) Meu pai falou sobre os acontecimentos na Manchúria e na Rússia. Estava muito entusiasmado com Lenin e a Revolução de Outubro. Disse que, na Rússia, quem mandava eram os operários, camponeses e outros trabalhadores; ele invejava isso. Estava com raiva dos reacionários ‘brancos’ e das 14 nações que enviaram tropas para intervir na Rússia e derrubar o novo governo" (Kim Il Sung, op. cit., 1.3, "Longa vida à Coreia!").
Como Lenin em relação a Alexander, seu irmão, Kim Il Sung seguiria – aliás, desbravaria - um caminho diferente de An Jung Gun e dos patriotas da geração anterior. Mas seu pai já estava bem encaminhado. Infelizmente, faleceu aos 32 anos, uma vida atribulada, difícil - da tortura nas prisões japonesas até o precário exílio na Manchúria -, mas bem sucedida. Basta a lembrança do filho: "Bem cedo, meu pai despertou em mim o amor pela Coreia".

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